Em Linhas Gerais

Desemprego é a prova cabal da incompetência dos governantes em implantar programas de geração de empregos

FILOSOFANDO

 

“Não pode haver economia onde não há eficiência”. Benjamin Disraeli (1804/1881) foi político conservador britânico, escritor aristocrático e, por duas vezes, Primeiro-Ministro do Reino Unido.

DISTANTE

Na semana que passou a coluna aproveitou o Dia da Indústria para comentar o desinteresse até da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (a Fiero) em exigir um projeto de estado para o desenvolvimento de segmento industrial forte em Rondônia, como uma matriz geradora de empregos formais de que tanto os rondonienses carecem, tirando o protagonismo do próprio governo que é e deverá continuar sendo o grande empregador de Rondônia.

PUXAS-SACOS

Sempre interessados em maquiar a realidade, puxas-sacos do governo gostam de espalhar que o desemprego só existe em Porto Velho. Argumentam que a agropecuária é muito forte no interior e por isso lá não há desemprego. Conversa fiada. Os segmentos verdadeiramente geradores de empregos são a indústria e o comércio (serviços). Se juntarmos todos os empregos gerados em matadouros e frigoríficos existentes em Rondônia não equivalem nem mesmo a uma sessão de uma fábrica de uma indústria de porte médio.

MASCARANDO

O sonho não é tão amplo como de ver o estado de Rondônia transformada em potência industrial, com um mercado interno expressivo e uma classe trabalhadora livre dos sobressaltos do desemprego, como acontece nesse momento até na indústria da construção civil, provando que o estado está vivendo uma recessão sem precedentes, debalde o esforço de propaganda oficial em mascarar essa situação.

MILHARES

O pacato bairro Flodoaldo Pontes Pinto (o antigo Calama) testemunhou sexta e ontem (segunda) a terrível situação de desemprego em Rondônia. Pelo menos umas 3 mil pessoas faziam fila indiana no bairro para entregar currículos e renovar a esperança de conseguir um emprego. A mesma situação dramática e humilhante acontece com frequência no Sine da capital. A maioria, é claro, sai dessas filas sem conseguir nada, só mais decepção com a incompetência dos governantes em implantar programas de atração de investimentos que gerem empregos formais.

HOMENAGEM

Nesta semana os deputados fizeram longos preparativos e salamaleques para homenagear (mais uma vez) o governador Confúcio Moura, esse personagem sobre o qual pairam várias denúncias de leniência (e até mesmo envolvimento) com atos de corrupção em sua gestão.

O governador, claro, ficou embevecido com as loas recebidas não só no meio político, mas também no próprio segmento da iniciativa privada, até mesmo da Fiero.

A ELITE NÃO QUER

A homenagem é a demonstração de que a transformação de Rondônia em estado pujante, com uma indústria capaz de atender suas necessidades de geração de empregos e, por isso, orgulhar toda a população não é o desejo de sua elite (???) política e industrial. O governador homenageado está chegando ao fim de sua segunda gestão sem concluir nada daquilo que tanto prometeu em investimentos de infraestrutura.

Os setores-chaves para alavancar o estado no rumo da vanguarda tecnológica da produção não avançou nada, mas a “elite” (local) continua agindo mais como a rapinagem que drena e saqueia os recursos do estado para encher o bolso de meia dúzia.

ESQUECIMENTO

É triste reconhecer que estamos vivendo ainda num estado em que a elite do dinheiro manda pelo simples fato de poder “comprar” as demais elites.

A conjuntura histórica não mudou em Rondônia, ou seja: o Executivo está nas mãos de interesses divorciados dos reais interesses da grande maioria da população.

BLINDADO

Um governo sempre blindado por uma imprensa (salvo as honrosas exceções) que age em conluio, promovendo o esquecimento dos espetáculos de corrupção dentro do governo, manipulando sempre em favor daqueles ocupam os espaços do poder sem nenhuma vocação democrática.

