Em Linhas Gerais

Advogado espera que Tribunal de Contas investigue 47 prefeitos suspeitos de farra com dinheiro público – Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Dentro de todos nós existe algo que não tem nome e isso é o que realmente somos”, JOSÉ SARAMAGO, escritor português, laureado com o Nobel de Literatura.

EDITORIALZIM

Aí estamos nós prontos para mais uma semana santa a ser comemorada com as restrições fundamentais ao enfrentamento do Covid19. Todavia, embora as grandes redes de comunicação responsável pela politização do noticiário em torno dessa pandemia prefiram pautar o alarmismo, as boas notícias estão acontecendo especialmente nas redes sociais. As referências às possibilidades de cura ganham destaque, como a informação de que mais de 200 mil pessoas já se curaram no mundo. E essa informação é da universidade norte-americana John Hopkins que acompanha diariamente os números com fontes oficiais para elaborar estatísticas que ajudam aqueles que trabalham no combate à epidemia.

A China, onde o vírus surgiu no final de dezembro do ano passado, é recordista em números de cura, com mais de 76 mil pacientes recuperados. Na Espanha o número de casos curados já chega próximo dos 30 mil. No Brasil também avança estudos para curar o Covid19. Vários institutos estão pesquisando os efeitos da hidroxicloroquina na cura da Covid-19 e nos últimos dias, cientistas da Fiocruz publicaram estudo sobre os efeitos do Atazanavir, usado no tratamento de pacientes com HIV e seus efeitos sobre o coronavírus.

Então, como se vê, as notícias não são exatamente as catastróficas do ortopedista Mandetta, o ministro que começou defendendo o isolamento radical da sociedade, a ponto de ficar inviabilizado para continuar no cargo, especialmente quando criticou a postura do presidente de defender o uso da hidroxicloroquina. É cada vez maior o número das pessoas curadas pela pandemia enquanto a vacina não aparece.

A quarentena determinada pelas autoridades para combater o Covid19 é um fato inédito na história recente, não só do Brasil mas do mundo. Graves consequências foram causadas por essa postura que praticamente parou o Brasil e, claro, até Rondônia. A principal delas está relacionada à brusca paralisação da atividade econômica, o que afeta a todos.

Essa quarentena radical teve, como não se pode negar, aspectos positivos. O isolamento fez com que filhos se preocupassem mais com os pais, netos com os avós em uma inversão de valores repleta de afeto. Levou também vizinhos a se preocuparem com quem mora na porta ao lado, criando elo saudável de corrente fraterna. Também há menos ruído e redução da poluição ambiental. Quem mora em Porto Velho, a capital rondoniense, certamente sentiu o silêncio nos ares com o número quase zerado de aviões nos céus da cidade.

O que não falar do trânsito da capital rondoniense. Ele foi altamente beneficiado com a redução drástica de carros nas ruas. A quarentena forçada certamente traz lições úteis para os nossos especialistas em mobilidade e em meio ambiente que poderão, imagino, estudarem medidas que possam ser aplicadas quando a pandemia passar.

CRÔNICA

No passado escrevi muitas crônicas, incentivado por um camarada que conheci na outrora grandiosa Folha de São Paulo, onde trabalhei com figuras ímpares, como meu padrinho Zé Aparecido. E hoje decidi voltar à crônica para me afastar de assuntos pequenos em tornos de personagens de nossa bizarra Assembleia Legislativa. Já decidido a deixar para depois a análise desse convescote de pequenos políticos, vamos à crônica de hoje, antes que eu perca a inspiração…

Só se fala atualmente da pandemia, como se ela fosse o único problema que temos de enfrentar. A pandemia é uma contingência. É o imprevisível e o inevitável que faz parte do todo, de nossa condição humana e cósmica. Da mesma maneira como o gado e a plantação são atingidos pelas pragas, as populações podem ser atingidas pelos vírus. Por um tsunami. É ser parte do todo. O que nos resta é enfrentar a tragédia, enquanto a solução não nos aparece.

