Direto de Rolim

Prefeito Aldo Júlio, deve receber ainda uns vinte quilômetros de asfalto envolvendo a esfera estadual e federal – Por Fernando Garcia

Nomes cogitados

Pelo que se observa a corrida política em Rolim de Moura, já existe uma legião de pré-candidatos para tentar ocupar um assento no parlamento estadual. O último deputado estadual eleito da capital da Zona da Mata, foi Luiz Cláudio, que obteve a reeleição e posteriormente se elegendo deputado federal. No momento já existem nove nomes na cidade que já se intitulam pré-candidatos rumo à Assembleia Legislativa, mas, com possibilidades de o município ter uma dezena de prováveis candidatos. Esses são os nomes cogitados como pré-candidatos de Rolim de Moura. Adriano Bombeiro, Jair Rocha, Messias, Uender Nogueira, Claudinho da Cascalheira, Maycon, Zé da Jodam, Adeilson e Dr. Ferrari.

Câmara Federal
Ainda falando sobre pré-candidatos em Rolim de Moura, a ex-deputada federal, Marinha Raupp, campeã de mandatos em seis eleições ininterruptas, garante que não sairá candidata nessas eleições. O ex-deputado federal, Luiz Cláudio, com domicílio eleitoral em Rolim de Moura, será um dos pré-candidatos, assim como o ex-presidente da Casa de Leis, Dr. Lauro Lopes, professora Luzenir Mota e Albertina da Emater. O que chama atenção das pré-candidaturas na capital da Zona da Mata, são os nomes de mulheres a disposição para candidaturas para Câmara Federal, enquanto, as mesmas condições não estão senda vistas para candidaturas para estadual.

Enxugando gelo
O pretenso candidato a deputado estadual pelo (PSDB), médico Dr. Ferrari, por entender bastante da área de saúde, sabiamente ventila em seus pronunciamentos quais as medidas em caráter de urgência devem ser atacadas. Com argumentos consubstanciados com profundo conhecimento, ele enfatiza de forma cristalina, que as entregas de ambulâncias de forma desordenadas para os municípios, não é a solução para os problemas que aflige a população e, sim, medidas eficazes por parte dos governantes em suas áreas de ações in loco, evitando assim viagens cansativas e desgastantes para a capital do Estado. Realmente muito oportuno as declarações do profissional dr. Luís Ferrari, está na hora de parar com esse vai vem de pacientes em ambulâncias pela BR 364, conhecida como a estrada da morte, reativando as salas de cirurgias dos hospitais do interior e, evitando encher os corredores do hospital João Paulo em Porto Velho.

Devendo explicações
A cerca de um ano foi ventilado pelo prefeito Aldo Júlio, a doação de um terreno de 21 alqueires na linha 204 pertencente ao município de Rolim de Moura, para construção de um frigorífico de frango. O projeto chegou a ser levado para apreciação e votação da Casa de Leis, onde gerou algumas controvérsias e condicionais para que o bem fosse sacramentado observando as recomendações impostas pela edilidade. É bem verdade que não seria necessário fazer a doação total do terreno, como pretendiam alguns assessores próximo do prefeito, ao que tudo indica estariam querendo eliminar algumas observâncias correlatas ao quesito meio ambiente, além do mais, opiniões diferentes de quem tem experiência no assunto, informaram que cinco alqueires para as instalações estariam de bom tamanho. Infelizmente, decorridos mais de um ano sobre a malfadada construção do frigorífico de frango, nem a Câmara de Vereadores se pronunciou sobre os motivos, dando mais esclarecimentos para a população, nem tampouco o prefeito Aldo Júlio, que deveria se explanar melhor nos veículos de comunicação, para falar quantos empregos diretos e indiretos geraria no município e, porque foi inviabilizado o projeto.

