Esporte

Confira os 12 estádios da Copa

A Copa do Mundo começa nessa quinta-feira (12/06), mas algumas arenas ainda estão recebendo os retoques finais para o início da principal competição de seleções do futebol.

O período de construção dos estádio foi conturbado, marcado por muitas polêmicas e tragédias.

Independente do tal “padrão Fifa”, que coloca muitas exigências, o fato é que a organização do torneio foi apenas uma versão ampliada dos problemas que já acontecem no Brasil.

Também é preciso levar em conta que a entidade que rege o futebol queria apenas oito sedes e foi o nosso país que, depois de sugerir 17, conseguiu emplacar 12 cidades na competição, conseguindo agradar politicamente vários estados.

Sem dúvida, o ponto que mais chama a atenção nas obras dos grandes palcos do Mundial é o número de vítimas fatais, nove no total. Para efeito de comparação, na África do Sul foram duas.

As mortes na construção civil são uma realidade em solo brasileiro, ainda mais quando o ritmo das obras precisam se acelerados.

Na Arena das Dunas, por exemplo, o comitê organizador da Copa comemorou a instalação do quarto turno de trabalho, durante a madrugada.

Além disso, foram frequentes os atrasos de entrega dos estádios, a ponto da Fifa se irritar com as constantes trocas de prazo-final, por desrespeito dos comitês locais.

E outro ponto comum a particamente todas as arenas foi o estouro do orçamento inicial, muito por conta desta demora e também por falhas no momento de projetar as obras.

Veja as situações de cada estádio da Copa do Mundo:

Arena Fonte Nova

O estádio, que substituiu a Fonte Nova original, tem um design semelhante a seu antecessor, coberto por uma cobertura de metal leve.

Os arredores da Arena também abrigam restaurantes, lojas, um museu do futebol, hotéis, um centro de eventos e estacionamentos para carros.

O estádio foi redesenhado pelo mesmo grupo responsável pela modernização da AWD-Arena, de Hannover, uma das sedes da Copa do Mundo 2006.

A Arena Fonte Nova foi inagurada em abril. A primeira partida disputada foi o clássico Bahia e Vitória no dia 7 de abril, e teve público superior a 40 mil torcedores. O estádio também sediou três partidas na Copa das Confederações.

Partidas da Copa do Mundo 2014:

13 de junho: Grupo B1 x Grupo B2, 16h
16 de junho: Grupo G1 x Grupo G2, 13h
20 de junho: Grupo E1 x Grupo E3, 16h
25 de junho: Grupo F2 x Grupo F3, 13h
1º de julho: 1º Grupo H x 2º Grupo G, oitavas-de-final, 17h
5 de julho: Quartas-de-final, 17h
*horário de Brasília

Maracanã

Principal casa do futebol brasileiro, o Maracanã volta a ser o grande palco da Copa do Mundo após 64 anos. Construído para o Mundial de 1950, o antigo “Maior do Mundo” foi completamente reformado para o evento de 2014.

É lógico que isso gerou enormes polêmicas, principalmente a respeito da quantidade de dinheiro depositada (cerca de R$ 1,3 bilhão).

Com o olhar estritamente voltado para o futebol, o estádio foi palco da última grande alegria do torcedor daSeleção: a vitória por 3 a 0 sobre a poderosa Espanha na final da Copa das Confederações.

Se na derrota por 2 a 1 para o Uruguai, no Maracanazo, o estádio contou com quase 200 mil espectadores, neste Mundial a capacidade do Estádio Mário Filho será de 74.689, de acordo com o site da Fifa.

Arena de São Paulo

As tensões entorno do estádio do Corinthians estão indo até os acréscimos, que pode chegar ao custo de R$ 1,4 bilhão.

Uma semana antes da partida abertura do Mundial, a Fifa revisou para baixo o número de assentos para os torcedores, por conta da entrega atrasada das arquibancadas provisórias.

Mesmo sem nenhum evento-teste com capacidade total, o local está passando pelos retoques finais e já foi liberado pelo Corpo de Bombeiros.

