Resenha Politica

PSD, presidido por Expedito Junior, tende a ser um porto Seguro para se abrigar em 2026 -Por Robson Oliveira

TRANSIÇÃO

As equipes de transição foram indicadas pelo prefeito eleito Leo Moraes e pelo atual prefeito Hildon Chaves para que todos os dados sejam processados em forma de um relatório a fim de que a administração possa planejar as primeira ações políticas e, a que sai, dê ciência de como deixa o caixa municipal. Ao que parece deverá ser uma transição tranquila e republicana, como se espera das relações civilizadas.

NOMES

Os primeiros nomes anunciados por Leo Moraes não agradaram à maioria dos observadores políticos, seja em razão dos problemas que alguns ostentam, seja em razão das ligações políticas. No entanto, Leo prometeu ampliar a comissão com técnicos especialistas nas mais diversas áreas da gestão pública para que possam produzir um relatório consistente tecnicamente e mais próximo da realidade municipal. Nomes esses com currículos bem vistosos no campo acadêmico. O primeiro impacto que gerou desconfiança no meio político foi dissipado com os técnicos que Leo está indicando nessa transição.

CAPILARIDADE

As urnas revelaram que o cidadão está atento aos problemas municipais da capital e concedeu a Leo uma votação magnífica que surpreendeu alguns setores e causou susto em outros. Esta capilaridade adquirida dos eleitores pelo prefeito eleito deve ser compreendida como um alerta para que não erre e não como um cheque em branco para que faça o que quiser sem ouvir o mesmo povo que ele mobilizou em torno de uma vitória espetacular.

LIÇÃO

É preciso que os grupos políticos rondonienses aprendam com a derrota em Porto Velho, uma vez que acreditavam que bastava-lhes unir os interesses díspares em torno de uma candidata que por si sufocaria qualquer candidatura de oposição. Esqueceram de combinar com o povo que, indiferente ao conchavão, impôs uma derrota improvável e inesquecível. Outra lição que fica dessa eleição é para Hildon Chaves, com uma administração razoavelmente aprovada, pensou que transferiria para Mariana Carvalho todo o seu capital eleitoral.

ARROGÂNCIA

Quem ouvia o prefeito falando entre amigos e com a entourage que sempre o acompanha percebia a soberba com que se jactava ao menosprezar os adversários e dizer que Mariana venceria fácil o pleito, ainda no primeiro turno. Seu raciocínio consistia na  simplória conclusão  de que bastava ele apontar o nome da ungida que o eleitor da capital dedilharia automaticamente o número 44 nas urnas. Essa postura foi percebida pelo eleitor que optou em apertar a tecla 20 por mais de cento e trinta e cinco mil vezes, contrariando as tolices do Hildon, derrotando a pupila e elegendo Leo. Não é a primeira nem deve ser a última vez em Rondônia que os perdedores são vítimas da própria arrogância.

CENÁRIOS

As eleições municipais rondonienses traçaram um novo cenário das forças políticas com reflexos importantes nas eleições de 2026. A princípio o grupo hegemônico formado na capital e repetido em alguns municípios terá que rever os planos eleitorais caso queira vencer a próxima eleição. Esse realinhamento político vai obrigar mudanças consideráveis nas agremiações partidárias com uma revoada de filiados para nominatas mais seguras. Significa afirmar que desfiliações e filiações devem mudar todo o cenário político estadual para as eleições de 2026. Nesse contexto, nem todos conseguirão abrigos seguros em razão de interesses conflitantes. Um cenário a princípio desolador.

PODEMOS

Com a eleição de Leo Moraes, a reeleição do prefeito de Vilhena, Delegado Fiori, a vitória da pupila do Delegado Araújo em Pimenta e a força de Fera em Ariquemes, o Podemos consolida uma boa nominata de candidatos a candidatos a deputados federais em 2026. E deverá ser o partido que novos filiados potencialmente de votos devem aportar.

DESMILINGUINDO

Quem pode definitivamente ser desmilinguido é o velho MDB, partido mais vitorioso em Rondônia. Nas eleições estaduais passadas conseguiu eleger dois deputado federais, mas hoje conta somente com um, Lúcio Mosquini que, devido à aproximação da direção nacional da legenda com Lula, avisou a intenção de cair fora para não contrariar o seu eleitorado refratário ao petismo. Caberá a Confúcio Moura a tarefa de juntar os cacos emedebistas para que o partido não desapareça no estado. Um desafio hercúleo mesmo para quem é mestre nos bastidores.

FORTALECENDO

Outro partido que tende a ser um porto seguro para quem pretende se abrigar ao centro é o PSD, legenda presidida por Expedito Junior. Nas eleições municipais foi o maior vencedor e tende a abrigar filiados do campo do centro direita como uma alternativa aos extremistas da direita. É um partido atualmente visado por vários militantes de outras legendas e que deve ser alvo de ataques especulativos.

