Em Linhas Gerais

Deixar corrupto livre é praticar deboche contra o povo – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Nunca espere demais, da sorte ou dos outros, no fim não há quem não decepcione você.” CHARLES BUKOWSKI (1920/1994), foi poeta, romancista e contista de origem alemã, criado na América. Sua obra fascinou gerações. Charles chegou a ser colunista e carteiro nos Estados Unidos.

 LUTO

Todos nós integrantes do jornal Alto Madeira (que completou recentemente seu primeiro centenário) amanhecemos ontem de luto pela passagem do jornalista, advogado, empresário e intelectual rondoniense, Luiz Malheiros Tourinho, para o plano celestial.

Ele (como um dos proprietários do hebdô centenário) certamente deixa um legado inestimável para a história de Rondônia, exatamente por ter contribuído ao longo de sua profícua existência com a consolidação desse jovem estado brasileiro.

 RARA COMPETÊNCIA

Como um dos mais brilhantes homens do mundo empresarial rondoniense, Luiz Tourinho imprimiu uma marca inconfundível a muitas iniciativas que promoveram o desenvolvimento do estado em que sempre será reconhecido e lembrado pelo seu feito na criação do “Grupo Tourinho”, com várias iniciativas gravadas para sempre na história rondoniense.

Luiz Tourinho encerrou sua passagem pelo planeta como um ser humano especial, com virtudes reconhecidas em todo o Brasil, várias vezes agraciado com títulos concedidos por praticamente todas as entidades do estado.

 LONGA BATALHA

Luiz Malheiros Tourinho faleceu depois de uma longa luta contra doenças difíceis de serem superadas. Aliás, como relembra seu irmão, Euro Tourinho, que é diretor geral do Alto Madeira e decano da imprensa rondoniense, Luiz ao lutar contra o quadro de doenças com que foi acometido repetiu sempre a mesma força e otimismo com os quais conduziu sua vida como empreendedor, jornalista, dirigente de entidades, dando contribuições inestimáveis ao fortalecimento da economia e da democracia no estado de Rondônia. Além dos muitos parentes que deixa, também deixa amigos desconsolados.

 UM DEBOCHE

Vamos repetir, na esperança de que as autoridades competentes dê uma solução nesse caso. Permitir que Carlão de Oliveira, o ex-presidente da Assembléia Legislativa condenado por liderar uma organização criminosa que desviou milhões dos cofres do legislativo estadual, continue foragido enquanto outros parlamentares integrantes da mesma quadrilha estão presos é uma afronta ao povo rondoniense que paga impostos. Até quando essa situação vai continuar? Até quando outros envolvidos na mesma corrupção não serão acossados pelo judiciário?

 TRANSITÓRIO

Os governantes deveriam se dar conta de que o poder é transitório. Temer está presidente, não é presidente. Se ele fosse menos apegado ao poder, renunciaria para se defender das acusações de que é alvo. As denuncias entregues por Janot contra ele são consistentes na demonstração de que Michel é corrupto. Mas Temer se enrolou todo. Todas as suas atuais decisões como presidente carecem de credibilidade e, com exceção de um pequeno staff de seguidores, do grupo do “toma lá, dá cá” e de alguns aproveitadores, a maioria da população o quer longe da presidência e da vida pública. O problema dos governantes no Brasil é seu apego ao poder. Os governantes deveriam se dar conta de que o poder é transitório.

 DESTACANDO

É importante destacar que a denúncia de Rodrigo Janot se atém apenas ao crime de corrupção passiva. Porém, Temer é investigado também por organização criminosa e obstrução da justiça. Com isso fica clara a estratégia da Procuradoria Geral da República de apresentar as denúncias separadamente. Com isso Temer se escapar do primeiro processo com o apoio dos deputados terá que passar por esse crivo mais duas vezes em outras ocasiões. Mesmo que vença a primeira batalha continuará derretendo enquanto o país afundará ainda mais na crise.

 PIORES

Para o experiente Hélio Fernandes, Michel Temer tem um titulo e uma credencial irrevogável e irrefutável: é o primeiro presidente não eleito, mas no poder, que já deveria ter saído do Planalto (vá lá, do Jaburu, menos espetacular) preso, no caminho da condenação.

E Hélio continua: “Uma das razões disso não ter acontecido, é que seus possíveis substitutos numa eleição indireta, são ainda piores do que ele. Depois da desgraça do regime autoritário, não houve substituição, renovação, os que dominam o país são inqualificáveis e inaceitáveis do ponto de vista moral ou político.” PS: Até parece que Hélio descreve o cenário atual de Rondônia.

 NINGUÉM QUESTIONA

Resistindo a toda especulação em torno de seu nome na disputa pelo governo no próximo ano (no que está agindo com sabedoria) Hildon Chaves, o prefeito da Capital, é um ótimo apoio para o presidente regional do partido, Expedito Júnior, se este decidir disputar o governo no próximo ano. E disso, ninguém duvida.

 LANÇAMENTO

Informação vinda de fonte de Ariquemes dá conta de que o (agora) vereador Ernandes Amorim deve ter seu nome lançado até o princípio de agosto como pré-candidato ao governo de Rondônia. Se o carismático político de Ariquemes achar que a disputa será inglória poderá, como disseram as fontes, optar por uma candidatura ao Senado onde, como se sabe, Amorim brilhou no passado.

DIA GORDO

Em função da ameaça de greve dos bancários para esta sexta-feira (30), o prefeito dr Hildon Chaves autorizou a antecipação do pagamento dos servidores municipais para esta quinta-feira (29). De acordo com o calendário elaborado pela Secretaria Municipal da Administração (Semad), o pagamento dos servidores é efetuado todas as últimas sextas-feiras do mês, no entanto, devido ao risco que a ameaça de greve representa, o calendário foi antecipado.

 BILHÕES

Se o novo fundo partidário vingar, os recursos públicos destinados a financiar partidos e candidatos em ano eleitoral passarão de R$ 4,3 bilhões no total. Uma fábula.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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