Em Linhas Gerais

O coronel governador vai se convertendo num inútil para a crise do Covid19 – Por Gessi taborda

FILOSOFANDO

“O confronto nem sempre traz uma solução para o problema, mas, enquanto você não enfrenta o problema não há solução”. JAMES BALDWIN, nasceu em 2 de agosto de 1924 e faleceu em 1 de dezembro de 1987, em Nova York. Foi militante da luta pelos direitos civis e entrou na lista dos grandes escritores estadunidenses.

EDITORIALZIM

Na política, como se dizia antigamente, sempre se pode provar o contrário. No princípio da campanha passada de governador ninguém imaginava que o coronel Marcos Rocha seria o novo mandatário de Rondônia. Aliás o coronel era um ilustre desconhecido que tinha um cargo sem expressão no governo do peemedebista Confúcio Mouro, sem nenhum protagonismo político. No partido abraçado por Rocha, o nome do empresário Zé Jodan (de Rolim de Moura) era considerado o candidato certo para a disputa da sucessão estadual. Aconteceu o previsto por Magalhães Pinto sobre a política ser como nuvem: Jodan perdeu espaço para o coronel e acabou seu vice. Um vice que, pelo visto, não manda nada.

O coronel Marcos Rocha – e isso é uma constatação – nunca teve apoio da sociedade como político, nem quando ocupou cargos bem remunerados no governo do PMDB. Nunca teve militância política. Foi eleito pelo sentimento da sociedade contra a “velha política” e pela adesão maciça do eleitorado rondoniense a Jair Bolsonaro. Candidato do mesmo partido pelo qual Bolsonaro concorreu à Presidência, o atual governador rondoniense se elegeu pela enxurrada de eleitores que nunca votaria nele em outra circunstância.

No cargo, o governador rondoniense começou a agir como se não entendesse que foi alçado ao comando do estado por um povo que acreditou que ele era o tal “cabra-macho” que poria fim a todas as pragas praticadas pelos governantes anteriores, até mesmo do PMDB ao qual serviu, especialmente à nefanda prática da corrupção contra os cofres públicos.

Possivelmente por falta de exercício político no passado, o governador Marcos Rocha cercou-se de pessoas despreparadas para a elaboração de planos e metas e começou, pela falta de um articulador político habilidoso, criar inimigos até entre os aliados da primeira. Agora, em plena crise da pandemia do Covid19, Marcos Rocha vai dando claras demonstrações sua incapacidade, ampliando seu isolamento político. Com as denúncias (algumas em investigação) de maus feitos na utilização dos recursos públicos no combate à pandemia vai deixando muito nítida a imagem de um governante inútil em toda essa crise.

Os ânimos em relação ao governador coronel Marcos Rocha nesse período da pandemia Covid19 pioraram muito. As ações toscas no segmento da Saúde motivadoras de investigações pelos chamados órgãos de controle externo desnudam não só a ignorância do governo como o enfraquece no próprio meio político, sem deixar de fora até muitos daqueles que votaram nele.

Histórias como a que levou o Tribunal de Contas do Estado a intimar o governador a dar explicações sobre contratação supostamente super faturada de empresa aérea para o transporte de doentes demonstram que dias difíceis e trágicos deverão acabar com o céu de brigadeiro em que o coronel viveu o princípio de sua gestão…

A colocação do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) na mira de investigações da própria Assembleia Legislativa realça aquilo que a coluna afirmou lá atrás, de que Marcos Rocha, que agora não tem partido, não tinha e não tem base no parlamento estadual. Ora, esse cenário é um aviso de perigo para o mandato de Rocha, o governador que está cada vez mais só, especialmente em relação ao povo. A urdidura de um plano visando o impeachment do coronel talvez não prospere pelo fato dele ter, ainda, uma imprensa subserviente, oportunista e amestrada pelas régias verbas de publicidade, sem as quais essa mídia canalha não sobrevive.

ELEIÇÕES

Ainda vivemos o momento em que praticamente a mídia só se ocupada da pandemia do Covid19. E assim assuntos até mais importantes para a população ficam de lado. Esse é o caso da eleição municipal, prevista para outubro próximo.

Embora existam dúvidas sobre a data das próximas eleições para prefeito e vereador diante do possível adiamento em função da Covid19, candidatos e partidos estão se movimentando para a disputa. Houve mudanças de siglas por parte de vereadores, na busca de melhores chances para a reeleição, que também envolveram articulações com candidatos a prefeito.