Foi no estádio de Itaquera que aconteceu o acidente mais espantoso das obras da Copa do Mundo, quando um gigantesco guindaste caiu com o peso de uma estrutura metálica de 420 toneladas, matando dois operários. Investigações apontam para um afundamento de solo como causador da tragédia.

Localizado na Zona Leste de São Paulo, a arena é considerada distante do centro da cidade, mas com uma operação especial do metrô, foi de acesso tranquilo aos torcedores.

A expectativa agora é saber qual seria o plano B no caso da ameaça de greve dos metroviários se confirmar.

Mineirão

Possivelmente o estádio mais bem-preparado para a Copa do Mundo, com o valor gasto de R$ 666,3 milhões. E tudo devido a sua data de entrega: fevereiro de 2013, com 53 mil pessoas para ver Cruzeiro x Atlético-MG.

Desta forma, foi possível identificar todos os problemas possíveis em uma arena que recebeu grandes públicos, inclusive na decisão da Copa Libertadores.

Ao longo deste período, foram encontradas dificuldades pontuais, como falta de água para consumir, bares fechados e banheiros sem funcionar, inclusive na Copa das Confederações do ano passado. Nenhuma preocupação séria para 2014.

Talvez o ponto negativo possa ser a conexão dos torcedores, já que a arena de Belo Horizonte é uma das que não deve ter as antenas de wi-fi montadas para servir o público.

Beira-Rio

A grande preocupação daqueles que utilizarão o Beira-Rio fica por conta de seu entorno. As obras prometidas pelo governo gaúcho não serão concluídas e os operários tentam minimizar os efeitos dessa falha realizando ajustes de última hora.

O cabeamento de fibras óticas, responsáveis pela transmissão de imagens e dados dos eventos que ali acontecerão, é o ponto que mais gera insegurança nos organizadores.

Ainda não se sabe se os mesmos irão operar com sua capacidade máxima, mas as instalações provisórias, de acordo com as empresas responsáveis, darão conta do fluxo da Copa do Mundo.

Excesso de entulho e muitos acabamentos inexistentes fazem parte da lista de reclamações daqueles que acreditavam que a Copa do Mundo traria a conclusão de intervenções importantes no local.

Arena da Baixada

O estádio do Atlético-PR foi um dos que mais preocuparam. Por causa do atraso nas obras, ficou perto de deixar de ser uma das sedes ainda neste ano.

No entanto, as obras foram aceleradas e a Arena da Baixada está recebendo os últimos detalhes para receber os jogos da Copa do Mundo.

Com custo estimado em R$ 330 milhões, o estádio terá capacidade para 38.533 torcedores no evento, segundo o site da Fifa.

Desde a sua reinauguração, a Arena da Baixada recebeu dois eventos-teste, um deles amistoso contra o Corinthians, no dia 14 de maio, quando o Furacão perdeu por 2 a1.

Castelão

Principal estádio de Fortaleza, o Castelão foi inteiramente reformado para a realização da Copa do Mundo de 2014. Ao contrário de outros casos, a sede cearense do futebol no Mundial foi o primeiro estádio a ficar pronto.

A inauguração aconteceu em janeiro de 2013, com rodada dupla de clássicos do futebol nordestino (Fortaleza 0x0 Sport e Ceará 0x1 Bahia).

Com o custo de R$ 623 milhões, foi o estádio mais barato dos últimos quatro Mundiais, segundo dados da ONG Play The Game e do Portal de Transparência da Copa.

Mas não apenas de coisas boas vivem o local, pronto para receber 60.348 torcedores. Nos últimos dias, o governo revelou que o Castelão será um dos estádios que não contarão com wi-fi.

Arena Pernambuco

Com o gasto de R$ 529,5 milhões, a Arena Pernambuco foi construída na região de São Lourenço da Mata, que fica localizada a cerca de 19 km da região central do Recife. Por esse motivo, a mobilidade urbana foi o grande desafio deste estádio.

Linhas especiais de BRT foram criadas para atender os torcedores que pretendem assistir as partidas da Copa. Além disso, de uma estação do metrô, que é o meio de transporte mais indicado pelos órgãos públicos, foi construída para servir de ponto de escoamento do local. O problema é que muitos se queixam da localização da mesma, que fica a cerca de 3 km do estádio.

