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Toffoli rejeita ativismo do STF e defende reduzir “constitucionalização”

Ao completar um ano à frente do Supremo Tribunal Federal, o presidente Dias Toffoli quer ajudar a diminuir o que chama de judicialização da sociedade e, de quebra, tirar da corte a pecha de “ativismo judicial”, colocada por críticos, o que envolveria retirar da Constituição o excesso de detalhes que faz com que quase qualquer tema possa ser questionado no STF.

Toffoli, entretanto, disse que não é o caso de se fazer uma nova assembleia constituinte ou uma revisão constitucional para reduzir o detalhismo da Constituição, mas evitar que temas venham a ser novamente constitucionalizados, e mencionou especificamente a reforma tributária em curso.

“Não é ativismo. O Judiciário não acorda de manhã e diz ‘eu vou julgar isso, aquilo, vou decidir isso ou aquilo’. Ele vai julgar aquilo que foi trazido pela própria sociedade”, afirmou Toffoli em entrevista à Reuters, na quinta-feira.Ele lembra que o Judiciário não age por vontade própria e não pode ser responsabilizado por tantas ações.”Sempre que alguém traz o problema ao Judiciário, o Judiciário não tem o direito de se negar a resolver o problema. O Judiciário é um instrumento de pacificar conflitos na sociedade. Por que chegam tantos conflitos no Judiciário, em especial ao STF? Porque nós temos uma Constituição muito extensa”, disse. Enquanto o Congresso começa a discutir novamente uma proposta de reforma tributária, o presidente da Suprema Corte –que inicia seu segundo ano no posto nesta sexta-feira– quer, por exemplo, que os parlamentares aproveitem esse debate para tirar do texto constitucional o detalhamento das questões tributárias. Temas que, hoje, terminam em grande medida no plenário da Corte.

O presidente do STF revelou já ter conversado com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), com bancadas parlamentares, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o próprio presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre esse ponto.

“A grande questão que nós temos que verificar aí são as razões que levam a essa judicialização, por isso eu tenho defendido que o Congresso Nacional diminua o texto constitucional em matéria tributária, que uma reforma tributária deixe na Constituição só parâmetros gerais de defesa do contribuinte –parâmetros mínimos, como a impossibilidade de confisco, algumas coisas como tais, e o mínimo da organização da repartição das receitas”, disse Toffoli.

“O detalhamento todo iria para uma lei complementar, para um Código Tributário, e esse código teria que ser aprovado por maioria do Congresso Nacional e não necessariamente por maioria qualificada. Não havendo uma constitucionalização dos temas, o que ocorre é que a judicialização diminui enormemente.”A constitucionalização tributária leva dezenas de questões à corte que podem chegar a custar 1 trilhão de reais aos cofres públicos –o equivalente à economia que o governo quer ter com a reforma da Previdência em 10 anos.

Um relatório da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional anexado à LDO 2019 aponta todos os processos que tramitam hoje no STF e no Superior Tribunal de Justiça com impacto fiscal e com algum risco de derrota para a União.  Uma das ações, que discute a possibilidade de incidência do PIS/Cofins sobre receitas de instituições financeiras, tem impacto calculado em 135,7 bilhões de reais em cinco anos. Uma outra, que trata da cobrança do PIS sobre revenda de produto importado no mercado interno, o impacto seria de 67 bilhões em cinco anos.   No total, são 24 ações apenas contra a União em temas tributários e previdenciários, além de outras contra estatais e outros órgãos separadamente.  “Esse valor de 1 trilhão em disputa judicial, seja no STJ seja no STF, são causas que vêm em discussão há muitos anos. O Brasil passou por vários planos econômicos… Veja que foi agora em maio que nós julgamos definitivamente o Plano Real, depois de 20 anos que eu pautei, julgamos e enfrentamos esse tema”, explicou.

“Não é necessariamente 1 trilhão que a União vai perder. É um sistema de previsão contábil para a hipótese de tal acontecer”, afirmou Toffoli, que não garantiu se as ações tributárias referentes ao Supremo vão entrar na pauta sob sua gestão.

“Não é que não vai haver judicialização, mas ela vai ser muito diminuída. Eu acho que isso destrava o Brasil, é o termo que tenho usado várias vezes. Nós temos uma Constituição extremamente extensa que faz com que tudo vai parar no Judiciário, e aí o Judiciário passa a ser visto como um ator que se intromete em tudo, quando, na verdade, o Judiciário não tem poder de iniciativa”, disse.

“São as partes, são os interessados, Ministério Público e os próprios partidos políticos que procuram o STF com ações, com pedidos. Então o Poder Judiciário tem que dar uma resposta. Ele não tem o direito de dizer ‘eu não decido’.”

Destravar o Judiciário e o país é um dos temas que Toffoli mais tem batido desde que assumiu a presidência da Suprema Corte, há um ano. Chegou a iniciar conversas sobre um pacto entre os três Poderes para ajudar nas reformas consideradas necessárias. Dominadas pelo Planalto, que queria demonstrar que não havia crise entre os três Poderes, as conversas não foram adiante.

