Em Linhas Gerais

A vitória de Hildon Chaves será fundamental para varrer o lixo político de Rondônia em 2018- Por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Criatividade é se permitir cometer erros. Arte é saber quais deles manter.” SCOTT ADAMS (1957), Cartunista e escritor americano.

 FIM DA HEGEMONIA

Certamente os derrotados dessa campanha eleitoral vão demorar um tempo para entender os motivos dessa mudança na decisão do eleitorado de Porto Velho. Entrementes, quem costuma ler essa coluna descobriu, como muita antecedência que o desejo de mudança do eleitorado, completamente refratário à política tradicional e ao jeito antigo de se fazer política que o eleitorado certamente prestaria mais atenção ao candidato que assumisse o compromisso de introduzir uma modernização no trato com a coisa pública e na forma de se fazer política.

 BINOCULADO PELO POVO

Hildon Chaves começou o primeiro turno com índices baixíssimos, algo muito próprio para quem nunca tinha disputado eleitoralmente um cargo político. No princípio parecia que ele ficaria longe de um índice de dois dígitos. E como não era o favorito, Hildon não sofria os ataques de grosso calibre, como passou a enfrentar no final do primeiro turno e, muito mais intenso no segundo turno, onde chegou liderando todas as pesquisas de intenção de votos.

A mostrar de forma didática propostas simples (como a adoção das PPPs para resolver a carência de saneamento básico) que podem mudar a realidade da população a curto prazo, o candidato do PSDB passou a ser mais observado pelo eleitorado, numa demonstração cada vez mais clara que que estava entendendo o recado de sua campanha, com menos promessas e mais propostas factíveis.

 SEM CARREIRISMO

Enquanto o oponente petebista repicava o máximo possível a conversar de que começou a ser treinado para fazer política “desde pequeninho” e que por isso se julgava preparado para ser prefeito, Hildon Chaves fazia questão de explicar de uma forma muito mais assimilada para o povo sobre os motivos de ter, finalmente, aceito o desafio de disputar:

“Decidi ser candidato a prefeito com o objetivo de mostrar que é possível fazer uma nova política, é possível fazer uma política limpa, sem gastar montanhas de dinheiro para comprar apoio ou votos.” Foi uma campanha com os pés no chão, lembrou o próprio Hildon, ao falar com a coluna: “Simplesmente caminhamos muito e fizemos reuniões, assim conhecemos a necessidade da população portovelhense. E por isso fizemos toda a caminhada tranquila, confiantes de que o povo realmente saberia decidir sem se submeter às pressões ou ao terrorismo praticado por aqueles que não queriam a vitória dessa nova política.”

 SUPREENDIDOS

Os políticos acostumados a manobrar a vontade popular certamente ficaram surpresos com a revolução azul (cor referência) de Hildon Chaves, limou da vida pública de Porto Velho a conhecida “panelinha” que sempre se mostrava imbatível nas disputas para manter ou tomar o Poder com os personagens mais sorrateiros do tempo velho.

Mal assessorado em toda a sua (curta) carreira política, Leo parece ter esquecido uma máxima imutável: não se ganha eleição por antecipação. E ele, jovem impetuoso, descendente de um antigo “tycoon” da política no segmento da Segurança Pública, já entrou na campanha convencido de se elegeria com facilidade repetindo suas experiências na disputa por uma cadeira na Câmara Municipal e outra na Assembleia Legislativa.

Certamente a pesquisa que o colocou abaixo de Hildon Chaves no final do primeiro turno foi demasiadamente cruel para quem, como ele, foi “preparado desde pequeninho para ser prefeito”.

 CANDIDATO FORTE

Inconformado em não terminar o primeiro turno na liderança, Leo Moraes cometeu o erro primário de adotar a tática da desconstrução do oponente, transformando sua campanha num festival de baixaria como nunca se viu nessas plagas.

Poderia ter evitado esse caminho se, pelo visto, não se deixasse levar simplesmente pelo lado emocional de quem não conseguiu ser o líder na preferência do eleitorado. Terminaria esse pleito como um candidato forte para outras disputas. E não foi isso que aconteceu.

Seus admiradores, especialmente aqueles que gravitam em seu entorno, estão dizendo o contrário, que ele sairá maior do que entrou nessa campanha. Pura bobagem.

 IMAGEM NEGATIVA

É claro que o julgamento justo dessa disputa eleitoral não se fará agora no presente. As emoções ainda não permitem uma avaliação puramente emocional. Mas em função da avalanche de pancadas desferidas pela campanha do 14 contra o 45 cabe ao colunista afirmar que Leo Moraes ficou com uma imagem muito negativa.

Ele passou uma imagem de político cínico, com um sorriso irônico de raposa, quando na verdade não foi nada mais do que um jovem arrogante, que sabia de tudo, que resolvia tudo e que era mais rondoniense até do que aqueles que aqui nasceram de verdade.

 REPAGINAÇÃO

Se, por exemplo, não fizer uma repaginação tirando um aprendizado dessa derrota, verá que a população terá restrições em reconhecer os méritos que ele mesmo tempo anunciou nos programas eleitorais e nos debates da TV.

 ENFRAQUECIDOS

A vitória de Hildon Chaves sobre Leo Moraes em Porto Velho representou derrota política para os senadores Ivo Cassol e Valdir Raupp, que não escondem o desejo de serem novamente os coringas da eleição de 2018.

Também perde, e muito, o governador Confúcio Moura, que chegou a gravar programa de apoio ao candidato derrotado no programa eleitoral. Quem reforçou seus nomes para a campanha de 2018 foi exatamente Expedito Júnior e o clã de Aparício, o pai da deputada federal Mariana Carvalho, que agora tem também um filho eleito vereador.

 SEM MÁGOAS

A vitória de Hildon Chaves será fundamental para varrer o lixo político de Rondônia na próxima campanha eleitoral, a de 2018, pois certamente enfraquecerá os lugares-tenentes da política suja comandada pelos principais caciques que ficaram ao lado de Leo Moraes nessa disputa, nomes tidos como chefes de quadrilhas do tipo Carlão de Oliveira (foragido), que ainda conseguiram mostrar suas garras políticas elegendo sucessores nesse para o lodaçal da corrupção.

É claro que nunca ninguém foi tão ofendido numa campanha como Hildon Chaves, mesmo na sua condição de debutante na política e de ex-promotor de Justiça. Mas, como se viu logo nas suas primeiras declarações não vai guardar mágoas.

 RELAX

Os desdobramentos de sua vitória vão merecer novas e profundas análises. E isso ficará para a próxima semana. O colunista decidiu tirar essa semana para descansar com a família numa curta viagem. Até lá cumpre apenas registrar o cumprimento aos leitores e aos coleguinhas que souberam entender o nosso posicionamento de constatação antecipada daquilo que as urnas confirmaram.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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