Direto de Rolim

Rolim de Moura, sempre foi uma cidade difícil quando o assunto é abordagem e convivência política – Por Fernando Garcia

Abre o jogo

Na coluna anterior, foi abordado como ficaria a situação do prefeito Aldo Júlio, diante das pré-candidaturas a reeleição dos deputados Expedito Neto e Lúcio Mosquini, esse último pertencente ao quadro emedebista do qual o prefeito foi eleito em duas oportunidades, sendo que a primeiro foi para vereador e, no entra e sai de prefeitos da época, também ocupou o palácio senador Olavo Pires, de forma temporária. Apesar de o prefeito já ter afirmado num encontro político, que sempre recebe guarida na residência do deputado jaruense em Brasília, o que se observou na convenção do (PSD), foi a presença maciça do quadro de secretários do município de Rolim de Moura, o que demonstra sem dúvidas, que o prefeito deve caminhar politicamente com Expedito Neto.

Jogo aberto
Pensando bem, o alcaide rolimourense contou com um alívio nesse quesito quanto a bancada federal rondoniense, visto, que, as deputadas federais, Mariana Carvalho, Jaqueline Cassol e o deputado Léo Moraes, não serão problemas para ele, em se tratando de Câmara Federal, uma vez que ambos estão concorrendo a cargos majoritários como Senado e Governo. O chefe da cadeira número um do palácio senador Olavo Pires, terá árdua missão de costurar várias nuances políticas, principalmente com as pretensões de Jaqueline e Expedito Júnior, que vislumbram a casa maior em Brasília, sem falar da entrada de Ivo Cassol, como pretenso candidato a governador de Rondônia, causando um verdadeiro reboliço na política rondoniense, visto como o nome que disputará o segundo turno das eleições.

Cidade politizada
Como diz o meme que circula nas redes sociais, “tem que ter as manhas e caso contrário vai precisar ter a orientação de um profissional”. Rolim de Moura, sempre foi uma cidade difícil quando o assunto é abordagem e convivência política, basta analisarmos os últimos acontecimentos nos últimos oito dias, quando praticamente os chamados veteranos da política, onde um era dado como inelegível e o outro, dando entrevistas em meios de comunicação se despedindo de quaisquer candidaturas, eis, que as nuvens de “Magalhães Pinto”, ressurgem totalmente descobertas e a possibilidade de retirar as palavras antes proferidas. Rolim de Moura, na verdade é diferente das demais cidade nas questões políticas, a capital da Zona da Mata, respira política “vinte e cinco horas por dia”, não é à toa que há mais de cinco anos existe um grupo de redes sociais, cuja denominação é Eleições Rondônia, acredito que é o mais polêmico do Estado, onde políticos de variados naipes participam, às vezes as discussões chegam até as duas horas da manhã e, as cinco começa tudo de novo.

Tudo mudou
A campanha política em Rondônia, começou a se mexer no tabuleiro após a convenção do partido progressista com a volta do nome do ex-governador Ivo Cassol Cassol, no cenário estadual. Todos os candidatos ao cargo de governador, já sabiam que a presença de Ivo Cassol, mudaria drasticamente o rumo da campanha para Governo do Estado, e o pensamento dos seus confrontantes já imaginavam essa situação, ainda que através de um remédio constitucional, que lhe assegura disputar o pleito juntamente com os demais inscritos para o palácio Rio Madeira. O nome de Cassol, continua ecoando em todo quadrante do Estado, principalmente no interior onde deixou sua marca em construções de estradas, pontes, galerias e outras edificações. Se for eleito governador vai cravar sua marca em Rondônia, pela terceira vez como governador do Estado e, com amplas condições de atingir até mesmo o quarto mandato no processo de reeleição.

Interior vencendo
Depois de vinte e oito anos sem eleger governador de Rondônia, o coronel Marcos Rocha, acabou com o tabu se elegendo governador oriundo da capital portovelhense. Na época do ex-governador Gerônimo Santana e Osvaldo Piana, não tinha direito à reeleição só existindo a partir de 98, quando Valdir Raupp, não conseguiu se reeleger, o mesmo acontecendo com Abreu Bianco. Ivo Cassol e Confúcio Moura, foram os únicos que conseguiram se reeleger dando continuidade aos mandatos. Se por ventura o coronel conseguir a reeleição, será, portanto, o terceiro governador de Rondônia a fazer tal proeza. Desde 86, ano da primeira eleição consagrada pelo regime democrático, os candidatos aos cargos majoritários, governador e senador, o interior tem demonstrado sua força e batido de longe os candidatos da capital.