Dissabores
O tão falado recapeamento asfáltico feito nos últimos meses em Rolim de Moura, conhecido como Programa de Governo do Estado, Tchau Poeira, criticados por uns e elogiados por outros, sem dúvida vai dando ares de aspectos diferentes na parte central da cidade. Muitas reclamações por parte dos que moram nos arrabaldes da cidade é, que não possuem um palmo de asfalto em avenidas que medem quase três quilômetros e, em épocas chuvosas gera um verdadeiro deus nos acuda, onde o lamaçal é evidente e não passa nem circulando a pé. Em épocas de sol escaldante aí sim, a poeira toma de conta invadindo as residências deixando as donas de casas muito revoltadas, principalmente quando lavam suas roupas e deixam nos varais, é nítido observar a sujeira geral desabafa uma delas. Quem tem crianças e pessoas idosas também não tem tréguas, quase diariamente tem que levá-los para o sistema da rede pública de saúde, para fazer inalações ou outros procedimentos.

Esperança
O prefeito Aldo Júlio, deve receber ainda uns vinte quilômetros de asfalto envolvendo a esfera estadual e federal, onde provavelmente deve investir em alguns bairros que necessitam com urgência dessa benfeitoria, principalmente onde algumas empresas que ganharam as licitações e abandonaram as obras. Essas empresas que não cumpriram suas obrigações, deveriam ser penalizadas e não participar de certames licitatórios que envolva o município de Rolim de Moura, uma vez que a mesma desistiu depois de iniciar as obras da rua Capibaribe, começando da Aracajú até a Boa Vista. Quanto a recomposição asfáltica na cidade, não tenha dúvida que estava sendo necessário, visto, que a maioria desses asfaltos foram feitos de péssima qualidade, sempre com a complacência da Câmara de Vereadores ao longo do tempo, que não se posicionou no seu verdadeiro papel que é de fiscalizar. Mesmo assim ainda tem várias ruas e avenidas fora do centro da cidade, que precisam de recapeamento geral, como a Tocantins, começando da Sete de Setembro até a Manaus, nas imediações do Centro Educacional de Rolim de Moura, onde o asfalto virou só em pedras de britas totalmente soltas.

Desatencioso
Em várias cidades brasileiras de porte médio ou grande, na maioria dos seus Estados, os mercados municipais são fontes de referências e, se tornam muitas das vezes passagem obrigatória dos turistas que visitam essas cidades. Em Rolim de Moura, o pensamento dos gestores está equidistante quando o assunto é edificar um mercado municipal, embora, a lógica para eles é de esparramar feiras por quase todos os bairros da cidade, onde a maioria não são produtores e sim atravessadores, raramente são oriundos da agricultura familiar ou chacareiros, como nos municípios vizinhos de Santa Luzia e Alto Alegre. O que chama mais atenção em algumas construções por parte da prefeitura de Rolim de Moura, é a falta de atenção nas descrições dos projetos básicos, quando não consta a construção de banheiros, assim aconteceu na Praça do Bosque, um investimento de mais de 1 Milhão e agora numa das feiras construída recentemente na Cidade Alta, próximo uma faculdade. O prefeito Aldo Júlio, precisa rever e corrigi esses pontos negativos de sua administração, falhas dessa natureza não pode passar despercebidos.

Procon
O mundo caminhando de forma evolutiva com a utilização das tecnologias, em especial para pagamentos com cartões e aplicativos como Pix, em Rolim de Moura, a maioria das clínicas médicas que o cidadão se dirige para fazer consultas ou exames, já são advertidos pelas respectivas secretárias, pagamentos só no dinheiro, mesmo você tentando convencer que será debitado ou feito em Pix, a resposta é somente em dinheiro. É inadmissível nos dias de hoje a pessoa sair de casa para pagar um exame de aproximadamente Mil Reais, e ter que levá-lo nas algibeiras por que a clínica só possui esses métodos para atender o paciente. O que causa espanto, é saber que esses estabelecimentos de saúde são tidos como tradicionais na cidade, embora, as exigências sejam muito arcaicas, acho que seria um caso pertinente para se aplicar o Código do Consumidor.