CONSEQUÊNCIAS

Todos falando da pandemia e poucos querendo sequer ouvir comentários sobre as consequências. Ora, se a causa não pôde ser prevista, eliminada – suas consequências terão que ser assumidas para, então, buscarmos a solução para o imenso problema. A fome, o desemprego, a orfandade, o desajuste social e econômico, a falência de conceitos e valores que vigiram até aqui. Ora, nada podemos fazer diante da morte – que é contingente à vida – mas muito e muito podemos fazer com a tristeza, o desamparo, a dor dos que a sofreram. É problema que os sobreviventes têm que resolver.

A vida emite sinais. No meu tempo de juventude era raro, raríssimo, ver alguém, mesmo jovem tatuado. Os sinais eram outros e muita gente já tinha dificuldade em entendê-los. Havia desaprovação à calça boca de sino, aos cabelos compridos e até às botinhas carrapetas, moda muito usada pelas putas nos cabarés. Ora, a história humana tem sido construída a partir desses sinais que, desde as funduras dos tempos, nossos ancestrais decodificaram, criando, em seguida, novos códigos que resultaram nas diversas formas de civilizações. Incluindo, as religiosas. Aliás, um amigo meu, que mora em Brasília e é pastor evangélico, o Lourival Dias de Souza, reclamava que as igrejas de hoje não pregam mais sobre o pecado. Vocês já perceberam isso? Pois é assim!

PASCOA

Eis que, quase sem o percebermos, estamos diante de um maravilhoso e redentor sinal mais do que milenar: a Páscoa. Por que não estabelecermos – até mesmo para nos confortarmos – um paralelo com a Páscoa dos hebreus? Viveram o martírio do exílio, da escravidão, das dores, dos sacrifícios – e fizeram a passagem, o “pesach”, a Páscoa. Cristo viveu o sofrimento e a morte – e, numa Páscoa, encontrou a ressurreição, a vida nova. É, pois, Páscoa.

A passagem. Vivemos um tempo de paixão e morte. Mas há a esperança de um renascimento, de ressurreição. Estamos passando, vai passar. Em minhas orações, aprendi muito mais a agradecer do que pedir. Mas também peço. E peço o dom da fé, da prudência e da sabedoria. Com prudência para enfrentar nosso martírio, virá a sabedoria para superá-lo.

SUPERMERCADOS

Desde ontem, 8, os supermercados começaram a cumprir o mais recente decreto do governador rondoniense sobre o Covid19, exigindo de seus clientes o uso da máscara para adentrar as lojas. Nas grandes redes os consumidores que chegavam sem máscara recebiam uma, provisória, fornecida pelo próprio supermercado. Nos pequenos houve o registro de consumidores que fizeram suas compras sem a máscara.

Essenciais para o abastecimento de mantimentos das famílias, eles podem continuar funcionando, mas precisam observar uma série de normas sanitárias e estar alinhados ao que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o tema. O governo autor do decreto deveria obrigar os supermercados a fornecer a máscara, produto que está em falta na rede de farmácias da cidade.

Nem todos os supermercados estão controlando o ingresso de clientes. Ontem no Irmãos Gonçalves da Jorge Teixeira (em frente o Botafogo) era possível constatar uma lotação excessiva, contrariando orientação da OMS para uma distância segura entre 13 pessoas por metro quadrado.  Um supermercado que tem tomado todos os cuidados de segurança, inclusive higienizando os carrinhos de compra e até as mãos dos consumidores, é o Araújo.

DENÚNCIA

O advogado Caetano Neto, presidente da Associação de Defesa dos Direitos da Cidadania em Rondônia, espera que o Tribunal de Contas do Estado investigue a denúncia formulada contra 47 prefeitos que, segundo ele, descumpriram o Art. 136 da Constituição Federal na decretação de Calamidade Pública em seus municípios usando a argumentação da Covid19.

