Em Linhas Gerais

Debate: Foi um debate sofrível, sem merecer muito esforço da crítica – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“As pessoas comuns preocupam-se apenas em passar o tempo; enquanto a pessoas que têm talento, em utilizá-lo.” Arthur Schopenhauer (1788/1960) filósofo autor de “O mundo como vontade e representação”, filósofo alemão que introduziu conceitos do budismo na metafísica germânica. Schopenhauer acreditava no amor como meta de vida.

POUCO ESCLARECEDOR

O primeiro debate entre os sete candidatos a prefeitos de Porto Velho aconteceu no feriado da Independência, realizado pelo repetidor da Rede TV na capital rondoniense, conhecido como SGC, uma rede de emissoras controladas pelo cacique do PDT no estado, o senador Acir Gurgacz.

Pode ser que os candidatos participantes desse primeiro debate na TV evitaram o confronto direto por estarem apenas se aquecendo para os embates já programados nos outros canais de TV onde a audiência é historicamente maior.

O formato adotado pela TV com candidatos perguntando a candidatos foi, nos termos dos debates realizados pela mídia local ao longo do tempo, foi uma boa inovação. E mesmo assim a avaliação final é a de que o debate foi morno, como um jogo amistoso em que os concorrentes esperam mais conseguir um empate e conhecer melhor o adversário para definir as táticas dos encontros futuros.

O DE SEMPRE

E como se esperava, até os assuntos abordados foram os de sempre, como uma demonstração de permanência das mesmas deficiências da cidade ao longo das últimas gestões: segurança, saúde, educação, desenvolvimento econômico, meio-ambiente, mobilidade urbana…

Assuntos mais espinhosos, como combate à corrupção foram estrategicamente deixados para um plano inferior, como uma estratégia de “não agressão” a dois candidatos envolvidos no passado com investigações que resultou em um curto período de cadeia para ambos, além de várias condenações ao candidato do PT que, mesmo considerado ficha suja e (portanto) inelegível segue em campanha sustentando por liminar conseguida no judiciário.

TRANSPARÊNCIA

De maneira geral as respostas dos candidatos (dadas em 3 minutos) não apresentaram grandes novidades. Praticamente todos preferiram ficar na superficialidade dos temas, sem fazer grandes revelações, mas procurando encaixar sempre “transparência” como palavra de ordem, especialmente o prefeito Mauro Nazif que espera conseguir um novo mandato para continuar chefiando a prefeitura.

Não faltaram alfinetadas distribuídas entre si pelos concorrentes, como a dada por Pimenta de Rondônia, do PSOL, relembrando a fortuna queimada pelo atual prefeito “na contratação de artistas” do cast nacional, como Alceu Valença, apresentado numa “festa” realizada no Parque (???) das Cidades.

INCLUSÃO

Nem com essa “provocação” do Pimenta de Rondônia o debate esquentou. Ele se defendeu afirmando que sua decisão de contratar artistas de fama nacional pagos com o dinheiro público aconteceu dentro foi uma ação inclusiva para aqueles que não podem pagar ingressos para assistir “os grandes espetáculos” promovidos em clubes com artistas de renome nacional. A reação parece ter surtido efeito, pois o candidato do PSOL acabou confessando respeitar a “obra” de Mauro, enquanto se lamentava do demagógico projeto defendido pelo petista de transformar lagos das hidrelétricas em área de produção de pescado: “Ora, pescador não pode nem se aproximar das barragens sem correr o risco de levar pedradas” ou outras agressões para ser afugentado, bradou Pimenta.

SEM BRILHO

Quem assistiu as trocas de farpas entre os candidatos há de convir que faltou o brilho da singularidade política. A farpa mais dura foi a lançada pelo candidato do PSDB, Hildon Chaves. Ele aproveitou-se da provocação do petista sobre “a iluminação” da cidade relembrando que foi exatamente por agir sem transparência nesse negócio que Roberto Sobrinho foi parar na cadeia.