ACALMAR OS ÂNIMOS

Toffoli, no entanto, manteve sua atuação “política”, no que já foi criticado por juízes e promotores, mas o ajudou a acalmar os ânimos com o Congresso e evitar, por exemplo, que questões como a “CPI da Lava-Toga” ganhassem força no Senado.  “Logo que eu tomei posse no dia 13, está fazendo um ano, eu escrevi um artigo antes do primeiro turno dizendo que, como ia haver mais renovação no Congresso Nacional e no Poder Executivo, conclamava os Poderes a um pacto para que a política retomasse o papel de protagonista da soluções de conflitos dos problemas do país”, explicou. Indicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009, Toffoli, hoje com 51 anos, foi o mais novo ministro da Corte a assumir o cargo. Advogado-geral da União no governo Lula, foi antes secretário de Assuntos Jurídicos do mesmo governo e advogado do PT –o que lhe vale até hoje a crítica de que seria ligado ao partido–, ao mesmo tempo que é execrado por petistas por ter tomado na corte decisões contrárias a petistas. Desde sua gestão na AGU, no entanto, o ministro era visto como alguém que sabia conversar e negociar. Foi aprovado em votação secreta no Senado com 58 votos dos 71 senadores em plenário.Nesse ano, além de encontros com alguma frequência com os presidentes dos demais Poderes, o presidente do STF teve 21 encontros com bancadas temáticas e partidárias de parlamentares para tratar de assuntos diversos.Mesmo dentro do STF, o atual presidente conseguiu diminuir o calor de algumas discussões que, durante o mandato de seus antecessores, chegaram a transformar as sessões na TV Justiça em espetáculo de entretenimento. Visto como “jeitoso” por seus pares, Toffoli tem conversado com todos os lados e evitado colocar em pauta temas que ainda não estejam maduros ou que tenham potencial para causar mais problemas do que soluções. Recentemente atraiu para si duras críticas por suspender ações que tinha como base relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) sem que estes tivessem passado por autorização judicial. No início do ano, também virou alvo ao determinar a abertura de um inquérito para apurar notícias falsas e ameaças contra o Judiciário, mas defende com tranquilidade as medidas. Ao mesmo tempo, descarta uma nova data em breve para um novo julgamento sobre as prisões de segunda instância, por exemplo, uma medida cobrada por defensores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outros condenados na operação Lava Jato. E nem pretende levar a plenário questões relativas a temas de costumes, como aborto.  “São questões que cabem ao Congresso Nacional. Hoje existe uma legislação a respeito de criminalização do aborto e das hipóteses em que não cabe a criminalização do aborto. Na minha ótica, a disciplina a respeito tem que ser tomada pelo Poder eleito diretamente pelo povo. Poder Judiciário é aquele que julga o passado não é aquele que vai definir o futuro”, afirmou.

TECNOLOGIA

Apesar de deixar fora alguns temas polêmicos, Toffoli comenta com orgulho o avanço na quantidade de decisões que foram tomadas durante seu primeiro ano à frente do tribunal. Nesse período, o STF chegou a um acervo de 35 mil processos a serem julgados. Apesar do número parecer enorme, é o menor desde a Constituição de 1988. Em um ano, foram julgados 3.439 processos e tomadas 114 mil decisões.”Nós passamos a tomar algumas providências para dar maior transparência e maior publicidade, como por exemplo uma pauta prévia divulgada com 6 meses de antecedência”, disse ele, que ampliou o “plenário virtual”, modalidade em que os ministros da corte julgam processos remotamente.No Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que também preside como chefe do STF, defende o incremento de uso de tecnologia, com bancos de dados criados, entre eles, o de execução penal e o de adoções. O cadastro penal já colocou em seu banco de dados quase 1 milhão dos 1,5 milhão de apenados do país. A intenção é que os juízes e defensores saibam quando o preso terá um benefício, quando já cumpriu sua pena, evitando que fique detido mais do que deveria, em um custo pessoal e também para o Estado.Já o cadastro nacional de crianças e adolescentes para adoção e de famílias pretende facilitar a reunião de novas famílias. Toffoli lembra que existem cerca de 40 mil pessoas em busca de uma criança e menos que isso disponíveis para adoção, mas as informações não eram repassadas de um Estado para outro. “Estamos aprimorando muito o uso da tecnologia da informação para facilitar, em um país tão grande como o Brasil, que as políticas públicas que passam pelo Judiciário sejam prestadas da melhor forma para o cidadão”, disse.