Sem representantes
Sabemos que Rolim de Moura sempre foi e será uma cidade politizada em seus diversos aspectos, mas que momentaneamente passa silenciosamente a nível de Brasília e também do estado, sem nenhum representante nas duas esferas, considerando num passado próximo quando tinha representatividade de sobra, dois deputados federais, senadores, estadual e governador. O rastelo veio de cheio como uma roçadeira estrovenga, eliminando por completo os nossos antigos representantes. Hoje, um município que luta as duras penas para se eleger um deputado estadual, onde a capital da Zona da Mata, em seu aspecto estrutural perde para cidadezinhas como São Francisco e São Miguel, inclusive no campo político onde ambas possuem representantes na esfera estadual. Expedito Neto e Jaqueline Cassol, de fortes laços familiares serem de Rolim de Moura, seus domicílios eleitorais pertencem a Cacoal e Porto Velho, não podendo considerar rolimourenses, basta observar os valores de suas emendas para seus domicílios eleitorais e acompanhar o que foi designado para Rolim de Moura.

Atenção aos bairros
É inquestionável a melhoria do recapeamento do asfalto feito pela gestão do Coronel, Marcos Rocha, o que demonstra a qualidade dos serviços empreendido pelo Programa Tchau Poeira. As reclamações de segmentos da sociedade cobrando a extensão do programa, que contemple os bairros periféricos tem toda razão e, o prefeito Aldo Júlio, tem que conciliar junto aos reivindicantes as melhorias necessárias para que cheguem nessa segunda rodada os investimentos em parceria com o governo estadual. Uma das atenções especiais também, seria a conclusão da maioria dos estacionamentos na parte central e Norte Sul, onde empresários e comerciantes suplicam para construção de novos estacionamentos. Na rua Rio Madeira próximo a autoescola Moraes até a esquina da padaria com a Boa Vista, precisa com urgência de estacionamentos, visto que nos horários de pico, se torna muito perigoso uma vez que os carros fazem fila dupla, e nas imediações existem clínicas e comércio em geral.

Imbróglio jurídico
Vira e mexe o nome do ex-senador Ivo Cassol, entra em cogitações para disputa do pleito eleitoral para o Governo de Rondônia. Quando se pensa que tudo está sepultado politicamente, logo aparecem brechas jurídicas que podem consolidar o nome do ex-governador, deixando vários pré-candidatos assustados, uma vez que a decisão que pode beneficiar uma legião de pretensos candidatos, poderá estender também ao político mais polêmico do Estado. Caso seja convalidado o julgamento que acontecerá até o dia três de agosto, Cassol terá pela frente a dura missão de agilizar em tempo hábil, sua nominata em todos os níveis, posto, que se o julgamento for no dia três no período noturno, como sempre é de praxe do tribunal, ele terá apenas dois dias para organizar a convenção que expira no dia cinco de agosto. As chances apesar de mínimas, elas enquadram dentro do arcabouço jurídico, portanto, o nome de o ex-governador Ivo Cassol, ressurgindo das cinzas causa certo pavor aos nomes até agora despontados como pré-candidatos.

Endrômina
O ex-senador Expedito Júnior, que sempre esteve à frente das decisões políticas no Estado, articulando candidaturas de diversos nomes de proa, inclusive as majoritárias com o foi o caso da indicação e construção da candidatura de Marcos Rogério ao senado na eleição passada, vem passando alguns dissabores políticos, principalmente dos seus principais aliados, que eram o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, que pulou do barco sem deixar salva vidas e, por último o senador Marcos Rogério, que não aguentou a pressão de Brasília e disse não ao ex-senador Expedito Júnior. Como tem um adágio popular que amizade de político não é confiável, talvez o ex-senador Expedito Júnior, esteja apenas com o carnê nas mãos e, na terra de sapos de cócoras com eles. Mas, talvez nem tudo esteja perdido nos planos de Expedito Júnior, caso, ainda almeja uma candidatura solo ao Senado pelo (PSD), só torcer para que a capital Porto Velho, seja superlotada de candidatos em busca da única vaga ao Senado Federal, dessa forma, manter as chamas acesas no interior onde tem as candidaturas de Bagatolli e Jaqueline Cassol, também bem dimensionadas, principalmente no Cone Sul.

AUTOR: FERNANDO GARCIA –  COLUNA PORTA ABERTA –  DIRETO DE ROLIM 

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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