Em Linhas Gerais

A “doação” decidida pelo novo prefeito ainda não é pratica da baixa política – Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A traiçoeira armadilha do sucesso é um alçapão em que costumamos cair quando, embriagados por eventuais êxitos, passamos a nos achar melhores que os outros, quando não invencíveis, e nos afastamos da essência do sucesso: a preparação.”

BERNARDINHO (1959), batizado como Bernardo Rocha de Rezende marcou época na história do vôlei brasileiro, do qual se despediu nesse princípio de mês, encerrando a “Era Bernardinho” que conquistou a medalha de ouro nas Olímpiadas do Rio de Janeiro.

PISADA DE BOLA

É difícil acreditar que a decisão (considerada atabalhoada em vários segmentos) de doar um terreno público para o grupo empresarial “Irmãos Gonçalves” tenha nascido apenas da vontade do novo prefeito Hildon Chaves, exatamente pelo fato de na campanha ele ter angariado enorme simpatia popular quando afirmava sua independência de grupos econômicos e políticos, destacando que o investidor de sua campanha era ele mesmo.

Ora, então essa decisão rotulada como primeira pisada de bola da gestão iniciada agora não nasceu de subserviência a grupos econômicos a quem – como se supõe – não deve favores. Então dá para imaginar que tudo isso foi fruto de um bizú soprado por alguém que já está gravitando na órbita da nova gestão com extrema influência e agilidade em defender interesses próprios.

BATE PRONTO

Consta que o novo prefeito conseguiu a necessária autorização parlamentar para o feito no sistema vaptvupt. Os vereadores não só não botaram óbice algum à doação, como também nem a discutiram convenientemente, certamente motivados pelo recesso do parlamento.

É claro que um negócio resolvido com tamanha velocidade gera naturalmente gera muito tititi, especialmente no cenário desse país onde o noticiário político vive recheado de denúncias de propinas dadas a políticos ou seus partidos. Dai, a necessidade que tem o novo prefeito de explicar timtim por timtim a rapidez dessa doação.

FAZENDO POLÍTICA

Por ter tido sua primeira experiência eleitoral no ano passado, ainda tem muita gente repetindo que Hildon Chaves não sabe fazer política e por isso – dizem principalmente os oposicionistas do momento – anda perdido nesse início de gestão sendo facilmente engabelado pelos oportunistas que gravitam no meio político, inclusive no ninho dos tucanos.

Esse conceito não tem lastro na realidade. A própria vitória de Chaves nos dois turnos da eleição passada demonstra que ele, mesmo sendo debutante nessa seara, tem habilidade política. Pode até não ter brilhantismo nesse jogo mas sabe mexer o doce, como demonstrou as fotos espalhadas nas rede sociais de sábado para cá participando uma pelada futebolística organizado pela secretária Ivonete Gomes, titular da pasta dos esportes.

LIBERDADE

Para o colunista o tal “Irmãos Gonçalves” não é um conglomerado empresarial totalmente confiável. Dai ser plenamente justificável que a doação de área pública para o grupo seja escarafunchada no âmbito das instituições de controle externo e até da sociedade, pelos instrumentos jurídicos existentes.

Mas a coluna, particularmente, não acredita na versão de que o novo prefeito caiu uma artimanha da baixa política. Ninguém mais do ele – em relação às últimas gestões – pode fazer política com inteira liberdade e até enfrentando as fúrias dos babalaorixás que sempre se nutriram da corrupção e dos desvios do dinheiro público.

Ainda vigora todas as expectativas de que Hildon Chaves vai mesmo reconstruir a nossa tão abandonada capital de Rondônia.

CORAGEM

As bandeiras defendidas por Hildon Chaves durante a campanha alinhavam propostas em prol do desenvolvimento da capital e até da região, para não dizer do estado. Mas nelas não havia qualquer evidência sobre a suposta doação de terreno público para (será que é verdade?) a construção de um novo shopping em Porto Velho, principalmente diante dessa realidade econômica que fez o setor decair enormemente, em todo o Brasil.

