Direto de Rolim

Convenções partidárias há muito tempo perderam seu brilhantismo, quando num passado não muito distante, tinha sobra de nomes dentro do partido – Por Fernando Garcia

Chiadeira

Embora o programa do Governo do Estado, Tchau Poeira, esteja contemplando a cidade de Rolim de Moura, com cobertura especial de emulsão asfáltica em obras construídas há mais de trinta anos, muito delas de péssimas qualidades, às ações governamentais melhoraram sensivelmente nas partes principais da cidade. As reivindicações dos que moram nos bairros mais distantes e carentes de infraestrutura, são vozes uníssonas e, logo, que o asfalto não vai chegar no decorrer das eleições, os moradores solicitam que o poder público municipal, providencie carros pipas para molhar os quase trezentos quilômetros de ruas e avenidas de chão, onde a poeira é intensa causando sérios problemas respiratórios para idosos e crianças, que superlotam a combalida rede pública de saúde.

Carros pipas
Com esse número altíssimo de vias urbanas sem pavimentações, há muitos anos os gestores em Rolim de Moura, não se preocupam em buscar alternativas através de emendas parlamentares para compra de caminhões pipas, para atender as demandas municipais como molhar as ruas e, também em casos de emergências nessa época do ano, quando vários produtores pedem socorro para debelarem as chamas nas linhas vicinais, posto, que as viaturas do Corpo de Bombeiros, são insuficientes para cobrir toda região da Zona da Mata. Seria de bom alvitre, que o prefeito, Aldo Júlio, juntamente com a Câmara de Vereadores, focassem nessa problemática juntos aos seus representantes a nível de Rondônia e Brasília, fizessem essa ponte para carrear recursos para essa importante finalidade. Se o município tivesse uns cincos carros pipas em sua frota, trabalhando para combater a poeira a partir das 17: 00hs, ajudaria bastante a comunidade que não goza do benefício do asfalto.

Não enxergam
Muitos empresários e comerciantes no centro da cidade, estão inconformados com a lentidão do prefeito Aldo Júlio, que afrouxou na construção dos estacionamentos da cidade. Na rua Barão de Melgaço, por exemplo, entre a Florianópolis e a Recife, já existe um estacionamento de forma precário onde funciona escritório de advocacia, clínica médica e dois tradicionais estabelecimentos do ramo da gastronomia rolimourense, mas infelizmente a prefeitura não teve a competência de solucionar a questão. O movimento é intenso tanto na parte do dia quanto na parte noturna e, ninguém entende por que tanto desleixo e falta de compreensão da administração. Já na 25 de Agosto, em frente a Diságua e outros estabelecimentos, os empresários lamentam pelo não acabamento da obra, que carece ser pavimentado com urgência para anular a poeira e melhorar o estacionamento para os clientes. Próximo a loja do Poconé, Rondoson e tornearia Tassi, também aguardam a construção dos estacionamentos.

E agora José
O prefeito de Rolim de Moura, Aldo Júlio, até agora vem se saindo muito bem com suas articulações para carrear as emendas para Rolim de Moura, bem como, fazer ressurgir muitas delas que estavam praticamente perdidas. Usou muito bem suas habilidades junto aos deputados federais Expedito Neto, Lúcio Mosquini, Mariana, Jaqueline Cassol e Léo Moraes e algumas poucas emendas da Sílvia Cristina, que alocou quase cem por cento dos recursos na capital da BR 364 e sua região, sendo que Chrisóstomo e Nazif, praticamente estão com as mãos vazias quando se trata de recursos para Rolim de Moura. Mas independente dessas questões, quem trouxe um valor significativo desses recursos através de pedidos do prefeito Aldo Júlio, sem dúvida as contas irão chegar nesse período de campanha, onde alcaide terá que se desdobrar em quem irá depositar seu apoio, em Expedito Neto ou Lúcio Mosquini, que além de companheiro de agremiação, também tem lhe ajudado bastante com emendas, além de tê-lo como hóspede em sua residência.

Lamentável
Ouvir com muita tristeza relatos de um médico urologista, contratado pelo Governo de Rondônia, para trabalhar no hospital Regional, que por falta de aparelhagem no hospital público, nenhuma cirurgia da próstata é realizada. É deveras uma notícia de arrepiar, inclusive o próprio médico confidenciou que são centenas de pessoas acometidas pela doença, precisando fazer as cirurgias em tempo hábil, mas por descaso das autoridades da área que não se sensibilizam para o problema que avança de forma cruel. É inadmissível comportamento dessa natureza por parte dos gestores públicos, onde o governo poderia muito bem equipar o Hospital Regional e, aproveitar os quatro médicos urologistas que no mínimo daria para fazer umas trinta intervenções cirúrgicas mensalmente, o que certamente amenizaria em muito a longa fila de espera no frágil sistema de Regulação, que geralmente só chega o chamado quando a pessoa necessitada já foi a óbito à cerca de um ano antes do chamado.

