Em Linhas Gerais

Deputado Anderson do Singeperon e a denuncia da funcionaria comissionada da SEJUS -por Gessi Taborda

 FILOSOFANDO

“O arqueólogo é o melhor marido que uma mulher pode ter; quanto mais velha ela fica, mais interesse ele tem por ela.” AGATHA CHRISTIE (1890/1976), romancista, contista, dramaturga e poetisa da Inglaterra. Ganhou a alcunha de Dama do Crime, por ter se destacado como autora de romance policial, publicando mais de 80 livros sobre o tema.

 MUITA ÁGUA

Como é bastante natural nessa época do ano, fontes da meteorologia adiantaram para a coluna que os foliões rondonienses, especialmente os da região da capital, devem se preparar para enfrentar muita chuva enquanto curtirem os blocos carnavalescos nestes desfiles que começam hoje e deverão avançar pelo longo feriado. O mau tempo não será exclusividade de Porto Velho.

 PALAVRA DA OMS

Situação complicada para grande parte dos brasileiros. A Organização Mundial da Saúde estima que 5,8% da população nacional seja afetada pela depressão. A taxa média supera a de Cuba, com 5,5%, a do Paraguai, com 5,2%, além de Chile e Uruguai, com 5%. É a maior taxa de pessoas com depressão na América Latina e uma média que supera os índices mundiais.

 SE FOSSE AQUI…

O prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, e alguns vereadores da cidade foram transformados em réus, após o MPF e o MP/RO entrarem na Justiça com uma ação civil pública que acusa os políticos ariquemenses de terem praticado improbidade administrativa por recolherem livros didáticos da rede municipal de ensino, com o argumento de que tais livros (remetidos ao município pelo MEC) incentivavam estudantes do ensino fundamental a assimilar ideias homofóbicas em seus conteúdos de gêneros.

 BANHEIROS E VESTIÁRIOS

As autoridades do importante município rondoniense justificaram sua decisão de retirar o conteúdo polêmico atendendo a maioria das famílias com filhos matriculados nas escolas municipais.

Imagine o que aconteceria em Ariquemes se alguma autoridade de lá impedisse (como fez Donald Trump essa semana nos Estados Unidos) transexuais de usar banheiros e vestiários nas escolas públicas da cidade? Diante desse tipo de processo, será que algum(a) diretor(a) de escola terá coragem de impedir que alunos usem banheiros e vestiários de acordo com o gênero com qual se identificam sem levar em conta o sexo biológico?

 SEM DESCULPA

Anderson do Singeperon (PV) é deputado novo na função. Mas deve ser reconhecido, já, pela corajosa denúncia contra o titular da Secretaria de Estado da Justiça, Marcos Rocha, veiculada na mídia pela primeira vez na última quarta-feira.

Anderson revelou o caso de uma “servidora”, contratada em 31 de outubro de 2016 para (pasmem, leitores!) presidir a Comissão Disciplina existente na Sejus, como comissionada praxe comum na gestão pública estadual.

Antes de um mês da contratação a “servidora” (cujo nome ainda é mantido em sigilo) simplesmente desapareceu, deixando assinada sua folha de pontos – como se estivesse trabalhando – e foi passear nos Estados Unidos, de onde não se sabe se retornou (se é que retornou) do país de Donald Trump.

 MP COM A PALAVRA

É assunto sobre o qual deveriam se pronunciar os órgãos da fiscalização externa e até mesmo o governador. Numa gestão séria Marcos Rocha seria, no mínimo, afastado do cargo, bem como Elias Resende de Oliveira, outro denunciado pelo parlamentar como praticante dessa improbidade.

Imagina-se que o Ministério Público vai tomar as providências necessárias, com o mesmo rigor com que agiu contra o prefeito de Ariquemes no caso do livro rejeitado pela maioria dos pais. Eles deixaram claro que preferem educar seus filhos sobre temas da sexualidade.

 MP EM AÇÃO

O Ministério Público Federal (MPF/RO) ajuizou uma ação civil pública contra o consórcio Energia Sustentável do Brasil (ESBR), a construtora Camargo Corrêa e os órgãos públicos Ibama e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O motivo da ação se deu porque houve o descumprimento de condicionante que determinava o repasse à prefeitura de Porto Velho de 1.600 casas construídas em Nova Mutum-Paraná por conta do empreendimento hidrelétrico de Jirau.

 PLACAS IGUAIS

Andei folheando a edição do dia 22 último do “Diário da Amazônia”. Pouca coisa me chamou a atenção. Aliás, foi exatamente os vários anúncios (espalhados por várias páginas do jornalão) de instituições sustentadas com o dinheiro do cidadão-contribuinte-eleitor, como soem ser a Assembleia e a Prefeitura, o que vi de mais inusitado.

Quem conhece o mínimo da engrenagem por onde as manjadas agências de publicidade moem a pilha de dinheiro público com as peças promocionais de entidades públicas sabe que “a produção” (ou, se preferir, criação) é a parte mais cara. Daí ser fácil imaginar que no caso citado existe um enorme jabuti na árvore.

 EDUCATIVAS

A criatividade (quaquaquaqua) da suspeitosíssima agência usou a mesma fonte (uma modelo com uma placa) para as duas propagandas, cada uma distinta da outra, embora ambas não anunciassem nenhum conteúdo verdadeiramente justificável para torrar o dinheiro do contribuinte.

Como essa “agência” (???) consegue escapar dos olhos de lince de órgãos como Ministério Público e Tribunal de Contas, responsáveis por zelar pela aplicação correta do dinheiro público sem simplesmente deixar-se levar pelas desculpas esfarrapadas?

 ESFARRAPADA

No caso da semelhança da publicidade dos dois entes públicos (atendidos pela mesma agência), justificar o desperdício batizando as campanhas de “educativas” é uma desculpa esfarrapada, recorrente de uma prática tipicamente burocrática usada para afastar MPs e TCE da investigação da questão.

Não, não tem nadinha de “educativa” nessas manobras para sugar dinheiro do erário. Se os órgãos do controle externo atuarem verão que tudo não passa da velha e batida esperteza para enricar uns poucos “tycoons” mídia com o dinheiro do contribuinte.

 O ESPERADO

Moraes foi aprovado na CCJ e no plenário com folga. Não havia chance de que o contrário ocorresse. O processo de escolha dos membros do Supremo pode não ser perfeito, mas é preciso que os dois Poderes, Executivo e Legislativo, sejam realmente independentes. Moraes se esmerou em revelar mais seu lado político do que jurídico, enfrentando temas espinhosos como a prisão em segunda instância e o fim do foro privilegiado com habilidade para não desagradar ao auditório. É bom não esquecer, todavia, que o ministro deixou seu ministério em meio à maior crise de segurança pública que o país já viveu.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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