Resenha Politica

RESENHA POLITICA: Léo é candidato a Prefeitura de Porto Velho – Por Robson Oliveira

 

Léo é candidato; MDB não é para amadores, Cassol de volta à ribalta política

CONSPIRAÇÃO

Ao conceder entrevista à SIC TV (Record), ao programa comandado por Everton Leoni, o deputado Fernando Máximo (União Brasil) revelou que uma conspiração engendrada pela Direção Regional e Municipal foi o motivo pelo qual desistiu de concorrer à prefeitura da capital. Durante a sabatina o parlamentar não escondeu a indignação ao saber que o União Brasil, partido ao qual está filiado, optou por lançar a candidata derrota ao Senado pelo Republicanos nas eleições 2022, Mariana Carvalho, que, aliás, somente requereu a filiação ao UB no último sábado, data final pelo calendário eleitoral para as filiações.  

RECONHECIMENTO

Visivelmente chateado com a puxada de tapete pelos mandatários do UB, Máximo fez questão de enfatizar o reconhecimento ao governador pela oportunidade profissional quando o nomeou Secretário de Saúde. Isentando Marcos Rocha da confusão.

BARRADO

Pelas críticas, restou claro que a ira de Máximo fora dirigida aos irmãos Gonçalves, Júnior e Sérgio. Os irmãos comandam a mão de ferro as estruturas estadual e municipal do União Brasil e o avisaram que o candidato do partido a prefeito de Porto Velho atende pelo nome de Mariana Carvalho, filha de Aparício, e não ele. Ao ser barrado, a alternativa, para evitar outras retaliações, foi desistir da candidatura na marra. 

SAÍDA

O deputado Fernando Máximo ainda avaliou convites de filiação formulados pelo PL, PP e pelo PSD. Entre os três, o mais vantajoso para uma disputa na capital seria o PL, mas as garantias eram frágeis. Nem liderando todas as pesquisas divulgadas e, portanto, cobiçado pelas demais agremiações, foi suficiente para ter a certeza de que a candidatura por outra legenda estaria sacramentada sem problemas judiciais. Enfrentar uma campanha majoritária com a ameaça cassação seria um ótimo mote para os adversários explorarem. Além da perda imediata da prerrogativa de foro. Ficou sem saída. 

AVISO

A situação de Fernando Máximo é uma piada, para não dizer tragédia: o cara é o melhor avaliado entre os pré-candidatos, fez sozinho a legenda do UB na última campanha, puxando dois outros deputados federais com votações modestas, inclusive Maurício Carvalho, irmão de Mariana, nem assim conseguiu convencer seus algozes para ser indicado a prefeito. Na campanha é um tema que voltará aos debates porque o fato revoltou Máximo e tende a ser explorado pelos adversários. Ele avisou profeticamente que sabe antecipadamente quem não vai apoiar. E a dedução é fácil para qualquer cabeça, especialmente as chatas: certamente Marianinha não terá seu apoio. 

INFIEL

Numa leitura simples da situação é obrigatório reconhecer de forma isenta que a vítima desta relação se chama Fernando Máximo. Ele é o traído e o União Brasil o infiel. Não há outra explicação numa linguagem coloquial. Trocaram doze por meia dúzia. As chifradas do UB fizeram dele um touro raivoso que não aceita ser abatido sem uma reação mais vigorosa. E assim procederá.

TRATOR

Quem acompanha os bastidores da política percebe claramente que houve um esforço concentrado pelos grupos políticos do estado e município de Porto Velho para impedir qualquer candidatura que colocasse em risco o projeto eleitoral capitaneado pela filha de Aparício Carvalho. Um esforço violento com objetivos definidos para ‘tratorar’ quem se opusesse ao projeto, provocando reações e desistências. Máximo foi o primeiro alvo. Um segundo, que começa a se esboçar, é em direção ao ex-deputado federal Léo Moraes. Mas com este o trator não funciona. Terão que gastar saliva e muita para convencê-lo a permanecer na direção-geral do DETRAN. Senão é Léo quem tratora esta choldra.

CANDIDATO

Uma semana atrás Léo Moraes (PODEMOS) estava fora da disputa da pré-eleição a prefeito. Com a experiência que adquiriu no exercício parlamentar ficou espiando de longe as brigas formadas sem que se imiscuísse em nenhuma delas. Literalmente se frz de morto e lavou as mãos, agora, com o quadro desanuviado e Fernando Máximo barrado das eleições, Léo Moraes que estava quieto, volta ao centro das atenções com chances reais de empinar uma candidatura promissora. Aposto uma URV contra um real que os fatos animaram Léo Moraes a disputar a sucessão de Hildon Chaves. Léo é candidato. 

