Em Linhas Gerais

Câmara Municipal da Capital veda o acesso de pessoas com “determinados trajes incompatíveis” -por Gessi Taborda

UM ANO DE LEI ANTICORRUPÇÃO

PoliticoO assunto não chamou a atenção das entidades corporativas rondonienses. Nem por isso deixa de ser importante saber que ontem, dia 29, a lei 12.846/2013, completou seu primeiro ano de vigência. Agora, para não serem penalizadas, as empresas precisam realizar uma série de adequações, como a criação de códigos de conduta e políticas internas, além da implantação de Programas de Compliance, conjunto de atividades para orientar e incentivar executivos e funcionários a respeitar as regras da casa. É o único caminho para afastar a corrupção e se manter imune às penalidades previstas.

A nova Lei Brasileira Anticorrupção, em vigor desde 29 de janeiro de 2014, estabelece responsabilidade administrativa e civil por atos de corrupção praticados por sociedades empresariais e sociedades simples, fundações, associações de entidades ou pessoas e sociedades estrangeiras sediadas ou com filial ou representação no território brasileiro contra órgãos da administração pública.

 VANTAGENS DA LEI

PoliticoAs mudanças, porém, não fazem com que as companhias apenas evitem multas e medidas repressivas. “A boa notícia é que as adequações trazem também uma vantagem competitiva”. Por isso, não se deve encarar o Compliance como um custo adicional no caixa porque ele também é fonte de recursos e um auxiliar na realização de negócios.

Segundo Rogéria Gieremek, consultora global do Programa de Compliance da Serasa Experian, a nova lei promove uma espécie de reciclagem positiva nas empresas brasileiras. “A realidade é que, infelizmente, talvez esse processo não acontecesse sem a ameaça das sanções previstas na Lei Anticorrupção”, disse.

 MULTAS MILIONÁRIAS

PoliticoNão se pode esquecer que uma das penalidades (e, talvez, a mais dura) é a perda do direito ao recebimento de incentivos fiscais, doações e empréstimos feitos por empresas ou instituições financeiras públicas.

Dentre as principais sanções estabelecidas pela nova lei estão multas de 0,1% a 20% do faturamento bruto da empresa (ou de R$ 6 mil até R$ 60 milhões), deduzidos os impostos; restituição integral dos prejuízos causados ao erário; perda de bens, direitos ou outros valores, fruto daquela infração; suspensão ou interdição parcial das atividades; dissolução compulsória e declaração de inidoneidade por período de 1 a 5 anos.

 MODERNIZAÇÃO

camara2Difundida ontem pela comunicação da Câmara Municipal a primeira medida do novo presidente, o vereador Bengala, para modernizar o parlamento municipal. O destaque ficou para duas portarias regulamentando o acesso do público ao prédio do legislativo portovelhense. Agora está vedado o acesso à “casa do povo” de pessoas com “determinados trajes incompatíveis” (sic) com o local. Não há explicações sobre os “determinados trajes incompatíveis”. E pensar que o cidadão-contribuinte-eleitor paga o salário de quem considera isso uma modernização. E bate o bumbo!

 PRESTIGIADO

Presidente Maurão2Até o deputado Maurão de Carvalho deu uma paradinha nas reuniões para os acertos finais da sessão de posse do domingo e foi à Câmara Municipal de Porto Velho, na manhã de ontem, prestigiar a posse de Everaldo Fogaça, jornalista dono do O Observador. Foi bem concorrida a posse de Fogaça que retornou à vereança assumindo a vaga de Leo Moraes, eleito deputado estadual. Devido a falhas do cerimonial, a posse aconteceu com atraso e muitas pessoas não puderam esperar o ato solene.

 EM BAIXA

Bandeira2A Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE, continua a apontar desemprego historicamente baixo no agregado metropolitano nacional, mas cabem ponderações. O efeito da confiança do trabalhador em baixa precisa ser considerado no contingente de pessoas à procura de trabalho, em meio ao enfraquecimento da atividade doméstica no último ano. O mercado formal de trabalho do país gerou em 2014 praticamente um terço (35%) das vagas líquidas apuradas em 2013, para o que o comportamento da indústria de transformação teve forte influência, sobretudo no Sudeste. Foi a mais fraca geração de carteiras assinadas desde 1999.

 FONTE INFLACIONÁRIA

Porto VelhoNo caso de Porto Velho, a estreita margem de ociosidade no mercado de trabalho levou a sucessivos aumentos de salários incompatíveis com o crescimento da produtividade, com repercussões negativas sobre a inflação. Não obstante a concessão, em 2014, de reajuste para o salário mínimo mais contido em comparação a anos anteriores, a dinâmica salarial permaneceu como fonte de pressões inflacionárias, disseram fontes econômicas consultadas pela coluna.

 PRIVATIZAÇÃO

Caerd2Rolim de Moura vai puxar a fila da privatização do serviço de água e esgoto no estado rondoniense. Ainda não se sabe a data certa da publicação do edital, que deverá ocorrer nessa primeira quinzena de fevereiro. O serviço que é feito pela Caerd é considerado muito ruim.

A estatal tentou impedir na Justiça essa iniciativa do município de Rolim de Moura, mas perdeu a ação. Se a moda pega, a Caerd pode estar com os dias contados, pois na maioria dos municípios onde atua há uma grande insatisfação com a falta de qualidade de seus serviços. É bom lembrar que a privatização nem sempre é garantia de sucesso no equacionamento dos problemas ligados a esse setor do saneamento.

 AÇÃO POSITIVA

Mauro2Se não der xabu, esta será a mais positiva ação da gestão Mauro Nazif com viés social. A notícia foi dada pelo secretário municipal de Assistência Social, Daniel Vieira, garantindo que o acanhado Centro de Convivência do Idoso passará por amplas reformas e melhorias. Não dá ainda para soltar fogos, especialmente porque ocupantes do paço são pródigos em anunciar obras e não terminá-las. Tomara que a cidade decida tratar com mais dignidade sua população idosa.

 NAZIF MUDO

Mauro2O prefeito Mauro Nazif sabe ficar calado nas horas mais convenientes. Ele, como de resto todos os políticos de Porto Velho, fechou-se em copas diante da afirmação da Revista Exame que colocou a capital rondoniense entre as 4 piores cidades do Brasil. O prefeito não disse nada diante das informações mostrando que Porto Velho vai de mal a pior…

 ESTILO

Caerd2Se a Caerd começar a perder terreno diante das concessões dadas pelas prefeituras para a iniciativa privada explorar o setor de água e esgotos, muito proximamente seu departamento financeiro vai adotar o estilo “samba do senhor emocionalmente perturbado”. Se hoje a estatal não consegue pagar a conta de energia, como vai pagar os polpudos estipêndios de sua encastelada cúpula? Ah! Então vai sobrar mais uma vez para o cidadão-contribuinte-eleitor…

 ESCONDIDO

CONFUCIOTá confirmado: o escondido governador rondoniense vai reaparecer na sessão solene da Assembleia Legislativa, no domingo, quando serão empossados os deputados eleitos em outubro último. Não consta da programação, mas até involuntariamente pode haver um discurso do governador mais manjado no STJ, onde figura como suspeito de fazer parte da organização criminosa desbaratada nas investigações da PF na sua primeira (vá lá!) gestão.

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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