Pegando fogo
Se as candidaturas ao Governo de Rondônia, estão quase todas balizadas dadas as expressões dos pré-candidatos, que já estão aptos para travarem a batalha assim que a Justiça Eleitoral, dá o sinal, o mesmo também podemos dizer dos nomes que pretendem a única cadeira a disposição no Senado Federal, nessas eleições. Mariana, Jaqueline, Bagatolli, são os nomes que vem mantendo com firmeza suas candidaturas, entrando na briga também o senador Acir Gurgacz, enquanto Expedito Júnior, tido como um nome forte para a vaga, chegou a declarar nos meios de comunicação que não seria candidato, iria cuidar dos negócios, pescar e fazer a função de cuidador, ficar mais próximo do seu grande presente que é a neta, filha do deputado federal, Expedito Neto. Embora corre divulgações nas redes sociais, inclusive de amigos próximos como o médico veterinário Chico Melo e outros, de que Júnior, vai voltar atrás em sua decisão e vai lançar seu nome para o Senado, seus seguidores e simpatizantes estão aguardando seu posicionamento, vamos aguardar. Como a coluna já abordou em outras oportunidades, que conversa de políticos nem sempre tem validade, faz um combinado no almoço mas, na hora da sobremesa suspende tudo que falou, assim vai vigorando o conhecido dito popular

Problemas caseiro
Nos últimos meses o ex-senador Expedito Júnior, vem passando por alguns perrengues políticos, o que vem ocasionando sucessivos desconfortos em suas articulações todas atreladas aos seus maiores aliados políticos. Com a falta de postura por parte do senador Marcos Rogério, sobre o apoio a Expedito e o afastamento do prefeito Hildon Chaves, aderindo de mala e cuia ao projeto de reeleição do coronel Marcos Rocha, causaram uma série de distúrbios que gerou desconsolo e abatimento político e emocional. Não se viu em momento algum o senador Marcos Rogério, bater de frente com Bolsonaro ou seu filho, que aparentemente ao que tudo indica é quem dá as cartas no (PL) em Rondônia, ademais, o senador Marcos Rogério, tem um projeto exclusivo para ele onde em nenhum momento ele se posicionou de forma devida. Além desses problemas ocasionados pelos amigos, Expedito Júnior, vivencia também a quase todos os instantes uma inquietação política dentro de casa, causada pelo filho o deputado federal Expedito Neto, conhecido como estopim curto, onde essas arestas acabam no colo do pai ex-senador, Expedito Júnior, que já virou um exímio bombeiro na arte de tanto debelar chamas de grandes proporções e, que sem sua interferência atinge o próprio interessado, como no caso de algumas debandadas de aliados de peso eleitoral do PSD.

Vai ficar assim?
Mais de quatro meses que ladrões furtaram as luminárias da Praça do Bosque, um local bastante atrativo dado o grande número de frequentadores todas às tardes, inclusive finais de semana onde os pais levam as crianças para se divertirem. Acontece que até o momento não se tem notícias de como andam as investigações, para localizar os larápios ou seus receptadores, visto que as luminárias devem ser vendidas pelos criminosos. Já no Espaço Alternativo, mais de noventa por cento das luminárias foram depredadas por vândalos, causando dissabores por parte da comunidade que lamenta a ação desses elementos inescrupulosos, embora, não se sabe quais as medidas tomadas pela administração pública para impedir essas depredações e furtos das luminárias. Apesar de o município ter sistema de monitoramento há muito tempo, ninguém entende porque a prefeitura não consegue utilizar o sistema que implantado para localizar essas ações, ou então recorrer as câmeras instaladas por empresários e comerciantes nas adjacências, principalmente as da rede bancária próximo ao Espaço Alternativo, uma vez que os investimentos feitos para o monitoramento da cidade devam está em estado precário também.

Foto: Fernando Garcia

A confusão gerada pela construção do novo cemitério de Rolim de Moura, continua sendo assunto por parte dos rolimourenses. O aviso já foi dado pelo Ministério Público, da necessidade de o município ir se adequando para não gerar falta de espaço dentro de pouco tempo para abertura de túmulos. Pelas regras do edital é a partir de mais de dois mil e quinhentos metros distante do perímetro urbano ou mais, diferente do passado quando construíam os cemitérios sem nenhum critério. Com a construção de um novo cemitério em Rolim de Moura, esse será o terceiro, o primeiro foi construído no bairro Boa Esperança, próximo a antiga Máquina Catimor, que se localizava entre a Norte Sul e Barão de Melgaço e, Rolim de Moura ainda era distrito de Cacoal, no início dos anos 80. Enquanto o poder público não encontra uma localidade para implantação do novo cemitério, já surgem conversas de que um grupo pretende instalar um crematório na cidade e, para tanto precisa passar pelo crivo da Câmara de Vereadores. Em algumas cidades os preços para serem cremados, variam de dois Mil e Quinhentos a Sete mil Reais, mas existem outras despesas como serviço funerário, caixão, velório e o traslado até a cidade onde existe o forno.

AUTOR: FERNANDO GARCIA –  COLUNA PORTA ABERTA –  DIRETO DE ROLIM

* A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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