Teia Digital

Pequeno Empreendedor age com cautela com relação à Copa do Mundo 2026 – Por Silvio Persivo

Olhando o lado positivo. “Morrer é duro. Sempre senti que a recompensa final dos mortos é não morrer nunca mais” (Irving D. Yalom).

FUNCULTURAL DIVULGA EDITAL PARA FESTAS JUNINAS

A Fundação Cultural do Município de Porto Velho (Funcultural) divulgou o Edital de Chamamento Público Simplificado nº 03/2026, que abre as inscrições para o I Concurso Municipal de Quadrilhas Juninas, Arraiá do Bera 2026, na categoria adulta. O evento irá acontecer entre os dias 25 e 28 de junho de 2026. As inscrições estão abertas de 10 a 20 de junho. Para participar os grupos folclóricos de quadrilhas juninas precisam se credenciar junto à Funcultural. O concurso tem como objetivo valorizar as tradições juninas, fortalecer a identidade cultural e premiar os melhores grupos com troféus, medalhas e cachês.  A avaliação será feita por uma comissão de jurados, com notas de 9,0 a 10, considerando quesitos como originalidade, animação, coreografia e desempenho de personagens tradicionais, como o Casal de Noivos, o Casal de Velhos, o Padre e os Sacristãos e a Rainha. A presidente da Funcultural, Débora Figueiredo, reforçou o compromisso com a transparência e o incentivo aos grupos culturais. “Esse edital representa a abertura de mais uma grande oportunidade para os grupos juninos da nossa capital. Queremos garantir um processo democrático, organizado e que valorize o esforço de cada quadrilha que mantém viva essa tradição tão importante”.

LANÇAMENTO DO PLANO DE DESENVOLVIMENTO E INTEGRAÇÃO DA FAIXA DE FRONTEIRA DE RONDÔNIA

Nesta segunda-feira (15), no Auditório do Ministério Público de Rondônia,  foi realizado o lançamento do documentos-base dos Planos de Desenvolvimento e Integração da Faixa de Fronteira (PDIFFs) do Arco Norte e de Rondônia elaborado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM). Os planos têm como objetivo promover o desenvolvimento sustentável, reduzir desigualdades regionais e fortalecer a integração territorial nas áreas de fronteira da Amazônia Legal. O objetivo principal do documento foi de reunir e organizar informações e dados secundários sobre a Faixa de Fronteira Amazônica, bem como analisar a realidade local a partir dos grandes temas associados à política de integração da fronteira brasileira. O evento lotou o auditório sendo prestigiado pelas autoridades e o público que assistiu uma exposição sobre a importância e conteúdo do documento base.

ENDIVIDAMENTO DIMINUI NO MÊS DE MAIO

O número de endividados em Porto Velho caiu em maio, em contraposição ao aumento da média nacional. A Peic (Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor) feita no estado, elaborada pela CNC (Conferência Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) em conjunto com a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Rondônia-Fecomércio/RO, mostra que diminuíram o número de inadimplentes, de insolventes e das famílias que não terão condições de pagar suas contas. Os números revelam que 86,9% das famílias, ou 144.994 delas, estavam endividadas. O dado é -0,23% menor que o de abril (87,1% do total ou 149.189) e menor -0,58% que o patamar de um ano atrás (86,4% ou 143.998).  A pesquisa mostra que 38,9% das famílias estavam com as contas atrasadas em maio, menor que as marcas de abril de 2026 (39,1%) e de maio do ano passado (14,1%). Também as famílias que não tem condições de pagar suas contas diminuiu de 14,1% em abril para 13,4% em maio. Também em maio do ano passado era maior (16,2%).

ALTA MORTALIDADE ACONTECE TAMBÉM POR FALTA DE BOA ADMINSITRAÇÃO

Segundo a Receita Federal o país tem 11,4 milhões de empresas ativas. Porém existe um alto índice de mortalidade na medida em que seis entre 10 empresas encerram suas atividades antes de completar cinco anos. Embora a maior contribuição para este resultado seja, sem dúvida, o ambiente econômico, a carga tributária muito alta e a burocracia, também contribuem para este resultado fatores que como ausência de planejamento, gestão financeira deficiente e falta de análise de mercado. Isto também se deve muito à falta de qualificação dos empreendedores que, de fato, na grande maioria, fazem o que se denomina de “empreendedorismo forçado”, ou seja, se transformam em empresários por necessidade sem preparação e sem planejamento. Até mesmo quando recebem apoio, recebem recomendações para mudar a forma de administração, não conseguem modificar seu comportamento. Por isto a Receita Federal possui 3,9 milhões de pessoas jurídicas que receberam o grau D, o nível mais baixo, com conformidade inferior a 70%. São empresas com débitos vencidos, declarações atrasadas, inconsistências entre o que declaram e o que escrituram. Na prática, operam no limite, muitas sem saber os problemas que possuem nem como resolvê-los. E, por isto, o diagnóstico imediato, mais fácil, quase sempre é apontar para fora e culpar as condições do ambiente econômico- o que não quer dizer que este não seja hostil ao empreendedorismo.

PEQUENO EMPREENDEDOR AGE COM CAUTELA EM RELAÇÃO À COPA 2026

Ainda que a Copa do Mundo de 2026, segundo estimativa da Confederação Nacional do Comércio (CNC).  deva movimentar cerca de R$ 4,32 bilhões adicionais no varejo brasileiro, a maioria dos pequenos negócios ainda não se preparou para aproveitar a oportunidade. Foi o que revelou um levantamento da GestãoClick com sua base de clientes. Pelo  estudo apenas 15% dos entrevistados afirmam ter um plano em execução para aumentar as vendas durante a Copa. E 59% não pretendem fazer nenhuma ação específica ou não veem sentido em investir esforços voltados ao evento. Para Nena Matos, da GestãoClick, “Existe uma oportunidade relevante de consumo concentrada em um período curto e previsível. Quem se organiza com antecedência, ajusta estoque, prepara campanhas e acompanha seus indicadores tende a disputar um mercado que muitos concorrentes estão deixando passar”, afirmou.   Entre as principais conclusões do levantamento está o fato de que a maior oportunidade para os pequenos negócios pode estar justamente na falta de movimentação dos concorrentes. Com quase seis em cada dez empreendedores sem planejamento específico para o evento, empresas que realizarem ações simples, como campanhas temáticas, combos promocionais, reforço de estoque e ampliação de horários de atendimento, podem encontrar um ambiente menos competitivo para conquistar consumidores durante a Copa. 

AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL –  FOLHA RONDONIENSE

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FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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