Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais: Lojas fechadas no shopping de Porto Velho, esperam algum empreendedor otimista – por Gessi Taborda

REALIDADE

PORTO-VELHO-SHOPPING3Dia desses fui a único shopping de Porto Velho e constatei um grande número de lojas fechadas, esperando algum empreendedor mais otimista para tocar algum negócio. O cenário comprova previsões nada agradáveis publicadas aqui na coluna, reconhecendo que o estado está, nesse final de governo, amargando mais um cenário de queda na atividade econômica, fator capaz de levar a uma maior falta de empregos, principalmente para os jovens saídos de nossas faculdades à procura do primeiro emprego.

O arrefecimento do consumo é, certamente, o que determina um número grande de lojas fechadas no único shopping da cidade. A triste constatação da coluna sobre dificuldades maiores a partir do próximo ano não é questão de mau humor ou pessimismo exagerado.

Ora, se o governo não conseguiu ao longo de seus quatro anos, atrair investimentos para o setor de produção e infraestrutura, por que  iria conseguir isso num suposto segundo mandato?

Não é a toa que os próprios controladores do shopping decidiram cancelar o investimento num projeto de torres comerciais.

COMEÇA HOJE

FIMCAEstá programada para logo mais, às 19 horas, no auditório da Fimca, a abertura da II Reunião de Ciência do Solo da Amazônia Ocidental e a IV Semana de Agronomia das Faculdades Integradas Aparício Carvalho (Fimca). O evento, que vai durar até o dia 17, tem a chancela da Embrapa. Ele reúne os mais os mais importantes especialistas, que debaterão as tecnologias geradas para o manejo dos solos e a sustentabilidade da produção agrícola na Amazônia. Entre os nomes mais expressivos das principais instituições regionais, estará presente também o Dr. Eros Francisco, do International Plant Nutrition Institute. Confirmaram participação no evento o Dr. Valdomiro Souza, da Universidade Federal Rural de Pernambuco, a Dra. Lúcia Anjos, da Rural do Rio de Janeiro, e a Dra. Fátima Moreira, da Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais.

GAME OVER

Cassol2Terminou ontem o prazo para o último recurso do Senador Ivo Cassol no processo em que foi condenado à prisão e, por consequência, perda do mandato de senador. Até o fechamento dessa coluna não foi possível conseguir informação se Ivo deu entrada no recurso.

Mas, levando-se em conta que Cassol é representado por uma banca de advogados de escol, é de se acreditar que essa providência foi tomada até a última ora em que poderia ser protocolada. O recurso, de acordo com profissionais do Direito, tem pouca valia para o senador que já foi governador de Rondônia, afinal ele tem duas condenações no STF.

Se o recurso não for conhecido pelo judiciário Ivo Cassol vai perder o mandato e ficará inelegível por 8 anos. Ele passa a cumprir sentença imediatamente, sendo recolhido à Papuda, em Brasília, onde permanecerá até definição da utilização de tornozeleira eletrônica, quando pode conseguir transferência para cumprir a pena em Rondônia.

IPERON DEVASTADO

Iperon22É muito mais do que trágico o complô do silencio que vigora nesse momento eleitoral, na clara tentativa de blindar o governo, mesmo diante de uma questão que poderá ser responsável por um dilema intangível contra o servidor público em fase de entrar no quadro dos inativos. Só pode ser coisa combinada com o devido aval dos sindicatos.

A coluna já tratou do assunto, demonstrando que esse governo do PMDB cometeu crime de apropriação indébita ao deixar de recolher sua obrigação (patronal) para o Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do estado (o IPERON) e, pior, ter metido a mão na contribuição dos servidores (descontada em folha) para os cofres do Iperon.

COMPLÔ DO SILENCIO

Iperon22Dá o que pensar, diante das revelações feitas na coluna, ver a mudez dos sindicatos dos servidores, como se essas entidades (comprometidas em defender os interesses dos segurados do IPERON) estivessem firmado um acordo para proteger o candidato à reeleição.