O governo que aí está e se prepara para mais uma vez receber a homenagem do Legislativo vai terminar o seu tempo com a mesma marca dos anteriores, a do adiamento (para não falar em derrota) do sonho de uma “Rondônia Grande e Importante”.

CONSCIÊNCIA

Esse conluio da “elite” com os governos fracos e incompetentes, traduzido de forma clara na imprensa domesticada, contribui para a falta de consciência de que a rapina selvagem é o fio condutor, o obstáculo que impede o estado de avançar em termos de qualidade de vida, de aprimoramento da política democrática, etc., etc.

E não adianta olhar de soslaio.

ABORTADO

Se não fosse assim, o processo de aprendizado ao longo de todos esses anos em que o rondoniense é chamado às urnas para votar em todos os cargos eletivos não teria sido abortado.

Isso mesmo, abortado. Ou existe outra explicação para o festivo noticiário de que (só para exemplificar) o clã Donadon, após todos os casos de corrupção que terminaram em cadeia, volta à disputa eleitoral apoiado por uma ruma de partidos e com amplas possibilidades de reassumir o poder no importante município do sul rondoniense?

A IMPRENSA

É graças a ação dessa imprensa a serviço do saque, interessada simplesmente no dinheiro público que jorra das fajutas campanhas de publicidade que políticos do naipe do ex-prefeito petista apelidado pela população de Porto Velho como “Prefeito Ali-Babá” imagina uma volta triunfal ao poder.

Com o conluio da mídia o personagem citado imagina que pode fazer novamente todo mundo de tolo, a ponto de comprar (talvez com dinheiro de Caixa 2) as esperanças de quem ainda sonha com uma Rondônia verdadeiramente desenvolvimentista.

DE SENADORES A DEPUTADOS

Os nomes mais lustrosos da política do estado rondoniense estão vivendo um momento de surpresa. A denúncia contra o senador Valdir Raupp, até recentemente o grande cacique político rondoniense, investigado agora de forma mais concreta pela Lava Jato e apontado ontem com um dos beneficiários dos esquemas antirrepublicanos no âmbito do Banco do Brasil deixa os rondonienses que pensam embatucados.

Parece que nossa classe política, com os seus nomes de maior peso, indo de senadores a deputados federais e vários estaduais (16 ex-deputados estaduais respondem à nova enxurrada de processos na Justiça); passando por prefeitos e vereadores, é vocacionada à corrupção desde o nascedouro.

PICARETAGEM

Raupp, Cassol, Donadons, Capixabas, Haroldos, Testoni, Mosquini, Carlos Magno, sempre conseguiram usufruir da “galinha dos ovos de ouro” , dividindo as fatias do bolo de um estado que mesmo com os imensos recursos à sua disposição ao longo dos anos não conseguiu sequer resolver problemas fundamentais como o Saneamento Básico, as rodovias e outros impeditivos ao seu pleno desenvolvimento.

Todos esses políticos (muitos até recebendo homenagens de instituições públicas) continuam fazendo as mesmas traquinagens de sempre sem nenhum temor. Eles acreditam que a mentalidade do rondoniense se moldou à picaretagem da cultura política tupiniquim.

VALE A PENA?

A política de Rondônia serviu de oportunidade para um bando de pés-rapados aqui chegados em busca do enriquecimento rápido sair da longa vida de miséria, tornando-se homens ricos (ou enriquecidos) como os próprios não esperavam conseguir em tão pouco tempo.

Alguns nesse momento estão com a pulga atrás da orelha. Foram com tanta sofreguidão ao pote que se tornaram alvos de investigações profundas, como é o caso da Operação Lava Jato, e hoje são sérios candidatos a encarar sentenças judiciais capaz de coloca-los na cadeia. Quem poderia imaginar que o humilde Valdir Raupp de menos 3 décadas pudesse hoje aparecer como cartaz importante nos vários episódios em que a Lava Jato denuncia políticos envolvidos em dinheiro sujo, propinas e corrupção.

Raupp é certamente um dos homens ricos de Rondônia, bem como grande parte de sua família e de sua mulher. Mas, pergunta-se: valeu a pena?

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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