Resenha Politica

PSDB rondoniense encolheu de tal maneira que é hoje uma legenda cartorial sem a plumagem que antes ostentava – Por Robson Oliveira

Com a confusão instalada os ex-tucanos foram acionados às pressas para evitar a revoada. Ao que parece, prometeram o pacote inteiro (os dois partidos) ao governador e conseguiram entregar tão somente o tempo de TV e muito ressentimento

TELEMARKETING 

Como esta coluna havia alertado, o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia formou maioria ontem (1º de agosto) para acolher a representação feita pelo Podemos contra o governador Marcos Rocha por uso indevido de telemarketing. Com quatro votos pela aplicação de multa de quinze mil reais, o julgamento foi suspenso em razão de pedido de vistas do advogado José Vitor Junior, membro da corte indicado no quinto constitucional pela OAB-RO.  

PROCRASTINAÇÃO 

O juiz relator Dr. Clênio Amorim, um dos mais experientes na área, apontou como graves os fatos e reconheceu o uso ilegal do telemarketing, conforme denúncia primeiramente feita por esta coluna. A conclusão do julgamento deverá ocorrer assim que o advogado e membro da corte José Vitor proferir seu voto de vista. Embora a maioria pela aplicação da multa já esteja formada. Dificilmente os magistrados que votaram antecipadamente mudem o entendimento diante do primoroso fundamento assinalado pelo Dr. Clênio.  

OBSCURIDADE 

A questão mais obscura desses fatos é que não sabemos ainda como é que Marcos Rocha conseguiu a lista enorme dos números de telefones, inclusive deste cabeça-chata, para disparar em massa a gravação com sua voz com insinuações a prioridades políticas que estabelecem nexo com a reeleição. A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais foi violada descaradamente o que torna um mistério descobrir como o governador acessou tais números. Sem a transparência que o caso requer nunca saberemos com clareza o que está por trás desta obscuridade. 

CONFUSÃO 

Embora no final a convenção da federação PSDB e CIDADANIA tenha decidido pelos seus dirigentes coligarem com o União Brasil para apoiar a candidatura de reeleição de Marcos Rocha, no início os principais candidatos a deputados federais e estaduais resistiram em seguir a orientação da direção – prepostos dos ex-tucanos Mariana e Maurício Carvalho. Com a confusão instalada os ex-tucanos foram acionados às pressas para evitar a revoada. Ao que parece, prometeram o pacote inteiro (os dois partidos) ao governador e conseguiram entregar tão somente o tempo de TV e muito ressentimento.  

AMEAÇAS 

Dirigentes do CIDADANIA ameaçam contestar algum documento em nome da legenda caso seja protocolizado na Justiça Eleitoral sem a assinatura de seus representantes. São ameaças que podem repercutir juridicamente e politicamente muito mais além do que os prepostos calculam.  

NANICO 

O PSDB rondoniense encolheu de tal maneira que é hoje uma legenda cartorial sem a plumagem que antes ostentava. O mais conhecido entre os atuais filiados é o ex-prefeito José Guedes que, diferente dos prepostos, mantém a chama social-democrata que filiados da estatura de Fernando Henrique, Mário Covas, José Richa, entre outros, idealizaram em sua fundação. O ninho tucano de Rondônia perece de inanição. E atualmente bate continência ao milico de plantão em troca de algumas publicações no Diário Oficial.  

ALCANCE 

As atenções estão agora voltadas para o Supremo Tribunal Federal que julga na próxima quarta-feira a constitucionalidade das mudanças legislativas na Lei de Improbidade Administrativa e, por extensão, qual alcance dos seus efeitos. Nos bastidores judiciais é dado como certo que as mudanças sejam declaradas constitucionais, mas sem retroagir para mudar a coisa julgada. E é exatamente a extensão desse alcance que mais interessa aos fichas sujas, uma vez que se retroagir, podem recuperar a condição de elegíveis.  

APOSTAS 

Desde que a pauta do STF foi anunciada que os meios políticos rondonienses viraram território fecundo para especulação com apostas de que o quadro sucessório pode sofrer alteração com a volta de Ivo Cassol. Independente da fertilidade das especulações, esta coluna aposta no pule de dez que no final a lei não retroagirá para habilitar os inelegíveis. Cada um põe suas fichas onde bem quiser e o momento conspira neste sentido, apesar de que no âmbito do STF nada é impossível.  

RACHA 

O PSOL rompeu com a Frente de Esquerda e lançou candidato próprio ao Governo de Rondônia. Pimenta de Rondônia foi mais uma vez homologado candidato pelo partido, após desembarcarem da candidatura de Daniel Pereira. Este racha não estava no radar de ninguém e caiu entre as siglas de esquerda como uma surpresa. Há um adágio que diz: “comunista não se une nem no cárcere”. Embora não haja entre os militantes desta frente e do PSOL um único marxista. Aliás, um animal mundialmente em extinção vítima do pragmatismo.  

PERFIL 

Ao mudar o projeto eleitoral de candidato a governador para disputar uma vaga na Câmara Federal, Vinícius Miguel, do PSB, conseguiu de uma só sacada atingir o alvo em duas direções. A primeira, viabilizar a nominata do PSB a deputado federal após a desistência de Jesualdo Pires, ex-prefeito de Ji-Paraná. A segunda, igualmente certeira, coloca o nome a um cargo com o perfil mais adequado no momento a sua semelhança. Tem tudo para sair vitorioso das urnas uma vez que sozinho e isolado conseguiu angariar trinta mil votos numa votação na capital disputando com dois grupos poderosos liderados pelo deputado federal Léo Moraes e pelo prefeito Hildon Chaves. Por tabela também desbancou o candidato a prefeito Breno Mendes, ungido pelo governador Marcos Rocha e pela máquina estadual e que teve uma votação inexpressiva comparado às condições com as quais disputou.   

SALVAÇÃO 

O jovem professor universitário Vinícius Miguel tem tudo para ser um baita deputado federal, elevando a média de nossa bancada no Congresso Nacional. Os eleitores mais exigentes agradecem a boa opção que agora dispõem. Inclusive este cabeça-chata. Ganhei meu candidato a deputado federal.  

AUTOR: ROBSON OLIVEIRA

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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