Em Linhas Gerais

Quais motivos levam o MP e o TC rondonienses a não abrir uma profunda investigação sobre obras do governo estadual – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Não tenha medo da perfeição. Você nunca vai atingi-la.” SALVADOR DALI (1901/1989), pintor, escritor e escultor espanhol.

PREJUIZO GARANTIDO

Rondônia praticamente não tem nenhum grande frigorífico, não é um processador de carnes com peso singular no bilionário mercado, embora seja reconhecida como dona de uma pecuária importante e sempre crescente, destacando-se na criação do “boi verde”.

É claro que as consequências desse escândalo revelado pela operação “Carne Fraca”, da PF não ficarão restritas às gôndolas dos supermercados. O estado rondoniense será afetado também.

O pior é que os pecuaristas, grandes e pequenos, que não têm nada a ver com esse escândalo de adulteração, perderão vendas já que é certo que as exportações desses produtos serão afetadas. Daí virão os cortes de investimentos e de postos de trabalho. E para todos nós, cidadãos comuns, a sensação que fica após mais esta operação da Polícia Federal é que a corrupção impregna todos os níveis d a nossa sociedade. Está na nossa cultura.

LAVAGEM CEREBRAL

A publicidade oficial, paga com o dinheiro do contribuinte, tem como objetivo induzir a população a acreditar que os dirigentes estão fazendo a coisa certa e dando conta do recado e até mesmo superando expectativas. Os mesmos objetivos lastreiam a publicidade dos partidos políticos. Um autêntico trabalho de lavagem cerebral…

Quem viu a televisão no dia de ontem – ou ouviu o rádio – teve mais uma mostra tentativa de manipular a opinião pública pela publicidade.

DO PMDB

Com a chancela do PMDB – o partido que em Rondônia tem Valdir Raupp como seu principal cacique – as inserções começaram ontem. A campanha utiliza como slogan “O Brasil de Temer – o presidente certo, na hora certa”. Quem bolou isso certamente está de gozação. O que a gente vê na realidade do país é exatamente o contrário: “O presidente errado, na hora errada”. A avaliação de Temer e da maioria das lideranças do PMDB, inclusive a do rondoniense Valdir Raupp não tem nada de positivo, é a pior possível.

Em Brasília, o Palácio do Planalto tinha esperanças de que a liberação do FGTS tivesse melhorado a imagem do governo do PMDB. Mas essa história da carne podre com propinas para o PMDB não ajudou em nada, pelo contrário. Peemedebistas deverão sofrer um “atropelamento” nas urnas do próximo ano.

PROFUNDA

Sinceramente não dá para compreender quais motivos levam o MP e o TC rondonienses a não abrir uma profunda investigação sobre obras do governo estadual, tão demoradas como a do Ginásio Cláudio Coutinho, no centro da capital. Que o governo é incompetente todo mundo sabe, mas nem assim dá para compreender a demora de anos de uma obra de reforma. Afinal, nesse período todo houve tempo para se fazer um ginásio novo e não uma simples reforma que, pelo visto, está longe de acabar.

Sinceramente dá para desconfiar de alguma safadeza nesse negócio. Certamente uma investigação de órgãos como os citados acima poderá revelar o tamanho da cifra gastas até agora naquela mera reforma. É preciso revelar também quais são os personagens envoltos nesse negócio. Pelo visto temos ali, em pleno centro da cidade, um escândalo tão gravíssimo como aquele que ficou conhecido no tal “Espaço Alternativo”.

TÁTICA

Políticos estão convencidos que irão escapar da prisão pela corrupção eleitoral. A tática é definir especificamente a Caixa 2 como crime. Em seguida, enquadrar nessa definição o maior número possível de políticos e empresários. E, como a lei que especifica que a Caixa 2 é crime será recente, todos os acusados serão inocentes, já que quando a praticaram ainda não havia lei que a definisse como crime.

COMEÇOU

O porta-voz da Europa para assuntos de Saúde, Enrico Brívio, anunciou ontem numa coletiva de imprensa que os europeus pediram que as autoridades brasileiras retirassem da lista de exportadores todos aqueles citados no escândalo. Se o Brasil não retirar as companhias envolvidas no escândalo da fraude da lista de exportação, a União vai bloquear a entrada dos produtos; China e Coreia do Sul também adotaram a prática.

 PROMISCUIDADE

Não dá para garantir que as práticas tornadas públicas pela operação Carne Fraca não aconteçam também no estado rondoniense. Uma fonte conhecedora desse mercado no estado comentou que “uma investigação com a profundidade” dessa operação da PF, poderia mostrar que aqui também há promiscuidade entre política e o mercado da carne. Afinal, muitos políticos receberam doações desse segmento para suas campanhas antigas.

 TRIBUTOS

O fim do imposto “por dentro” significará perdas de arrecadação para os Estados. Isso e a crise econômica devem provocar mudanças no sistema. O relator da reforma tributária na Câmara Federal, Luiz Carlos Hauly (PSDB-SC), fez prognóstico muito positivo para a aprovação de um novo sistema ainda este ano.

