Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Fala de vice de Confúcio é duplamente lamentável: pelo desastre político e por ser ele um ex-sindicalista

DESASTRADA

As declarações de Daniel Pereira orientando Confúcio a demitir servidor que não se engajou na campanha pela reeleição do peemedebista não são apenas desastradas por revelar uma postura de truculência antidemocrática. Ela é mais lamentável quando se sabe que o autor da declaração é egresso do movimento sindical desde os tempos do PT, ocupando hoje a presidência do sindicato dos servidores federais no estado. É bom lembrar que Daniel foi apeado da vida pública e até do PT de forma nada honrosa. Imagine um sujeito desses com o Poder. Certamente os servidores públicos têm o direito de temer o retorno da lei da chibata.

 

COISAS DO MAURO

Enquanto no mundo civilizado há um claro propósito na desmilitarização do poder civil (em Portugal, por exemplo, o controle de passaportes no aeroporto de Lisboa e até sua segurança externa, é feito por empresa particular), aqui acontece exatamente o contrário. Ou não é isso que fica claro com o uniforme dos agentes de trânsito da prefeitura que foi adotado pela gestão (??) Nazif? E tem mais: o modelito parece muito com o utilizado pelo fascista Benito Mussolini, que acabou enforcado na Itália ao perder o poder.

COISAS DO AÉCIO

O então governador Aécio Neves (PSDB) regulamentou a Lei 14.170, que pune a discriminação por homofobia em Minas Gerais.

 

AJUSTE AMARGO

“Vença quem vencer, o presidente eleito não vai escapar de um ajuste emergencial na economia brasileira.” A projeção é do economista do Banco Central Alexandre Schwartsman que, recentemente, fez críticas à instituição e quase respondeu criminalmente por suas declarações.

 

NO AR

Comissão que analisa medida provisória que cria o Programa de Desenvolvimento da Aviação Regional elegeu o deputado Assis Carvalho (PT-PI), como presidente, e a senadora Ana Amélia (PP-RS), como vice-presidente. O senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) foi designado relator, e o deputado Geraldo Simões (PT-BA), relator revisor da proposta. É preciso ter a garantia de que o usuário tenha não só um preço menor, mas também a segurança necessária para usar o serviço. Em Rondônia, a distância entre a Capital e o município mais longe é de 800 quilômetros aproximados. Assim a aviação regional é fundamental e importante também, isso sem falar para as cidades fronteiriças, como Costa Marques.

 

MALAS PRONTAS

O deputado federal Amir Lando, candidato derrotado à reeleição, está convencido de que foi rifado nas articulações eleitorais peemedebistas em favor de concorrentes mais palatáveis ao “palácio Getúlio Vargas”. Esse sentimento já alimenta novas críticas ao governo em relação à inércia de Confúcio na busca de solução para a transposição de servidores estaduais aos quadros da União.

Na semana que passou Amir disse que essa situação não será resolvida se a PGE rondoniense não entrar com uma ação no STF exigindo que a Lei Federal que beneficia antigos servidores do estado com a transposição seja cumprida. Agastado com a resistência do governo às suas admoestações, Amir (quadro histórico do PMDB) poderá deixar o partido, certo de que não terá legenda para que concorra (uma de suas aspirações) à prefeitura em 2016.

 

DIREITO DE RESPOSTA

No último debate televisivo de que participou, o governador (e candidato à reeleição) Confúcio Moura demonstrou claramente que anda muito irritado, bem diferente daquela imagem pública de pessoa controlada, dono de uma postura filosofal. A nova postura foi o que deu o tom no seu programa eleitoral, buscando desconstruir a imagem pública de seu oponente, Expedito Júnior, pintado pelos marqueteiros da campanha chapa-branca como corrupto, por ter sofrido a perda do mandato de senador.

 

BALA DE PRATA

Ora, essa é uma questão pacificada. Expedito está com a ficha completamente limpa. E só por isso teve sua  candidatura registrada pela Justiça Eleitoral sem nenhuma restrição. Essas acusações levianas renderam direito de resposta de Expedito no programa do candidato à reeleição.

No arsenal à disposição de Expedito Júnior para ligar Confúcio à corrupção política que rendeu várias manchetes em seu governo há uma bala de prata para ser disparada a qualquer momento, revelando a existência de um documento pronto para ser assinado no STJ, conhecido no jargão da advocacia como “ordem de prisão”.

 

REVELAÇÃO

A coluna estará revelando proximamente a realidade da novela sobre as obras de saneamento (água tratada e esgoto) iniciadas nos tempos do Cassol, mas paralisadas até hoje. O processo existente revela de forma clara o verdadeiro culpado por essa enorme vergonha do desgoverno rondoniense. Como sempre, o pano de fundo é estampado com cifrões, milhares de cifrões.

 

SOBREVIVÊNCIA

O anunciado apoio do Padre Tom (o mesmo que esconjurou Confúcio antes da campanha eleitoral) ao candidato da reeleição servirá de aval à sobrevivência do ex-prefeito Roberto Sobrinho (derrotado com vigor pelas urnas), garantindo-lhe nomeação num novo governo de Confúcio (cogitado para a Secretaria de Finanças), e também ao retorno do derrotado deputado federal Anselmo ao comando da Agricultura estadual.

 

CUECA NOVA

Se o deputado (ainda) Zequinha Araújo tiver certeza de vitória na campanha do (ainda) governador Confúcio, não terá motivos para sofrer insônias em virtude da acachapante derrota no último dia 5 de outubro, certamente reflexo de sua desfaçatez ao participar de esquemas de corrupção que fizeram dele o personagem da cueca cheia de dinheiro sujo. Ele é outro nome que estaria no bolso do colete para uma importante nomeação num hipotético segundo mandato de Confúcio. Graças à sua habilidade em enrustir grana de origem duvidosa, Zequinha nem precisará das salvadoras gotas do rivotril para dormir tranquilo.

 

CONCUSSÃO

Além de não conseguirem a reeleição, certos deputados estaduais vão enfrentar indiciamentos por crimes como a concussão, denunciados por servidores como autores de esquemas destinados a extorquir servidores para a campanha eleitoral. A fonte não soube precisar se os inquéritos sobre essa prática criminosa já estão concluídos ou se foram remetidos o Tribunal Regional Eleitoral. Quem obrigou o servidor a comprar “convites” para churrascos ou outro qualquer tipo de festa de arrecadação pode botar as barbas de molho.

 

VOTAÇÃO BAIXA

Não só os erros internos da coordenação da campanha de José Hermínio, presidente da Assembleia Legislativa, explica sua baixa votação para um candidato com potencial “de mais de 20 mil votos”, como esperavam seus correligionários. Também deve se levar em conta que nesse ano Hermínio não pode contar com dois correligionários importantes do passado: Cláudio da Padaria e Elis Regina, ambos vereadores do PCdoB que, esse ano, tentaram a carreira solo, obtendo uma alta votação, mesmo assim insuficiente para que ambos chegassem à Assembleia Legislativa.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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