Resenha Politica

Marcos Rogério com o ego aos frangalhos – Por Róbson Oliveira

Apesar do profissionalismo dos jornalistas ao fazer perguntas que o entrevistado não gosta, os bolsonaristas insistem em criticar a postura dos entrevistadores por perguntarem temas que deixam o presidente desconfortável

EX-IBOPE 

O Ipec, instituto de pesquisa que substituiu o Ibope, divulga, nas próximas horas, em Rondônia, a primeira rodada de pesquisa para governador e senador. Embora haja muitas controvérsias em solo rondoniense sobre as pesquisas, especialmente comparando os erros cometidos, há uma expectativa entre os candidatos e meios políticos sobre os resultados. É bom lembrar que a pesquisa retrata o momento em que os dados foram capturados e, no decorrer da campanha, sofrem mudanças substanciais. Não é raro um candidato azarão vencer em Rondônia sem que sequer liderasse uma única pesquisa divulgada. 

FAVORITISMO 

É quase impossível que no primeiro cenário a ser divulgado pelo instituto contratado pela filial da Globo o ex-governador Ivo Cassol (PP) não seja o favorito. Nos monitoramentos dos comitês o assunto não é novidade e Cassol tem demonstrado muita resiliência política mesmo tendo que enfrentar uma batalha judicial quase intransponível para se manter vivo na disputa. É sem dúvida, individualmente, o maior líder do estado, embora tenha sido alvo de várias ações judiciais.  

FICHA SUJA 

O Tribunal Regional Eleitoral ainda vai analisar e julgar o pedido de registro da candidatura a governador de Ivo Cassol, e a tendência é que seja barrado. A esperança dele é que o Supremo Tribunal Federal confirme o direito em permanecer na disputa, o que dificilmente ocorrerá. Aliás, desde o início da especulação da suposta candidatura do ex-governador esta coluna sempre sustentou que a candidatura não vingaria em razão do trânsito em julgado da sentença criminal, mesmo sendo o nome mais lembrado pelo eleitor de Rondônia.  

RESISTÊNCIA 

Quem julgava que Cassol sangraria durante este início de campanha devido às informações que surgem naturalmente na imprensa sobre sua inelegibilidade, enganou-se redondamente, inclusive este cabeça-chata. O ex-governador é duro na queda e suscita entre os seus seguidores um certo furor. A lembrança da administração de Ivo Cassol como bem avaliada leva à conclusão de que o atual governador Marcos Rocha (União Brasil) não possui um legado administrativo consistente e capaz de catapultar o ex-governador da disputa. Cassol tende a perder a corrida das eleições estaduais para a legislação eleitoral, e não para a urna. Não resta outra alternativa senão resistir. E o faz com o barulho peculiar.  

APOSTA  

É possível que a coluna esteja errada desde que chamou de lorota a suposta candidatura de Cassol, embora mantendo nossa aposta, o prestígio eleitoral do ex-governador vai ser disputado por todos os concorrentes. Ninguém tem pistas da decisão que ele (Cassol) tomará na hipótese de ser barrado pelo TRE, o que aumenta o cacife como um cabo eleitoral de luxo. A família vai apostar todas as fichas na campanha de Jaqueline Cassol, candidata ao Senado Federal, irmã caçula do ex-governador.  

AGUARDANDO 

A pesquisa a ser divulgada pela TV Rondônia servirá como estímulo para que os candidatos a governador percorram os municípios atrás dos eleitores, especialmente aqueles que ficarão órfãos de Ivo Cassol. Isto significa dizer que os números do Ipec a serem revelados mudarão totalmente na próxima rodada das pesquisas momento em que a Justiça Eleitoral decidir sobre a inelegibilidade (ou não) do candidato do PP ao Governo de Rondônia. Marcos Rocha, Marcos Rogério, Léo Moraes, Daniel Pereira, Pimenta de Rondônia e o Comendador Valclei são compelidos a esperar uma definição sobre Cassol e vão ficar paralisados e sem crescer nas pesquisas até a definição judicial.  