O advogado afirma que todos os decretos foram aprovados em série para Câmaras Municipais, sem qualquer tipo de análise. Isso permitiu o fechamento do comércio em geral gerando prejuízos incalculáveis para a economia. São municípios que, conforme a denúncia, não tiveram sequer um caso de Covid19. A decretação de calamidade nesses municípios não passou, de acordo com Caetano, de fraude, simplesmente para permitir compras emergenciais, contratos e outras despesas públicas sem o cumprimento da lei de licitações e de responsabilidade fiscal.

Para o autor da denúncia, vários desses prefeitos vão buscar a reeleição e querem aproveitar o momento para fazer a farra com o dinheiro público para fins eleitorais. Para  Caetano Neto, o Tribunal de Contas do Estado tem de criar um gabinete  para acompanhar esses gastos perdulários em ano eleitoral.

NOVO DECRETO

Foi publicado nesta quarta-feira (8), um novo decreto emergencial (Nº 16.620), pelo qual o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, mantém até o dia 23 de abril (prorrogável) o estado de calamidade pública no município para fins de prevenção e enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19). Mantém a proibição, por exemplo, do trabalho de mototaxistas, da realização de eventos e reuniões de qualquer natureza, a permanência e trânsito de pessoas em área de convivência ou qualquer outra atividade que envolva aglomerações. Ainda estão inclusos na lista o não funcionamento dos serviços privados não essenciais e o funcionamento de galerias de lojas e comércios, shopping center.

NOVOS CASOS

Mais dois novos casos positivos para o Covid19 foram verificados ontem (8) em Porto Velho, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (Semusa). Agora é 21 o total de pessoas que testaram positivo para a doença na Capital. O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) e Departamento de Vigilância em Saúde (DVS) da Semusa estão atuando para bloquear a cadeia de transmissão do vírus, com orientações e monitoramento dos pacientes.

VENDAS

Indústrias rondonienses de produtos químicos para limpeza estão trabalhando a todo vapor. Segundo fonte do setor, nesse  período, a procura por produtos de limpeza tem aumentado a produção de água sanitária e de outros produtos. De acordo com a fonte, o aumento na produção de água sanitária já chegou a 45%, enquanto que produtos como desinfetantes, lava roupas, lava louças e amaciantes tiveram “um aumento de 20%”. Para atender os pedidos, essas indústrias tiveram de contratar novas equipes de produção.

VAREJO

O varejo iniciou o ano com alta de 3% no primeiro bimestre, sugerindo o início de uma recuperação. A perspectiva para os próximos meses é de forte queda nas vendas, conforme mostram alguns dados preliminares, em decorrência do isolamento social provocado pelo novo coronavírus, que obrigou ao fechamento da maior parte do comércio. Em fevereiro o volume de vendas do varejo restrito (que não inclui veículos e material de construção) registrou alta de 4,7% ante igual mês de 2019, enquanto no ampliado (que inclui todos os segmentos) a alta foi de 3,3%, apesar de contar com dois dias úteis a menos, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

MEIO TERMO

É preciso encontrar um meio-termo entre as prioridades da saúde e a da econômicas. Se tudo ficar parado, logo teremos desobediência civil. Vai haver aumento da violência, saques, não vamos saber quem é ladrão e quem é cidadão querendo sobreviver. Teremos também a desorganização da estrutura econômica. Na opinião da coluna deveria ser preservado o isolamento só para os grupos de risco, liberando os demais que deveriam seguir com o uso obrigatório de máscaras. Crianças deveriam voltar às escolas porque isso aliviaria o problema de alimentação que existe entre as famílias de renda mais baixa. Quanto aos idosos de famílias menos favorecidas, estes deveriam ser recolhidos temporariamente em abrigos especializados.

BILIONÁRIA

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estimou perda de R$ 53,3 bilhões no faturamento do comércio desde que a pandemia se consolidou no País, na comparação com o ano passado. A estimativa da CNC para março sinaliza uma queda de 46,1% no faturamento do comércio varejista desde a introdução de medidas restritivas até terça-feira, dia 7/04, na comparação com igual período de 2019.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALSTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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