Em Linhas Gerais

Sim, é Sucata: Os ônibus prometidos são velhas carroças maquiadas e que estão quebrando adoidado

DOM DE ILUDIR

Prefeitura2.23jpgÉ claro que a transparência irrestrita é parceira indissociável da verdadeira democracia. E se a gente sabe disso, os políticos sabem muito mais. Então por que estamos longe de alcançar essa meta no estado de Rondônia, começando pela capital? A única explicação plausível está na persistência do exercício do dom de nossos políticos de enganar os eleitores, certamente considerado por eles, em sua maioria, como um “bando de otários” que adoram ser enganados.

Ainda no final do ano passado a coluna divulgou com base em dados oficiais que a prefeitura de Porto Velho tirou as piores notas nesse quesito, como se simplesmente desconhece até mesmo os princípios mais comezinhos da chamada lei de acesso à informação.

QUESTÃO DOS ÔNIBUS                        

Coluna Taborda1É cada vez mais incontestável o dom de iludir do político Mauro Nazif. Logo ele que nunca gostou de se meter em político, pelo menos no tempo em que era universitário, acabou entrando na política em Rondônia e logo pelo PSDB. E depois foi mudando de partido, até entrar no PSB, tornando-se cacique de um partido originalmente de esquerda sem ter tido qualquer militância ideológica enquanto estudante ou até mesmo médico em princípio de carreira aqui em Rondônia.

Elegeu-se prefeito depois de algumas tentativas frustradas vendendo para o eleitorado a ilusão de uma cidade mais humana, de uma gestão comprometida com a reconstrução até mesmo dos mostrengos dos “viadutos”, elefantes brancos que continuam no mesmo lugar, como uma esfinge pronta a devorar políticos populistas dispostos a utilizar novamente esse mote como matéria de prima de promessas ilusionistas.

Mas foi nessa “tragédia” com conteúdo teatral que o prefeito se superou em seu dom de iludir.

SIM: É SUCATA

Coluna Taborda1O usuário do serviço de transporte coletivo agora está desiludido. Nada dos ingredientes usados por Nazif para demonizar os antigos permissionários e dourar a pílula desse espetáculo de enganação tem qualquer dose de originalidade e de verdade.

Os prometidos “ônibus modernos e confortáveis” são velhas carroças maquiadas e que estão quebrando adoidado em vários pontos do trajeto. Não houve qualquer mudança drástica no transporte urbano: o serviço ficou muito pior, com defasagem no número de ônibus e certamente vai ficar ainda muito mais caro, pois não há como manter o serviço funcionando com tarifas que não remuneram o investimento, defasadas em relação aos custos dos insumos e da inflação galopante. E na hora do doloroso aumento, mais um pedaço desse dom de iludir do prefeito vai para as cucuias.

SEM INFORMAÇÕES

Coluna Taborda1Certamente o MP público, órgão fiscalizador por excelência, sabe que o prefeito continua usando e abusando de seu dom de iludir. E não é só nesse caso dos ônibus. Há até os casos prosaicos da decoração natalina, da contratação de artistas (alguns sem     qualquer qualidade) e de festas com o único objetivo de iludir a cidadania e povão, nessa velha batida de se tapar o sol com a peneira.

Certamente se o primado dessa gestão Nazif fosse o da honestidade como tanto prometeu; as informações sobre quanto dinheiro público já se gastou nessas sinecuras, na inacabada obra da Vieira Caúla, nessa enganação de reforço do piso dos pontos dos ônibus, na enganadora iluminação pública, etc, etc, estariam ao alcance de todos.

MAIS PRESSÃO

PoliticoSe nem essas informações geradoras de denúncias de supostas práticas de corrupção (de pequeno valor) não haverá postura muito diferente em relação aos grandes negócios na contratação de serviços de terceiros; na compra de equipamentos de alto valor.