FONTE: REUTERS

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: Confiança Empresarial diminui com cenário econômico de incerteza – Por Silvio Persivo

    Insistir é preciso. “De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando. A certeza de que precisamos continuar. A certeza de seremos interrompidos antes de terminar. Portanto, devemos fazer da interrupção um caminho novo. Da queda, um passo de dança. Do medo, uma escada. Do sonho, uma ponte. Da procura, um encontro” (Fernando Sabino). IV SIMPÓSIO DE CIÊNCIA E PESQUISA A da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (Fapero) com o objetivo de aproximar a sociedade da comunidade científica e apresentar os seus resultados nos projetos apoiados pela instituição,) realiza o IV Simpósio de Ciência e Pesquisa (Simfap), nos dias 5 e 6 de novembro. O evento reúne pesquisadores para compartilhar seus trabalhos, fortalecer a ciência, a tecnologia e a inovação no estado.. O evento om palestras, mesas-redondas, debates e apresentações de trabalhos científicos será realizado no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO), na Avenida Presidente Dutra, nº 1889, em Porto Velho, e as inscrições estão abertas até o dia 4 de novembro, O presidente da Fapero, Paulo Renato Haddad, disse que o Simfap já se tornou uma tradição “Mais do que apresentar resultados, o evento é uma forma de dar transparência aos investimentos realizados em ciência, tecnologia e inovação, aproximando a população das pesquisas e demonstrando como esses recursos estão contribuindo para o desenvolvimento de Rondônia”. COMEÇOU O PERÍDO DE DECLARAÇÃO OBRIGATÓRIA DE REBANHOS Começou neste último domingo (1º), o período para a segunda etapa da declaração obrigatória de rebanhos em Rondônia. A atualização cadastral deve ser realizada até 30 de novembro pelos produtores rurais que criam bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, suínos, equídeos e aves. O procedimento é realizado junto à Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril do Estado de Rondônia (Idaron). Durante o período, a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) fica condicionada à regularização das informações cadastrais e os produtores só poderão movimentar os animais para transporte ou comercialização depois de feitaa declaração do rebanho. No sistema Idaron Online, os pecuaristas vão classificar o gado como leiteiro ou de corte e informar os números de nascimentos e mortes desde maio. Também será necessário indicar a faixa etária dos animais, especificando quantos, entre os nascidos depois da primeira etapa da declaração, têm de quatro a seis meses e quantos têm de um a três meses de idade. Por fim deve ser feito o ajuste automático do total dos rebanhos no sistema, a partir das alterações informadas pelo produtor. A A atualização cadastral, como se sabe, é necessária para manter o status sanitário de Rondônia como área livre de febre aftosa sem vacinação. CONFIANÇA DOS EMPRESÁRIOS DIMINUI COM CENÁRIO ECONÔMICO DE INCERTEZA Segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec), apurado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os empresários do comércio, no último e mais forte trimestre para o setor no ano, estão menos otimistas, com menos planos de expansão e contratação. O Icec registrou um recuo de 2,7% em outubro, resultado das incertezas do cenário econômico e apresentou sua quarta queda consecutiva e a mais intensa desde julho, já descontados os efeitos sazonais. Com este resultado, o indicador reduziu para os 96,7 pontos, ficando abaixo do nível de neutralidade e atingindo o valor mais baixo desde maio de 2021, na pandemia, quando marcou 94,5 pontos. Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, “O comércio acende um alerta para todo o país ao entrar no período mais lucrativo do calendário, sob cautela. Quando o empresário pisa no freio das contratações e dos investimentos, toda economia desacelera, reflexo direto das incertezas nos âmbitos fiscal e monetário que travam as decisões de negócios neste último trimestre”, analisou. Em Rondônia, a situação é um pouco melhor mesmo com o Icec caindo de 107,3 pontos para 105,9 pontos, ou seja, uma queda de -1,3%. Rondônia, em geral, possui um comportamento mais otimista e resiliente, mas, ainda assim, o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia-Fecomércio/RO, Raniery Araújo Coêlho, afirmou ser preciso “Maior previsibilidade, segurança jurídica e políticas monetárias que reduzam os custos das operações do nosso setor. O comércio, nas condições atuais, mesmo querendo expandir e gerar postos de trabalho sofre com a falta de um ambiente mais favorável para manter o crescimento”. E também aconselhou os empresários a realizarem promoções e facilidades maiores para atrair os clientes neste final de ano. REINCIDÊNCIA DE INADIMPLENTES BATE RECORDE Um sintoma deste problema é o fato do Indicador de Reincidência de Pessoas Físicas, apurado pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em setembro, revelar que se verificou o maior recorde no número de consumidores negativados nas listas de inadimplentes. Em setembro de 2026, do total de negativações, 87,44% foram de devedores reincidentes, ou seja, consumidores que já tinham aparecido no cadastro de inadimplentes nos últimos 12 meses. Acrescente-se que no universo de reincidentes, a maior parte, 67,05%, ainda não havia quitado as pendências antigas e foi negativada novamente. Outros 20,38% tinham saído do cadastro de devedores nos últimos 12 meses, mas retornaram. Apenas 12,56% dos negativados em setembro não estiveram com restrições no CPF ao longo do último ano. Mais: o tempo médio decorrido entre o vencimento de uma dívida e o vencimento das demais pendências para os reincidentes foi de 72,5 dias. Isto significa que, em média, depois de cerca de 2,4 meses do vencimento de uma dívida negativada, outra dívida já vence. Também se observa que houve um crescimento de 18,28% no número de devedores reincidentes, os que já haviam aparecido no cadastro de inadimplentes, na comparação com os 12 meses anteriores. É uma forte indicação de que o programa Desenrola não deu certo. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  COLUNA TEIA DIGITAL

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