Em Linhas Gerais

Rondônia é um estado novo, mas não escapa desse abuso do casamento entre poder e dinheiro – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO
“O oposto de um fato real é falsidade, mas o oposto de uma verdade profunda pode muito bem ser uma outra verdade profunda.” NIELS BOHR (1885/1962), físico da Dinamarca que conseguiu interpretar propriedades das séries espectrais do hidrogênio, prevendo a propriedade da fissão nuclear. Em 1922 foi laureado com o Nobel de Física.

COINCIDÊNCIA
Não sei até que ponto os cidadãos-contribuintes-eleitores concordariam com a insistência de senadores em aprovar uma lei de “abuso de poder”, como voltou a ser noticiado nesses dias. Para esse simples mortal pagador de impostos e cada vez mais descrente de que o Brasil sairá desse borogodó terceiro-mundista antes do próximo século, tem (é claro que tem) truta na movimentação dos políticos lá em Brasília. Não é mera coincidência de que os mais preocupados com isso sejam exatamente senadores como Jucá, Lobão, Raupp, Renan e personagens conhecidos por seu protagonismo em grandes maracutaias. Não é mera coincidência o desejo desse time de poderosos fazer qualquer coisa para não serem alcançados pela lei…

COMO VOCÊ
Embora não tenha poder algum, também me preocupo com o abuso do poder: o poder daqueles que colocam seus apaniguados em cargos de comando da gestão pública e de fiscalização, para beneficiar empreiteiros, empresários desonestos, parentes e grupelhos ligados aos titulares do poder público.
Como a maioria das pessoas de bem, medianamente informadas, também me preocupo com o abuso de poder daqueles que usam o dinheiro do contribuinte para financiar, com o disfarce da propaganda, a mídia amestrada e as agências de publicidade (nichos de fajutagem), ralos mantidos para quem está acostumado a se locupletar com os recursos das administrações públicas facilmente identificáveis.

ABUSO DE VERDADE
É tem abuso que é mesmo preocupante; como o de governantes que se unem a empresários para que ambos se locupletem numa boa. E esse verdadeiro abuso de poder acontece em todo canto do Brasil, até mesmo por aqui. E atém em coisas aparentemente pequenas. Ou você acha que não foi um tipo de abuso o gasto do dinheiro municipal para pagar a cerca com grade metálica em torno Praça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré?
Aliás, sempre se abusou do poder no Brasil. Ontem mesmo, quando fui informado sobre o montão de diárias concedidas até o fotógrafo da Escola do Legislativo, sediada em Porto Velho, fiquei imaginando se isso também não é um abuso de poder… Parece que quem está na direção daquele anexo da Assembléia se imagina com poder para fazer o quem bem entender… Talvez por imaginar que há dinheiro a rodo para ser gasto sem parcimônia.

EM CAMPANHA
É quase certo que a direção da Escola do Legislativo não levou em consideração méritos e títulos. Afirma-se que Licório foi escolhido politicamente. E de acordo com que acompanha os périplos do titular daquele apêndice do legislativo estadual o diretor deve estar novamente interessado em disputar uma cadeira na Assembleia no próximo ano. Onde coloca os pés no interior de Rondônia o diretor (que já disputou eleições recentes) dá tom eminentemente eleitoral em seus discursos.

ISSO É ABUSO?
Está claro que nós, meros mortais, pensamos muito diferente daqueles que são os poderosos da vida pública. Para mim, por exemplo, não há abuso de poder algum em responsabilizar essa gente de goela grande, sempre procurando “doações” milionárias de campanhas, propinas, caixa dois e tudo que possa render “verdinhas” para irrigar a horta de gente especializada em enganar cidadãos-contribuintes-eleitores nas eleições.
É muito natural entender a gritaria desse pessoal achando que a PF, o MP e a Justiça praticam abuso de poder contra eles…

CHOCANTE
É chocante o que acontece aqui mesmo em Rondônia quando as investigações de escândalos como o “Espaço Alternativo”, como as obras dos viadutos (longe de chegar ao final) e tantas outras não chegam a lugar nenhum, não responsabiliza aqueles quem embolsou os milhões que sumiram no meio do caminho. Rondônia é um estado novo, mas não escapa desse abuso do casamento entre poder e dinheiro.

OUTRA OBSERVAÇÃO
Ontem uma nova operação policial balançou nomes importantes do segmento empresarial rondoniense. Não foi algo inusitado, pois não é de hoje que se ouvia em meio ao segmento econômico a promiscuidade das ações de empresas utilizando a praça de Guajará Mirim para burlar o fisco, inclusive com o objetivo de lavar dinheiro em sofisticadas operações de comércio internacional que de verdade não aconteciam. Tudo fraude e nada mais.

CIDADE DECADENTE
Guajará Mirim é um daqueles capítulos que ninguém sabe e ninguém viu. Já foi a “Pérola do Guaporé” e quase conseguiu se impor como “zona franca” (ZLC) rondoniense. Não deu: vítima de governantes medíocres e de prefeitos idem, Guajará tropeçou num enorme abismo econômico, caindo nessa decadência atual que chega a ser assustadora.
Mas nem esse cenário de desolação, com a brutal falta de empregos para seus moradores; com a redução drástica de visitantes (turistas), escondeu a esdrúxula realidade de hoje em Guajará onde, segundo se informou ontem, pelo menos 120 empresas receberam a visita da Polícia Federal dentro da Operação Caça Fantasmas.
Sobre essa situação de desgoverno de Guajará-Mirim, onde pelo visto a economia passou a ter o crime como um importante componente, nenhum político – especialmente senadores rondonienses que adoram se indignar contra delegados, promotores e juízes que desnudam a corrupção no país – falou nada até agora.

PREVISÍVEL
Quem estaria se beneficiando das tramoias do “comércio” maquiado de exportação e importação em Guajará? É previsível que a operação da Polícia Federal vai identificar “insuspeitas” grandes empresas do setor de varejo, nomes certamente marcados como grandes doadores de campanhas políticas, certamente premiadas com uma boa blindagem de “autoridades” e até de veículos de comunicação. Espera-se que a divulgação dos “empresários” alvos da operação da Polícia Federal

RENASCIMENTO
Guajará-Mirim vive processo eleitoral nesse momento. É processo decorrente dos desencontros políticos daquela comunidade, pois o prefeito eleito em outubro de 2017 acabou sendo impedido de assumir o cargo pela Justiça.
A cidade precisa recuperar não só a capacidade de se governar, mas também a autoestima da população para, quem sabe, reproduzir o milagre da Fênix, renascendo principalmente para o turismo. Com os últimos prefeitos e com o desleixo do governo estadual, Guajará-Mirim sofre um grande retrocesso, logo ela que chegou a ter um dos mais movimentados aeroportos do interior do estado.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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