INVERTIDA 

O candidato a reeleição Marcos Rocha (União Brasil) levou uma invertida do candidato do PL Marcos Rogério ao ser proibido pela Justiça Eleitoral de utilizar indevidamente a imagem de Jair Bolsonaro em sua campanha para o Governo de Rondônia. Quatro anos atrás o mesmo candidato Marcos Rocha, então filiado ao PSC, partido em que o presidente estava também filiado, requereu na justiça a mesma proibição porque o então candidato ao Senado Federal Marcos Rogério havia utilizado do mesmo expediente, uma vez que disputou as eleições por uma legenda diversa de Bolsonaro.  

AUTORIZAÇÃO 

Rogério manejou a medida adequada ao avanço de Rocha, mas Bolsonaro, ao saber da confusão, gravou um vídeo autorizando todos os candidatos a usarem sua imagem independentemente do partido a que estiverem filiados. Não excluiu nem os petistas. As tentativas de Marcos Rogério pela primazia do apoio exclusivo de Bolsonaro a sua candidatura em Rondônia foram em vão até o momento. A autorização contrasta com lealdade canina que Rogério devota ao presidente. Quem o conhece garante que está com o ego aos frangalhos.  

PERFIL  

Mesmo tendo capilaridade eleitoral entre os mais jovens, a candidata ao Senado pelo Patriotas, Mariana Carvalho, não conseguiu se desvencilhar do perfil de menina que encantou a Câmara Federal.  

MIGRAÇÃO 

Ao migrar para o ninho do governador Marcos Rocha com a estratégia de receber uma boa parcela do eleitorado bolsonarista, a tática da deputada não tem surtido o efeito desejado: uma vez que o adversário pelo mesmo espectro ideológico, Jaime Bagattoli, que é filiado ao PL de Bolsonaro, tem o perfil mais lembrado pelos bolsonaristas raízes. 

ESPERTEZA 

Ex-tucana com laços fortes com o deputado mineiro Aécio Neves, Mariana tenta se viabilizar num eleitorado conservador que destoa da trajetória política que adotou desde que se elegeu para o primeiro mandato de deputada. Ao que parece a migração para uma legenda da extrema direita não lhe caiu bem. Falta-lhe experiência, maturidade e convicção para ser reconhecida no novo ninho. A atitude da jovem deputada é uma velha tática política que nem sempre dá certo pelo excesso de esperteza.  

TOUCA  

O ex-secretário de saúde estadual, Fernando Máximo, candidato a deputado federal pelo União Brasil, voltou a usar a defectível touca como símbolo de lembrança pela sua passagem na pasta governamental. É uma boa oportunidade para ele explicar aos rondonienses quais foram os motivos que levaram o estado a perder tantas vidas na pandemia. E por qual motivo não adotou com rapidez ações governamentais para que evitar o número alarmante de mortes pela Covid em Guajará-Mirim. Ou explica tim tim por tim tim ou vai levar touca literalmente dos adversários nas urnas.  

SUPORTE 

Mesmo sendo o candidato ao Senado Federal homologado pela convenção pedetista, é uma maldade a forma desrespeitosa pela qual o partido trata a candidatura de Benedito Alves ao retirá-la conforme interesses dos dirigentes. Dia sim, e dia não, Benedito tem sido escanteado para dar lugar ao senador Acir Gurgacz. Embora o atual senador esteja inelegível pela lei da ficha limpa. Para não sujar a biografia o melhor ao Benedito seria adiar o projeto antes que vire meme do próprio enredo.  

EMBUSTE 

Com o impasse a candidatura de Benedito não decola e ainda é obrigado a ficar explicando o inexplicável. Deixou o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas com um legado respeitável para estrear na política num embuste rocambolesco. Pior que tem aceitado este papel que mais parece cenas mambembes. Fica difícil ao eleitor que enxerga o Senado uma casa de gente séria votar num candidato que trata a própria candidatura como uma brincadeira.  

UNIR 

Uma carta aberta enviada à coluna pelo centro Acadêmico de Direto da Unir revela um suposto descaso dos responsáveis pelo Departamento do curso que, por inoperância administrativa, pode causar prejuízos irremediáveis aos alunos caso não sejam cadastradas corretamente as disciplinas no Sistema Sigaa. Sem este cadastro os alunos ficam impedidos de realizar suas matrículas para o semestre em curso. Além disto, denunciam falta de organização das bancas do TCC, prejudicando a apresentação da monografia dos alunos e, sem ela, não concluem o curso.  