 CASADO

O entendimento do STF na semana passada de que o ICMS não pode ser incluído no cálculo do PIS/Confins altera muito a arrecadação dos Estados. Em sua decisão, a Corte definiu que impostos devem incidir apenas sobre a receita.

 EXPLICANDO

Tome-se para exemplo a conta de luz: o ICMS sobre energia é de 30% mas o consumidor paga hoje 42% porque a empresa calcula o imposto sobre a receita e sobre o próprio tributo. É o que os contadores chamam de cobrar imposto “por dentro” ou “em cascata”. Isso não vai poder continuar.

 VAI PARAR?

A nota distribuída ontem à imprensa descortina uma situação grave, para Rondônia e o país. O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Rondônia (MP/RO) conseguiram decisão favorável do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) em um recurso. A decisão determina que o Ibama suspenda imediatamente a renovação de licenciamento ambiental da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio até o início das condicionantes relacionadas ao Patrimônio Arqueológico, Pré-Histórico e Histórico. O cumprimento da decisão é imediato, sob pena de multa de R$ 50 mil por dia de atraso. Será que a Usina vai parar? Vai suspender a geração de eletricidade? Vai ser desmontada? Du-Vi-De-Ó-Do!

FRNEWS TV: SENAR- Nosso Agro | Gestão do rebanho e sucessão familiar na Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • PODCAST: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza”, diz Marcos Rogério ao falar sobre como pretende governar Rondônia

    Em entrevista a Robson Oliveira no Resenha Política, governador eleito aborda relação com Léo Moraes, formação da equipe, saúde, segurança pública, investimentos e articulações para o início do mandato Eleito governador de Rondônia no primeiro turno das eleições de 4 de outubro, Marcos Rogério (PL) falou sobre a postura que pretende adotar à frente do Executivo estadual durante entrevista ao podcast Resenha Política, apresentado pelo jornalista Robson Oliveira, em parceria exclusiva com o Rondônia Dinâmica. Questionado sobre como conciliará o histórico de confrontos políticos com a necessidade de diálogo, respondeu: “Não se pode confundir gentileza com fraqueza e nem falar alto com autoridade”. O governador eleito afirmou que pretende liderar também aqueles que pensam de maneira diferente e defendeu uma administração baseada na competência técnica, independentemente de filiações partidárias. Ao afastar a possibilidade de perseguições políticas contra servidores, declarou: “Vai ter caça-talentos”. Segundo ele, a prioridade será reunir profissionais capazes de produzir resultados, sem compromissos de loteamento de cargos. Na área administrativa, Marcos Rogério apresentou as primeiras medidas que pretende adotar depois da posse, com atenção especial à saúde e à segurança pública. Anunciou a intenção de instalar um gabinete de crise, coordenado pessoalmente pelo governador, para enfrentar as filas de pacientes que aguardam consultas especializadas, exames e cirurgias. Também reafirmou os projetos de construção de um Hospital de Urgência em Porto Velho, para substituir o João Paulo II, e de um hospital de traumas na região de Ji-Paraná, cuja estrutura pretende financiar com recursos do Detran. Na segurança, defendeu o retorno de policiais militares atualmente empregados em outras funções ao trabalho operacional, como resposta emergencial à deficiência de efetivo. Reconheceu, entretanto, que a recomposição das forças policiais será um dos maiores desafios dos primeiros dois anos de mandato. A relação com o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes (Podemos), também ocupou espaço importante da entrevista. Marcos Rogério confirmou a manutenção dos compromissos assumidos durante a campanha e atribuiu ao apoio do prefeito parte do resultado eleitoral alcançado na capital. O governador eleito reconheceu que ambos tiveram divergências políticas no passado, mas afirmou que conseguiram superá-las por meio do diálogo. “A gente tem mais convergência do que divergência”, declarou. Entre as ações previstas na parceria, destacou a pavimentação do acesso entre a BR-364 e União Bandeirantes, melhorias na Estrada da Penal e investimentos em infraestrutura urbana e agricultura familiar. Marcos Rogério também comentou a destinação de recursos para o centro de convenções, unidades escolares e outras intervenções na capital, defendendo uma atuação conjunta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Porto Velho. No campo político, o governador eleito abordou a formação de sua equipe de transição, a composição do futuro secretariado, a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa e a convivência com o vice-governador eleito Rodrigo Camargo (Podemos). Defendeu uma equipe inicial enxuta, de perfil técnico, para diagnosticar a situação financeira e administrativa do Estado. Sobre o Legislativo, afirmou que respeitará a autonomia dos deputados, embora considere importante a escolha de um presidente alinhado ao projeto aprovado nas urnas. Também falou sobre o cenário político nacional, Flávio Bolsonaro, infraestrutura e os desafios econômicos de Rondônia. Ao avaliar as expectativas em torno de seu mandato, reconheceu as limitações orçamentárias e evitou estabelecer soluções imediatas para problemas estruturais. “Não estou prometendo milagre”, afirmou. Durante a conversa com Robson Oliveira, reforçou que seu principal objetivo será destravar a administração pública, recuperar a capacidade de investimento e transformar os compromissos eleitorais em resultados concretos para a população. ASSISTA: FONTE: RONDONIA DINAMICA 

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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