Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais- Por Gessi Taborda

VIROU FAROESTE

Enquanto o governador Confúcio Moura faz propaganda (enganosa, a meu ver) para dizer que a segurança pública rondoniense melhorou, os fatos noticiados pela mídia mostram exatamente o contrário. Rondônia (e até Porto Velho) voltou a viver como terra do faroeste.

Pelo menos sete mortes violentas (assassinatos) foram registradas entre sexta feira e domingo. A violência está descontrolada em Porto Velho. A situação não é diferente no interior do estado. Homicídios e assaltos se multiplicam na gestão do governo que só pensa em reeleição. A páscoa, como se viu, terminou coberta de sangue. E Bessa, o mais protegido por Confúcio, saiu da segurança para (como disse) disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. É bom que as pessoas não se esqueçam desses fatos cobertos de sangue.

Quem ficou mais preocupado em montar ciladas para desafetos políticos de Confúcio do que combater a criminalidade no estado? Quem? Quem? Quem? E o povo ainda vai mandar um sujeito desses para Brasília como deputado???.

COPA DA SALVAÇÃO

Tem uma turma de políticos rondonienses – alguns até tidos como prováveis candidatos – fazendo contagem regressiva para o início da Copa do Mundo. E olha que Rondônia está fora do mapa da Copa. E alguns desses personagens nem viajarão a estados de fora para torcer pelo Brasil. É que eles sabem que durante o evento mundial do futebol a Polícia Federal vai estar inteiramente voltada para segurança do evento da FIFA e não fará nenhuma das temidas operações para pegar políticos corruptos, empresários corruptores, sonegadores e empreiteiros acostumados ao superfaturamento. Políticos que estão doidos para receber dinheiro obtido pelas vias transversas como financiamento de campanha estão respirando aliviados.

TÁ DIFICIL

O anúncio da candidatura à reeleição de Confúcio, feito numa festa (quase igual a comício) em Ji-Paraná não mudou, até agora, a imagem do governador apelidado de “filósofo caipira”. Nos próximos meses a aprovação do “governo da cooperação” pode melhorar ou piorar. Uma coisa é certa: a reeleição não será tão fácil. Arrumando encrenca com todos os segmentos mais importantes dos servidores (nem a PM escapa) dificilmente Confúcio vai conseguir voltar aos seus melhores índices dessa sua primeira (e desastrada) gestão. Para a turma do tucano emplumado Expedito, à primeira vista, o cenário é bom. Mas se o tal tucano sair do ninho sem poder mostrar ao povão uma garantia de que superou o obstáculo judicial à sua candidatura, poderá assistir ao desfecho bizarro: Confúcio reeleito, mas derrotado pelos votos nulos e brancos. Prá Rondônia é de lascar. Segundo consta, Confúcio deve ser o primeiro que tenta a reeleição com uma aprovação baixíssima, menos de 35% segundo comentários nos meios políticos.

PÉS NO CHÃO

A vaidade fala mais alto para boa parte dos políticos rondonienses. Por isso um apagado Alan Queiroz, atual presidente da Câmara Municipal fale em arriscar-se a disputar a única vaga para o Senado, nesse ano. Se colocasse os pés no chão não arriscaria entrar nesse jogo porque a derrota é inevitável. Teria chances com muitos milhões e o uso da máquina da instituição que preside, quando muito, para deputado federal. Isso se a aliança de seu partido for muito bem costurada. Na opinião da coluna o político (e dentista) Alan Queiroz deve ser muito otimista. Mas nem assim conseguiria uma votação consagradora, livrando-o da humilhação nas urnas. Alan não tem visibilidade política para tanto.

ENTÃO TÁ

Já próximo do ano e meio de sua gestão como prefeito, Mauro Nazif acaba dando bem o tom do que imagina sucesso em sua lamentável ação de prefeito. Para empresários que foram oferecer (??) ajuda no sentido de resgatar a cidade do caos em que se debate Nazif enumerou as “conquistas” dessa temporada toda: “reajuste concedido aos servidores municipais, compra de maquinários, pagamento de fornecedores, quebra do contrato com a Marquise e o fortalecimento da Emdur”. Desse jeito – se a coisa não mudar – o futuro próximo de Porto Velho da vontade de chorar.

BONZINHOS

Os empresários cheios de bondade buscaram o prefeito para “ajudar a gestão”. Certamente, por não crerem na capacidade de planejamento do governo Mauro Nazif pediram a criação de “um observatório” (???) composto por empresários e membros da prefeitura para “buscar as melhorias que a capital necessita”. Orestes Muniz não quis mais participar da refrega eleitoral, mas (talvez por não acreditar na capacidade gestora de Nazif) se mostrou disposto a integrar o tal “observatório”, com a seguinte justificativa: “Precisamos nos unir para discutirmos a reconstrução de Porto Velho”.

Não ficou claro se esse pessoal pretende substituir os vereadores ou se fizeram tal proposta por achar que o prefeito terá mais respeito pelo grupo do que pela Câmara Municipal, onde estão os porta-vozes do povo, escolhidos pelo voto.

OLHOS DE VER

Falando em aeroporto – o nosso tem nome de “internacional” – o “Jorge Teixeira” ainda está no estágio primário. Foi declarado “internacional” há mais de uma década, e ninguém sabe se nessa década terá voos para (pelo menos) os países vizinhos.

Pois é, ali está agora mais uma demonstração do tal “planejamento” marqueteiro do prefeito. Enquanto a cidade sofre o escambau com o abandono da administração pública em todos os bairros, especialmente aqueles que na periferia são isolados pela falta de obras de combate às alagações; enquanto o número de ruas abandonadas, tomadas por buracos novos e antigos é coisa comum, ali na via expressa construída no tempo de Jerônimo Santana e transformada num tal de “espaço alternativo” (uma excrescência só existente por estas bandas) está a grande “obra” desse lamentável burgo mestre vindo, pelo visto, da “Bessarábia”.

Devem estar torrando uma baba preta no canteiro central daquela via expressa que começa no Hospital de Base. O povo já cansado de obras inacabadas e sem serventia não consegue entender como projetos enganosos continuam consumindo dinheiro público nessa verdadeira manobra de engana-trouxa inventada pela gestão do prefeito da capital.

NÃO É O JAPÃO

Difícil anunciar uma previsão do tempo a ser gasto na reconstrução dos bens e recursos destruídos pela maior cheia histórica do Rio Madeira. Certamente não seguiremos o exemplo do Japão, onde estradas, pontes, vilas e outras áreas destruídas pelo terremoto seguido de tsunami foi uma coisa rápida e eficiente.

Conhecendo bem os projetos e as promessas enganosas dos governantes locais acho que a reconstrução vai se arrastar por muitos anos. E olhe lá se tudo isso não se transformar numa monumental chicana. Tomara que os órgãos de controle externo não fiquem de olhos fechados e permitam a reprise de fraudes, que perturbam os realistas e estonteiam os desavisados pela lavagem cerebral do marketing dessas “autoridades”, pagas com o dinheiro público.

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