MUITOS

Terminado o prazo das filiações, o quadro está definido. Para quem observa a política em Porto Velho um ponto parece certo: haverá muitos candidatos a prefeito, e a maioria dos partidos apresentará chapas completas de postulantes à Câmara Municipal, uma vez que estão proibidas, a partir desse ano, as coligações nas eleições proporcionais.

As convenções das legendas, que definem oficialmente as candidaturas, só acontecerão entre 20 de julho e 5 de agosto, se não houver nenhum adiamento. As campanhas, pelo calendário em vigor, começam apenas no dia 18 de agosto.

BASTIDORES

Até lá, portanto, prevalecerão as articulações nos bastidores, a busca por apoios, o contato pessoal com eleitores, principalmente dos novos candidatos a vereador. E existe uma questão fundamental: a excepcionalidade do atual momento, que tende a se prolongar por várias semanas, com as medidas de isolamento social, com todas as atenções voltadas para o Covid19: seu combate não dá espaço para grandes discussões políticas ou apresentação de propostas e plano de governo por parte dos postulantes ao cargo executivo.

MUITO CURTAS

Esta eleição ocorrer em ambiente distinto, com característica não usual. Mesmo com o eventual adiamento do pleito (fala-se em realizar o lº turno em 15 de novembro), as campanhas serão curtas e exigirão uma outra abordagem do candidato nesse pleito municipal. As redes sociais terão papel importante, e provavelmente o clima de preocupação e medo em relação ao futuro implicará nas escolhas dos eleitores.

FUTURO ASSUSTADOR

No fim do ano, o país deverá estar retomando a vida normal, mas grandes problemas: maior desemprego, empresas em dificuldades financeiras, incerteza em relação ao futuro.

Prefeitos e vereadores têm capacidade de resposta muito limitada a esse conjunto de questões econômicas, mas os postulantes a esses cargos serão cobrados a respeito desse assunto. E um desafio se coloca aos novos administradores, que diz respeito à situação financeira que estarão pior nos municípios em 2021.

É provável que os temas sociais, especialmente saúde e saneamento, ganhe maior relevo no debate eleitoral. Nas médias e grandes cidades, haverá efeitos das disputas políticas no plano federal, envolvendo Governo e oposição, tendo como pano de fundo as ações de combate à pandemia do Coronavirus.

MUITO DIFERENTE

Embora, de modo geral, nas eleições municipais prevaleçam o interesse e as temáticas locais, nesse ano o cenário será atípico, e a grande polarização que divide o país terá efeitos consequentes na decisão dos eleitores.

EXÉRCITO COMPRA

O Exército Brasileiro em Porto Velho lançou um edital de chamamento público para a compra de R$ 1,3 milhão em produtos da agricultura familiar. A aquisição será realizada por meio da compra institucional do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), do Ministério da Cidadania, com dispensa de licitação, durante o período de 12 meses. Os interessados deverão apresentar a documentação para habilitação e a proposta de venda até o dia 7 de maio de 2020, na Seção Aquisições, Licitações e Contrato (SALC) da 17ª Base Logística, em Porto Velho.

OLHAR DOS POLÍTICOS

No meio do pandemônio que toma conta do pais os políticos se movimentam com o olho na eleição presidencial e vários deles surfam na crise. Tentam instrumentalizar a paralisia da economia em benefício próprio e no momento correto usá-la como mote da campanha eleitoral. Mas afinal de quem é a responsabilidade pela mais profunda crise vivida pelo país desde a sua fundação?

MORTES

A crise provoca um aumento significativo de mortes. Uns por causa de doenças cardíacas pré-existentes. Outros recorrem ao suicídio. Qual a saída para essa situação? Há um grande debate entre os que defendem a intensificação de programas de ajuda social e os que querem que haja a volta da liberdade de negociar. Não concordam com a intervenção do governo em programas que chamam de assistencialistas e que não colaboram com a retomada do crescimento.

ACIRRADA

Há diversos planos que propõem a reabertura das atividades industriais, comerciais e mesmo agrícolas. Há uma disputa acirrada entre o presidente da república e o congresso nacional. O chefe da nação defende que a recuperação vai se dar rapidamente com a volta da confiança dos agentes econômicos, uma postura fundamentalmente liberal. Já senadores e deputados defendem que o governo invista o que tem e o que não tem para financiar os pequenos empresários e que são os responsáveis pela grande maioria dos empregos ofertados.