É preciso mais pressão popular e atuação mais firme dos poderes constituídos para se saber para onde vai o dinheiro das compensações, dos royalties. Quem sabe assim o povo vai saber quanto dinheiro a prefeitura joga fora com a desculpa, por exemplo, da propaganda (quase sempre desnecessária) e de projetos sem nenhuma sustentação ou justificativas técnicas.

COMISSIONADOS

mpe roA notícia vem de fonte bem informada do setor. O Ministério Público do Tribunal de Contas do Estado estaria pronto a conduzir, com o apoio de outros órgãos do controle externo, um inquérito sobre os absurdos no quadro de comissionados de Câmaras Municipais onde, como consta, há o caso de um assessor de vereador que trabalha numa firma de 05 às 17 horas mas que “se reunia à noite com o vereador”. Coisas dessa natureza deverão ser esmiuçados pelos órgãos do controle externo. Segundo a fonte, essas providências poderão chegar a outros órgãos públicos notoriamente inchados de servidores comissionados.

VOLTANDO

DANIELADaniela Amorim é, como se informa na cidade de Ariquemes, o nome de maior peso para a disputa eleitoral desse ano. Ele pretende voltar à prefeitura com o apoio do pai, Ernandes Amorim que, por acreditar ainda na conquista de uma cadeira na Câmara dos Deputados não disputar nada em 2016.

De acordo com fonte política da cidade, achar que a família Amorim está politicamente morta naquela região é uma besteira completa. Amorim, que já foi deputado estadual, prefeito e até senador não desistiu de, mais uma vez, conseguir realizar o sonho de governar Rondônia.

INDÚSTRIA DA MULTA

Fogaça2O jornalista Everaldo Fogaça, do site Oobservador.com tem sido a grata surpresa na Câmara Municipal quando se trata de defender interesses reais da população. Evitando conchavos e mantendo-se independente dos interesses paroquiais da prefeitura, Fogaça deverá assumir um novo desafio perante a prefeitura em favor do cidadão-contribuinte-eleitor.

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GOLPE MORTAL

Fogaça2E se tudo der certo, o vereador poderá acertar um golpe mortal na indústria da multa em que se converteu o esquema da Semtran com seu pelotão de “agentes de trânsito”.

Assim que retornar do recesso Fogaça vai exigir acesso aos valores das multas aplicadas.

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TERÁ DE RESPONDER

Fogaça2O Executivo terá de responder quanto arrecadou nos últimos 8 anos e onde investiu toda essa grana. Se as respostas ao questionamento que será protocolado com base na lei de acesso à informação, Everaldo Fogaça poderá ingressar com mandado de Segurança na Justiça contra o Executivo. Assim, o caso virá à tona no exato momento em que há um zumzum muito grande sobre o enriquecimento ilícito daqueles que fazem parte dessa indústria, principalmente com o tal gratificação de produtividade.

Em Linhas Gerais

Gessi Taborda – [email protected]

 

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Gomes Oliveira

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  • O MP deveria fiscalizar esses vereadores de Porto Velho, que muitas vezes nomeiam os assessores, e os mesmos nem aparecem na Câmara. Se verificarem vão ver que muitos trabalham em outras empresas. Alguns assinam a frequência no mesmo dia e horário que estão na faculdade por exemplo.
    Outro absurdo é nós pagarmos para esses assessores serem os formiguinhas dos vereadores nas campanhas. Eles são nomeados no gabinete, mas vão trabalhar nas ruas fazendo a campanha dos vereadores. A mesma coisa acontece com os comissionados. A grande esmagadora maioria, assinam a frequência nas secretarias, mas trabalham mesmo é nas ruas fazendo a campanha. Isso é desleal com aqueles que não tem mandato. Sem falar nos estatutários que são lotados nos gabinetes, são médicos, dentistas, enfermeiros, professores, enfim, profissionais que deveriam estar trabalhando para atender ao povo. Por isso que ninguém vê os vereadores reclamar da saúde em Porto Velho. Gostaria de saber quem faz parte da Comissão de Saúde na Câmara de Porto Velho.

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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