Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais – Aliança Cassol e PT não é folclore – por Gessi Taborda

INEXPERIENTES

ELEIÇÕESPois é! Ontem encontrei amigos conversando numa mesa de boteco sobre política. Um deles falou aliviado: “Bom, Já tenho em quem votar… Eu estava pensando seriamente em anular o voto ou nem mesmo ir à sessão eleitoral nesse ano. Mas como estão dizendo por ai que tem um de Claros para disputar a eleição já não preciso mais anular o voto”. A resposta de outro integrante da mesa foi imediata: “Mas esse sujeito, pelo que me consta, não tem experiência nenhuma para governar um estado”. E para encerrar a polêmica a explicação não demorou: “A escolha pode ser por isso mesmo. Então esse sujeito ainda não aprendeu a falsificar um orçamento, a superfaturar preço das obras e serviços ou dar contratos para os amigos”, tascou.

O ATALHO

Cassol2O reatamento das negociações entre Ivo Cassol e o PT do Padre Ton não é folclore. Essas negociações são as premissas de que nem Maurão de Carvalho e nem Jaqueline Cassol são verdadeiramente os candidatos dos sonhos do poderoso cacique do PP e do clã Cassol. Em nome das conveniências do ex-governador e (ainda) e senador, os dois podem ser rifados.

Ao deputado Maurão (cansado de ser deputado estadual), interessado em continuar na vida pública, vai restar praticar a inteligência que deve ter aprendido como menino da roça: se a estrada não dá caminho, toma-se o atalho.

MEIA SOLA

barbaValdir Raupp já foi prefeito, de Rolim de Moura, e governador de Rondônia. Nunca aproveitou seu tempo de executivo para industrializar seu município e o próprio estado. Seu governo foi um desastre que legou a Rondônia, entre outros malefícios, a malfadada “Dívida do Beron”, esse monstro impagável. Isso sem falar, também, na “venda-doação” de ativos importantes do estado, como a Ceron.

Muito antes de Valdir Raupp nascer a cidade de Franca (SP), já era importante polo calçadista do Brasil. E só agora, em 2014, ano eleitoral, vem o senador (com minúsculas mesmo) dizer que foi conhecer Franca para propor uma parceria, capaz de fazer de Rondônia um polo calçadista também.

Ora: tá na cara que isso é pura demagogia desse cacique do PMDB. Não dá para esquecer que o comprometimento do futuro de Rondônia começou lá governo do conhecido barbudo de Rolim. Valdir Raupp é um dos beneficiários da lerdeza da Justiça. Mas, de acordo com fontes, não demorar muito para o nobre senador ser balançado por ações tramitando no Supremo.

APROVADO

dilma-presidente (1)Na terça-feira foi a votação dos destaques do Plano Nacional de Educação, que agora vai para sanção da Presidente Dilma. Aliás, tem parlamentares rondonienses que estão mais preocupados com suas campanhas eleitorais. Deve ser por isso que nem apareceram no plenário para cumprir seu papel diante dos votos obtidos dos rondonienses. Na bancada de nosso estado, muita gente já está em clima de campanha eleitoral ou de Copa do Mundo, isso cada um pode responder por si.

SEIS X MEIA DÚZIA

CRISNesse cenário de pobreza cultural da mais abandonada de todas as capitais dos Estados brasileiros, não passam de chiliques as manifestações da anunciada troca de comando na Funcultural, essa entidade que é como um capítulo de novela ruim, daquela que ninguém sabe e ninguém viu.

O governo municipal caminha para seu segundo ano de mandato e a imensa maioria do povo rondoniense sequer sabe onde fica a tal Funcultural. Então, tirar da presidência da entidade Jória Baptista para colocar Christian Camurça tem o mesmo efeito de trocar seis por meia dúzia.

A cidade, acostumada a ver a inércia total no fomento da cultura nem vai sentir a diferença. Afinal, estamos falando de uma capital de estado onde não existe, até hoje, uma orquestra sinfônica, uma pinacoteca, um museu histórico, etc. Porto Velho vai se tornando um túmulo cultural, onde até as originais manifestações folclóricas estão indo prô vinagre.

CRIME POLÍTICO?

MAZINHOConheci Mazinho Amorim quando seu irmão Ernandes Amorim era deputado estadual. Naquela época Mazinho destacava pela persistência de empreender, de trabalhar. Não tinha os pendores políticos do irmão e demorou para entrar nesse segmento.

Não posse descartar a ideia de Mazinho ter sido vítima de uma vingança de cunho político. Afinal, a marca política empreendida por Ernandes Amorim na região de Ariquemes sempre foi a da polêmica e a do enfrentamento. Foi assim que ele conquistou respeito e temor na região onde sempre liderou o jogo político. Certamente a polícia vai chegar, com as esperadas investigações, aos executores da morte de Mazinho, revelando a motivação. Para Amorim, esse foi o desfecho de uma vingança. Tomara que esse episódio não provoque violência nas artimanhas eleitorais ariquemenses.

CARTILHA

ELEIÇÕESPara proporcionar ao eleitor, meios e informações sobre a importância do voto consciente e de se escolher candidatos comprometidos com os problemas do estado e das cidades, o Tribunal Regional Eleitoral vai distribuir 5 mil exemplares do Manual de Orientação ao Eleitor, recebido do Tribunal de Justiça. O material foi entregue pelo desembargador Rowilson Teixeira. O presidente do TRE, desembargador Moreira Chagas, não explicou como será feita a distribuição dessa manual.

QUESTÃO DE TEMPO

Porto VelhoA necessidade de dotar Porto Velho de um Ceasa já motivou dezenas de comentários ao longo dos anos aqui na coluna. Nunca existiu um gestor público capaz de transformar isso numa realidade. Ora, esta é apenas mais uma carência de infraestrutura da mal amada capital rondoniense.

Pois é, agora o assunto volta à baila. O prefeito Mauro Nazif estaria tratando desse assunto e, inclusive, teria dado sinal verde para se fazer o projeto do Ceasa. Como sempre, terá de existir apoio federal para que isso aconteça. E, pelo falado ontem, é necessária a participação do governo do Estado.

Tomara que essa não seja mais uma daquelas promessas de final de verão. Um Ceasa não só contribuir para o equilíbrio de preços ao consumidor (de produtos hortigranjeiros), como também (dependendo de sua localização) ajuda a reduzir o tráfego de caminhões pesados no centro ou na área urbana lindeira. Um dia, certamente, a cidade vai ter o seu Ceasa. Isso é apenas uma questão de tempo.

NO FIM DA FILA

aLANNum levantamento sobre portais de transparência da gestão pública de vários estados, a nossa Rondônia ficou em ultimo lugar, como uma nota de 0,85. O resultado divulgado pela mídia no princípio dessa semana não chega a surpreender ninguém. Com um gestor estadual como Confúcio e um Nazif, na prefeitura, o que se poderia esperar da transparência?

Por que nisso que eles batizam de portais da transparência não informações precisas, por exemplo, sobre o número total de cargos DAS no governo rondoniense. E falta transparência nas contas públicas.

Falta pouco prá essa gente sair do governo estadual (a não ser que a reeleição ganhe nas urnas) e ninguém ficará sabendo nem como andam as coisas no Iperon, um caso crônico de escoamento do dinheiro público, praticamente desde sua fundação.

MANCHETE

Li ontem numa dessas picaretagens travestidas de jornalismo: “Rondônia poderá (jornalismo verdadeiro não faz suposições, ainda mais em manchetes) ser governada por um padre”.

Ora, mesmo com reza brava “poderá” ser muito difícil.

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FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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