Em Linhas Gerais

Confúcio ainda tem uma “Via Crucis” de pendengas no Judiciário para resolver – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Ainda bem que sempre existe outro dia. E outros sonhos. E outros risos. E outras pessoas. E outras coisas”. Clarice Lispector, escritora brasileira.

CORDA BAMBA

Houve até foguetório na manhã de ontem. Tem muita gente gravitando em torno de Confúcio achando que agora, com a vitória conseguida no TSE, possibilitando a retomada do diploma de eleito que tinha sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, o filosófico governante vai voltar a bombar, saindo do limbo onde se encontrava.

Nem todos estão nesse clima de euforia tresloucada. Há muitos ainda com medo da tragédia capaz de ocorrer no epílogo da vida pública de Moura. Afinal, ele ainda tem pela frente várias delações, processos e investigações. Até vencer todas essas etapas, Confúcio pode acabar como réu nessas ações desenvolvidas dentro de tribunais, como STJ.

NÃO PACIFICADA

Mais um aniversário de Porto Velho, que completa 101 anos nesses de outubro, sem motivos para comemorações. Aliás, devido às sucessivas gestões mequetrefes, a cidade não conseguiu comemorar com dignidade nem seu primeiro centenário, quando tentativas da gestão Nazif de fornecer atividades dentro da linha “pão e circo”, terminou em denúncias de desvios, corrupção até em coisas prosaicas, como shows artísticos, levando o então titular da pasta da cultura a pedir demissão do cargo.

Agora não é diferente, e dessa vez o assunto em foco é o do transporte coletivo de passageiros, um episódio cada vez mais caracterizado como uma embromação da gestão lamentável do PSB. Embora tenha obtido uma espécie de alforria na seara do judiciário, livrando-se das ações do legislativo e até do TCE contra o tal “método emergencial”, a questão não está pacificada.

MAIS UM ANIVERSÁRIO

Parabéns a Rondônia e aos moradores de Porto Velho por mais um aniversário. E que a data sirva para uma reflexão sobre cidadania. Sobretudo sobre a responsabilidade do voto que terá de praticar no próximo ano. Se houvesse maior zelo na hora de escolher os representantes do povo, a cidade não estaria oferecendo esse espetáculo deprimente de sujeira, abandono, descaso e ocupação por uma comunidade que vai perdendo aos poucos a sua autoestima, o seu senso de dignidade.

Quando nos acostumamos com a podridão, com a imundície e com a falta de estética – e ética é a estética d’alma –pouco pode fazer as instituições que atende às aspirações da maioria, como deve ser no regime democrático.

LOCAL ABANDONADO

A “Ocimar”, premiada com o monopólio para o transporte de massa da capital, não entrou em operação na data anunciada pela prefeitura e ninguém sabe realmente quando vai começar a funcionar.

O local escolhido para ser a base de apoio do novo permissionário da atividade, na rua Pirarara, no bairro da Lagoa, está em estado de abandono. Na indica que poderá ser utilizado nas próximas semanas.

Como o assunto é polêmico a ponto de alimentar as mais estapafúrdias especulações junto à população, é bom dizer que novas diligências de instituições de controle externo estão em andamento. Tudo isso possibilitando acreditar que a ideia do alcaide ainda pode dar xabu. Enquanto isso, o transporte continua sendo feito pelo antigo consórcio que, a grosso modo, não deveria mais estar operando.

DESEMBOLSO

Ontem não se falava de outra coisa nas proximidades do paço: a Ocimar estaria tendo dificuldades de levantar os milhões necessários para adquirir a frota de ônibus prometida. E tudo leva a crer que essa operação, mesmo com a garantia de aumento das tarifas dos ônibus, pode nem começar agora no mês de aniversário da capital rondoniense.

O usuário – quem sempre paga o pato – pode preparar o bolso. O aumento da tarifa é certo, só não se sabe de quanto será o reajuste, especialmente diante o aumento dos combustíveis no dia de ontem.

NA CORTE

O novo ministro da Casa Civil do governo petista, Jaques Wagner é homem de Lula. Mas ao contrário de Mercadante, que mais criava problemas políticos do que os resolvia, deixando sempre Dilma numa camisa de força; Wagner é tido como político de bom diálogo com todos. O novo ministro vai ter que enfrentar um terreno minado. Vai ter que fazer malabarismos e acrobacias para poder agradar a Dilma e a Lula.

FUTURO

A decisão do TSE favorável a Confúcio Moura na recuperação do diploma de governador eleito começou a açular peemedebistas da órbita confuciana. Ontem mesmo já se falava que a decisão daquele corte empurrou as prioridades para a disputa do senado em 2018 como a nova prioridade do mandatário rondoniense. Os nomes da engenharia política do palácio identificam um forte estresse dos prováveis candidatos de 2018 o que, creem, faz de Confúcio um nome forte para a disputa.

MAIS TEMPO

A mudança do prazo final de filiações, do início de outubro para sete meses antes do pleito, empurrou para 2016 a definição de candidaturas a prefeito e vereador. Até lá, a movimentação eleitoral deve seguir morna e devagar.

CONCENTRADOS

Os considerados grandes partidos para a disputa da prefeitura da capital rondoniense, tipo PSDB, PP, PPS e outros que estiveram aliados na refrega passada não querem lançar nomes separados para o confronto no primeiro turno, como se chegou a imaginar. A explicação é simples: o fim das doações de empresas deve fortalecer a ideia da chapa única. Agora, em vez de dispersar, vão ter que concentrar esforços e recursos pois será muito difícil viabilizar duas campanhas com partidos que poderão estar juntos no segundo turno.

GRANDES CIDADES

O raciocínio do palanque único vale também para outras cidades do estado. Esse passou a ser o sentido da conversa dos principais dirigentes partidários de Rondônia.

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FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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