Resenha Politica

Cassol afetou outras candidaturas; Netto prefere apoiar Léo Moraes; e Carlos Magno é vítima do Podemos em Rondônia – Por Robson Oliveira

Bastaria tais fatos jurídicos para verificar que Cassol não é um político qualquer, uma vez que gosta de se regozijar em desafiar o óbvio e, contraditoriamente, convencer uma parcela expressiva de seguidores de que ele pode tudo. E pode, muito, mas nem tudo

PONTA-CABEÇA 

Nos últimos dois dias o que não faltaram entre os dirigentes dos partidos foram reuniões para os fechamentos das convenções com seus respectivos candidatos. Ainda na quinta-feira da semana passada, data da convenção do PSD, em Rolim de Moura, o mundo político estadual ficou ponta-cabeça com a liminar que o ex-governador Ivo Cassol (PP) conseguiu junto ao STF autorizando o PP a homologar seu nome como candidato a governador. Embora haja outras implicações judiciais diversas do mérito da liminar para que o ex-governador possa conseguir o registro da candidatura, a novidade mudou todo o quadro eleitoral. Independentemente se vai  às  eleições sangrando ou não, a liminar de Cassol afetou outras candidaturas, em particular as de Marcos Rogério (PL) e Marcos Rocha (União Brasil). E ambos sentiram as baixas entre os apoiadores.  

LIMINAR 

Mesmo enredado com os problemas judiciais a serem vencidos para que se mantenha na campanha, a entrada de Cassol no pleito revelou que possui uma capilaridade eleitoral razoável e ainda muito viva no inconsciente coletivo de parte da população rondoniense. Poucos candidatos alcançados pela lei da ficha limpa sobrevivem a uma convenção e um número ainda mais estreito se jogaria numa candidatura com um discurso incendiário como fez o ex-governador, mesmo sabendo antecipadamente que há uma distância incomensurável entre o discurso beligerante e o mundo real. Não precisa ser gênio para deduzir que o contexto jurídico é seu maior adversário e que a liminar pode ser derrubada no julgamento do mérito. Além de outras condenações existentes que o enrascam. 

REGOZIJO  

Bastaria tais fatos jurídicos para verificar que Cassol não é um político qualquer, uma vez que gosta de se regozijar em desafiar o óbvio e, contraditoriamente, convencer uma parcela expressiva de seguidores de que ele pode tudo. E pode, muito, mas nem tudo.  

ESCÁRNIO 

Até que a Justiça Eleitoral declare definitivamente que Ivo Cassol está apto ou não a concorrer às eleições, algo que pode ocorrer antes do primeiro turno, ele vai incendiar a campanha e dar caneladas para todos os lados numa estratégia de desviar a atenção do eleitor para seu passivo judicial. O goivo adotado, aliado à beligerância, é um escárnio a Rondônia. É Ivo sendo definitivamente Cassol. Os adversários vão ter que engolir, visto que individualmente tem mais votos. 

PROJETO 

A disputa de um governo estadual deveria ser a oportunidade para que os eleitores tivessem a possibilidade de avaliar os programas de governo. Infelizmente não é o que acontece. Os principais espaços continuam sendo ocupados pelos demagogos, messiânicos e malfeitores. Mas nada disso ocorre sem a complacência dos mesmos eleitores que vez por outra cobram dos seus representantes a assepsia na política que não fazem. Daí o projeto a preponderar é o pessoal.  

CONFORMAÇÃO 

É perceptível o quanto sentiu o governador Marcos Rocha, candidato à reeleição pelo União Brasil, os efeitos devastadores da última operação policial que culminou com busca e apreensão nas residências de autoridades. Em nota da Sesau, e não do governo, como se um não fosse a extensão do outro, negou peremptoriamente as buscas. Houve sim. Ainda bem que a malfadada nota não negou os fatos envolvendo supostos malfeitos objeto das investigações. 

DESDOBRAMENTO 

Quem tem acompanhado minuciosamente atento as operações sobre os fatos que vieram à tona, sobre os atos supostamente ilegais na aquisição de testes para covid, percebeu que ainda haverá desdobramentos, e ao que parece, ainda mais barulhentos com reflexos num eventual núcleo político. Tudo que Marcos Rocha não precisa neste início de campanha, uma vez que insiste em se apresentar ao rondoniense como um bom samaritano.  

HEURO 

Apesar do principal programa governamental ser o “tchau poeira”, a nuvem cinzenta paira nos céus de Rondônia. As obras do Hospital Heuro, anunciadas com pompas numa martelada na avenida paulista, pode vir a ser a maior dor de cabeça do governador. Corre de boca em boca nos bastidores que o projeto de construção tão elogiado pelos apressados de plantão pode virar um baita engodo, para não cravar algo mais grave. É que o suposto investidor de Montes Claros, com um histórico bombástico, estaria tirando o corpo fora. A coluna aguarda algumas informações suplementares para dar os nomes aos bois, mas pode adiantar que o Heuro é uma miragem. E pode virar um dor de cabeça danada para muita autoridade. Tempestade à vista. “Tchau poeira”. 