MEIO AMBIENTE

Enquanto Rondônia pegava fogo e a fumaça tornava o ar estadual entre um dos piores do mundo para se respirar, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente quase nada fez para conter as queimadas e pouca ainda para prevenir o desastre ambiental causado pelas mudanças climáticas, especialmente nos últimos sessenta dias. Entretanto, em meio às cinzas e ao caos ambiental, o senhor secretário Marco Antônio Ribeiro continua seu périplo internacional nos eventos destinados a debater as mudanças climáticas, sem uma única proposta rondoniense para oferecer e nem um único ato administrativo concreto a apresentar nos eventos que demonstrem ações administrativas concretas na defesa dos nossos mananciais hídricos, vegetais ou animal. Sequer uma ação efetiva de repressão aos depredadores.

INDEVIDO

Agora, uma denúncia formulada pela revista CENARIUM, especialista em questões ambientais, acusa Marcos Antônio supostamente de utilizar de forma indevida recursos do Fundo de Governança Climática e Serviços Ambientais para custear viagens internacionais, recursos esses que são destinados integralmente a projetos de preservação e mitigação ambiental em Rondônia. Porém, usa para viagens sem objetivos concretos ou que mitiguem os impactos ambientais rondonienses. Para piorar a situação, o governador Marcos Rocha tem colocado algumas dessas viagens sob sigilo por cinco anos, uma vez que na administração pública o princípio da publicidade dos atos deve ser a regra. As exceções são para casos específicos e restritos, bem distinto do que vem ocorrendo. 

IGNORANDO

Quem acompanha as recomendações do TCE para que o Governo de Rondônia cumpra as metas governamentais, verifica que na área ambietal é vasta a lista de recomendações apontando inúmeras ações administrativas que devem ser adotadas, mas até agora são ignoradas. A Sedam é um órgão inoperante que não cumpre a função para qual foi criada, exceto garantir a presença do titular nos foruns internacionais sem que nada destes eventos traduzam em algo importante para mitigar os nossos danos ambientais. O desmatamento, as invasões terras indígenas, as queimadas, entre outros crimes, continuam sendo prepetrados em Rondônia. 

FIM DE FESTA

Alguns prefeitos que estão concluindo os mandatos neste final de ano deveriam redobrar a fiscalização sobre os auxiliares para evitar surpresas com malfeitos que eventualmente estão ocorrendo sob os seus olhares vesgos. Na boca miúda começa a surgir cada fato de arrepiar os cabelos e, sendo verdade, vai levar alcaides ao precipício moral. Fim de festa sempre tem aquele que pensa que o que é público pode ser levado para casa como seu. Depois não finjam que não foram avisados.

OAB

Os gastos para eleger uma chapa na Seccional dos Advogados de Rondônia sempre foram altos em razão dos convescotes 0800 que são oferecidos nos finais de semanas ao inscritos e familiares. Nestas eleições, ao que parece, esses gastos alcançaram cifras astronômicas porque as cotas estabelecidas para ocupar os cargos, especialmente conselheiros federais, assustam até os políticos mais perdulários. Tive acesso a um estorno que indica como esta eleição tomou contornos questionáveis.  

TRANSPARÊNCIA

Assim como em qualquer eleição está na hora dos advogados discutirem os gastos das eleições nas seccionais com transparência para evitar que os grupos mais aquinhoados sempre vençam em razão do poder econômico, mesmo que tais financiamentos sejam privados. A própria OAB convoca os candidatos a cargos eletivos em todas as eleições para assinarem um contrato (compromisso) com a ética na política. Poderia também aproveitar para ser a primeira a dar o exemplo. Afinal, a transparência e a ética afetam a todos.

DECEPÇÃO

A desistência do advogado Andrey Cavalcanti do cargo de Conselheiro Federal da chapa liderada por Márcio Nogueira causou curiosidade entre os advogados e as pessoas que acompanham a política de Rondônia por se tratar de um profissional conhecido, reconhecido e bem relacionado entre os pares. Em conversa com a coluna, evitou fazer acusações a qualquer colega, mas revelou muita decepção com a forma pela qual foi tratado por quem ele estendeu a mão. Devido às decepções optou por sair de cena e renunciar ao cargo de Conselheiro Federal para evitar constrangimentos. Informou que não vai se imiscuir nas eleições e manterá a neutralidade como forma de preservar o seu legado.

CAARO

Elton Fulber, presidente da CAARO, braço assistencial da OAB-RO, acusa a atual gestão da seccional de reter recursos que são destinados à promoção da assistência, o que inviabilizou várias ações sociais que a CAARO havia programado para assistir aos colegas inscritos. Quem acompanha a disputa pela Seccional de Rondônia se assusta com o que está vindo à tona por acusações mútuas. A democracia que tanto a instituição ao logo do tempo professa é matéria escassa na atualidade. É a dedução óbvia que se chega ao testemunharmos as acusações agora formuladas. Na próxima semana faremos uma coluna exclusiva sobre o tema. Aproveito para declinar meu voto.

METEOROLOGIA

Diferente do que esta coluna previu sobre o tempo rondoniense, o céu esta semana é de brigadeiro com chuvas esparsas. Mas muda até o final do mês para um baita temporal.

Coluna Resenha Politica – Jornalista Robson Oliveira

 

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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