DESCOMPASSO 

Os alunos de direito da Unir também apontam um total descompasso entre a grade curricular com as disciplinas ofertadas no semestre, inclusive quanto à carga horária. O pior é que foram feitas várias reclamações à ouvidoria sem uma resposta satisfatória e os responsáveis pelo curso fazem ouvidos de moucos às reivindicações dos alunos. É preciso que a magnífica reitora seja mais firme a exigir que a pró-reitora acadêmica assuma suas funções de coordenação das atividades pedagógicas, e não seja mais um órgão cartorial para acomodar quem não exige eficiência em nossos cursos superiores da única instituição sustentada pelos impostos dos brasileiros.  

MUROS 

Os acadêmicos de direito têm clamado por uma solução dos impasses e mais compromisso das chefias do curso. É hora de a sociedade começar a olhar mais atentamente aos muros erguidos pela universidade impedindo que nós, contribuintes, possamos ver com mais cuidado seus descompassos. A coluna vai apurar e nominar um por um os responsáveis pela confusão e divulgar o que fazem extramuros. Preliminarmente, alguns nomes citados pelos alunos merecem ser enxergados pela coluna com mais rigor. Voltaremos ao assunto.  

ENTREVISTA 

Jair Bolsonaro fez um esforço hercúleo para não perder a compostura na entrevista da bancada do Jornal Nacional, na noite de ontem (segunda-feira). Fez o feijão com arroz e evitou o tom mais beligerante que sempre adotou contra a vênus platinada desde que assumiu a presidência da república. Foi evasivo nas perguntas mais incômodas, mas respondeu objetivamente quando instado a dizer que respeitará o resultado das urnas. Fez o correto, até porque de nada adiantará questionar a eleição que ele mesmo decidiu disputar.  

PERGUNTAS 

Apesar do profissionalismo dos jornalistas ao fazer perguntas que o entrevistado não gosta, os bolsonaristas insistem em criticar a postura dos entrevistadores por perguntarem temas que deixam o presidente desconfortável. O papel do bom jornalista é perguntar e perguntar aquilo que o entrevistado tenta evitar abordar. Quem foge da pergunta é quem tem o que esconder. Não existe pergunta inoportuna, o que existe é resposta burra.  

PROFISSIONALISMO 

Ao bom jornalismo a liberdade no exercício do ofício é primordial para melhor informar sem dar bolas aos capachos de plantão que veem a imprensa como algo que incomoda. E deve incomodar mesmo os poderosos, é o nosso dever. Morro de rir com o contorcionismo dos capachos ao abordar a entrevista global. Bolsonaro, o candidato, manteve a calma e quem esperava uma conduta agressiva ao extremo viu uma outra bem moderado. Diferente daquele Bolsonaro que ameaça acabar com a globo. O mais engraçado é que os seguidores do presidente ajudaram a elevar as alturas o ibope da vênus platinada, a mesma que tanto demonizam.  

COLORADO 

Este cabeça-chata trocou algumas “dedos de prosa”, semana que passou, com o zootecnista Ênio Milani produtor de leite de Colorado. Foi um deleite ouvir atentamente um técnico bem preparado na questão agrícola com uma visão futurista sobre os negócios do agro bem mais consistente do que os secretários estaduais que ocuparam a pasta da agricultura.  

IRONIA 

A coluna nunca havia conhecido um especialista capaz de traçar metas e projetar resultados da agricultura e da pecuária de Rondônia com tanta competência. Quando perguntado sobre as políticas governamentais para o setor do governo de Rondônia, Milani não se fez de rogado ao falar que o último ocupante da pasta não entende de agro, de cooperativismo, nem da pecuária e tão pouco de roça. Ainda fez troça: “ele é um excelente genro de deputado. Nada mais”.  –  A única terra que conhece é aquela que carrega sob as unhas mal arrumadas, ironizou. Segundo Milani, embora Rondônia tenha a melhor e mais sadia carne de gado do país, não consegue exportar com maior volume para mercados externos por inoperância da Secretaria de Agricultura que tem sido administrada por neófitos há anos.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA  –  JORNALISTA – COLUAN RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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