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Tempestade tropical Harvey deixa 6 mortos no Texas

Cinco vítimas são de Houston, quarta maior cidade dos EUA. Prefeito diz que há ‘inundações por toda a parte’.

tempestade tropical Harvey deixou ao menos seis mortos e dezenas de feridos durante sua passagem neste domingo (27) pelo estado do Texas, nos Estados Unidos.

 Cinco vítimas são de Houston, quarta maior cidade dos EUA com 2 milhões de habitantes. A região foi atingida com intensidade pela tempestade neste domingo. De acordo com o prefeito Sylvester Turner, há “inundações por toda parte”. O serviço metereológico diz que os ventos são de até 75 km/h.

Após o anúncio das mortes em Houston, foi confirmado que a tempestade deixou outra pessoa morta na cidade de Rockport, também no Texas. A vítima não teve a identidade revelada e ficou presa em casa durante um incêndio, segundo autoridades da cidade.

O principal aeroporto de Houston foi fechado por conta das condições climáticas. O serviço meteorológico afirmou que o Harvey é um “evento sem precedentes”.

“Todos os impactos são desconhecidos e além de tudo já experimentado. Sigam as ordens oficiais para garantir sua segurança”, diz o Serviço Nacional do Clima.

O prefeito Turner diz que serão colocados 40 barcos para ajudar as equipes de resgate a retirar moradores presos em suas casas por causa das enchentes.

Barragens em risco

O Exército dos Estados Unidos começou na madrugada desta segunda-feira (28) as operações de liberação controlada da água das Barragens Addicks e Barker na cidade de Galveston depois que os níveis da água aumentaram rapidamente por causa da tempestade tropical Havey.

A operação foi realizada para evitar que as estradas locais e outras infraestruturas da região fossem afetadas pelas aguas. “Os moradores de locais próximos as barragens precisam estar vigilantes porque a água nos reservatórios está aumentando rapidamente, cerca de 15 centímetros por hora”, informou à CNN o coronel Lars Zetterstrom, comandante do distrito de Galveston.

A tempestade tropical Harvey estaria chegando ao estado da Louisiana. Entretanto, segundo os meteorologistas norte-americanos, durante os próximos dias Harvey poderá voltar para o Golfo do México, atingindo novamente Houston e Galveston, provocando pelo menos mais quatro dias de fortes chuvas.

O Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA (NWS) já informou que os alertas de possíveis inundações ainda estão em vigor, com até 25 centímetros de chuva que poderão cair em poucas horas no litoral do Texas, e até 50 centímetros nas regiões do norte do estado. Por causa da tempestade, algumas áreas do Texas foram evacuadas e as autoridades pediram à população para não sair de casa.

Houston debaixo d’água

Família é resgatada em Houston neste domingo (27); moradores foram orientados a aguardar o resgate nos telhados de suas casas (Foto: Mark Mulligan/Houston Chronicle via AP)

Família é resgatada em Houston neste domingo (27); moradores foram orientados a aguardar o resgate nos telhados de suas casas (Foto: Mark Mulligan/Houston Chronicle via AP)

Harvey chegou a Houston e deixou a cidade debaixo d’água após perder força no sábado (26) e ser rebaixado de furacão para tempestade tropical. Mesmo assim, o fenômeno tem capacidade de provocar inundações “extremamente sérias”, segundo o Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC, na sigla em inglês).

Mais de 2 mil chamados de resgate foram recebidos até agora em Houston, disse Turner. “Não vá para a estrada. Esta tempestade não acabou”, alertou.

Agentes da polícia de Houston evacuaram dois complexos de apartamentos, de onde resgataram mais de 50 crianças das inundações, informou o jornal local “Houston Chronicle”.

Dois novos refúgios, incluindo um centro de convenções em Houston, receberão os desabrigados. O serviço de ônibus da cidade foi suspenso. Além disso, as aulas foram canceladas em todas as escolas durante a próxima semana.

Moradores carregam seus pertences no meio da inundação em Galveston, Texas, neste domingo (27) (Foto: Brendan Smialowski/AFP )

Moradores carregam seus pertences no meio da inundação em Galveston, Texas, neste domingo (27) (Foto: Brendan Smialowski/AFP )

Apesar de o serviço metereológico relatar cinco mortes, o Escritório do Xerife do condado de Harris, ao qual Houston pertence, só confirmou uma vítima fatal pelo furacão à Agência EFE.

Ela é uma idosa que morreu ao dirigir por ruas inundadas na região oeste da cidade. O veículo da mulher, que não teve a identidade revelada, ficou preso em uma região com um nível de água muito alto. Ela não conseguiu sair do automóvel e morreu no local.

No Twitter, o xerife do condado de Harris, Ed González, afirmou que o número de mortos pode aumentar. Ele também revelou que os serviços de emergência estão atendendo dezenas de ligações em Houston por causa das tempestades geradas pelo Harvey.

O Departamento de Justiça Criminal do Texas disse que foi forçado a evacuar cerca de 4,5 mil presos de três prisões estaduais perto do rio Brazos por causa do aumento do volume de água.

A Guarda Costeira dos EUA disse que havia resgatado 20 pessoas de navios no sábado e estava monitorando dois navios de cruzeiro da Carnival Corp carregando milhares de pessoas encalhadas no Golfo do México.

A tempestade tropical Harvey (Foto: Arte/G1)

A tempestade tropical Harvey (Foto: Arte/G1)

Furacão mais poderoso em 50 anos

O Harvey chegou ao continente americano e tocou o solo por volta das 22h de sexta (0h de sábado, no horário de Brasília) em Rockport, cidade de 8 mil habitantes no Texas. Os ventos eram de 209 km/h (um furacão de categoria 4 na escala Saffir-Simpson, que vai de 1 a 5).

A aterrissagem ocorreu a cerca de 50 km a nordeste de Corpus Christi, cidade onde era esperado que o furacão tocasse o solo, transformando o Harvey no primeiro grande furacão a atingir território americano desde o Wilma (na Flórida, em 2005) e o primeiro de categoria 4 a atingir o Texas desde o Carla (em 1961), segundo o Serviço Nacional de Meteorologia dos EUA.

Harvey está previsto para chegar lentamente a Houston até quarta-feira. O centro da tempestade ainda é de 125 milhas (201,17 km) a sudoeste da quarta cidade mais populosa dos Estados Unidos.

Os serviços de emergência pediram aos moradores que subissem aos telhados de suas casas, em vez de entrar em seus sótãos para escapar rapidamente das águas. As autoridades alertaram os mais de 2 milhões de habitantes da cidade para não deixar as casas inundadas porque muitas estradas da cidade estavam debaixo d’água.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai viajar ao Texas assim que a viagem possa ser feita sem causar interrupção. Ele disse que o foco agora deve ser “vida e segurança”.

Harvey continuará afetando a região de grande produção de petróleo. Na costa texana, concentra-se quase um terço da atividade de refino de petróleo dos Estados Unidos. O Golfo do México representa 20% da produção do país.

Segundo boletim de sábado, 112 plataformas de produção de petróleo foram evacuadas – o correspondente a 24,5% da produção diária de cru, e a 26% da de gás.

O Harvey fez reviver nos EUA o trauma do furacão Katrina, que causou graves inundações e deixou 1.800 mortos, em 2005, em Nova Orleans (sul), no estado vizinho de Louisiana. Na época, o presidente George W. Bush foi duramente criticado por sua lentidão e atuação tardia para ajudar a região.

Fonte: G1

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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