Em Linhas Gerais

A desmotivação e a decepção de Silvio Persivo com os rumos da Capital – por Gessi Taborda

NOCAUTEADO

Gessitaborda.fwAcabo de chegar de mais uma consulta médica. Fui colocado em repouso pelo médico oftalmologista para tratar uma forte infecção nos olhos, que terei de tratar dois colírios e compressas de gelo. Realmente é difícil escrever com essa deficiência visual. Mesmo assim decidi fazer a coluna num intervalo forçado desse repouso que devo manter após essas mal traçadas.
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DESABAFO INTELECTUAL

silvioSilvio Persivo é nome respeitado nos círculos dos intelectuais rondoniense. É mais do que economista e professor universitário. É escritor e poeta de rara sensibilidade. É mais uma personagem da intelectualidade desmotivado e decepcionado com os rumos que a cidade, agora com 101 anos de vida, tomou. Ai está a Porto Velho sofrendo mais uma paralisação no serviço de transporte, dois dias após comemorar o aniversário.
Exatamente pela importância de Persivo na construção do pensamento intelectual de Porto Velho, a coluna decide transcrever o seu desabafo, na esperança de que mais esse depoimento de desencanto com o acanalhamento da atividade política rondoniense possa levar as pessoas que pensam a discutir os rumos da capital e do estado.

PERSIVO CONSTATA: VIROU FARSA

silvioSempre gostei da vida. Gostava muito da vida em Porto Velho. E Porto Velho já foi uma cidade pacata, uma cidade onde a vida se arrastava e o trânsito fluía e, é verdade, sempre foi quente e empoeirada. Porém, era um calor diferente, um calor calorento, mas, amável. Era um calor, digamos divino. O calor atual não é de deus. Não dá para viver e aceitar. Não é um calor digno, é um calor sem humanidade. E este parece ser o tom da vida ultimamente. Tudo parece farsa, tudo parece sem sentido.

LABIRINTO

silvioE o poeta continua: As coisas parecem não se encaixar por mais que nos esforcemos, por mais que busquemos saídas, parece que entramos num labirinto onde o próximo túnel parece ter um desafio maior, como se as pecinhas da vida tivessem se desenfileirado, que as engrenagens estejam rodando ao contrário. Sinto que está tudo muito estranho, que as pessoas não estão bem com a vida, que estão achando tudo tão ruim, tão esquisito e triste, que, de repente, me pego pensando no passado, voltando ao passado, a troco de nada, só para me sentir bem, lembrar que houve um tempo em que tudo era melhor.
Claro que me sinto mais velho, e os anos contribuem para ter uma perspectiva pior, que continuo sem dinheiro (isto, porém, é a novela de uma vida inteira da maior parte dos brasileiros), engordei, perdi cabelos, perdi pessoas queridas, amei e deixei de amar, me afastei de quem não devia me afastar, fui bom com quem não devia ser ou ruim com quem devia amar, enfim, cometi as tolices que todos nós fazemos, de vez que sou, igual a todo mundo, uma besta que toma decisões sem pensar muito e depois não tem mais como chorar o leite derramado.

NÃO ENCAIXA MAIS

silvioMas, a questão, embora seja comigo também, não é só comigo. Nós estamos precisando de alguma coisa que mude a nossa perspectiva e, me parece, muito esquisito que tudo esteja tão mau. E ainda mais com tanta dor, suor e calor. E ainda é mais esquisito por ser primavera, uma época de renascer, recomeçar, das florzinhas de ipê florindo, dos passarinhos nos galhinhos no sol. Mas, não tem jeito. A vida não está se encaixando direitinho e no noticiário só sei de roubos, de políticos mafiosos, de assalto aos cofres públicos e crimes. E tenho uma saudade danada de um dia mais claro, um céu mais azul, bem azul, daqueles que cantam na marcha (Azul, nosso céu é mais azul) que virou nosso hino. E penso otimista: amanhã será outro dia. (O desabafo de Persivo se identifica com o desabafo de todos. Sua postagem no facebook, na manhã de segunda feira, recebeu centenas de apoio).

BRASIL BIZARRO

PMDBDizem que o poder é melhor afrodisíaco, por isso as pessoas topam qualquer parada para não sair do bem bom dos melhores cargos e das melhores posições.
É por isso que vivemos esses fatos bizarros como os de agora. O PT ganhou a eleições, a Presidente Dilma é do partido, mas quem dá as cartas hoje no governo é o PMDB, que tomou o governo de assalto, na base do “quanto pior a crise, melhor”. O PMDB vai administrar um orçamento maior que o PT. O ministério da Saúde é o segundo maior orçamento, só perde para a Previdência, e tem 1.913 cargos de confiança, só a Presidência da República, com todas as secretarias, e a Fazenda têm mais.

SÓ NEGÓCIOS

PMDBA preocupação dos especialistas é que o Ministério da Saúde vire um balcão de negócios políticos do PMDB e prejudique o funcionamento de programas como o Saúde da Família, uma vez que os gestores serão trocados. Aliás, deputados do PMDB já fazem listas para dividir os cargos nos estados. Aliás, alguém acredita que o PMDB vai melhorar a Saúde?

PRESTIDIGITAÇÃO

DILMAQuem imaginava uma possível punição a Dilma em virtude das pedaladas pode tirar o cavalo da chuva. O Brasil parece que não muda. E nossos políticos mantém firme aquele pensamento de que fora do poder não há salvação. Mesmo que o TCU decida reprovar as contas de Dilma, o Congresso logo se reunirá para apreciar a decisão do tribunal. Isso aconteceria que o julgamento das contas pelo Congresso fosse comandado pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha. O STF já decidiu que cabe ao presidente do Congresso, Renan Calheiros, e não ao presidente da Câmara comandar o processo. O acerto entre o governo e o PMDB incluiu como contrapartida aos sete ministérios, que Renan segure ao máximo o julgamento no Congresso. A ideia é que Renan sente em cima da decisão do TCU e demore para colocar em tramitação.

A BRIGA É AGORA

PMDBA partir de hoje começa a briga de foices pelos cargos de confiança. Três mil cargos serão extintos e começarão as trocas, que vão tirar muitos petistas para em seus lugares entrarem indicações de deputados do PMDB. Os deputados do PMDB já brigam pelos cargos federais nos seus estados. Será uma semana de governo paralisado enquanto são feitas as trocas e a nova estrutura é implementada.
Rondônia não ficará fora dessa guerra que deverá desalojar os petistas ainda premiados com cargos muito bem pagos. Nomes até então imaginados como fora da vida pública veem nesse momento o renascer de esperanças de conseguir novas e importantes posições nessas negociações com o PMDB.

DEMISSÕES

TSEHá um temor rondando o time do andar de cima da gestão Confúcio, após a vitória no TSE, com a reconquista do diploma de governador eleito. Agora o todo poderoso chefe do governo rondoniense sente-se a vontade para tomar decisões contra “os infiéis do governo”. O recado veio pelo blog confuciano, focando a ojeriza de Confúcio contra “ordenadores de despesa” que, na visão do filosófico comandante, promoviam o tal fogo amigo. Ainda tem gente acreditando que Confúcio não terá coragem de colocar na rua quem tem cartas nas mangas contra o governador e sua família. Mas outros imaginam como certa as demissões, meio claro de demonstrar que daqui prá frente o titular do cargo retomou, de fato, o exercício do poder. E nessa nova onda, o vice Daniel – que já sonhava articular para chegar ao cargo de Conselheiro no TCE – deve perder o protagonismo que exercia livremente enquanto Confúcio estava acuado.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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