SOFRÍVEL

Outra farpa foi lançada pelo sorridente Leo Moraes (PTB) em direção a Nazif, lembrando que a rede básica de Saúde municipal não “tem nem Dipirona” enquanto lotes e lotes de remédios vencidos são jogados fora em Rondônia. Essa observação pretendeu também atingir o candidato do PMDB que, como se sabe, foi o Secretário de Saúde mais badalado tanto na gestão estadual do PMDB quanto na gestão municipal do PT.

De longe quem demonstrou mais conhecer das mumunhas da burocracia da máquina pública foi Williames Pimentel, comprovando a habilidade conseguida ao longo dos anos no exercício de cargos de relevo no setor púbico. Falou com a segurança de quem conhece as três dimensões do poder, especialmente quando abordou a questão do saneamento básico (praticamente inexistente na capital) deficiente de Porto Velho, onde quase metade da população não tem água tratada e a quase totalidade não tem coleta e tratamento de esgotos.

CATIMBAS & DESPREPAROS

É possível concluir algumas obviedades reveladas nesse primeiro debate: o despreparo do deputado Ribamar Araújo ao cometer o crasso erro de esquecer seu número de candidato a ponto de pedir voto “para o número 15”, que é o de Pimentel.

Já o candidato do sorriso permanente foi, sem nenhuma dúvida, o representante do PTB, Leo Moraes. Isso pode até não significar “carisma”, no sentido amplo da palavra, mas certamente dá a ele uma vantagem enorme no quesito “simpatia” se comparado ao carrancudo Williames.

Ficou clara a catimba do candidato do PT que, pelo visto, continua se postando de vítima e apelando para sentimentalismo barato quando algum concorrente mais infenso à sua verborreia lembra de suas muitas denúncias, investigações, processos e condenações na Justiça por (vá lá!) malfeitos ocorridos em sua longa gestão.

Roberto não aguenta críticas mais pesadas dos oponentes. Diante da crítica do tucano Hildon (que já foi membro do Ministério Público rondoniense), partiu para a argumentação sentimental, fazendo-se de vitimado e lamentando que o tucano “tripudiava” sobre o seu sofrimento e da família, apenas vítimas inocentes da visão do candidato 13.

LAXATIVO

Como sempre há gente da mídia imaginando que o primeiro debate da TV possa ter definido posições ou consolidado o estilo dos candidatos que sonham em chegar à prefeitura de Porto Velho no pleito de 2 de outubro.

A coluna não endossa essa linha de pensamento. Para este escriba o debate foi, no geral, uma modorra sem fim. Apenas mais um programa laxativo, sem a apresentação de argumentos convincentes e capazes de balizar uma diferença fundamental entre os postulantes.

Não houve frases a destacar, não houve um ataque de mestre. Todos falaram sobre a importância do eleitor levar em conta “o passado” dos candidatos. E mesmo assim, ninguém fez intervenções sobre o passado daqueles que estão na caça dos votos para se tornar prefeito da desamada cidade de Porto Velho.

Pode ser que o próximo debate mereça mais atenção, atraia mais audiência e prenda mais o interesse daqueles que ligarem a televisão para assistir o programa até o fim. Não foi o que aconteceu na noite de 7 de Setembro. Foi um debate sofrível, sem merecer muito esforço da crítica.

CAIXINHA

Pelos informes colhidos no âmbito da Assembleia Legislativa, nenhum parlamentar pediu licença, sem remuneração, do mandato para se dedicar integralmente à campanha de prefeito no estado. Nem aqueles que estão concorrendo pessoalmente como cabeça de chapa majoritária.

VOCÊ ESTÁ PAGANDO

Na largada da primeira campanha municipal com proibição de doações de empresas, os partidos abriram os cofres para socorrer os candidatos. As primeiras prestações de contas publicadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que as direções nacionais e estaduais das legendas distribuíram R$ 16,6 milhões em recursos públicos, oriundos do Fundo Partidário.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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