Em Linhas Gerais

É decepcionante a qualidade da política rondoniense – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A democracia não muda a substância da história: continua se tratando de um sistema obrigatório, um mecanismo através do qual todo mundo quer viver às custas de todo mundo. Os resultados das urnas nos últimos tempos têm apenas confirmado que a política é uma atividade de interesses individuais mascarados de interesse público.” GESSI TABORDA (1951), jornalista editor dessa coluna, com longa vivência no rádio e no serviço público  agora aposentado.

APODRECEU

Se for mérito ou não, decida você, mas um fato é que ninguém pode tirar o protagonismo de Janot em mostrar que os arautos da moralidade contra os escândalos envolvendo petistas eram santos do pau oco. Ou Satanás pregando quaresma, tanto faz.

Detonou Temer, Aécio Neves e Geddel, alternando o bastão da corrupção em todas as mãos. Mostrando que a representação política no Brasil, da forma como vinha sendo construída, apodreceu. E agora, no pós-Janot, o que fazer para sair do atoleiro? Eis a questão: ninguém sabe, não há caminhos visíveis.

PRESTEM ATENÇÃO

É decepcionante a qualidade da política rondoniense. Nunca estivemos tão longe da almejada racionalização da administração pública, em todos seus níveis. Os “representantes do povo” continuam incapazes de apresentar sugestões para uma agenda propositiva. Tanto nossos representantes na bancada federal como no parlamento estadual preferem se notabilizar como propositores das famigeradas emendas orçamentárias (um autêntico foco a alimentar a corrupção miúda) do que fiscalizar o Executivo, exigindo a melhorar a qualidade dos serviços púbicos por um preço menor. Para esses “representantes do povo” qualificar o gasto público não é prioridade, até pelo fato de que isso poderia tornar mais difícil a distribuição de propinas, as licitações dirigidas e apropriação indevida dos recursos públicos.

HILDON CHAVES

Não me arrependo de ter contribuído para a vitória de Hildon Chaves como o prefeito de Porto Velho. Ele se apresentou com a mensagem certa, de defensor do princípio da eficiência na gestão municipal. Vi no Hildon Chaves a oportunidade de ter na gestão da capital rondoniense a tal gestão eficiente, com um prefeito a serviço do bem público.

A vitória de Hildon Chaves me sinalizava o fim da falta de comprometimento dos antigos gestores com a coisa pública. Depois de décadas testemunhando o comando de “gestores” medíocres na Prefeitura portovelhense (alguns, inclusive, apontados como corruptos) estava aliviado com a vitória do atual prefeito, um aprendiz de política que não estava contaminado com as práticas nefandas do sistema.

ORGANIZAÇÃO

Certamente Hildon Chaves demonstrou ter uma visão organizacional avançada, principal motivo de seu sucesso empresarial num segmento de enorme concorrência. Com ele na prefeitura imaginei que mudanças extraordinárias aconteceriam em curto espaço de tempo dando qualidade entre as relações do Poder Público com o privado, quebrando o estigma de morosidade e ineficiência.

MAZELAS PERENES

Quando tratamos desse tema somos forçados a aceitar que essa ineficiência é responsável pelas mazelas que fazem (ainda) de Porto Velho uma das mais escrotas capitais de estado do país. Destaquemos pelo menos três dessas mazelas: o transporte coletivo (ainda executado em caráter precário e emergencial), o urbanismo medieval (a cidade não tem sequer arborização ou praças decentes), a falta de racionalização nos gastos com transportes, saúde, educação e saneamento básico.

MELHOROU

Reconheço que a presença de Hildon Chaves na prefeitura de Porto Velho garantiu melhorias nas ações do executivo municipal. Principalmente em relação ao resgate dos valores éticos desprezados pelas gestões anteriores. Todavia tudo leva a crer que vamos terminar o ano sem a tão necessária e desejada revolução administrativa e política que somente um sujeito eleito de forma independente poderia propor e executar.

Na visão da coluna – salvo melhor juízo – o prefeito precisa se dedicar mais a profissionalizar e racionalizar a gestão para demorar menos em oferecer aos cidadãos que pagam impostos os serviços da municipalidade.

MENOR CUSTO

Há muitos entraves para conseguir essa racionalização, a começar pelo ao fisiologismo e corporativismo de castas do serviço público que impedem a redução dos gastos e das despesas de custeio na estrutura dominada por cargos comissionados, onde os mais “espertos” conseguem remunerações astronômicas se comparadas à realidade dos barnabés.

POTENCIAL

Se a gestão municipal não caminhou na velocidade deseja e não conseguiu acabar com a blindagem que mantém serviços precários como o transporte urbano para a população, ainda é o prefeito Hildon Chaves o (novo) político com maior potencial para recuperar os longos anos de atraso na gestão de Porto Velho, retomando o caminho do desenvolvimento tão necessário.

Desacreditado e decepcionado com os “velhos” políticos rondonienses, em relação à Hildon Chaves ainda mantenho minha fé. Com ele podemos e devemos resgatar a credibilidade da administração da capital rondoniense.

COBRANÇA

Se a gestão da Assembleia Legislativa sob o comando de Maurão de Carvalho tiver em interesse em afastar de vez a desconfiança de muita coisa cabeluda que em tempos idos provocou operação policial de combate a gafanhotos e servidores, determinando até a prisão de alguns parlamentares deveria, como comentou uma fonte, implantar o ponto biométrico. A medida, claro, dificultaria “nomes lotados em órgãos, divisões e coordenadoras existentes na Casa” receber a bufunfa morando em cidades do longínquo interior.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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