Resenha Politica

Saneamento Básico, Um dos Maiores Leões (Desafios) a serem enfrentados por Léo Moraes prefeito eleito da Capital- Por Robson Oliveira

SANEAMENTO

Um dos maiores desafios a ser encarado pelo prefeito eleito, Léo Moraes, é sem dúvida o saneamento básico. Principal proposta de campanha de Hildon Chaves em 2016, quando disputou a prefeitura da capital pela primeira vez, foi sendo colocada de lado ao longo dos seus oito anos de administração na medida que permeava o solo com os 800 km de asfalto. Hoje, do saneamento, sequer a proposta restou entre as mais prioritárias pelos candidatos de 2024, embora tenha sido abordada por todos os concorrentes de forma superficial.

ALAGAMENTOS

Saneamento é um compromisso legal a todos os prefeitos com prazos definidos para que seja executado nos próximos dez anos. Nos debates entre os candidatos foi um tema arguido sem a profundidade que a realidade exige, uma vez que inúmeros problemas de ordem sanitária emergem exatamente da falta de investimentos em saneamento básico. Todo prefeito que investe na expansão da rede de água potável, na canalização das águas pluviais, no tratamento adequado do esgoto diminui todos os índices de doenças infectocontagiosas e desafoga o sistema de saúde municipal, além de resolver a maioria das alegações.

MODELOS

Léo Moraes tem uma excelente oportunidade bombada pelas urnas para definir o melhor modelo a ser adotado para o saneamento básico sem cair na esparrela e optar por aquele que atende tão somente a interesses sindicais. É preciso avaliar qual dos modelos é o mais vantajoso para o município e para o bolso dos munícipes, seja através de PPP, seja por intermédio da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Estado, ou seja, por um outro misto.

PRIORIDADE

No entanto, é preciso que o prefeito eleito decida que o saneamento básico é uma prioridade na gestão que se inicia em 1º de janeiro de 2025. Com a capilaridade política em alta é importante que tome as decisões mais complexas nesse período de lua de mel com o eleitor. Perdendo o time, perde igualmente a força. Não adianta criar uma Agência Reguladora do setor para acomodar parentes ou apaniguados como o atual prefeito fez, todos sem uma única experiência na área. O desafio é criar os instrumentos jurídicos editalícios corretos para que as empresas interessadas em explorar o nicho o façam da forma mais transparente e menos dispendiosa para Porto Velho. O organismo de regulação não deve conter nepotismo nem patifaria em sua estruturação.

AVANTE

Embora haja um esforço enorme dos dirigentes e estafetas do Avante, partido reincidente em descumprimento das regras comezinhas de gênero, em propalar que a Justiça Eleitoral tenha arquivado as ações ajuizadas pelo Ministério Público Eleitoral de Investigação Eleitoral contra supostas irregularidades na nominata destinada às mulheres, tudo não passa de uma baita mentira para engalobar os incautos e criar narrativas que em nada se conectam com as tramoias feitas pelos dirigentes partidários.

MANIPULAÇÃO

É verdade que a uma juíza eleitoral determinou o arquivamento de uma Ação de Investigação Judicial contra Gleici Tatina, ex-candidata do Avante que renunciou perto das eleições, sem julgamento de mérito. E é verdade que o fez a pedido do Ministério Público Eleitoral em razão de que uma outra AIJE – Ação de Investigação Judicial Eleitoral – bem mais abrangente do que a primeira, indicando ausência de gastos de campanha e falta de movimentação financeira significativa. É uma ação robusta e bem mais complicada para os candidatos do Avante do que a extinta pela desistência do MPE. Manipularam a verdade para esconder que todos os candidatos da nominata do partido na capital correm o risco de ser condenados e declarados inelegíveis por oito anos.

LOROTA

Essa segunda ação de investigação em andamento é bem mais abrangente e visa colher todas as provas que comprovem a fraude de burla do Avante em relação às cotas de gênero. Portanto, é lorota afirmar que as candidaturas (todas) do Avante estejam salvas de cair caso restem comprovadas as irregularidades nessa segunda apuração que continua tramitando na Justiça Eleitoral de Porto Velho. As informações publicadas em sentido contrário por aí não passam de fake news. A coluna conversou reservadamente com quem conhece os autos e apurou que a situação do Avante é complicada por supostamente indicar fraude sistêmica. Sendo acatada, não apenas Breno e Paroca são afetos, toda a nominata do partido é alcançada. O resto é lorota.

CHACOTA

Diz o adágio popular que o “uso do cachimbo faz a boca torta. É um ditado popular que se amolda bem à reincidência do Partido Avante, pelo menos em Rondônia, por insistir eleição em eleição com a mesma prática de desrespeitar as cotas de gênero. Nas eleições passadas essa prática ilegal foi utilizada, o que redundou em cassação do mandato de um parlamentar estadual. Ao repetir o uso da mesma ilegalidade, em Porto Velho e outros municípios, o Avante utiliza do expediente como chacota ao Judiciário Eleitoral. Pego mais uma vez com a boca torta, agora tenta se esquivar das responsabilidades sugerindo perseguição e manipulando a informação. Justificativas que nunca colam em julgamentos.

FIMCA

O Ministério da Educação cancelou a autorização provisória de funcionamento do curso de Medicina em Vilhena, vinculado às Faculdades Integradas Aparício de Carvalho. Como não possui todos os laboratórios e unidades hospitalares para formar os seus médicos adequadamente, essas faculdades fazem convênios com a rede hospitalar pública para que seus alunos possam cumprir com os estágios supervisionados. O problema é que os hospitais públicos estão superlotados e o número excessivo de alunos cria mais problemas do que resolutividade, além do aprendizado ser relegado a segundo plano. A decisão do MEC é correta, pois as faculdades privadas enchem os bolsos dos tubarões do ensino com anuidades extorsivas, não investem em hospitais universitários, em qualificação de seus profissionais (mestrado e doutorado) e em ações de extensão à comunidade, enquanto a rede pública está um caos. Como lembra um amigo, depois da queda, o coice.

PREOCUPAÇAO

Tenho amigos e desafetos nas duas chapas que disputam as eleições deste ano para a direção da Seccional da OAB-RO. Não é fácil pender para um lado sem que o outro tente equilibrar a relação. Manifesto uma preocupação com a dignidade da Seccional que deveria ser a mesma em ambas as chapas: estamos assistindo à campanha mais virulenta dos últimos tempos com sopapos para todos os lados. Significa afirmar que a treta entre os grupos está expondo a instituição a um desgaste degradante e inconsequente para atender tão somente aos interesses personalíssimos e não coletivos. Na medida que a campanha avança ao seu final, é possível antecipar que não haverá vencedores, mas a nossa OAB vai ser a grande perdedora. Nunca vimos algo tão violento que desgasta e provoca fissuras numa instituição que outrora foi referência de cidadania.

VOTO CRÍTICO

Minha preocupação é compartilhada por alguns colegas, mas infelizmente não é por aqueles que se julgam lideranças. Não adianta apontar o dedo uma chapa para a outra, ambas estão extrapolando a civilidade e as duas estão jogando no lixo uma história de luta e de princípios. Ia declinar meu voto porque nunca voto em branco, devido ao desequilíbrio eleitoral e em razão dos sopapos, votarei em silêncio. Uma escolha sob protestos críticos.

Coluna Resenha Politica- Por Robson Oliveira

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COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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