Cabe às entidades de controle externo, especialmente aos MPs tomarem providências para responsabilizar os envolvidos nesse esbulho.

Quando o próprio governo adotou a ideia de pedir autorização legal para pagar esse rombo do Iperon em “suaves parcelas” certamente demonstrou acreditar na impunidade do crime praticado. Até quando esse complô do silencia vai ser adotado.

ABAFADO

Iperon22Não dá para compreender como de repente tudo passou a ser abafado nesse governo. Nem o candidato da Oposição está colocando na rua o lado escuro desse governo. E assim, o candidato à reeleição vai se vangloriando de cultor da ética e transparência.

Nem a recente decisão dos órgãos do controle externo decidir paralisar as obras feitas no canteiro central da via expressa que liga a cidade ao Aeroporto, pela via do Hospital de Base foi revelada  no programa eleitoral.

Este é um governo onde pontuou escândalos formidáveis que, exatamente agora em plena campanha são abafados obedecendo, pelo visto, acordos de cumplicidade com entidades representativas antes barulhentas.

POUCOS NEGROS

ELEIÇÕESA representação política brasileira se distancia cada vez mais do que é o Brasil. Nas eleições de 2014, apenas 24% dos 1.679 candidatos eleitos se declarou como preto ou pardo. Aí se encontram deputados estaduais, distritais, federais, senadores e governadores. Muito longe do universo da população, aonde 50,7% se declaram pardos ou pretos. Os candidatos eleitos que se declararam brancos somam 1.271 (75,7%). Apenas dois candidatos se declararam indígenas (0,1%) e quatro, amarelos (0,2%). As mulheres também estão sub-representadas.

BOQUINHA

PetrobrasOs escândalos recentes, como o da Petrobras, deixaram em segundo plano um dos flagelos brasileiros, a ocupação de cargos técnicos por políticos da situação. Veja-se o caso da ECT. Segundo o sindicato dos funcionários, das 27 diretorias, 18 têm algum tipo de vínculo com o partido do governo. Há casos semelhantes em abundância por onde quer que se olhe no universo da administração indireta. Aliás, é por isso que os partidos grudam como chiclete no governo, inclusive quando as ideologias se chocam frontalmente. O nome do jogo é um só: emprego. Se ele não for possível, uma boquinha serve. O espantoso, porém, não é isso. O espantoso é que se ache isso normal. Lembra o título de um filme brasileiro de 1959, baseado em peça de Abílio Pereira de Almeida. Tudo a ver.

SERÁ?

Uma liderança do ramo de transporte comentou, com tristeza, que tudo indica que teremos uma repetição do primeiro turno, um MMA turbinado. Do cocuruto para baixo, tudo é canela.

ELA MERECE

ELEIÇÕESFiquei feliz com o resultado das urnas definindo os deputados estaduais. O povo poderia ser mais severo contra a corrupção no estado. Mas boa parte dos bandidos mequetrefes foi punida pelo eleitor.

E esse mesmo eleitor soube resgatar para gente que sempre honrou a representação popular no estado, fazendo política por ideal e convicção democrática.

Esse é o caso de Lúcia Tereza, uma mulher que merecidamente retorna ao parlamento estadual depois de dignificar ainda mais a política estadual desempenhando outras vezes o cargo de prefeita de Espigão.

MEDIOCRIDADE

mangabeira_unger_08A propaganda eleitoral usada para prometer tudo não apaga a marca da mediocridade desse governo que chega ao fim. Afinal, só mesmo um governo medíocre poderia pagar aluguel de apartamento de luxo para um Mangabeira Unger que, como se sabe não deu nenhum retorno a Rondônia na captação de investimentos para a promoção do desenvolvimento econômico. Bem, segundo consta, esse é mais um daqueles capítulos que renderam investigação e processo contra o gestor do dinheiro público do estado. O tempo dirá?

Em Linhas Gerais  Gessi Taborda – [email protected]

 

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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