Resenha Politica

Segundo dados divulgados pelo Ipec ontem (5), Rondônia é um dos cinco estados em que Jair Bolsonaro, candidato do PL, lidera – Por Robson Oliveira

É um retrato que a cada rodada de pesquisa divulgada mostra uma imagem igual à anterior. É possível que mude, embora a fotografia aponte em sentido contrário

IPEC 

Segundo dados divulgados pelo Ipec ontem (5), Rondônia é um dos cinco estados em que Jair Bolsonaro, candidato do PL, lidera, além de Santa Catarina, Roraima, Acre e Mato Grosso. Contra outros quinze liderados por Lula, candidato do PT. Outros seis estados, Espírito Santo, Mato Grosso Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Distrito Federal, ambos estão tecnicamente empatados. Últimas semanas de campanha, quando o processo começa a afunilar, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro são estados que passam a ser prioridade dos candidatos em razão de juntos somarem o contingente expressivo de eleitores. Os percentuais dos votos rondonienses, neste contexto nacional, são ínfimos em comparação com o eleitorado da maioria dos estados. Mas a tendência é Bolsonaro bater Lula nas urnas de Rondônia com uma diferença razoável.  

RETRATO 

Pesquisa, conforme sempre lembra a coluna, é um retrato do momento em que os números são apurados e tabulados, podendo sofrer alterações no momento em que é divulgada. O problema da eleição nacional é que há mais de um ano está polarizada entre Lula e Bolsonaro e os dados até então divulgados apontam uma vantagem considerável para o petista. É um retrato que a cada rodada de pesquisa divulgada mostra uma imagem igual à anterior. É possível que mude, embora a fotografia aponte em sentido contrário.  

LOROTA 

Desde março, quando surgiram as primeiras especulações sobre a candidatura a governador de Ivo Cassol, esta coluna cravou sem pestanejar que a especulação não passava de uma lorota. Somente no final da semana passada que os analistas insistentes em avaliar o cenário com Cassol na disputa tiveram a confirmação de que tudo não passava de uma patacoada política. Os leitores da coluna, no entanto, já sabiam há seis meses.  

FORÇA 

É verdade que a liminar concedida a Cassol pelo ministro do STF, Kassio Marques, para que pudesse participar da convenção do PP, mexeu completamente com todo o processo eletivo e revelou que o ex-governador ainda é um político forte e com capilaridade nas urnas para disputar mais uma campanha com chances de sucesso.  

INELEGIBILIDADE  

É possível que daqui a quatro anos Ivo Cassol volte a assombrar os concorrentes, mas é de bom alvitre os apressados computarem os anos entre o final da pena oriunda de sentença condenatória criminal e o início do cumprimento dos oitos anos da lei da ficha limpa para aferir e somente então cravar se Cassol estará apto com os direitos políticos a uma candidatura. Na hipótese de que a pena tenha sido cumprida em 2020, o cálculo a ser feito é singelo, com um exemplo fácil de conclusão, bastando fazê-lo sem a miopia que acomete alguns palpiteiros de plantão.    

INELEGÍVEL  

Meses atrás esta coluna fez uma relação de candidatos a deputados estaduais que estavam inabilitados eleitoralmente em razão de condenações, entre os relacionados registramos o nome do deputado estadual Jair Montes. A informação dada por este cabeça-chata incomodou tanto o parlamentar que o obrigou a desmenti-la utilizando uma gravação nas mídias sociais bem humorada por zoar com o membro superior deste colunista quanto pelas nossas incursões laborais na capital federal. Jurou que estava elegível e que registraria a candidatura.  

LIMINAR 

Anteontem, para a surpresa do deputado Jair Montes, não da coluna, o Ministério Público Eleitoral requereu o indeferimento da candidatura do parlamentar e, cautelarmente, requereu a suspensão de utilização do fundo eleitoral. A liminar foi concedida imediatamente, restando ao candidato lutar judicialmente para que o Tribunal Regional Eleitoral lhe conceda o registro. Pela ação condenatória acostada aos autos do registro, a situação de Jair Montes não é fácil. Como não tem nada de engraçado ironizar o HD dos cabeças-chatas.  

DECRETO 

Um decreto publicado pelo prefeito da capital, Hildon Chaves, requerendo alguns dias de justas férias tem tudo para provocar muita polêmica. Pelo decreto é possível interpretar que o chefe de gabinete responda pela municipalidade, o que é no mínimo uma anomalia uma vez que para o exercício do cargo de alcaide somente pelo escrutínio das urnas, pela sucessão natural que a lei estabelece ou por intervenção política ou judicial. O caso em comento não se enquadra em nenhuma das hipóteses formais. Portanto, nenhum cargo eletivo pode ser exercido por ato administrativo.  

SUCESSÃO 

A cadeira política exige legitimidade, não é assento para um bobo qualquer da corte por iniciativa de um mero decreto. Como o vice-prefeito é candidato e não quer assumir a vaga, caberia ao presidente do legislativo municipal ocupar a vaga por ser o sucessor natural, embora o vice tenha formalidades legais para informar a razão pela qual não pode assumir na ausência do titular que legalmente requereu férias.  

TRT

A OAB nacional tem a obrigação de promover um desagravo depois dos impropérios lançados pela dirigente do TRT 14 Região contra Marcio Nogueira, presidente da seccional rondoniense. É inadmissível o destempero com que a dirigente de uma corte judicial trata uma instituição com um legado na defesa da democracia e do estado de direito. A situação se agrava quando aponta toda ira para pessoa de Márcio Nogueira que ao tecer as críticas aos membros daquele tribunal o fez institucionalmente. As instituições estão sendo alvos de críticas exatamente pelos exageros dos seus dirigentes e, não raro, pela forma autoritária com que exercem as funções. A OAB-RO não pode se acovardar nem tão pouco recuar em razão de impropérios. Reaja, antes que seja tarde. A nota do TRT em si é um libelo injuriande desrespeitoso e raso. Reaja OAB-RO, antes que seja tarde. Desagravo, já!

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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