Resenha Politica

Grupo de prefeitos do interior de Rondônia avisa que também vai seguir o mesmo exemplo de Hildon Chaves e adquirir vacinas para conter a pandemia – Por Róbson Oliveira

FURIOSO 

Nem o número alarmante de pessoas infectadas pelo coronavírus e que necessita de um leito hospitalar em todo o estado comove o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria, a ponto de utilizar os recursos destinados pelo Governo do Estado para a criação de novos leitos. A denúncia foi feita pelo Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, no último final de semana. A fúria com que o vírus tem sido letal aos rondonienses exigiria dos prefeitos atos mais efetivos, a exemplo de Hildon Chaves que anunciou a compra de 400 mil doses de vacina, mas o prefeito cacoalense dá de ombros à mortandade, o que tem enfurecido a população do município. Até agora o prefeito não acertou uma ação administrativa que justificasse o número expressivo de votos que recebeu.  

 

VIRALIZOU 

Um vídeo em que o aparece o governador Marcos Rocha sendo abordado por populares, demonstrando que é defensor fiel de Bolsonaro viralizou nas mídias sociais. Nem todo o contexto do diálogo aparece, embora é possível identificar que a reafirmação de lealdade ao presidente está relacionada ao decreto governamental que trata da pandemia. Ao que parece, após esses protestos, Rocha afrouxou as regras do decreto apesar do sistema estadual de saúde estar totalmente em pleno colapso.  

 

AVISOU 

Ao seguir cegamente todas as ordens de Bolsonaro em razão da pandemia – kit covid, relaxamento no uso da máscara, aglomeração, contra o lockdown, lentidão na aquisição vacinas, entre outras -, o coronel Marcos Rocha faz apenas o que avisou na campanha todas as vezes em que foi instado a falar sobre as ações governamentais quando respondia em síntese: “sou amigo do Bolsonaro, já alinhei com eles as ações de interesse de Rondônia e vou governar pedindo o apoio dele”. Qualquer pergunta feita ao então candidato a governador Rocha ele remetia a uma suposta amizade de caserna com o presidente. Portanto, ao seguir suas (des) ordens sanitárias, o coronel coloca em prática aquilo que falou em campanha. Mesmo que esta cegueira política reflita em ações equivocadas de saúde que ceifam vidas.  

 

LISTA 

Seguindo a mesma lógica do inquilino do Palácio do Planalto na capital federal, o morador do palácio Rio Madeira, em Porto Velho, nomeou o segundo colocado da lista tríplice do Ministério Público do Estado para o cargo de Procurador Geral. Para o próximo biênio, o MPE será comandado pelo promotor Ivanildo de Oliveira, em substituição ao atual PGJ, Aluildo Leite. O novo PGJ retorna ao cargo quase dez anos depois que o deixou quando foi também nomeado sem ser o mais votado da lista, por indicação do então governador Ivo Cassol.  

 

BASTIDORES 

As eleições internas para PGJ têm dividido o Ministério Público Estadual em várias alas e provocado fissuras nem sempre repassadas para a população em geral. No entanto, sob a condição de sigilo, este cabeça chata ouviu as versões de dois ilustres membros da instituição com relatos idênticos de arrepiar os cabelos. É hoje uma instituição administrativamente complexa em ser gerida em virtude dos ânimos exacerbados, o que reflete sobremaneira nas ações constitucionais a ela conferidas.  

 

GRAVIDADE 

Uma fonte palaciana revelou à coluna que o governador se diz traído pelo atual Procurador de Justiça, razão pela qual optou pelo segundo da lista. Perguntado o motivo da suposta traição, a fonte desconversou. Contudo, é extremamente grave a possibilidade ainda que remota de qualquer nomeação com tratativas que não sejam aquelas do interesse público, mesmo que depois sejam frustradas. A coluna tentou sem sucesso apurar o teor dessas tratativas, apesar de que na boca miúda cada um dá a versão que lhe convém por interesses igualmente inconfessáveis.  

 

TRANSPOSIÇÃO 

Mesmo andando a passos de tartaruga a análise dos processos que tratam da transposição dos servidores estaduais para os quadro federais, assunto abordado em colunas anteriores, é nítida a falta de empenho mais incisivo dos nossos representantes da bancada federal. Os processos analisados e aprovados até o momento foram graças ao trabalho de congressistas na legislatura passada, e que não foram reeleitos. De lá para cá, os entraves burocráticos somente aumentaram e emperram que novos barnabés estaduais sejam transpostos para os quadros da União.  

 

SENTENÇA 

Somente as decisões judiciais obrigando o andamento da análise dos processos de categorias inteiras, como ocorreu recentemente com a vitória do Sindicato dos Peritos Criminalísticos (SINPEC) que, por antecipação de tutela, obrigaram a União a julgar os requerimentos de opção/termo de transposição, visto que estavam parados sob a alegação de complexidade. A Justiça Federal reconheceu a singularidade da questão constitucional arguida, especialmente o princípio da especialidade e da celeridade, para, no mérito, mandar que tais processos sejam num prazo razoável de trinta dias deferidos ou não. A tese acolhida é da lavra do professor e doutor da Universidade Federal de Rondônia, Diego Vasconcelos que, entre outros predicados, é hoje o mais requisitado constitucionalista de Rondônia. Diante da morosidade, última esperança que resta aos servidores do ex-território de Rondônia é a justiça.

 

CEGUEIRA

Há um adágio popular que diz: o pior cego é aquele que não quer ver. Os fatos que têm se sucedido no Ministério da Saúde com a mudança de três ministros, em plena pandemia, demonstram a falta de rumo de um governo que busca no negacionismo as desculpas esfarrapadas para não fazer o correto. Não adianta trocar nomes no ministério se a política de saúde a ser adotada continuará sendo aquela que o presidente dita. Cego é quem em nome de uma ideologia coalha insiste em não enxergar a realidade. Os setores da economia que mais cresceram nos últimos doze meses são os das funerárias e cemitérios particulares.

EXEMPLO

Depois do anúncio do prefeito Hildon Chaves de que está adquirindo 400 mil doses vacinas astraZenica para imunizar a população da capital um grupo de prefeitos do interior de Rondônia avisa que também vai seguir o mesmo exemplo e adquirir vacinas para conter a pandemia. Já o governador se faz de morto e assiste no seguro e confortável palácio os números dos mortos que, diariamente, aumentam assustadoramente. Quando decidi aparecer em público é para declarar lealdade ao presidente e não para lamentar os rondonienses mortos.

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  JORNALSITA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colaboradores colunistas não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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