DER 

O órgão mais operativo do Governo de Rondônia é sem dúvida o Departamento de Estradas e Rodagens que, em outros governos, sacudiu a política e a justiça. Tudo indica que vai concluir este ciclo sem maiores turbulências (não é derivação de tubos), embora na política nada mais surpreende… 

EXPECTATIVA 

Os meios políticos aguardam com expectativa a definição do PSD, presidido pelo deputado federal Expedito Neto, sobre com qual dos candidatos a governo vai se coligar. Neto não esconde a ninguém que prefere apoiar o candidato Léo Moraes, do Podemos, mas o martelo ainda não foi batido em razão da indefinição da candidatura ao Senado de Expedito Junior. Definição que sai nas próximas horas e a coluna aposta que a resposta é sim. A coligação com Podemos, idem. Portanto, Junior é candidato a senador e vai compor com a candidatura ao governo de Léo Moraes. Política é, acima de tudo, a arte de dialogar. Até o último minuto.   

NOVIDADE 

A novidade entre as candidaturas que surgiram após as convenções é o nome do advogado Andrey Cavalcanti compondo a chapa de Expedito Junior na primeira suplência ao Senado. Ex-presidente da Ordem dos advogados de Rondônia e ex-titular do Conselho Federal, tem origem numa família pioneira em Rondônia e transita com leveza entre todas as camadas sociais. Andrey é uma unanimidade e surge estreando como uma boa novidade na política. Profissional dedicado, competente e atencioso assina o nome em uma das maiores bancas da advocacia de Rondônia, com extensão na Capital Federal. Por coincidência, recebe, nesta quinta-feira, homenagem da Câmara dos Vereadores de Pòrto Velho. Junior fez um gol de placa ao escolher para sua suplência alguém com as credenciais do Andrey Cavalcanti numa vaga que sempre é utilizada de forma sorrateira para acomodar familiares sem que o eleitor perceba a manobra.  

REPERCUSSÃO 

Causou uma certa comoção entre os amigos e correligionários o vídeo do ex-deputado federal Carlos Magno que, pelas versões avexadas, teria sido barrado da pretensão em ser homologado candidato a deputado estadual por Léo Moraes. Não passa de uma leviandade tal versão, uma vez que Carlão – pessoa extremamente querida por todos – havia sido alertado de que a vaga dependeria de um entendimento entre os demais concorrentes, o que terminou não acontecendo.  

IMPOSIÇÃO 

Com a falta de entendimento entre os pré-candidatos do Podemos, passaram a pressionar Léo Moraes para que impusesse aos seus correligionários de goela abaixo a vaga ao Carlão. Pior é que a exigência de uma imposição de cima para baixo é feita pelas mesmas pessoas que falam em democracia. Será democrático impor uma vontade individual sobre os interesses de um coletivo? Os partidos possuem instâncias próprias e destroçar a ordem natural do apalavrado, como foi o caso concreto, incluído Carlão, é falsear a verdade.  

CARLÃO, O CRISTÃO  

É verdade que Carlos Magno é vítima de um sistema eleitoral perverso e que ele livremente topou participar. Parece uma incongruência, mas antes de filiar no Podemos, bateu  às  portas de outras legendas que as mantiveram fechadas  mesmo sendo um virtual campeão de votos. Os partidos precisam desse bicho (votos) para sobreviver às eleições. Ocorre que Carlão, para alguns concorrentes, tem capilaridade acima do normal, e para a maioria das nominatas, é contraditoriamente ruim. A estrutura do sistema da federação derrubou a força eleitoral do queridíssimo Carlão. Não foi a primeira vítima e nem será a última, apesar da comoção. O que não é justo é culpar quem de fato não tem a culpa. Como ele próprio se diz cristão, basta falar o que com ele foi palavreado: “E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará”. O resto é lorota. E fé cega, com faca amolada.  

VICE 

Para contornar a situação incômoda e para valorizar a capilaridade eleitoral de Carlos Magno, o Podemos propôs que componha a chapa majoritária na condição de vice-governador, o que ele teria inicialmente rejeitado e reafirmado a vontade de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. A possibilidade não vinga porque os candidatos homologados na nominata desistem em bloco caso ele seja imposto em ato de força da direção partidária. Eis aí, portanto, o dilema.   FUJÕES

Nesta quinta-feira, às 11 horas, a Rede Bandeirantes local promove o primeiro debate entre os candidatos ao Governo de Rondônia. Léo Moraes (Podemos), Daniel Pereira (Frente esquerda), Pimenta de Rondônia (Psol) e Marcos Rogério (PL) garantiram a presença no evento. O governador Marcos Rocha (União Brasil) e Ivo Cassol (PP), avisaram, por intermédio das assessorias, que não vão ao debate. Fugir de debater as propostas a serem executadas na hipótese de vitória não é um bom começo e não há justificativa plausível para a fuga. 
AUTOR: ROBSON OLIVEIRA –  COLUNA RESENHA POLITICA
* A opinião dos colunistas colaboradores são de sua inteira responsabilidade e não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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