Em Linhas Gerais

Presidente Tucano da Capítal não tem preparo para entender as filigranas da direção partidária – por Gessi Taborda

FILOSOFANDO

“Esse ano tem eleições. Os candidatos farão todas as piadas para a gente”. Bussunda (1962/2006), nome artístico de Cláudio Besserman Viana, jornalista, escritor, comentarista de futebol, dublador e humorista, que se consagrou como membro do grupo Casseta&Planeta.

TERRA SEM LEI

Dados importantes do segmento da segurança pública do estado de Rondônia acabam de ser revelados pelo deputado Jesuíno Boabaid (PMN), presidente da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Rondônia. São dados que por si só explicam alguns dos motivos para a transformação da capital rondoniense numa cidade sem lei, cada vez mais distante do seu bucolismo de três décadas.

As revelações do parlamentar apontam para a falta gritante de policiais civis em todo o estado. Com um efetivo atual da ordem de apenas mil agentes, segundo a afirmação do parlamentar, dá para entender porque as comunidades rondonienses no geral, com destaque para a capital, Porto Velho, deixaram de ser tranquilas.

DESGOVERNO

Esse apenas mais um segmento completamente destroçado pela falta de gestão pública no governo de Confúcio Moura. É cada mais fácil aferir a sensação de insegurança (e também de impunidade) dos moradores do estado. Eles evitam sair de casa, frequentar espaços públicos principalmente à noite, assustados não só com os crescentes assaltos e roubos, mas até com homicídios e execuções registrados até em pequenas comunidades interioranas. E isso sem falar em crimes especializados, como assaltos a bancos (caixas eletrônicos), ações impensadas antigamente.

DESESTRUTURADO

Pelas afirmações do deputado Boabaid dá para avaliar como o segmento da Segurança Pública rondoniense está desestruturado. No reduzido efetivo de mil policiais no quadro ativo da Polícia Civil, há um número grande (mas não quantificado pelo parlamentar) em desvio de função, cedidos para outros órgãos públicos. E para complicar ainda mais, “há centenas de policiais em casa, recebendo abono permanência, esperando aposentadoria”.

Some-se a esse quadro desanimador mais o número de servidores afastados por doença, licença prêmio, férias e motivos pessoais ampliando muito o quadro insuficiente para a prestação de um serviço de segurança confiável ao povo.

CHOQUE DE ORDEM

O cenário real da Segurança Pública rondoniense é aquele das delegacias de polícia fechadas por falta de pessoal, do número absurdo de inquéritos (mais de 3 mil, segundo Boabaid) parados. Então não há nem mesmo o que se pensar na implantação de modelos de combate ao crime do tipo “tolerância zero” ou “choque de ordem”.

Nesse cenário não dá para acreditar que a Polícia cumpra o seu papel de guardiã e protetora da sociedade que paga seus impostos.

Sem uma política de segurança efetiva, o governo tem se utilizado, disse o deputado Jesuíno, de meios para impossibilitar o aumento do efetivo da Polícia Civil e deverá reduzir minimamente a contratação de aprovados no concurso público realizado em 2014, “que não passará de 121 novos policiais”, todos destinados ao interior rondoniense, acrescentou Boabaid.

SONHO

Na esperança de ver um sonho transformado em realidade, Marcelo Thomé, presidente da Fiero, vai lançar no próximo dia 23, às 9 horas, num evento marcado para o Teatro Guaporé, o Movimento Rondônia pela Educação. Ele acredita que com a participação de representantes dos setores econômicos, dos sindicatos patronais e de trabalhadores, dos setores educacionais, da sociedade civil e do Poder Público, o estado rondoniense entrará numa rota de inovação e de desenvolvimento social e econômico.

SINAIS DOS TEMPOS

Como, em se tratando da prefeitura, tudo permanece como dantes no quartel de Abrantes, a Coordenadoria de Comunicação da gestão de Mauro Nazif continua espalhando seus factoides fabricados sobre qualquer coisa. E assim, meras rotinas administrativas viram notícias bombásticas como esse de agora, para dizer que a Semusb está fazendo limpeza e tirando entulhos na zona leste da capital. E, pasmem, o prefeito mequetrefe sequer fica corado “com tão grande feito”. Ora, vá te catar Comdecom…

SÓ NO BRASIL

Verdadeiramente o Brasil é mesmo um país macunaímico. Afinal, em qual outro país haveria de ser dado salário, estrutura e até transporte aéreo para um dirigente máximo da República (afastado) fazer uma campanha metódica dentro e fora das fronteiras nacionais contra o próprio país? E não é exatamente isso que está acontecendo aqui, no caso da presidenta afastada para o impeachment?

STF DESQUALIFICADO

Quando o PT et caterva afirmaram que não reconheceriam o governo provisório de Temer mesmo sabendo da sua condição de provisório e da legalidade dos atos, simplesmente desqualificam as instituições do país, especialmente as decisões do STF, que é o guardião da Constituição Federal. O que eles querem? Insurreição civil?

O reflexo é esse que a gente vê no noticiário da grande mídia: os governos bolivarianos entraram na onda do não reconhecimento do governo Temer, mesmo sabedores dos fatos e da tramitação definida pelo STF. E agravaram pedindo o retorno de seus embaixadores. A pronta reação do Itamaraty expôs internacionalmente a tentativa de desequilibrar a democracia brasileira.

DESPETEZANDO

O desaparelhamento dos órgãos federais rondonienses deve começar o mais tardar, no princípio de junho. A petezada que se apossou desses cargos vão ter de procurar outras alternativas para manter o padrão de vida até então garantido por altos salários e muitas outras sinecuras que engordavam os contracheques. O primeiro órgão a sofrer a faxina, de acordo com fonte, será o Sivam onde um tycon petista conseguiu fazer um excelente pé de meia.

NÃO DÁ

É inegável a importância do PSDB no cenário político nacional. O mesmo não ocorre em relação a Porto Velho, onde o partido de FHC e Aécio tem uma direção pífia, com um presidente que pode conhecer bem a função de chapeiro (afinal o sujeito é chamado de Sandubas), mas não tem preparo para entender as filigranas da direção partidária, sobretudo em ano eleitoral. Fazer sanduiche é mais fácil que dirigir partido politico.

BRIGA BESTA

Um briga perfeitamente idiota iniciada pelo tucano de bico curto está dando o que falar na mídia. Ora, o sujeito ainda não aprendeu que em política o objetivo é somar sempre, e só entrando numa briga quando há alguma grande coisa em jogo e chances reais de vencer. Desse jeito, o partido tucano corre o risco de entrar num processo de decadência e inviabilização.

Taborda

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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