Em Linhas Gerais

“Ai, estamos nós com o governo do estado ocupado por um personagem que perdeu toda a credibilidade” .-por Gessi Taborda

DOIS VILÕES

ZequinhaO noticiário da semana que passou destacou dois lamentáveis exemplos dessa história: um corrupto que vinha se sobressaindo na política com aquela manjada malandragem da benemerência. Finalmente o caricata figura de Zequinha de Araujo foi condenado por decisão da Justiça e vai, pelo menos, pagar um pouco pela esperteza de ter usado funcionários da Câmara Municipal para seu serviço de consolidar um curral eleitoral conhecido.

Outro vilão ainda está no poder. E como prefeito vai se notabilizando por uma sequência de desaforos ao povo. Já está sendo tratado como o “Exterminador de Árvores”. Não deixa escapar nem as centenárias, amadas pelo povo, fundamentais na amenização dos tórridos efeitos do clima de trópico úmido em que vivemos. Um desaforo inominável em tempos de crescente conscientização da importância do verde, da responsabilidade ecológica.

 ROUBA MAIS FAZ

ZequinhaCom relação ao desfecho dessa primeira condenação prática do ex-vereador e ex-deputado Zequinha de Araújo, somos remetidos ao passado político de tolerância do próprio Brasil. Para eleitores de idade mais avançada ainda está fresca a memória do lema de campanha de Adhemar de Barros, cultuado por boa parte da população, do “rouba, mas faz”.

Zequinha é como um personagem inspirado no antigo governador paulista, embora com notáveis diferenças. O paulista se dizia “nascido em berço de ouro”, enquanto Zequinha entrou na vida pública após uma temporada como simples “TA” da antiga Emater.

 E O DINHEIRO NA CUECA?

ZequinhaZequinha só entrou pela tubulação agora por um “acidente de percurso”. Ele quase consegue se perpetuar no poder com essa conversa de “benemérito” preocupado com a saúde do povo, embora já tivesse fama na vereança de não perder oportunidade de enfiar o dinheiro tomado de nós (através dos impostos) nos próprios bolsos. A condenação de agora foi apenas pelo ato de corrupção quase natural de utilizar servidores pagos com o dinheiro público para prestar serviço de seu interesse particular.

Ainda falta a Justiça puni-lo também pela utilização de servidores públicos municipais, que faziam papel de empregados de seu curral eleitoral, legalizado como Associação Zequinha Araújo. Agora os cidadãos-contribuintes-eleitores esperam um desfecho idêntico para a prática inusitada de Zequinha em esconder dinheiro de origem duvidosa na cueca, até mesmo já como deputado estadual.

 IMPÉRIOS FINANCEIROS

Bandeira2Tentei conseguir explicações de um estudioso do comportamento urbano sobre os motivos que levam gente de bem, e até eleitores mais esclarecidos a contribuir com seus votos para a perpetuação no poder de políticos que não fazem outra coisa senão explorar o povo rondoniense.

Por que o eleitorado permite a reeleição de figuras que só entraram e permanecem na política para construir impérios financeiros para si, para a família, ou pequenos grupos de apaniguados? A resposta veio de imediato: o brasileiro é assim mesmo, disse o sociólogo. Reelege essa corja como uma espécie de agradecimento por não terem roubado tudo.

 APATIA

bandeiraVivemos um momento de grande apatia da população com a política. Daí ser mais fácil ver manifestações de repúdio ao desleixo das autoridades com o que restou da EFMM, especialmente nas redes sociais, e a nenhuma manifestação com o descaramento de políticos no uso pessoal de dinheiro público para bancar programas de turismo mascarados como eventos oficiais de interesse da sociedade.

Enquanto se cobra zelo com o que restou da EFMM ainda não consumido pelo ferrugem, não se cobra com a mesma veemência transparência no uso do dinheiro público, em obras sem planejamento, sem projetos, mal feitas e de pouca duração que serve apenas para que uns poucos personagens da órbita municipal (e também do estado) embolse boa parcela dos “investimentos” públicos.

 O RALO DO DINHEIRO

bandeiraÉ isso o que acontece com a gestão municipal de Porto Velho com sua opção por manter reformas intermináveis (e que não solucionam nada) em locais usados como sumidouros do dinheiro público, como soem ser as obras nunca acabadas da José Vieira Caúla nas proximidades com a Guaporé. Ali, desde os tempos de José Guedes a prefeitura enterra montanhas de dinheiro sem que ninguém seja responsabilizado por essas maracutáias.

Como a nossa população ainda não reage como devia a tanto despautério (não esqueçam que verdadeiros enganadores da administração pública foram reeleitos ou se mantém no poder através de membros da “famiglia”), a corrupção e a incompetência atingiram níveis insuportáveis no estado e na nossa capital.

Dentro desse pobre roteiro que nem deveria servir para enganar os órgãos do controle externo, vem o prefeito que não inova anunciar mais uma “reforma” onde certamente vai jogar um monte dinheiro público na fogueira.

 MAIS RECURSOS PERDIDOS

VergonhaDessa vez a conversa é reformar o Parque Cidade, enganação do prefeito anterior. O parque é coisa nova, custeado pelo Porto Velho Shopping, no cumprimento (até hoje incompleto) de um TAC firmado com o Ministério Público.

Será que vão extirpar os pequenos arvoredos plantados no local?

Afinal, em outro anúncio da fábrica de factóides de Nazif, embalado (quáquáquáquá!) como notícia, dá conta de que um caminhão munck chegou na secretaria do meio ambiente. Para o trabalho de poda. E se a tal “poda” não for caminho para o extermínio em massa do pouco verde que vem resistindo a essa tendência da gestão Nazif!

 FÁCIL DE ENTENDER

bandeiraA sociedade é um sistema de vasos comunicantes. Não haverá um mundo empresarial ético e um mundo político aético, ou vice-versa. Não há abuso de restrições legais e de ética de mercado se não houver cumplicidade entre empresários e políticos. Não há corrupto sem corruptor. Não há achacador sem a fragilidade do achacado.

Ai, estamos nós com o governo do estado ocupado por um personagem que perdeu toda a credibilidade para representar os verdadeiros interesses da população.

Um personagem que foi reeleito mais em função da falta de uma oposição competente e compromissada com o povo do que por qualquer outro motivo.

 A PARTE DA IMPRENSA

bandeiraA imprensa fez e faz, bem ou mal, seu papel. Os fatos divulgados durante a primeira gestão comprovaram o governo Confúcio não foi um gestor verdadeiramente comprometido com os interesses da maioria da população e deixou seu governo ser usado como uma plataforma para ações de corruptos, desde seu início, em casos que resultaram em operações da Polícia Federal, com a prisão de membros graduados do governo.

É fato que também Rondônia vive um momento histórico de amadurecimento democrático. São ainda os movimentos espontâneos da sociedade, de volume ainda pequeno e, pelo visto, não captados pelas organizações da oposição, como partidos políticos.

 AVANÇO COMPROMETIDO

bandeiraSabendo disso é possível afirmar que o estado de Rondônia não irá avançar mais se não houver uma verdadeira melhora na sua representação política.

O governo atual não serve mais aos interesses do desenvolvimento com lastro sustentável não apenas por ter praticado o que a Justiça considerou abuso de poder político e econômico para conseguir um novo mandato.

Não serve mais por ter praticado todos os atos derivados da política rasa que o povo não aceita mais. É preciso por um ponto final nas nomeações para ganhos pessoais, abrigando fantasmas, cabos eleitorais e gastando verba de gabinete em meras atividades políticas visando cooptação eleitoral e apoio fora da atividade política

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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