Chorume
A compra de um terreno para construção de um novo cemitério em Rolim de Moura, está gerando a maior confusão, visto que existem dois terrenos em pauta para serem analisados pela prefeitura. Como preconiza o edital, o terreno tem que ter distanciamento de dois mil e quinhentos metros até dez mil metros de distância do perímetro urbano da cidade, embora, em ambos os casos favoráveis aos ditames do edital no quesito distanciamento em linha reta, moradores adjacentes aos dois terrenos se manifestaram contrário a construção do novo cemitério nas localidades. Um dos terrenos fica sentido aeroporto tendo de imediato manifestações dos moradores chacareiros, onde alegaram que suas águas para consumo doméstico contaminariam o lençol freático.

Revoltados
A outra opção seria a construção do cemitério na esquina da linha 192, sentido Cacoal, onde um dos terrenos cobiçados pertence a familiares do esposo de uma secretária municipal, o que causou dissidência dentro da própria família que não aceita a construção do cemitério, pelos mesmos motivos elencados pelo pessoal vizinho do primeiro terreno. A notícia circulou rapidamente e muitos sitiantes das proximidades começaram a se mobilizar para evitar que ideia fosse avante da construção do novo cemitério na localidade, alegando inclusive com dizeres em faixa “não vamos aceitar um cemitério nessa região! Há várias áreas de APP e nascentes, assinam moradores”. Outros moradores nas adjacências também criticaram, alegando a desvalorização dos imóveis bem como o péssimo gosto de ter quase na entrada da cidade, um cemitério como cartão postal da cidade e, além do mais o perigo visto que a rodovia é muito movimentada.

Nome bom
Dentre os vários nomes que irão disputar uma cadeira no legislativo estadual, o nome do médico anestesista dr. Luís Ferrari, é um dos que vem ganhando projeção a nível estadual em decorrência do seu trabalho social voltado aos mais necessitados, ao longo de oito anos ininterruptos. Conhecido em vários municípios da região da Zona da Mata, como dr. Ferrari, principalmente na época da pandemia quando de forma exemplar se prontificou em Rolim de Moura, para enfrentar os desafios ajudando salvar inúmeras vidas no hospital municipal Amélio João. Com milhares de atendimentos feitos por ele e sua equipe nas diversas áreas da saúde como ortopedia, ultrassonografia, cardiologia, dermatologia e outras, sem dúvida isso lhe dará grande sustentação para ser um dos representantes do povo de Rondônia. Só quem recebe um atendimento gratuito onde uma consulta custa na faixa de quatrocentos reais, sabe realmente o valor de consultado pelo serviço voluntariado da equipe do doutor Ferrari, onde na rede pública praticamente não existe o atendimento com especialistas, suplicando para entrar na fila da ineficiente Regulação, que em sua maioria jamais serão atendidos, dado a falta de compromissos dos setores públicos.

As convenções partidárias há muito tempo perderam seu brilhantismo, quando num passado não muito distante, tinha sobra de nomes dentro do partido para bater chapa entre os próprios colegas, tinha uma verdadeira animação para tentar ter o nome homologado entre os convencionais. Saudades daquela época que eram um verdadeiro marco festivo entre os pretendentes aos diversos cargos, começando pela paquera dos prováveis candidatos com os convencionais. Velhas recordações de Porto Velho, onde acontecia todas as convenções partidárias do Estado, a estadia nos hotéis Vitória e Central, o almoço no restaurante Feitiço Mineiro e, muitos assessores e deputados estaduais e federais e até senadores recepcionando os convencionais do interior. Naquela época tinha muitos que levavam suas máquinas de escrever para dentro dos hotéis para agilizar os trabalhos para o dia seguinte das convenções, hoje, tudo mudou, na era da computação, até uma arte é feita sem nenhuma criatividade, como podemos observar a do PSD do deputado federal Expedito Neto e o pai Expedito Júnior, onde convocam somente os filiados para a convenção no dia 4 de agosto, esquecendo da elegância de estender o convite aos amigos, correligionários e simpatizantes do partido, ou seja, ao que tudo indica as escondidas e assim fica difícil, candidatos tentando fugir dos eleitores.

AUTOR: FERNANDO GARCIA –  COLUNA PORTA ABERTA – DIRETO DE ROLIM  

  • A Opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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