Em Linhas Gerais

A insegurança está presente em todo o estado, mas Porto Velho o descaso com esse setor é mais perceptível – por Gessi Taborda

 MEDO

inseguranca-publica2A insegurança está presente em todo o estado, mas Porto Velho o descaso com esse setor é mais perceptível. A população da capital rondoniense não esconde que sente medo de sair às ruas para fazer as atividades mais básicas. Até agora a população ainda não tem ideia de quem será o próximo Secretário responsável pela execução da política de Segurança (se é que existe) da próxima gestão de Confúcio. Espera-se que não seja tão incompetente como a que vigorou na maior parte do primeiro mandato. Resta à população cada vez mais indefesa torcer para que a situação sofra mudanças, principalmente com relação aos sucessivos arrombamentos e roubos nas escolas da rede pública, onde há estabelecimentos que contabilizam dezenas de ataques dos larápios que não perdoam nem a merenda escolar.

TRANSPORTE

mauroNão há autoridade pública (de vereadores a procuradores do MP) que não conheça a triste realidade do transporte coletivo da capital rondoniense. O sistema de transporte precisa passar por uma assepsia em toda a sua estrutura. O prefeito Mauro está concluindo a metade de seu mandato e nada fez para melhorar o sistema, mesmo tendo assumido esse compromisso com a população. Aliás, os pontos de estrangulamento do sistema de transporte urbano existem há décadas. E não muda porque nesse imbróglio há interesses milionários e as soluções ficam sempre para as calendas.

 

SOLUÇÕES

mauroA solução fica em mudar todos os veículos, multiplicar a quantidade de paradas padrão, controle absoluto do tempo e a qualidade no serviço. Só que os empresários que exploram o serviço em Porto Velho conseguem alongar a estrutura arcaica, enquanto a prefeitura não consegue realizar a licitação (nacional) prometida para colocar novas empresas nessa prestação de serviço ao povo.

Estranho é o comportamento do MP estadual, que não entra nessa questão cobrando soluções em favor do povo. Se não houver uma disposição do Ministério Público e da própria Justiça em tomar partido nesse caso, vai ser difícil acreditar que o prefeito terá coragem para enfrentar o péssimo serviço de transporte coletivo, curiosamente prestado por uma espécie de “monopólio” tantas vezes denunciado.

BALCÃO

ale3A movimentação de ontem na Assembleia Legislativa bateu o recorde desde a última semana. Praticamente impossível conseguir uma vaga de estacionamento próximo da sede do Legislativo. A presença de Vicente Moura, um influente assessor do governador reeleito, levou um “aspone” sempre visto nos corredores da Casa a tascar o seguinte comentário: “tá todo mundo barganhando espaços políticos no novo governo”.

E realmente neste final de ano esse movimento todo na Assembleia faz tudo parecer um enorme balcão de negócios. E como na Assembleia praticamente não existe concurso público, é impressionante o número de “gente de fora” procurando se garantir numa vaguinha de comissionado.

SUBSTITUIÇÃO

mauroEssa é uma daquelas “informações de cocheira”. De acordo com uma fonte o prefeito Mauro Nazif já está trabalhando a substituição de seu atual chefe da Coordenadoria Municipal de Comunicação Social. O moço foi colocado lá pela indicação de um bambambã da televisão rondoniense. Não manja bulhufas de comunicação política e de jornalismo oficial. Como rifar um sujeito desses sem desagradar o seu padrinho? Nazif teria coragem? Bom, na virada do ano a gente pode conferir.

NA PRÓXIMA

Somente na próxima legislatura os deputados estaduais poderão discutir novamente o fim da reeleição para mesa diretora da Assembleia. Isso porque o projeto que tramitava na casa, por iniciativa de Hermínio Coelho foi devidamente arquivado após ser lido no plenário. A votação do projeto chegou a começar mas acabou prejudicada pelo esvaziamento do plenário.

SONHO IMPOSSÍVEL

efmm_gjmNão sou um otimista inveterado e nem pessimista. Sou isso sim, realista. E por isso tenho uma opinião: O esforço feito para uma suposta reativação da histórica Estrada de Ferro Madeira Mamoré não vai dar em nada. Ela é mais um daqueles patrimônios públicos completamente destroçados pela irresponsabilidade de gestores públicos. O máximo que se pode fazer é preservar sua memória. E em termos físicos, nada mais do que preservar a estação da EFMM que ainda está em boas condições aqui em Porto Velho. Imaginar novamente uma composição ferroviária da Madeira Mamoré correndo pelos trilhos entre o centro de Porto Velho e (vá lá!) e Santo Antônio é coisa completamente fora de questão. Como esperar isso de administradores públicos que sequer souberam recuperar a praça onde fica a estação ou qualquer outro logradouro público de Porto Velho de forma decente.

INDEFINIDO

odacir-soaresOdacir Soares bem que gostaria de continuar no Senado. Para isso precisa que Reditário Cassol, primeiro suplente de Ivo, desista de assumir o Senado no caso da cassação de seu filho, Ivo Cassol. Dizem que esta possibilidade existe. O pai está amargurado com a desdita do filho.

Odacir, pelo que se sabe, está mesmo interessado em voltar com tudo à política. Mas ainda não tem um caminho definido. Nesse momento, as especulações políticas já o colocam como possível candidato a Prefeitura de Porto Velho, em 2016. No momento, Odacir evita se posicionar sobre o futuro político, mas seu nome é relacionado ao próximo pleito eleitoral. Ele já teve a oportunidade de chefiar a prefeitura, antes que o Estado de Rondônia ganhasse autonomia.

É DE LASCAR

Recorde de gastos – titulados como sigilosos – da Presidência da República com cartões de crédito corporativos! Afinal, viver bem com o dinheiro público sem prestar contas é uma das vocações de boa parte dos políticos no poder.

AMADURECIMENTO

Bandeira2O resultado das eleições majoritárias criou alguns focos de conflito, pautados por revanchismo, debates acalorados, além de uma onda de insultos e manifestações contra aqueles que democraticamente defenderam a mudança do governo.

Apesar de inexpressivos e isolados, os protestos evidenciam intolerância e imaturidade política. Todo este cenário coloca em evidência a necessidade de um amadurecimento político. Apesar de vivermos em uma democracia, este sistema político ainda engatinha no Brasil e carece de uma análise mais aprofundada da sociedade, que é a responsável pelas “mudanças” pedidas nas ruas. Da mesma forma que a democracia possibilita ao cidadão o poder de eleger seus representantes, também requer respeito ao direito de escolha do outro.

VOLTAIRE

IvoneteEstou fazendo esse registro para ser solidário à jornalista Ivonete Gomes, vítima da boçalidade de alguns personagens que não compreendem e não respeitam suas opiniões divergentes do governador reeleito.

O pensador François Marie Arouet, que se tornou conhecido após ser exilado na Bastilha e adotar o nome de Voltaire, viveu sob a monarquia francesa do século XVI e sofreu os percalços de um regime autoritário. Apesar de sentir o peso da monarquia francesa o filósofo disse certa feita: “não concordo com uma palavra que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las”.

É na defesa de uma opinião e na luta por mudanças que o país terá a chance de se modificar. Cabe ao eleitor que levantou bandeiras pedindo o fim da ditadura (década de 60), que pintou o rosto exigindo a saída de um chefe de Estado (1992) e foi às ruas reivindicar mudanças (2013) eleger suas prioridades e não tolher o direito do outro em eleger a dele. O discordar faz parte do jogo democrático. Ultrapassar este limite pode significar um perigoso retrocesso histórico.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

 

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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