Certamente esse tipo de decisão não é exemplo de coragem para nenhum gestor. Hildon precisa ter coragem é para resgatar compromissos de campanha, como o da construção do Ceasa de Porto Velho, isso sim, iniciativa que fará dele um grande administrador, um gestor voltado para os interesses maiores da população em todos os seus níveis.

OPORTUNIDADES

Se o novo prefeito exercer a coragem com inteligência terminará seu primeiro mandato eletivo como o grande ícone da política da capital e – certamente – do estado. À sua frente, diante de anos de embromação, de incompetência e de falta de responsabilidade dos antecessores, estão desafios de todos os tipos, possibilitando ao novo administrador municipal fortalecer sua liderança pessoal, inserindo seu nome na história, como aquele que pela primeira vez resgatou as dívidas da prefeitura para com a sociedade de Porto Velho.

NADA COMPROMETEDOR

A coluna repete mais uma vez: é bom esperar um pouco para se tirar conclusões sobre os rumos a serem escolhidos e trilhados pelo novo prefeito. Hildon Chaves, como se sabe, é debutante na política, não conhece bem suas mumunhas. Por isso é normal que erre logo de cara no início da gestão do município. Não pode, é claro, comprometer seu capital eleitoral, perdendo a representatividade conseguida inusitadamente nas ruas. Precisa ter humildade para perceber quando suas decisões não agradam (como essa da doação do terreno) e tratar de consertá-las, de voltar atrás.

NÃO HÁ SANTOS

Há certas coisas – e Hildon já deve estar descobrindo isso como prefeito – que são indefensáveis. Decisões enquadradas nessa categoria precisam ser revistas imediatamente. Insistir nelas – como querendo empurrá-las goela abaixo do povão – poder ser erro fatal na política. Quem orienta o novo prefeito a cair nessas arapucas deveria não se esquecer de que o povo levou-o ao comando do município por ver nele o símbolo da nova política.

Alguém deve lembrar sempre ao novo prefeito que entre os áulicos reunidos ao seu lado – incluindo nomes de seu próprio partido – não há santos. Alguns até parecem ter auréolas, mas é mero truque de madame. Falam bobagem e jogam conversa fora para incensar decisões que alimentem interesses escusos e propiciem meios de se fazer negociatas lá na frente.

É O QUE GOSTAM

Na campanha Hildon foi a nossa esperança para consertar a política de Porto Velho e colocar a capital rondoniense no mapa das cidades desenvolvidas, capazes de orgulharem-se de si próprias.

Ainda estamos botando fé no prefeito. E é por isso que a coluna volta a alertá-lo, especialmente agora quando é rodeado de políticos com os visíveis rótulos dos patrimonialistas (para usar um eufemismo) e das maracutaias comuns nessa capital.

Caciques políticos e detentores de mandatos com fichas tisnadas fazem o que gostam: usar a política em benefício próprio para o enriquecimento ilícito e rápido.

SUTILEZA

A vitória de Hildon Chaves não teve influência de caciques, nem mesmo de Expedito Júnior, o mais emplumado so tucanos de Rondônia.

Mas, como sempre, se apropriam do vitorioso como se eles próprios tivessem ganhado as eleições. O novo prefeito precisa usar de sutileza para não cair no canto da sereia. Especialmente com aquelas figuras que vê na nova gestão uma oportunidade para a recuperação e o equacionamento de suas contas, das perdas decretadas com o congelamento das boquinhas que detiveram em outros níveis de governo.

O DECANO

Amanhã, dia 17, o jornalismo rondoniense une-se para cumprimentar com alegria mais um aniversário do decano de nossa imprensa, Euro Tourinho, o editor desse jornal. O diretor geral do jornal Alto Madeira vai completar 97 anos com uma fibra de fazer inveja a muita gente jovem. Quem com ele convive vendo toda a sua energia, tem certeza de Euro Tourinho ainda ficará entre nós por muito tempo espargindo ensinamentos de vida valiosos para todos. Enquanto comemoraremos, num almoço, mais esse aniversário do “comandante” da imprensa rondoniense, nos preparamos também para as comemorações do 1° Centenário do Alto Madeira nesse ano de 2017.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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