Por ter sido utilizada já durante a Copa das Confederações, a Arena Pernambuco teve bastante tempo de ser testada e sua área interna não oferece grandes dificuldades de operação para os gestores.

Mané Garrincha

O estádio mais caro da Copa do Mundo, este é o título do Estádio Nacional Mané Garrincha, localizado na Capital Federal.

E é justamente este item, o orçamento, que gerou as maiores críticas daqueles que questionaram a sua reforma. Foi também o estádio que registrou a primeira morte em obras do torneio, quando um carpinteiro caiu de cerca de 30 metros de altura.

Avaliado inicialmente a um custo de aproximadamente R$ 631 milhões, a nova arena acabou sendo erguida por 1,9 bilhão de Reais.

Ainda que não tenha grandes dificuldades em sua operação e acesso, o Mané Garrincha é apontado como um dos possíveis “elefantes brancos” após a Copa do Mundo, já que Brasília não conta com nenhuma equipe na elite do futebol nacional e conta com a presença constante de equipes de outras regiões do país para movimentar a agenda do estádio.

Arena das Dunas

Mesmo tendo sido inaugurado no início do ano e já tendo sido colocado em ação inclusive em partidas de equipes locais, a Arena Dunas corre contra o tempo para se adaptar as exigências da Fifa para a realização de jogos da Copa do Mundo, após ter custado R$ 420 milhões.

Além da instalação de assentos provisórios, a Arena Dunas teve que criar novos bares, já que de acordo com a entidade máxima do futebol, as existentes ali não atenderiam a sua demanda. Ainda que considerado um exagero por aqueles que conhecem o local, os pedidos estão sendo realizados, porém estes itens não poderão ser testados.

Áreas de imprensa e hospitalidade são outros itens que receberão instalações provisórias que serão criadas pela Fifa em tendas sem que tenha havido um grande evento teste nesses pontos.

O entorno do estádio também é outro ponto preocupante. Um grande reservatório de água, planejado para evitar o alagamento da área em caso de chuvas fortes, não foi concluído.

O fator é considerado de alto risco, já que junho e julho são os meses que concentram os maiores índices pluviométricos da cidade e caso uma tempestade caia em Natal, isso pode se tornar um grave problema.

Arena Pantanal

Com o futebol em baixa há muitos anos, Cuiabá recebeu a oportunidade de tentar se reerguer construindo um estádio moderno, que substituiu o Verdão, demolido em maio de 2010.

O projeto previa uma arena sustentável e multiuso, mas passou por tantos problemas que isso ficou em segundo plano, depois de custar R$ 520 milhões.

Além de greve, a polêmica troca da compra de cadeiras superfaturadas, falência de uma das construtoras, o momento mais crítico foi no incêndio que aconteceu no fim do ano passado, quando se temeu pelo abalo das estruturas da construção.

Foi na Arena Pantanal também o último registro de vítima fatal na organização do torneio, em maio, quando estavam sendo feitos os reparos finais.

As obras de entorno ainda estão acontecendo e a chegada ao local preocupa os organizadores.

No jogo-teste entre Mixto e Santos, em abril e com capacidade parcial, uma chuva inundou estacionamento e ruas adjacentes ao estádio, mostrando que os torcedores podem ter problemas em caso de precipitações.

Arena Manaus

Um dos estádios mais bonitos da Copa do Mundo, mas também um dos principais candidatos a se tornar um elefante branco após o torneio.

Custando R$ 605 milhões, a sua capacidade máxima seria suficiente para abrigar todos os públicos somados do campeonato estadual de 2013.

Foi também a arena que reuniu mais mortes durante a suas obras. Foram quatro no total, duas delas durante o turno da noite, durante o período em que o ritmo dos trabalhos foi acelerado para cumprir prazos já estourados.

Alguns dos problemas registrados nos eventos-testes no local foram o congestionamento pela grande concentração de carros nas vias locais, falta de vagas para estacionamento e enormes filas nos bares.]

Fonte: Tribuna da Bahia

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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