Resenha Politica

Quem vem com uma campanha leve e bem verdadeira as próprias características é o candidato a senador Expedito Junior, do PSD – Por Róbson Oliveira

Inovando ao dar visibilidade ao suplente Dr. Andrey Cavalcante

TELEMARKETING 

Tratada inicialmente como uma banalidade de campanha pelo comitê eleitoral do governador Marcos Rocha, os disparos em massa feitos no início do mês para um cadastro enorme de números de telefones celulares, com objetivo eleitoral, têm tudo para causar problemas judiciais ao candidato, uma vez que tem avançado, no Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, os procedimentos investigatórios.  

TELEFONES 

Nos últimos dias, por exemplo, o diligente Ministério Público Eleitoral requereu mais uma vez que o candidato Marcos Rocha informe a origem do banco de dados telefônicos e a forma de obtenção dos números utilizados para o disparo em massa de mensagem eleitoral. Requer ainda que seja informado à justiça eleitoral os dados da suposta empresa responsável pelo trabalho. A coluna obteve a informação de uma fonte de Goiânia (GO) de que no endereço constante no portfolio da empresa não há serviços que indiquem a expertise em pesquisas da natureza declarada à justiça, conforme sustenta o comitê eleitoral do governador.  

TAQUARA RACHADA 

Aliás, este acesso aos números de telefones tem sido desde o início da denúncia o questionamento principal desta coluna, visto que o nosso telefone foi um de tantos outros que recebeu a malfadada ligação com a voz de “taquara rachada” do candidato do União Brasil.  

INVESTIGAÇÃO 

Como na agenda do governador Marcos Rocha não consta nosso número telefônico e, tão pouco, nos dirigiu um pequeno cumprimento – nem quando nos sentamos lado a lado num voo entre nossa capital e a capital federal -, nossa dedução é de que tenhamos sido vítimas da prática irregular do telemarketing no período eleitoral. Prática que, restando comprovada, é gravíssima. O procedimento investigatório em curso que parecia ser algo banal para os governistas tende a ser um complicador caso as informações inicialmente prestadas não sejam confirmadas em juízo.  

PROGRAMAS 

Os programas eleitorais de TV e rádio começaram em clima frio sem que os candidatos, especialmente opositores, lançassem contra o governo as críticas mais acerbas. O senador Marcos Rogério optou em ser o narrador do primeiro programa do PL, haja vista a intimidade com a radiodifusão por anos. Não é segredo para ninguém que o senador cultua a própria voz e não perderia a oportunidade para explorar seus dotes fonéticos numa imitação de “Sílvio Santos” da floresta. Não economizou no suor para início da jornada. Marcos Rocha, candidato à reeleição pelo União Brasil, optou em apresentar imagens de uma unidade hospitalar que nem de longe é o retrato branco e preto do caos que é nosso João Paulo II, em cores. O deputado federal Léo Moraes, candidato do Podemos, seguiu uma linha poética apresentando um candidato íntimo aos abraços do eleitor. O candidato petista, o ex-vice-governador Daniel Pedreira, seguiu a linha ideológica partidária ligando seu postulado à campanha do ex-presidente Lula. Ivo Cassol, candidato sub judice, apareceu se regozijando dos feitos pretéritos sem cravar que permaneça na disputa, embora a cuia do chimarrão na TV tenha se destacado mais que a própria fala do candidato do PP. Pimenta de Rondônia, Psol, e Valclei, do Agir, autointitulado comendador, não tiveram programas veiculados no primeiro dia. Também não fizeram falta.  

DEBATE 

Os debates são importantes para que os candidatos possam confrontar as propostas, o eleitor avaliar quais delas são as mais exequíveis e concluir entre os candidatos o mais bem preparado para governar. Esta é a máxima que todos falam, mas na prática os debates têm servido para um confronto de impropérios que em nada refletem os objetivos propostos. Não raro os candidatos mentem descaradamente e sem pudor. O pior de tudo é que parte considerável da população sabe da farsa e até gosta do vale tudo. A própria mídia adora escrever mais sobre os blocos beligerantes do que sobre as propostas. Aliás, quando no debate as propostas se sobressaem, dizem que foi um debate modorrento. Igualmente na campanha, ao que parece, todos esperam pugilato. 

PRESIDENCIÁVEIS 

Quem assistiu ao debate presidencial no último domingo, na TV Bandeirantes, viu de tudo menos um programa de governo que retire o país da crise sem precedentes em que se encontra: seja econômica, seja institucional. Na segunda-feira, quase que por unanimidade, os analistas políticos apontaram a candidata do MDB, Simone Tebet, com o melhor desempenho. Lorota. Nem ela ou qualquer outro candidato apresentou um projeto de país. Tão pouco as primeiras ações concretas para retirar o Brasil do precipício econômico em que está colocado.  

DESTAQUE 

A principal frase que catapultou a candidata Simone Tebet como a menos ruim do debate foi no bloco em que apontou o dedo a Bolsonaro para lhe avisar que não tinha medo e, em seguida, lembrar uma frase da novela global que na sua terra (Mato Grosso do Sul), local do pantanal, mulher vira onça. Proposta que é bom, nada. O debate foi um mico. Animal, aliás, que estava bem mal representado.  

MONITORADO 

O deputado estadual e candidato à reeleição Jean Oliveira (MDB), da coligação do governador Marcos Rocha, denunciou estar sendo monitorado e requereu à direção da Secretaria de Segurança uma investigação sobre a suposta bisbilhotagem. Segundo ele, uma câmera, instalada num poste perto da sua residência, gravava quem entrava e saía. Pode ser que algum adversário esteja bisbilhotando o parlamentar ou mesmo outros interessados. O que não falta ao deputado são desafetos uma vez ser um político entrelaçado em teias complexas com vastas ramificações controvertidas. Diz o adágio: onde há fumaça há fogo.  

EXPECTATIVAS 

Está em andamento o julgamento virtual do Supremo Tribunal Federal sobre a liminar que concedeu a Ivo Cassol o direito de ser homologado candidato a governador na convenção do PP. Por enquanto o placar está desfavorável ao ex-governador e a conclusão do julgamento não pode passar dos últimos minutos de sexta-feira. Caso não haja mudanças na jurisprudência da Suprema Corte sobre o caso concreto, a coluna mantém a mesma aposta que vem fazendo, contrária à liberação desde que a candidatura do ex-governador começou a ser especulada. No entanto, este episódio se encerra nas próximas horas para que a campanha eleitoral para governador siga seu ritmo dentro da normalidade. A entrada de Cassol na disputa colocou as expectativas dos concorrentes de ponta-cabeça.  

EXPERIÊNCIA

Quem vem com uma campanha leve e bem verdadeira as próprias características é o candidato a senador Expedito Junior, do PSD, inovando ao dar visibilidade ao suplente Dr. Andrey Cavalcante. Diferente dos concorrentes que escondem o primeiro suplente porque optaram em destinar a vaga aos membros das famílias. Em Rondônia a suplência é importante uma vez que o candidato costuma assumir por um tempo a titularidade senatorial. Nem sempre são por causas nobres. 

AUTOR: RÓBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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