Em Linhas Gerais

” E assim, nesse brinde de final de ano, nossos sinceros votos de Bom Ano Novo”-por Gessi Taborda

 FELIZ ANO NOVO VELHO

mariana222Recebi centenas de mensagens de leitores, empresas, políticos e amigos desejando-me (e à minha família) um maravilhoso novo ano. Até da jovem deputada Mariana Carvalho (e acredito que ele mandou entregar seu cartão ao máximo de residências de Rondônia) recebi uma mensagem falando de realizar sonhos. E olha que este escriba não conversa com essa dondoca há um longo tempo.

Esse ano o escriba não agiu como antes, também repetindo as mensagens de bom natal e felizes festas de novo ano por cartões, e-mails e nem mesmo pelo facebook. Quando muito, o registro desse desejo numa pequena nota da coluna.

 CRÔNICA

anonovo22Mas o tema servirá de crônica nesse último dia do ano. Por que até uma pessoa que não tem conosco qualquer afinidade enche nossa caixa posta de cartões e mensagens desse jaez?

Para exprimir os nossos desejos. Para que aqueles a quem endereçamos os nossos votos saibam que nos preocupamos com eles e que lhes desejamos alegria, felicidade, saúde, bem-estar, amor. Para que serve isso, além de cumprir um ritual, de manter uma tradição? Apenas para manter a cola social que faz de nós uma sociedade em vez de seres isolados?

 SUPERSTIÇÃO

anonovo22Há nestes votos uma superstição implícita. Dizemos “Feliz Ano Novo” como um conjuro, como se as nossas palavras pudessem invocar os lares e os penates e forçá-los a conceder as suas bençãos. Como quando desejamos “as melhoras” a um doente. Não é apenas um desejo pessoal, um sentimento interno e secreto, mas um voto público, um desejo anunciado, quase uma imprecação, quase uma oração.

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EU PRIMITIVO

anonovo22É verdade que dizemos e escrevemos tudo isso mecanicamente, sem pensar, mas as raízes do gesto e das palavras estão por aí. No lançamento de cada “Bom Ano Novo” há uma esperança demiúrgica. Há um eu primitivo que convoca os deuses; que acende uma fogueira na noite e que levanta os braços ao céu; que sonha que os poderes da terra e do fogo estão ao seu alcance.

SIGNIFICADO ESPECIAL

anonovo22Depois de um Natal magrinho, provocado pelos juros indecentes (50% para o credito pessoal, 196% no cheque especial e mais de 300% no cartão de crédito), pela inflação, pelo endividamento das famílias (25% está inadimplente há mais de 90 dias) vamos assistir a entrada de 2015 com a sensação esquisita de que será um ano novo velho e requentado.

Então dizer “Bom Ano Novo” neste final de 2014 tem um significado especial. Não é um desejo de quietude e de continuidade mas de mudança e de alteração radical deste 2014 de todas as desgraças e de todas as vergonhas, destes acontecimentos de corrupção que nos legará anos de empobrecimento como país, como sociedade.

A festa do réveillon é descrita como a festa da família e da esperança, mas nunca se torturou tanto a esperança e nunca se balizou tanto o sofrimento das famílias como nestes anos do Governo Confúcio Moura, cuja a reeleição sinaliza a consequências que serão duradouras e terríveis, se a Justiça não for célere em concluir os processos em relação ao abuso do pode político e econômico, usado para conseguir esse nova mandato, isso sem falar nas ações decorrentes da corrupção investigadas pelo MPF e Polícia Federal, em fase de conclusão no STJ.

 ENTRADA

anonovo22Vamos assistir a entrada de 2015 com a sensação esquisita de que será um ano novo velho e requentado: mais quatro anos de PMDB mandando em Rondônia, mais quatro anos de pibinho minúsculo e noticiário dominado pela corrupção, além dos habituais problemas da saúde, segurança, educação, etc. etc. Tudo como dantes no quartel de Abrantes.

