Resenha Politica

O Retorno do senador Expedito Júnior – Por Robson Oliveira

Quem retornou à cena eleitoral foi o ex-senador Expedito Junior, do PSD. Depois de anunciar a desistência em disputar as eleições, o ex-senador reconsiderou a decisão e retomou a candidatura ao Senado Federal

TELEMARKETING 

Embora a imprensa local tenha dado pouca importância ao disparo em massa via telemarketing feito pela campanha de reeleição ao governo do candidato Marcos Rocha, esta coluna tem reiteradamente cobrado das autoridades uma investigação mais aprofundada do caso, em especial a forma pela qual o candidato conseguiu acessar os números de celulares, inclusive o nosso, o que, em tese, fere a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP), além de outros dispositivos da legislação eleitoral.  

LIMINAR 

Eis que ontem (16), o Tribunal Regional Eleitoral concedeu uma liminar ao Podemos determinando ao União Brasil que apresente cópia autenticada do contrato com a empresa responsável pelos disparos, nota fiscal, comprovante de pagamento, a base dos dados empregados no contrato, com a indicação do quantitativo de números telefônicos e a forma de obtenção desses números.  

CAIXA DOIS 

Com uma investigação mais detalhada sobre este caso será possível os juízes do TRE verificar eventuais irregularidades que podem supostamente caracterizar abuso de poder econômico ou uso criminoso de caixa dois, uma vez que o partido do governador – União Brasil – continha em suas contas bancárias um saldo bancário bem inferior aos recursos informados à justiça eleitoral no momento da assinatura contratual. Com a liminar a investigação avança sobre as dúvidas que a coluna tem questionado. É importante destacar, nesse caso concreto, o trabalho impecável do advogado do Podemos, Cássio Vidal, que sem muito alarde e sem muita firula, interpôs os recursos que o caso requer.  

VINCULAÇÃO 

Embora esta coluna seja a única especializada na área política a cravar ainda em junho passado que o candidato do PP, Ivo Cassol, não conseguiria estar apto para estas eleições, visto que tem condenação criminal transitada em julgado, a liminar concedida pelo ministro Kássio Marques, do STF, para que ele (Cassol) pudesse constar na convenção do partido na condição de candidato, não tem condão de obrigar ao Tribunal Regional Eleitoral o deferimento da candidatura. Mesmo sendo oriunda do STF, uma decisão da natureza concedida não tutela a Justiça Eleitoral ao seu fiel cumprimento.  

FICHA SUJA 

Basta uma condenação criminal transitada em julgado para impor a qualquer condenado que caia na malha fina da lei da ficha suja. E a aferição de elegibilidade é feita somente após o registro das candidaturas. Ivo está inelegível e assim deverá continuar inabilitado para participar destas eleições, conforme também se pronunciou nos autos o Ministério Público Eleitoral ao se manifestar contra o registro.  

STF 

Tudo indica que o ministro do STF, Alexandre de Moraes, que suspendeu o julgamento por pedido de vistas, apresentará o seu voto nesta quarta-feira, e a tendência, pelos votos dados a casos semelhantes, é contra o pedido de Ivo Cassol. Os palpiteiros que estudam o constitucionalismo são majoritariamente da opinião de que a liminar que Cassol tanto faz barulho alegando ser candidato será derrubada.  

DISPUTADO 

Se confirmada a premissa, reiteradamente compartilhada com a coluna, o ex-governador vai ter que esperar por mais quatro anos para que seu barulho seja reverberado pelo eleitor. Como é uma pessoa com apelo eleitoral expressivo é possível que seu apoio seja bem disputado entre os candidatos, embora Marcos Rocha tenha sido o único concorrente a cutucar Cassol de inelegível através de suas mídias sociais.  

VÍTIMA 

Com a saída da cena política do irmão, Jaqueline Cassol (PP), candidata ao Senado Federal, é a principal vítima da liminar que concedeu o direito de Ivo Cassol ter a candidatura homologada na convenção do PP. Sem tempo hábil para buscar uma coligação com outras agremiações, Jaqueline será obrigada a montar um palanque isolada, sem uma candidatura ao governo que sirva de referência num processo onde os adversários estão bem mais aquinhoados nas estruturas eleitorais. Com um tempo de TV reduzido também é um obstáculo monumental a ser superado. Em qualquer ângulo a ser avaliado é vítima de um processo gestado dentro do seio familiar, mesmo sendo uma candidata competitiva. 

RETORNANDO 

Quem retornou à cena eleitoral foi o ex-senador Expedito Junior, do PSD. Depois de anunciar a desistência em disputar as eleições, o ex-senador reconsiderou a decisão e retomou a candidatura ao Senado Federal. É um nome conhecido por ter disputado três eleições ao Governo de Rondônia e em duas delas, foi ao segundo turno com votações expressivas. Este recall o coloca entre os postulantes com chances reais, mas não o suficiente para relaxar a concorrência. É um político experiente, conciliador e se uniu a um campeão de votos na capital, Léo Moraes, numa união onde poucos apostavam que dava liga. E deu. É um retorno e tanto.  

CONCURSO 

Parece piada feita, mas é triste mesmo constatar que o Tribunal de Contas do Estado seja obrigado a suspender um concurso público para contratação na Polícia Civil de Rondônia por suspeita de irregularidades. A falta de previsão legal de exigências para a inscrição dos concorrentes chamou a atenção da corte por ferir dispositivos constitucionais comezinhos em todos os concursos, mas desprezados pelos responsáveis na confecção do edital. Uma piada de gosto duvidoso e de uma extensão que afeta o humor das pessoas que se prepararam para o certame.  

OAB 

A Ordem dos Advogados de Rondônia, promove, nesta terça-feira (16), o tradicional evento com os candidatos a governador para colher a assinatura de cada um com o compromisso de fazer uma campanha limpa, democrática e sem fake news. Uma boa oportunidade para que os candidatos falem sobre os últimos acontecimentos envolvendo malfeitos na pandemia. Não basta assinar, tem que cumprir aquilo com que se compromete.  

CÉUS 

Há mais que fumaça nos céus de Rondônia anunciando um fogaréu. Agosto sempre é um mês de muitos mitos e muitas verdades vindos à tona. Os céus estão carregados.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA

  • A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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