Em Linhas Gerais

Rondônia e também Porto Velho, com seus vôos de galinha, andou experimentando em pouco tempo o céu e o inferno – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“A maior desgraça de uma nação pobre é que, em vez de produzir riqueza, produz ricos. Mas ricos sem riqueza. Na realidade, melhor seria chamá-los não de ricos mas de endinheirados.” MIA COUTO (1955), escritor e biólogo de Angola.

 O “ESQUENTA”

O primeiro debate do segundo turno entre os candidatos a prefeito de Porto Velho, realizado na noite de sexta-feira pelo canal que retransmite a Band em Porto Velho serviu mais como um “esquenta” para Hildon Chaves e Leo Moraes.

Ainda prevaleceu naquele primeiro confronto manobras de ataques pessoais, prejudicando a clareza na exposição de ideias e propostas, a ponto de motivar concessões de direito de resposta entre os dois debatedores.

 SINTONIA FINA

Então o que se pode depreender é que ambos os pretendentes terão de mexer na sintonia fina dessas tertúlias para baixar a taxa de insegurança entre os eleitores, especialmente os situados na faixa dos indecisos. No debate de sexta feira, salvo melhor juízo, ficou claro que o risco maior de mostrar-se mais inseguro é de Leo Moraes, não apenas pela verborreia afastando-o das respostas diretas, mas também pelos seus fios desencapados provocando atritos desnecessários.

 JOGO DE VERDADE

Para quem tem um mínimo de discernimento sobre embates eleitorais com segundo turno, há uma compreensão de que o jogo começa para valer – e isso vale para nós aqui em Porto Velho – depois de 10 dias de TV. Então os candidatos deveriam evitar palavras de humilhação entre ambos, pois não é isso que vai animar a torcida, salvo, é claro, para a torcida uniformizada de cada contendedor.

Aliás, os torcedores deveriam estar rigorosamente conectados na comunicação do candidato que apoiam para não produzir curto-circuito como se viu no primeiro debate desse turno final.

 FORREST GUMP

Se no primeiro turno Leo Moraes começou a ser chamado de “risadinha”, agora a coisa tende a mudar. No primeiro debate ele sorriu menos sem mudar o estilo de contar histórias para responder a qualquer coisa. Fala, fala, fala mas não chega à questão fundamental. Age como uma máquina de repetição, provavelmente por isso nas redes sociais acabou sendo considerado uma novo “Forrest Gump” da política estadual.

 RONDONIANOS

No debate da Band Hildon Chaves não foi bem. Parecia mais ansioso e sem a tranquilidade o primeiro turno. Mas deixou claro, numa das admoestações ao impetuoso e jovem deputado que é tanto rondoniano como ele.

Leo, como se sabe, é paranaense de berço e até de formação acadêmica. Hildon é pernambucano de nascimento mas aqui vive por décadas, tendo inclusive sido procurador de Justiça do MP por 22 anos.

Então é pura besteira essa fixação em se comparar quem conhece mais, geograficamente falando, a extensão do município e as ruas da cidade. Isso não determina nada em face daquele que está mais qualificado a realizar a gestão que a cidade precisa.

 SEM FIRULA

Posso imaginar a reação de Valdir Raupp, o barbudo Senador com base eleitoral em Rolim de Moura, diante da decisão do STF de sequestrar seus bens como consequência da acusação de que o cacique do PMDB rondoniense andou recebendo propina “sob o disfarce de doações oficiais”. Certamente vai dizer mais uma vez não ter cometido nenhuma ilegalidade ou até uma simples “esperteza”.

 DRAMÁTICA

No fundo Raupp sabe que sua situação como homem público é cada vez mais dramática. Além de poder no cenário nacional, ele tem reunido ingredientes para colocar ponto final no seu projeto político. Isso já pode ocorrer para 2018, goste ou não seus apaniguados de Rondônia. Como manda a tradição, Raupp vai repetir a ladainha de que está sendo vítima de uma simples armação, mas tal desculpa não cola mais.

 DESAFIO: GERAR EMPREGOS

No primeiro debate do segundo turno ambos os candidatos concordaram sobre a necessidade premente do combate ao desemprego na capital rondoniense através de uma gestão voltada para a retomada do crescimento econômico para gerar os empregos necessários especialmente à demanda da juventude em idade de entrar no mercado formal do trabalho.

Mas nenhum dos candidatos soube explicitar o caminho a se tomar para recuperar economicamente o município de Porto Velho. Ficaram ambos nas generalizações. Para os dois candidatos um dos grandes entraves para a atração de investimentos para a capital é o excesso de burocracia, responsável pelo longo período em que o investidor se debate para implantar seu negócio no município.