MÃO 

Lembro que foi Hildon Chaves que tomou da mão de Léo a prefeitura e, oito anos depois, poderá devolvê-la com a outra. Uma vez que a candidatura da menina de Aparício é imposição. Hildon raciocina equivocadamente que, em razão da avaliação positiva da atual administração, qualquer ungido vira prefeito. O eleitor da capital é complexo a dado a surpresas, não aceita garroteamento e define o candidato nas setenta e duas horas antes do pleito. O ex-prefeito Chiquilito Erse cometeu o mesmo erro que o atual prefeito está incorrendo. 

PROFISSIONAIS

O velho MDB deu uma importante cartada ao filiar a juíza aposentada Euma Tourinho com a promessa de ser indicada candidata a prefeita. A filiação, além de boas manchetes, colocou os velhos mandatários do MDB no jogo sucessório. Ainda é cedo para afirmar que o partido homologará o nome de Euma na convenção, embora anunciada a candidatura. Profissionais na arte de prometer e depois não cumprir com o avençado, o MDB não é para amadores. O falecido desembargador aposentado Valter Waltemberg foi um exemplo de como o partido descarta qualquer candidatura independente dos antecedentes. Euma ainda não demonstrou que é um nome com apelo eleitoral, é noviça nesta arte e tem um longo caminho espinhoso a percorrer. Não basta ostentar o ex-cargo de magistrada como garantia da candidatura. O MDB já passou a perna até no “capa preta” Valdir Raupp. Já há quem sugira indicá-la a pré-candidata como vice de uma chapa eleitoralmente mais consistente, descartando a candidatura própria. A entrada de Léo na disputa, por exemplo, cai como luva aos projetos emedebistas. O MDB não é para amadores. A velha guarda emedebista está veia, mas não gagá. A candidatura da juíza nasce com cheiro de naftalina. 

PROGRESSISTA

Quem também assiste de longe os entreveros dos partidários da direita é o progressista Vinícius Miguel (PSB). Embora tenha mantido contatos com a maioria destes personagens relatados na coluna, Vini articula em surdina sua candidatura que pode ser catalisadora das insatisfações de eleitor mais ao centro.

MEMÓRIA

O professor Vini não é um candidato a ser desprezado, especialmente se conseguir reunir em torno de si outros partidos da mesma matriz ideológica. Na reeleição de Hildon Chaves, ficou fora do segundo turno por apenas mil e quinhentos votos, senão teria dado um trabalho monumental à reeleição do atual prefeito. Tenho na memória uma reunião que Hildon convocou na sua casa, véspera do primeiro turno (sábado), com Vinícius, momento em que reconheceu o risco de perder. Algo até então inimaginável. Tenho também na memória as palavras ditas e, 24 horas depois, com o resultado do primeiro turno, anunciou que solicitaria imediatamente o apoio de Vinícius a sua reeleição. O que de fato aconteceu. Naquele dia, entre uns goles e outros, o próprio Hildon Chaves confessou que, sendo Vini o adversário no segundo turno, o resultado seria imprevisível. Para alívio do prefeito, Cristiane Lopes quem passou por menos dois por centos dos votos. 

PT

Ainda é desconhecido formalmente qual rumo os petistas vão seguir nas eleições da capital. O nome mais denso é o de Fátima Cleide, mas ela ainda não demonstrou nenhum interesse no pleito. O partido já administrou as maiores cidades do estado, inclusive Porto Velho, mas tem se desidratado nas urnas com a ascensão do bolsonarismo. Contudo, os votos que ainda detém na capital são fundamentais para dar força a qualquer candidatura mais progressista. Cidades como Porto Velho, Cacoal, Jaru, Guajará e Presidente Médici, já administradas pelos petistas, não guardam um bom legado administrativo, mas ainda depositam neles alguns votinhos. Atualmente o partido está com uma candidatura forte para a prefeitura de Nova Brasilândia. O apoio dos petistas na capital ajuda qualquer candidato. 

URROS

Ivo Ksol voltou à ribalta política depois de ter sido barrado pelo Judiciário nas eleições estaduais passadas. Com seu estilo estridente e belicoso, retomou a direção do PP com ataques fortes contra o senador Confúcio Moura (MDB), por perceber que este (Moura) tem tudo para ser seu principal concorrente nas eleições a governador em 2026. Já não é mais aquele político de vinte anos atrás, que fazia os adversários correrem do ringue com medo dos impropérios. Ksol vai perceber adiante que as redes sociais não perdoam nem os velhos rabugentos do passado que querem apavorar no futuro. O silêncio confuciano aos impropérios foi mais bem assimilado do que os urros estrepitosos do ex-governador ainda inelegível. É possível que recupera os direitos políticos. Como é factível que processos que tramitam nos escaninhos judiciais voltem a tirá-lo da cena novamente. 

 BARULHO

Mais barulho à vista. Os céus de Rondônia continuam nublados e o tempo ruim se espraiando para tudo que é lado. Aguardem! 

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA /JORNALISTA E ADVOGADO –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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