Em Linhas Gerais

Em Linhas Gerais – A Farra de Diárias da Câmara de vereadores da capital – Olho vivo MP

Não dá para acreditar que os vereadores de Porto Velho sairão impunes e rindo da cara dos contribuintes, após a denúncia da farra de diárias.

E APÓS A COPA?

copaE comum aqui em Rondônia as pessoas vaticinarem sobre o desfecho dessas eleições de forma muito apressada. Esquece-se de fatores que irão pesar muito na decisão do eleitor. Um desses fatores é a Copa do Mundo. Aparentemente Rondônia – onde não existe nem mesmo um estádio decente – não será influenciada pelo que virá acontecer com a chamada seleção do Felipão. Ora, claro que vai influenciar. Nosso estado não é uma ilha e nossa população adora futebol. A comprovação disso está na torcida existente, principalmente para os grandes times de futebol do país.

ESPÍRITO DA NAÇÃO

bandeiraA eleição desse ano é diferente da disputa meramente estadual. Vale dizer que sofreremos os reflexos da disputa em nível nacional, com a escolha de quem vai mandar no Brasil pelos próximos cinco anos.

O desempenho do Brasil na Copa do Mundo – a glória ou a vergonha – mexerá com o espírito da nação e exercerá influência decisiva sobre o projeto de reeleição da presidente Dilma.

A vitória brasileira, mais do que qualquer outra já conquistada ao longo da história, produzirá um barulho eufórico ensurdecedor, capaz de empanar todas as manifestações contrárias ao Mundial.

POVO FURIOSO

protesto_brasiliaA derrota esfriará os ânimos dos que torceram para que tudo desse certo, e ampliará a fúria dos céticos e descontentes, dos irresignados e críticos – após a queda, cobertos de razão.

O fracasso exacerbará o sentimento de revolta contra um evento que custou uma montanha de dinheiro, grande parte desviada pela corrupção embutida nos projetos das obras faraônicas.

O revés, no Maracanã restaurado e majestoso, evocará a tragédia de 50, provocará convulsões e desmaios e fará emergir, das almas mais débeis, o velho ‘Complexo de Vira Lata’, de que falava Nelson Rodrigues ao discorrer sobre a magia do futebol.

VALEU A PENA

dinheiroA euforia vitoriosa fará cada empolgado lembrar que valeu a pena gastar a rodo com projetos executados a toque de caixa e a admitir que o dinheiro esbanjado não fará falta às estradas destroçadas, às escolas arruinadas, aos hospitais e postos de saúde abandonados.

O sabor do triunfo, acentuado pela gula voraz e incontida, absorverá os derradeiros e tênues resquícios do mensalão de Dirceu e Genoíno, e transformará a indigesta aquisição da refinaria texana em suntuoso banquete de iguarias oníricas.

LULA GLORIFICADO

LULA_JESUS_CHAVEZSe o Brasil ganhar, o intimorato Scolari se julgará o deus dos estádios, os atletas se fantasiarão de heróis extraplanetários, e a pequena Dilma, transmudada em monumento qual estátua ciclópica de Itu, lembrará que o título inexcedível foi fruto de sua obstinada tenacidade, ao passo que o companheiro Lula se proclamará autor do memorável feito e lembrará que a legislação admite a troca de candidato até 20 dias antes da eleição.

A glória futebolística projetará, em todos os espaços da mídia, a fisionomia risonha da presidente sentindo-se avalista do grande feito, tão épico quanto à chegada do homem à Lua.

Até o PT rondoniense será premiado com a casquinha da euforia vitoriosa. Dirão os petistas locais que são amigos dos reis e conseguirão até algumas vitórias que são inesperadas no cenário de hoje.

E SE PERDER…

lula detonadoSe perder, se sucumbir em pleno templo marcado pelo temporal de lágrimas de 64 anos atrás, a decadente estrela do Planalto invocará que o Mundial não passou de trágico equívoco, extemporâneo, cegamente defendido pela sandice de um ex-presidente tomado pela obsessão de inscrever seu nome, também, na indelével história das Copas Mundiais.

O amargo do infortúnio, contudo, exumará da memória pátria a taxação dos milhões de pobres inativos, o calote dos precatórios, o confisco do Imposto de Renda e o rombo monumental do Caso Pasadena que, ampliado por outros descalabros, concorre para implodir a maior das empresas nacionais.

 

METENDO A MÃO

pastor delsonNão dá para acreditar que os vereadores de Porto Velho sairão impunes e rindo da cara dos contribuintes, após a denúncia da farra de diárias.

Consta como campeão dessa mordomia exatamente o tal “pastor” (Deus que nos livre!) Delson. Não creio que o MP ficará de braços cruzados diante de tal safanagem.

O dinheiro público não deve ser usado para garantir o turismo desses espertalhões travestidos de defensores do povo. É preciso investigar e punir quem mete a mão no erário sem dó e nem piedade, como se fosse dinheiro do próprio bolso. E o povo tem obrigação de não votar nessa camarilha que nada faz a não ser se locupletar.

Junto a minha indignação à da Ivonete Gomes, manifestada na TV Rondoniagora. E para o Delson, que fique bem claro: a grana do contribuinte não  pode ser tratada como as coletas da igreja. Vade retro…

ESTARRECIDOS

mp roIntegrantes do Ministério Público, de acordo com fontes bem informadas, estão estarrecidos com o nível da corrupção nos municípios rondonienses e até mesmo em Câmaras Municipais. Tornou-se praticamente uma rotina a divulgação pela mídia de prefeitos e outras autoridades municipais que rouba descaradamente o dinheiro público e pratica desvios sem o menor pudor.

Virá chumbo grosso por ai. E os primeiros tirambaços poderá começar por Porto Velho, onde além das fraudes mais sofisticadas, existe em pleno funcionamento uma “fábrica de notas frias” para calçar os assaltos ao dinheiro público por quem aposta na impunidade.

BALACOBACO

nepostimoEstou sendo levado a rever meus conceitos sobre a família do ocupante do governo rondoniense. Ora, depois de ler a manchete de ontem do “Tudorondônia” (Pedreiro vira “laranja” de irmã e cunhado de Confúcio e “herda” fortuna em dívidas) e não ler ou ouvir nenhuma explicação do governador passo a acreditar que esse povo é do balacobaco. Então não restam dúvidas: é pelo butim que eles buscam mais quatro anos de poder e com a chave do cofre… Tadinha de Rondônia.

DÍVIDA DO ESTADO

fspA repactuação da dívida dos Estados e municípios com a União será um dos pontos altos dos debates da 65ª Reunião Geral da FNP. A reunião acontecerá nos dias 19 e 20 de maio, no Novotel, em São Paulo (SP). No encontro, os prefeitos vão discutir estratégias para garantir a aprovação no Senado e a sanção presidencial do Projeto de Lei Complementar nº 99/2013, que propõe o novo financiamento.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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