 NOVOS CAMINHOS

Só a redução da burocracia não basta. Há novos caminhos para o desenvolvimento.

Ao município cabe realizar as obras estruturantes como a construção de um Ceasa, defendido por Hildon Chaves. Uma central de abastecimento tem potencial até para regular preço de alimentos para o consumo.

Há também a questão do turismo. Não adiante imaginar a exploração da indústria do turismo apenas por ter feito no passado a viagem da Maria Fumaça da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Argumento sempre usado por Leo numa concepção romântica da infância.

É preciso dotar a cidade de várias atrações e também de equipamentos como um Centro de Convenções, equipamentos culturais do tipo museus, pinacotecas, etc. E definir que tipo de turismo deve ser a base dessa indústria aqui na nossa capital.

 INVESTIMENTOS PRIVADOS

Cabe aos dois candidatos dizer se concordam ou não com a assertiva de que o saída para evitar uma depressão maior na feição econômica de uma cidade regida pelo “contracheque” está atração do investimento privado, interno e externo. Então que cada candidato mostre qual sua proposta, seu projeto para atrair esses investimentos.

Isso é perfeitamente possível, mas não será palrando como uma metralha que isso vai acontecer. Só um gestor qualificado e conectado com o mundo empresarial, capaz de transmitir confiança nos “donos” do dinheiro poderá atrair esse capital, incentivando o surgimento de indústrias alternativas. Um bom exemplo disso no passado ocorreu com Ibitinga (SP) que saiu da crise do café criando a indústria do bordado.

 PRODUÇÃO EM ESCALA

Hildon tem razão quando deixa claro que a economia local está na dependência de investimento para a infraestrutura e para o setor produtivo em larga escala. Isso não acontece hoje pelo fato das gestões municipais terem sido inegavelmente mequetrefes. Não será a plantação de algumas centenas de pés de frutas ou até de café que irá modificar o cenário atual. Hildon tem razão: é preciso se pensar em uma agricultura que garanta fornecimento industrial. Não teremos nenhuma indústria de polpas, de sucos, de confecções, de nada se não tivermos uma produção em escala. E depois há que se pensar a logística do mercado consumidor, etc,etc.

São coisas complexas, que não se resolve simplesmente colocando pias e banheiros naquela joça apelidada de feira do produtor.

 DINHEIRO DEMAIS

O mundo está cheio de investidores e na economia globalizada não falta dinheiro. Ora, se o mundo está cheio de investidores ávidos por oportunidade é de se perguntar o que está faltando para os investimentos acontecerem em Rondônia e especialmente em Porto Velho? A resposta começa assim: falta prefeito inovador, dinâmico, articulado e com capacidade de atrair esse capital. Afinal, esse capital não virá para uma cidade que até agora funciona como uma pocilga, onde até as praças centrais são um autêntico lixo.

 GESTÃO DE QUALIDADE

Porto Velho não teve, depois que Rondônia deixou de ser território, uma gestão de qualidade. Aliás, nem o estado, incapaz até hoje de fazer o dever de casa. Não há uma obra impactante do governo do estado finalizada. Como um investidor pode ter segurança de investir numa cidade que não consegue fazer meros elevados em mais de uma década dos projetos iniciados?

 VÔO DE GALINHA

Rondônia e também Porto Velho, com seus vôos de galinha, andou experimentando em pouco tempo o céu e o inferno. Até hoje o tão falado Distrito Industrial inventado nos tempos do Teixeirão ainda não passa de rascunho. A economia local deveria ter sido cortejada ao máximo com o advento do Complexo Hidrelétrico do Rio Madeira. Não foi exatamente pelo fato de nossos gestores não terem sequer compreendido o espírito da coisa, ficando atrás apenas das migalhas da compensação e, mesmo assim, de olho no quinhão que elas poderia garantir aos esbulhadores de sempre.

 VERDADEIROS CULPADOS

Nossa economia foi transformada no pesadelo que afeta hoje boa parte dos moradores de Porto Velho e principalmente o setor de serviço, embora o candidato palrador do PTB ainda prefira enxergar isso aqui debaixo do arco-íris, por prefeitos da pior qualidade, como o que antecedeu esse que ainda ficará ai até primeiro de janeiro.

Enquanto a prefeitura existir para atender os “amigos do rei”, estaremos sim avançando nessa política suicida do atraso.

Desejar que a gestão municipal continuasse na mesmice dos últimos anos é defender que o conjunto da obra eleve o número de desemprego, com visível prejuízo para nossa economia. O povo da capital parece estar entendendo isso, dai ter feito ressurgir das cinzas no primeiro turno a candidatura que chegou na liderança para disputa final.

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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