Em Linhas Gerais

Até onde irá a complacência das autoridades com a manifesta intenção do candidato petista de Porto Velho em se manter na disputa

FILOSOFANDO

“Já foi o tempo em que a união fazia a força. Hoje a União cobra os impostos e quem faz a força é você”. Max Nunes (1922/2014), Médico e humorista brasileiro.

 RECORDE

O ano de 2016 deverá ser mais seco na Amazônia em comparação aos anos de 2005 e 2010, períodos de estiagem severa na região. A conclusão é de pesquisadores da agência espacial americana Nasa (National Aeronautics and Space Administration). O agravamento da falta de chuva é provocado pelo El Niño, fenômeno climático que causa o aquecimento das águas da superfície do Oceano Pacífico.

 ATÉ ONDE?

No sábado a Justiça Eleitoral rondoniense concluiu pela impossibilidade da permanência do petista Roberto Sobrinho na disputa pela prefeitura de Porto Velho. Anunciou-se de forma clara a decisão de não retirá-lo da propaganda eleitoral, como determinou que todo o seu material de campanha fosse recolhido, incluindo-se até mesmo as plotagens em automóveis, etc, etc. As decisões da Justiça não surtiram o efeito esperado. O candidato continua fazendo contorcionismo para manter-se no páreo. Até onde vai a audácia catimbeira?

 CATIMBA

A decisão, anunciada como terminativa, motivou mais um recurso por parte dos defensores do candidato que, também teria sido negado pela autoridade competente do Judiciário no domingo. E nem com todas as decisões da Justiça o programa de propaganda eleitoral do petista deixou de ser veiculado no horário eleitoral gratuito (??) da segunda-feira à noite.

Então fica a pergunta que não quer calar: Até onde irá a complacência das autoridades com a manifesta intenção do candidato petista de Porto Velho em se manter na disputa, deixando o eleitorado atônito e confuso?  A catimba praticada pela agremiação petista vai dar resultados?

 ISOLAMENTO

Ontem, em torno das 10h20, um personagem visivelmente cansado mas ainda não abatido, entrava pelo corredor principal da Assembleia numa situação de isolamento. Nem parecia ser aquele candidato do poderoso PMDB na caminhada pela prefeitura, mostrado todos os dias no horário da propaganda eleitoral na TV como se liderasse uma “onda amarela”, termo utilizado pelos escribas de sua campanha para tentar passar a ideia da chegada de uma vitória acachapante no próximo dia 2.

O que se viu ontem foi um personagem melancólico, com um sorriso forçado, sem o condão de transmitir ânimo até mesmo àqueles que por dever de ofício têm de acreditar na sua unção. Falha do marketing? Possivelmente, pois quem afirma estar num movimento de crescente liderança não pode caminhar sozinho, andar por instituições públicas como a Assembleia em plena véspera de feriado corporificando o isolamento de quem não consegue ser líder de nada… Sinceramente, fiquei surpreso com o abatimento do candidato do partido de Valdir Raupp.

 SENSATEZ

Nunca ficou tão evidente nessa campanha eleitoral o fracasso das Oposições. A dificuldade dos candidatos perfilados no “grupamento oposicionista” para convencer o eleitorado é mais do que evidente. Eles vão caminhando para o fim desse pleito sem incorporar o inconformismo dos moradores da capital rondoniense com a gestão a ser encerrada nesse ano.

É claro que o inconformismo é uma verdade expressa nos índices de desaprovação do prefeito que (mesmo assim) busca um novo mandato. Uma vitória desse projeto com desaprovação recorde da população portovelhense vai comprovar exatamente a “incompetência” dessa oposição de araque, fruto da insensatez dos partidos na escolha de verdadeiros “postes” que não dão sensação de segurança aos eleitores de Porto Velho.

 ESCOLHA ERRADA

A cúpula do PMDB não estava errada em defender candidatura própria para o partido, especialmente num cenário sem nomes notáveis com os quais valeria a pena continuar o esquema de co-participação com outras forças políticas, como vinha sendo praxe dessa sigla nas décadas em que evitou ter um nome na disputa.

Mas a escolha aconteceu como se os caciques do partido não tivesse certeza de que a população está farta de tantos escândalos.

Não importa se o candidato escolhido ainda está isento de condenação.

 MAIS PESADA

O fato da prisão é do conhecimento da maioria. E naturalmente boa parte do eleitor olha o tal candidato com desconfiança.  Esse currículo da prisão por si só já era um aviso de que não valeria a pena o partido apostar na escolha do robusto ex-secretário para as conquistas de corações e mentes do eleitorado.

E agora o candidato a vice, escolhido inicialmente para humanizar o perfil do candidato titular, transforma-se em mais um peso na dura batalha de convencimento do eleitorado inconformado com a degradação dos costumes deletérios dos políticos.

 PASTOR NA BERLINDA

A revelação de que o pastor Severino dos Ramos Marcelino da Silva, o vice na chapa de Williames, sofreu uma condução coercitiva pela Polícia Federal em Rondônia, como alvo da Operação Matreiro jogou por terra a ideia de que o religioso funcionaria como um antídoto à mácula representada pela prisão de Pimentel.

E possivelmente, ao virar alvo da investigação da Polícia Federal, o pastor Severino poderá ser olhado com desconfiança pelas próprias “ovelhas” do rebanho evangélico.

Pimentel, dentro do horário eleitoral, não chegou a ser um “opositor” do chamado candidato chapa-branca mas mesmo assim se esforçava para colocar nas suas pautas nesgas de revelações sobre as demandas não cumpridas na atual gestão. Agora ficará muito mais difícil manter uma linha de candidato diferente dos últimos gestores (???) municipais, especialmente no tocante no quesito transparência.

 GARGALHADAS

A revelação das peripécias atribuídas pela investigação policial ao seu pastor Marcelino pode anular até mesmo as mais ungidas orações realizadas no meio do rebanho evangélico, garantindo um novo tempo de competência e ética na gerência dos negócios municipais.

Se o atual chefe da administração municipal soubesse aproveitar bem os pontos fracos dessa Oposição mambembe que não passou ainda pela casca do alho, certamente gargalharia.

Com o primarismo desses concorrentes em se identificar com as grandes reivindicações da sociedade portovelhense, o candidato à reeleição poderá ultrapassar a barreira da rejeição e desaprovação de seu governo, faturando mais um mandato, apenas com a renovação das promessas que não realizou no primeiro mandato e que certamente não terão garantias de que serão materializadas num segundo mandato.

 INSOSSA

É uma pena que até o momento o candidato do Psol, Pimenta de Rondônia, não ocupou seu espaço na TV. Ele certamente poderia ser o contraponto desse insosso embate eleitoral.

Com os demais candidatos, malgrado o esforço do jovem deputado Leo Moraes, do PTB, o repetitivo discurso de Ribamar Araújo se apresentando como “o mais honesto político” de Rondônia, iremos até o fim nesse embate sem animosidade entre os concorrentes, numa cruzada onde ninguém cobra ou apresenta alternativa de soluções para os problemas mais sérios de Porto Velho.

E assim a plateia não demonstra interesse pelo espetáculo, pois o script desse teatro do absurdo não há espaço sequer para a agressividade que pudesse pelo menos diferenciar os candidatos. Tudo leva a crer que o resultado final será determinado pelo fanatismo ideológico de alguns militantes e nada mais.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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