Resenha Politica

Vídeo do Ex-Governador Cassol é um desserviço sanitário e um desprezo às vítimas e aos seus familiares – Por Róbson Oliveira

DESPREZO 

Viralizou nas redes sociais um vídeo com o ex-senador Ivo Cassol (PP), supostamente ao lado de um cidadão acometido com Covid, manipulando uma solda elétrica como cura da doença. No vídeo Cassol garante que a fumaça e a luz produzida pelo atrito da solda curam o vírus.  

 

 

DESPREZO II 

Num momento tão doloroso para as famílias que perderam parentes, o vídeo de uma autoridade que governou Rondônia é, no mínimo, um desprezo à vida. Se for apenas uma brincadeira é algo inominável. Caso seja verdadeiro que ele acredita na cura da Covid através da solda elétrica, pode internar. Ambos os casos, é um desserviço sanitário e um desprezo às vítimas e aos seus familiares.  

 

DESABILITADO 

Cassol gosta de uma polêmica e acha que o perfil do eleitor de dez anos atrás é o mesmo de agora. Não é, ele não percebeu e é possível que tenha ficado recolhido por muito tempo soldando os erros que cometeu e esqueceu de se reinventar politicamente. Embora diga que está habilitado para retornar à atividade política com uma candidatura, a liminar concedida pelo ministro Kassio Marques (STF) ainda não alcança o ex-governador soldador. Lorota quem diz que ele estará apto para disputa.  

 

ANIMOSIDADE 

Ontem (22) o deputado federal Léo Moraes (PODEMOS)  e o governador de Rondônia Marcos Rocha (sem partido) se reencontraram no embarque do voo da Latam com destino a Brasília. Apesar de um ter visto o outro, não houve cumprimento. Embora o clima no voo não tenha sido de beligerância entre ambos, Rocha foi o último a entrar de fininho no avião e não deu uma boa tarde a ninguém. Exceto algumas poucas palavras trocadas com o senador Acir Gurgacz (PDT).  

 

LETARGIA 

Ao que parece as relações entre o senador Acir e o governador Rocha andam amistosas. Instado por este cabeça chata a avaliar o governo do coronel, o senador disse com um certo entusiasmo que no geral está bem em razão da austeridade orçamentária e financeira adotada pelo governador. Entrementes, pontificou: “Não criando problemas para a economia estadual já é de bom tamanho”. Chegamos em um estágio tão letárgico que o mínimo vira máximo.  

 

VACINAÇÃO 

Quem verifica o mapa nacional dos estados que mais vacinaram vai constatar que Rondônia consta no 22° lugar, com o risível percentual de 3,38%. O pior que não há uma sinalização das autoridades estaduais para que estes percentuais melhorem, mesmo tendo um governo dócil e alinhado as politicas do Ministério da Saúde. O alento é o anúncio de alguns prefeitos que prometem adquirir vacinas para imunizar seus munícipes, ainda assim correndo o risco das ameaças do MS de confisco. Já o número de infectados e mortos aumenta assustadoramente. Para piorar a situação sanitária, a Fiocruz descobriu uma mutação do vírus em Rondônia mais contagiante e letal. A única saída é vacinar.  

 

ENERGISA 

Não é possível que os deputados estaduais claudiquem e aprovem qualquer isenção tributária à ENERGISA, visto que há no legislativo um projeto de lei no limbo de iniciativa do executivo esperando o momento mais adequado para isentar a empresa de um débito que beira a bilhão. A denúncia feita pelo deputado federal Léo Moares sobre o assunto é corrosiva e exige do legislativo pulso firme para que o tesouro estadual não seja lesado. Nos bastidores há em curso uma suposta tratativa para que o monstrengo jurídico seja aprovado assim que todos os nossos mortos de Covid sejam enterrados. Fiquemos atentos.  

 

NOTA 

A nota emitida pela assessoria do deputado estadual Jair Montes, em razão da manutenção da condenação criminal de segundo grau por suposta associação ao tráfico de drogas, hesitou em garantir peremptoriamente a inocência do parlamentar. Foi uma nota ignava comparada à última gravação do deputado vociferando que não tinha rabo preso com MP, Judiciário e Tribunal de Contas, enviada à imprensa pela assessoria do gabinete. Não é o único caso em que a assessoria mais atrapalha do que esclarece. A esperança do parlamentar é que não se esgotaram as vias recursais. Mesmo sendo a última a fenecer. 

 

CREDULIDADE 

“Hoje bandidos roubaram vacinas em Natal. Ainda não ouvi falar de bandidos que roubaram os remédios do ‘tratamento’ precoce. Até a bandidagem aposta na ciência”, a frase é de Bruno Barreto e a coluna a reproduz por ser impecável com nossa realidade, em contraponto aos negacionistas.  

 

AUTODEFESA 

O presidente do Superior Tribunal de Justiça, Humberto Martins, é favorável à utilização das mensagens hackeadas contra os procuradores federais que formavam a força-tarefa de Curitiba. Sustenta que, mesmo que tenham sido obtidas de forma ilícita, podem ser usadas com base no dever institucional de autodefesa do Judiciário. O STJ quer investigar um diálogo  entre procuradores com um fiscal da Receita Federal que teria quebrado sigilo de integrantes da corte ao arrepio da lei. O conteúdo corrosivo afastaria a tese de imprestáveis em razão do contexto de autodefesa. 

 

BOQUIRROTOS  

Prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca, e de Cacoal, Adailton Fúria, em três meses nos cargos estão se notabilizando mais pelo destempero da incontinência verbal do que pelas ações proativas implementadas. Falam pelos cotovelos. Pouco se aproveita.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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