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Em Linhas Gerais: Cassol diz que deixou tudo arrumado, e agora está tudo bagunçado – por Gessi Taborda

Uma confissão de Cassol se espalha pelo estado como rastilho de pólvora: “Fui governador de Rondônia por duas vezes. Deixei tudo em ordem, muitas obras em fase final de conclusão. Agora está tudo bagunçado…

SÓ RESTA TORCER

EL1A eleição se aproxima. Vamos torcer para que algo aconteça com o nosso povo e que venha a iluminar nossa percepção, fazendo com que consigamos escolher o mais sabiamente possível a pessoa que vai dirigir este país e este querido estado de Rondônia. Está difícil apontar caminhos ou até mesmo tomar uma decisão. Tem gente por ai crendo numa suposta repaginação, capaz de cativar o eleitor menos exigente e menos consciente. Nós, que vivemos o dia a dia dessa lamentável política rondoniense sabemos que não há repaginação alguma… Os personagens são os mesmos interessados em continuar na mamata de sempre. Se continuarem no jogo, a corrupção vai grassar ainda mais. Nunca estivemos vivendo uma disputar eleitoral à mercê de uma terrível falta de líderes como agora. E assim querem nos oferecer o batido cardápio de picadinho de cobra, disfarçado de “boeuf à bourgignone”. E tudo isso acontecendo diante de uma realidade inegável. Nosso eleitorado jovem demonstra um profundo desprezo pela política e pelos políticos. Tudo isso fruto de uma indolência quase inacreditável no que diz respeito a se ensinar aos jovens o que é política e como ela deve ser praticada, honesta e corretamente. Só mesmo torcendo para que algo aconteça ao nosso povo, capaz de deixá-lo com sua percepção iluminada. Caso contrário, lá vai o estado de Rondônia ser obrigado a engolir sapos barbudos e barbeados por muitos anos mais.

LUGAR HISTÓRICO

Ninguém se lembrou até agora, mas o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 1994. Sabem onde foi a final entre Brasil-Itália? Em Pasadena.

ESPALHANDO

ICUma confissão de Cassol se espalha pelo estado como rastilho de pólvora: “Fui governador de Rondônia por duas vezes. Deixei tudo em ordem, muitas obras em fase final de conclusão. Agora está tudo bagunçado. Certamente não dá para fechar os olhos para essa bagunça generalizada. E ai nosso grupo tem de participar dessa oportunidade de transição”.

CPI DA PETROBRÁS

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Provavelmente (nada mais do que esse condicional) hoje, ou até o final desta semana, ficará resolvida a questão da CPI da Petrobras. Uma só com senadores, farsa completa, outra mista, senadores e deputados. Esta seria mais completa, afinal 513 deputados não podem ser suplantados pela intimidade de 81 senadores com o Planalto. Mas há uma decisão clara: dessa vez não haverá nenhum espaço para político rondoniense brilhar, como aconteceu no passado, quando Amir ganhou nome nacional naquela que cassou Collor.   

LEITOR REVOLTADO

EL1Abro espaço para o desabafo do leitor Heleno Filho: “Nosso” Brasil é o país dos juros e dos banqueiros, mas o que mais me revolta é a situação da educação, é lastimável, Outro dia fiquei ainda mais impressionado ao assistir uma reportagem exibida na tv por assinatura sobre o destino da merenda de milhares de crianças de diversos estados em várias regiões do país. O cenário é desolador, assistir quilos e quilos de comida – que nem sempre tem uma boa qualidade, mas ainda sim, são alimentos que matam a fome de milhares de crianças – sendo jogados no lixo na maior cara de pau é no mínimo revoltante. Deveriam ser presos, segurança máxima, perpétua. Nossa economia também está na lata do lixo.

 

COORDENADOR

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Sem disputar esse ano o cargo majoritário, Valdir Raupp atuará abertamente somente coordenador da campanha de reeleição de sua esposa, a deputada federal Marinha Raupp. As especulações de que Raupp se envolveria diretamente na campanha de reeleição de Confúcio tiveram um “stop” quando o nome do empresário Chagas Neto passou a ser apontado como o coordenador da campanha do “governo da colaboração”.

 

INDEFINIÇÃO REAL

Sem título-5A menos de dois meses para as convenções as indecisões dão colorido especial à definição dos candidatos definitivos para a corrida sucessória no estado. Pode parecer uma coisa meia louca, mas, nessa altura do campeonato: apenas o Pimenta de Rondônia tem cacife para impor a sua anunciada candidatura ao governo. Afinal, ele se tornou o bambambã do PSOL.

Esse tipo de garantia não existe em termos do PT. O cura petista sonhando em desalojar o filosófico Confúcio do Palácio Getúlio Vargas voltou do encontro petista em São Paulo crente que não haverá resistência ao seu nome e a determinação do partido em ter candidatura própria.

 

TOM DESAFINADO

tonMas verdade seja dita: o Padre Tom ainda está na constrangedora situação de ter de desistir do projeto quando menos esperar.

A boa vontade da cúpula nacional do partido manifestada, como disse, no encontro do PT em São Paulo, não pode ser considerada uma decisão final da cúpula do PT sobre a candidatura própria aqui, em Rondônia. A qualquer momento a cúpula nacional pode entender que é melhor o partido ir a reboque do PMDB rondoniense. Afinal, o pároco não tem nenhum cacife para tão grande pretensão eleitoral.

Quem pretende ganhar um papel de destaque num teatro tão grande não iria querer ter do seu lado um sujeito mais queimado que Roberto Sobrinho, o conhecido Ali Babá que deixou em pandarecos a cidade de Porto Velho. Isso mostra que o cura pode até ser bom de celebração religiosa, mas não demonstra noção do que seja articulação política para o projeto desse tamanho. Os interesses nacionais de seu partido pode sim, erodir seu sonho de disputar governo.

 

PEDRA NO CAMINHO

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O PSD, partido comandado em Rondônia por Moreira Mendes, está prestando um serviço relevante ao projeto reeleição de Confúcio Moura. Talvez não deliberadamente, mas ao descolar o deputado José Hermínio da candidatura própria ao governo e se juntar na caminhada de Expedito Júnior, o PSD tirou do caminho de Confúcio uma pedra que lhe traria grandes tropeços e o faria perder uma montanha de votos. Hermínio é uma vítima da falta de bom senso dos dirigentes partidários de Rondônia. Foi sacrificado na disputa pela prefeitura municipal de Porto Velho e agora para a disputa do governo do estado.

 

MAIS DO MESMO

EL1Expedito Júnior (ex-senador cassado por corrupção eleitoral), se conseguir registrar na Justiça Eleitoral sua candidatura, e se eleito, deverá manter aberta as chances para vários nomes ligados ao PMDB e ao próprio Confúcio seguir governando. É sintomático as declarações recentes de Expedito, elogiando Confúcio como um excelente governador. Também já estão de olho grande num suposto governo tucano gente como Aires do Amaral, que certamente deverá tentar reaver a fortuna perdido nos últimos anos.

Portanto, Expedito não é o novo “salvador da pátria” aos olhos de quem quer mudanças de quem acredita que a democracia se ampara na alternância de poder. O risco é de termos mais do mesmo que ai está.

Por Gessi Taborda
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CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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