REVOGAÇÃO

O prefeito Hildon Chaves revogou o último decreto de sua autoria permitindo a retomada da normalidade do comércio na capital de Rondônia, Porto Velho, para seguir a determinação do governo estadual, mantendo o isolamento social e fechamento do comércio no estado. O prefeito falou ontem sobre sua decisão: “Para evitar conflito de decisões e dar previsibilidade e tranquilidade à população, suspendemos os efeitos do nosso decreto e a partir de hoje está valendo apenas o decreto do governador, que, em última análise, o governo é a maior autoridade do estado. Então, é preferível que ele legisle e regulamente esta questão em nível estadual”, explicou o prefeito.

PERMITIDO

Agora o único decreto que regulamenta o comércio é o do Governo do Estado n° 24.949 que permite a abertura de: açougues, panificadoras, supermercados, atacadistas, distribuidoras e lojas de produtos naturais; lotéricas e caixas eletrônicos; serviços funerários; clínicas de atendimento na área da saúde, clínicas odontológicas, laboratórios de análises clínicas e farmácias; consultórios veterinários, comércio de produtos agropecuários, pet shops e lojas de máquinas e implementos agrícolas; postos de combustíveis, borracharias e lava-jatos; indústrias; obras e serviços de engenharia e lojas de materiais de construções; oficinas mecânicas, autopeças e serviços de manutenção; hotéis e hospedarias; escritórios de contabilidade, advocacia e cartórios; óticas e comércio de insumos na área da saúde, inclusive aquelas que vendam e/ou distribuam produtos e aparelhos auditivos; restaurantes e lanchonetes, exceto self-service; lojas de equipamentos de informática; livrarias, papelarias e armarinhos; lavanderias; concessionárias e vistorias veiculares; e lojas de eletrodomésticos, móveis e utensílios.

DESISTIU

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desistiu de nomear o delegado federal Alexandre Ramagem, amigo da família, para a direção-geral da Polícia Federal (PF). A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), na tarde de ontem.

MAIORAIS

O brasileiro é o povo que mais paga impostos na América Latina. O país ocupa a 14ª posição no ranking das nações com mais alta carga tributária (35,4% do PIB), sendo que os 13 primeiros são todos europeus, com altos índices de desenvolvimento econômico, como Dinamarca (45,19% do PIB) e Finlândia (44% do PIB).

TÍMIDAS

Diversas medidas estão sendo anunciadas para mitigar os efeitos da crise, como postergamento de pagamento de tributos, alívios em impostos, entre outras medidas. Mas especialistas apontam que o que foi anunciado até agora não será suficiente. “As medidas estão muitos tímidas. O governo, até agora, só concedeu a suspensão de pagamento de tributos. Quando acabar o prazo, os contribuintes terão que pagar o que estava suspenso, mais o referente ao mês vigente, o que vai acarretar uma alta carga tributária.

TRIBUTOS

Se querem efetivamente resultados, precisam diminuir a tributação sobre a folha de salários. O Brasil tem um dos maiores encargos sobre folha de salários. Naturalmente, as empresas deixam de pagar impostos quando têm problemas de caixa ou em situações de crise, porque o Fisco demora em cobrar e porque elas privilegiam outros pagamentos. Dados divulgados pelo Sebrae, esta semana, dão conta que 600 mil pequenas empresas já fecharam as portas no mês de março. Esses números revelam que teremos muito mais do que uma recessão, mas uma depressão.

O que vemos até agora não são medidas de alívio da carga tributária, mas sim adiamentos de pagamentos por 90 dias. Lá na frente, o que as empresas vão pagar referente aos meses de abril, maio e junho será sobre o faturamento do primeiro trimestre, quando tínhamos outra realidade. Isto é, pagaremos mais impostos, num momento de extrema crise e fragilidade. E quem terá caixa para iniciar 2021?

Não se pode tributar fortemente nem o consumo nem a renda. O Brasil já possui uma carga tributária insuportável, passa por um momento de recuperação e agora essa crise. Não pode se dar ao luxo de perder investidores taxando grandes fortunas.

AUTOR: GESSI TABORDA –  JORNALISTA –  COLUNA EM LINHAS GERAIS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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