Neste fim de 2014, queremos que muitas coisas mudem. Não para que fique tudo na mesma, mas para que tudo mude.

E no dia da posse para a segunda gestão certamente lá estará discursando o governador para convencer os mais crédulos de que já vivemos no estado do leite e do mel.

Certamente vai nos dizer que fizemos tudo bem ao dar-lhe o segundo mandato e que apesar de seu envolvimento nos escândalos de 2014 agora tudo vai correr bem. Que atravessaremos as dificuldades, e tudo vai ficar ainda melhor, pois o futuro está aberto diante de nós.

 ROJÕES DE ESPERANÇA

anonovo22Estamos nos aproximando do réveillon, se conseguirmos soltar alguns rojões de esperança serão para homenagear a Justiça, que poderá fazer por nós aquilo que não conseguimos fazer pelo voto: uma limpeza, ainda que pequena no ambiente político defenestrando e, oxalá, botando na cadeia uma parte do enorme bando, que há tanto tempo vem roubando o nosso dinheiro.

Neste fim de 2014, dizer “Bom Ano Novo” tem um significado especial porque significa que desejamos algo muito diferente e que temos a coragem de escolher. Sabemos que temos de ter a coragem de escolher algo que não existe pré-fabricado e que vamos ter de fabricá-lo com as nossas mãos.

 BECO SEM SAIDA

anonovo22Sabemos que a política entrou num beco sem saída, com partidos capturados por lógicas clientelares e transformados em centrais de corrupção.

Entraremos no ano em que o ficha limpa Paulo Maluf, receberá R$ 35 mil pelo proporcional aos dias de trabalho em dezembro e também ao vencimento de janeiro, além de R$ 120,7 mil para as atividades de mandato, mais R$ 78 mil para a indicação de servidores para seu gabinete, R$ 3,8 mil de auxílio moradia, além de R$ 38,9 mil para custear passagens, telefone, consultorias, transporte e alimentação, com posse garantida em 1º de fevereiro.

Sabemos que a governança entrou num beco sem saída com a reeleição de um político encalacrado com denúncias de participação direta na roubalheira do estado, com Rondônia capturada por interesses privados. Sabemos que a democracia entrou num beco sem saída, reduzida a eleições que pouco ou nada mudam.

 TIMTIM!

Mesmo com todas essas adversidades, brindemos ao novo ano.

anonovo22Ainda não fui convencido a imaginar Confúcio Moura como um representante do povo com prestígio para esse segundo mandato. Nem acredito que você leitor, como a maioria da população, não vê o governador em seu próximo mandato como guardião do bem comum. Não será um mero discurso de posse que dissipará a imagem de um governante desonesto e mentiroso, dispostos a fazer qualquer coisa para alojar-se no governo com a intenção de sugá-lo ao máximo em proveito próprio.

E nessa virada está esse governo que ganhou mais um mandato com todos os indícios de uma “vitória” obtida pelas vias transversas, anunciando o “novo” secretariado de velhos conhecidos que já está diante do julgamento da opinião pública. Mesmo diante da óbvia constatação de que para esse governo do continuísmo a tal opinião pública tem quase nenhum valor.

 É DA TRADIÇÃO

anonovo22Nesse dia 31 de dezembro comamos bastante uvas, lentilhas, nos vestindo de roupa branca para ir – mesmo com a sensação do engodo – ao réveillon do Nazif com a pornográfica Banda Calypso, já que aqui não temos como pular as Sete Ondas. Afinal é assim que se faz nessa terra onde os políticos mais parecem bandoleiros do velho oeste.

Que todos os orixás torçam por nosso estado e que o Todo Poderoso nos proteja e nos abençoe mais uma vez, ajudando-nos a manter a coragem de fazer diferente nas próximas eleições. E assim, nesse brinde de final de ano, nossos sinceros votos de Bom Ano Novo.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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