Em Linhas Gerais

13º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará-Mirim, É certamente um evento marcante para cultura rondoniense – por Gessi Taborda

 SÉRIO?

O mais recente factoide da prefeitura trouxe um título cômico, se não fosse trágico: “Prefeito participa de palestra sobre a “Lei Anticorrupção Empresarial”. É tão “vero” que parece uma espécie de “gag”. Sem comentários.

NO PALCO

Com passagens pagas pela prefeitura, o acadêmico Cláudio Zarco o centro das apostas da gestão de Mauro Nazif para colocar no mundo cenográfico brasileiro um representante de Rondônia. Ele, com o mesmo tipo de apoio, já se destacou no Festival de Teatro de Araçatuba. Agora, custeado pela municipalidade, Cláudio vai fazer cenas curtas em Manaus, Rio de Janeiro e Niterói. Possivelmente seu nome acabe brilhando lá fora para se tornar conhecido aqui dentro de Porto Velho.

BOA INICIATIVA

Odacir Soares tem uma enorme torcida para continuar no Senado. Ele depende da gangorra de Ivo Cassol, de quem é suplente. A situação de Cassol, como se sabe, é periclitante, podendo ser cassado brevemente. Enquanto faz o papel de senador, Odacir Soares demonstra que sabe mexer o doce em defesa de interesses rondonienses e do próprio país.

Agora ele procura aprovar medidas que facilite a vida de brasileiros formados em medicina na Bolívia, superando as barreiras para o exercício da profissão em nosso país. Tem lógica. Afinal, se importamos médicos até de Cuba, por que não regularizar com menos burocracia nossos patrícios formados no vizinho país. Tá provado que, apesar de tudo, Odacir continua preparado para exercer funções públicas relevantes.

FESTA NA FRONTEIRA

É certamente um evento marcante para cultura rondoniense. Trata-se do 13º Encontro dos Filhos e Amigos de Guajará-Mirim. O evento começa amanhã e termina no próximo dia 15. Participei do nascedouro desse evento que hoje integra o calendário cultural e turístico do estado.  No princípio a festança acontecia na tradicional Vila dos Médicos. Era a oportunidade que tínhamos de nos aproximar dos grandes intérpretes guajarimirienses, especialmente revivendo os boleros imortais cantados em castelhano. E, claro, experimentar a rica culinária da Pérola do Mamoré.

O “Encontro” cresceu e a programação de agora começa com um mutirão da cidadania, pela gastronomia. show musical, competições esportivas e muito mais. Pela importância da festividade e pela maneira muito fidalga do povo de Guajará em receber os visitantes, vale a pena enfrentar os problemas da estrada (erodida na grande enchente do Madeira) e participar desse 13º Encontro dos Filhos e Amigos da simpática Peróla do Mamoré.

TRUQUE DE MADAME

Que Porto Velho completou seu primeiro centenário como cidade todo mundo sabe. E qualquer cidadão um pouco mais informado sabe que o prefeito da cidade, Mauro Nazif, não conseguiu aprontar nenhuma obra impactante para marcar essa data importante.

E assim, numa espécie de embromação, o prefeito acabou torrando dinheiro da administração pública com um espetáculo artístico de gosto duvidoso, muito longe da pompa devida a uma cidade centenária.

De maneira melancólica a prefeitura, através de sua “Funcultural” (???), encerrou o que inapropriadamente batizou de “ciclo de comemorações do centenário de Porto Velho” com outra apresentação chinfrin no esboço daquilo que a gestão petralha batizou de Mercado Cultural.

É de se lamentar que o truque de madame ainda é o método mais utilizado pela administração municipal para tentar dourar a pílula e enganar a intelligentsia local.

CHACOTA

Dilma Roussef vai ao primeiro evento internacional importante após conseguir um novo mandato como presidente do Brasil. Ela participa esta semana da importantíssima reunião do G-20 na Austrália. É quando terá um encontro em separado com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na primeira reunião formal entre os dois governantes desde a crise diplomática provocada pela espionagem americana no Brasil.

O que se espera é que a representante brasileira desta vez tenha um mínimo de sobriedade e não saia falando bobagens, como aconteceu na Assembléia-Geral da ONU, quando apresentou ao mundo seu programa pessoal de paz para resolver o gravíssimo problema da guerra santa deflagrada pelos terroristas do autoproclamado Estado Islâmico.

EM RESPEITO AO BRASIL

Quando Dilma fala lá fora deve estar consciente de que fala em nome do povo brasileiro e não seu próprio nome.

Se não sabe o que fazer ou o que dizer, é preferível entrar muda e sair calada, ao invés de inventar sandices e colocar no ridículo a imagem do Brasil, que merece respeito, por ser o quinto maior país do mundo, ter a sexta maior população e estar na sétima posição no ranking da economia global.

É por essas e outras que, contando os votos nulos e em branco, mais de 50% dos eleitores brasileiros fizeram questão de proclamar que a sra. Dilma Rousseff decididamente não os representa.

MOTIVAÇÃO

A desobediência às leis brasileiras, primeiro, se deve obviamente à sensação histórica de impunidade que recai sobre os mais ricos, políticos e poderosos; e, ato-contínuo, à demora absurda da Justiça brasileira.

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas indicando que desobedecer às leis é fácil para 81% dos brasileiros demonstra o quão difícil será alcançar o tão sonhado grau de nação desenvolvida.

Bem ou mal, as leis existem e estão aí para serem cumpridas. Mas essa não é a realidade, porque os amigos do poder são especiais perante as leis e corriqueiramente privilegiados por intermináveis manobras judiciais.

CREDIBILIDADE

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas revelou, como era esperado, que governo federal, Congresso Nacional e partidos políticos tiveram o pior índice de credibilidade entre os brasileiros. Por outro lado, parabéns às Forças Armadas, que obtiveram o primeiro lugar, certamente pelas suas qualidades de honradez, abnegação e patriotismo.

GRANA ÀS PAMPAS

É engraçado o comportamento dos políticos rondonienses. Depois eles ficam basbaques com fatos como a reeleição do governador. Confúcio, como quase todos seus antecessores, ficou o mandato inteiro sem sofrer as catilíneas dos opositores. Tirando a oposição individual feita por José Hermínio, o governador navegou em céu de brigadeiro mesmo no momento em que seu governo sofreu com as operações de combate à corrupção por forças como a Polícia Federal.

E para o próximo ano o mesmo sistema deverá ser repetido. Afinal nenhum político com mandato, nem mesmo quem se elegeu pela “oposição” fez qualquer tipo de comentário sobre as notícias mais negativas publicadas contra Confúcio, como a condenação de R$ 300 milhões que frequentou as páginas de sites e jornais.

Nem mesmo a primeira grande entrevista de Confúcio a uma emissora de rádio da capital atraiu a atenção dos políticos.

META

Até agora ninguém ouviu o governador falar das metas para o próximo ano. Ninguém sabe o que fará para evitar a queda de empregos, o aumento da pobreza e coisas do gênero.

Na sua entrevista o governador negou as dificuldades previstas por gente do mundo econômico, incluindo-se lideranças ligadas ao incipiente setor industrial. A entrevista sugere Confúcio ainda resiste fazer o necessário exercício da autocrítica sobre o primeiro mandato, quando ocorreram os grandes rombos que deverão se traduzir em novos processos decorrentes da denunciação premiada do Batista.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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