Em Linhas Gerais

Senador Raupp responde a quatro ações no STF, sem contar a ação da lava Jato- por Gessi Taborda

CURVA DESCENDENTE

PMDBA simples menção de que caciques do PMDB (leia-se grupo Raupp) estão avaliando os nomes de Emerson Castro, Williamens Pimentel e Lindomar Garçom, serve para expor o momento descendente vivido pelo partido, desgastado com as trapalhadas do governador nas sendas da Justiça e, também, com a periclitante situação de seu cacique maior, Valdir Raupp, investigado no escândalo do Petrolão. A situação ficará muito pior, se lá frente essas investigações apontarem o senador Raupp como mais um político que recebeu dinheiro ilegal arrancado da Petrobras.

 MÁRIO PORTUGUÊS

Mario PortuguesSe essa especulação veiculada ontem, numa coluna política tida como bem informada, for lastreada na verdade, reforça-se a ideia de que o empresário Mario Português (leia-se Distribuidora Coimbra) não conseguiu maior afinidade com os pajés peemedebistas em todo o tempo de sua filiação.  Português foi um nome cooptado pelo time de Raupp que chegou a pretender escalá-lo para enfrentar a eleição governamental do ano passado. Pelo visto, já existem fatores para afastá-lo da grande disputa do próximo ano.

 FUNDO DO POÇO

PMDBSe apelar para figuras sem nenhuma expressão política e eleitoral como Williamens ou Emerson na escalação da grande corrida sucessória do próximo ano, ficará claro que o PMDB não está apenas vivendo uma momentânea curva descendente em termos de potencial para enfrentamentos importantes. Estaria na verdade correndo o risco de chegar ao fundo do poço… A coluna prefere acreditar que a especulação com esses nomes pode ter o objetivo de simplesmente confundir os adversários na disputa da prefeitura. Imaginar o robusto Williamens Pimentel ou insosso Emerson como candidatos do maior (??) partido rondoniense é uma hipótese remota…

 NO TOPO

Senador RauppMetade dos políticos sob investigação na Operação Lava Jato já responde a outros inquéritos ou ações penais no Supremo Tribunal Federal (STF) e outras esferas da Justiça. O senador Valdir Raupp (PMDB-RO), vice-presidente nacional do PMDB, é o que responde ao maior número de ações penais. Há quatro processos contra ele em tramitação no STF por crimes contra o sistema financeiro e peculato e crime eleitoral.

SEM A CATREFA

EDGAR-DO-BOI-CAPAO empresário e dirigente partidário Edgar do Boi acha que não terá dificuldades para cair no gosto da população de Porto Velho quando começar a falar sobre a disputa municipal, deixando claro que no PSDC e no palanque da sucessão vai mandar às favas todos os “políticos profissionais” e toda a patota que ajudou a paralisar Porto Velho, destruindo suas ruas. O PSDC só vai assumir compromisso com quem quer uma boa governança. O mote será o de livrar a cidade da catrefa de pessoas incompetentes e desonestas que só chegam à prefeitura para enriquecer-se rapidamente.

 VERDINHAS

dinheiroOs investidores e analistas do mercado financeiro veem o dólar cotado a R$ 3,15 no final deste ano. A estimativa foi divulgada no boletim Focus, pesquisa feita  instituições financeiras semanalmente pelo Banco Central (BC).

O mercado também voltou a elevar a projeção da inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Para os analistas, o índice fechará o ano com alta de 8,12%, e não mais de 7,93% como previsto na semana anterior. Boa parte da alta da inflação está vinculada aos preços administrados, regulados pelo governo, como o da gasolina e da energia.

 ROMBO DE MILHÕES

dinheiroQuase não dá para acreditar na prática da política de cortesia com os grandes conglomerados praticados pelo estado de Rondônia, redundando em vários milhões de reais de prejuízos para os cofres do estado, em nome de uma renúncia fiscal que não é praticada nem mesmo pelos estados mais ricos do país.

Até agora, apenas a isenção fiscal concedida ao complexo hidrelétrico do Madeira era do conhecimento público, com críticas desde o ano passado.

 VAI AGIR

MaurãoAgora, uma nova denúncia foi feita ao presidente da Assembleia, deputado Maurão de Carvalho. Segundo disse Marcelo Pedro, presidente do Sindicato dos Servidores da Agência Idaron (Sindsid) o fisco estadual sofre um rombo anual de mais cem milhões, com a renúncia fiscal em benefício do grupo JBS, que lidera o mercado de carnes no país. Certamente o presidente da Assembleia não ficará de braços cruzados diante desse despautério. Se esse tipo de caos financeiro não for estancado o estado pode continuar afundando. O legislativo não pode permanecer calado diante dessas “cortesias” absurdas que arranca o couro do contribuinte obrigado a pagar todos esses despautérios.

 DOAÇÕES

PMDBO grupo Friboi tem muitas ramificações no mundo político e aparece como uma importante fonte de financiamento de campanhas. Seria interessante ver quem em Rondônia andou recebendo “ajutório” para as últimas disputas. Quem sabe isso pode explicar a docilidade encontrada pela Friboi com o fisco estadual. É bom lembrar que na terra de sua origem, Júnior do Friboi (que chegou a ser cotado para disputar o governo) corre o risco de ser expulso do PMDB de lá. Eta mundinho pequeno, né!

 ANACRONISMO

vergonhaChega a ser uma discussão bizarra: afinal, o que é pior: o presidente da Câmara Municipal de Porto Velho estar com uma vontade imensa de gastar uma grana preta em mais uma reforma na sede do legislativo ou ele aproveitar uma desses eventos de turismo disfarçado para cair fora e não participar dessa embromação disfarçada de audiência pública para se falar sobre segurança pública na capital do estado?

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 PAPEL ARRISCADO

vergonhaOra, isso é puro anacronismo. As limitações do Bengala não podiam desaguar noutro tipo de comportamento. Ele não tem o preparo suficiente para comandar uma nave do tamanho do palácio legislativo municipal. E, pelo visto, está mal assessorado. Pode viver mais um capítulo da tragédia em que um presidente antigo, o então vereador José Hermínio, desempenha hoje o espinhoso papel coadjuvante na trama em que Marcelo Reis figura como o canastrão do sumiço mal explicado de dinheiro reservado para a despesa com publicidade.

 CHARADA

luizinhoAté recentemente o deputado Luizinho Goebel não escondia de ninguém o seu desencanto com a política, a ponto de anunciar que não voltaria a disputar cargo algum. Logo depois (usando os rapapés da diplomacia) tornava público seu desgosto com o governo, ao pedir a retirada da proposta de se criar os quase 800 cargos altamente remunerados… Surpreendentemente, essa semana veio o anúncio de que o parlamentar do Cone Sul assumiu a posto de líder de Confúcio na Assembleia. Será que ouviu aquela cantiga do “você é nosso e nós somos teus”? Tem gente que adora andar embarcado, mesmo num barco afundando.

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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