Em Linhas Gerais

Eleições OAB – Com nome togado na disputa, advogados temem que OAB se transforme num puxadinho do Palacio – por Gessi Taborda

CAMPANHA DA OAB

toga2A campanha pela seccional da OAB-RO segue um caminho que passa longe da expectativa de tranquilidade imaginada na fase de pré-campanha, quando o cenário apontava para a reeleição tranquila do presidente Andrey Cavalcante.

O cenário foi incendiado com detecção da influência de forças do governo cacifando uma chapa montada a partir de um nome creditado num tribunal especializado da justiça, reconhecidamente prestigiado pelo governo, onde consta nome da linhagem familiar num desses cargos regiamente remunerados, reservados sempre para vincular interesses de quem manda na administração com quem pode prestar imensos favores em quadra tão sensível como é o togado.

PUXADINHO

toga2É possível que diante dessa manobra detectada por uma boa parte dos advogados temerosos com a possibilidade de ver a OAB-RO transformada num “puxadinho” palaciano, haja um efeito muito favorável à reeleição do atual presidente Andrey Cavalcante que propugna a continuidade da OAB-RO como entidade totalmente comprometida com os interesses públicos e não contaminada por interesses privados. Esse cenário em que advogados detectam a soturna participação da tal chapa branca é o que incendeia a batalha nessa reta final.

Assim nesse momento há uma grande pergunta desafiando a resposta dessa categoria importante: Se um candidato chapa-branca assumir a presidência, como se portará a OAB-RO na sua função institucional se tiver de se levantar contra interesses do governo? Colocar na presidência da entidade alguém com o papel de subserviência será deplorável para toda a categoria dos causídicos.

COISAS DE POLÍTICO

Lula23“Sem ao menos corar, Lula apenas age como todos os políticos. Por isso ele não vê nada demais no enriquecimento de parentes enquanto governava o país. Nem vê nada demais em ter-se tornado um milionário à custa de empresas que beneficiou como presidente”. Observação do leitor Paulo Pinheiro, enviada pelo e-mail do colunista.

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BOBAGEM

ODACIR SOARESVerdadeiramente há ainda muita indefinição sobre o quadro dos candidatos à disputa eleitoral do próximo ano. Mas é pura bobagem imaginar que o Odacir está politicamente morto, pelo simples fato de não ter mais a exposição que estava conseguindo na mídia até os meses mais recentes. Ora, como disse Churchill, o estrategista e político britânico, dado como politicamente morto após o desastre da mítica esquadra que liderou na I Guerra: “Há uma enorme diferença entre Guerra e Política. Na Guerra se morre apenas uma vez; na Política várias vezes”. Tá explicado como até Roberto Sobrinho se imagina em condições de se habilitar para a disputa municipal de Porto Velho no próximo ano.

INSTABILIDADE

GREVEA greve dos petroleiros somada à greve dos caminhoneiros, convocada para próxima segunda-feira, dia 9, pelo Comando Nacional do Transporte, deverá ter adesão no estado de Rondônia, embora até o momento não tenha sido divulgado nenhum comunicado oficial sobre o assunto. No âmbito da PFR a orientação é no sentido de “se observar atentamente” os protestos. Os dois movimentos paredistas geram mais instabilidade no instabilidade no país e para Rondônia aumenta os riscos de redução na oferta de combustíveis nos postos.

FELIZES DA VIDA

DinheiroComo bem lembrou o colunista Carlinhos Brickmann nem todo pé rapado pode se queixar das brechas existentes no país para se ganhar dinheiro. “Lula, o ex-ministro Antônio Palocci, a ex-ministra Erenice Guerra e o governador mineiro Fernando Pimentel, também ex-ministro, não nasceram em berço de ouro e, de acordo com dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras, do Ministério da Fazenda, os quatro movimentaram perto de R$ 300 milhões em suas contas bancárias, nos últimos anos”.

MILAGRE VISÍVEL

DinheiroNestes anos de dominação do PT sobrou para o atual momento de vacas magras o sorriso maroto de conhecidos ex-pobretões petistas transformados em milionários ou, no mínimo, em integrantes da classe média alta, trafegando em suas reluzentes caminhonetas de luxo, com cargos e salários de marajás, morando em casas mais parecidas mansões e sem sofrer até agora qualquer investigação pelo visível enriquecimento ilícito. Aliás, nem aqueles pegos com a boca na botija em escândalos como o da Escola Mojuca mostram qualquer temor com um suposto retorno à classe pobre, mesmo com as condenações sofridas. É ou não é uma terra de Macunaíma essa nossa?

ESPIONAGEM NA REDE

Hacker-stock-art-–-Boing-BoingDeve ser lançado este mês aplicativo para monitorar postagens nas redes sociais com manifestações de intolerância, machismo, preconceito, ódio, racismo ou que promovam a violência. Foi desenvolvido pelo Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da Universidade Federal do Espírito Santo, encomendado pelo Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos.

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FUTURO DE MAURÃO

mauraoPelo menos a manchete do jornal mais importante de Rondônia (Alto Madeira de 05/11) confirmou aquilo que leitores da coluna já sabiam logo no princípio do semestre, quando a ELG anunciou em absoluta primeira mão as negociações feitas no seio do PMDB para cooptar o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Maurão de Carvalho, para suas fileiras, objetivando fazer dele o candidato à sucessão de Confúcio. O PMDB certamente compreendeu que este é um bom negócio para tentar manter o governo de Rondônia em seu comando. Só com um nome com a expressão do deputado Maurão ele pode escapar de um derrota cada vez mais visível em 2018.

RINDO A TOA

ivo-cassolCertamente Ivo Cassol está sorrindo às bandeiras despregadas com mais uma “vitória de Pirro” ao conseguir empurrar para uma data distante o julgamento final de sua condenação no Supremo Tribunal Federal. É claro que essa “vitória” não garante que ele vá manter até o fim o mandato de senador e, no final do túnel, já pode deslumbrar uma possível escapada da vexatória situação de ver o sol nascer quadrado. Conhecido como um desses personagens com escorpião no bolso, Cassol deve estar incomodado com o preço que anda pagando para manter essa liberdade precária.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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