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Presidente da ALE/RO Laerte Gomes pede que Polícia esclareça Fake News

LAERTE GOMES ESPERA QUE CONVERSA DIVULGADA DO CHEFE DA CASA CIVIL “SEJA MESMO FALSA” E QUE A POLÍCIA ESCLAREÇA TUDO

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Laerte Gomes, falou nessa segunda tarde, pela primeira vez, publicamente, sobre o episódio da Fake News, divulgada  nas redes sociais, em que o chefe da Casa Civil, Júnior Gonçalves, teria atacado deputados estaduais. A conversa certamente foi mesmo forjada, através de um desses aplicativos em que, qualquer pessoa que conheça um pouco sobre computadores e internet, tem condições de criar um diálogo falso. Mesmo assim, Laerte foi comedido. Disse que espera que tudo mesmo seja falso, que o diálogo não tenha existido, mas que tudo fique comprovado nas investigações que a polícia está realizando. “Não tenho como afirmar definitivamente nada, ainda, antes que as investigações sejam concluídas”, disse ele. Contou que falou longamente com o governador Marcos Rocha, ainda  na sexta à noite, pelo próprio watts app, quando a história estourou. Rocha disse que tem convicção de que o diálogo divulgado foi inventado, ou seja, uma Fake News e que estava certo que as investigações comprovariam  que seu Chefe da Casa Civil jamais teria feito declarações como aquelas. No contato com jornalistas, Laerte começou falando das prioridades do segundo semestre. Mas em seguida teve que responder as perguntas sobre o tema que todos queriam falar: o caso dos diálogos fakes. Era o grande assunto da semana. Ele e alguns deputados, aliás, estavam aguardando uma nota oficial do Palácio, desmentindo a história. Pelos lados do Parlamento, o que se ouviu (inclusive do próprio Presidente) é que  que notas publicadas em redes sociais não são suficientes para deixar clara a posição do Governo, sobre o episódio.

Pelo menos seis deputados acompanharam a coletiva de Laerte (Ismael Crispim, Eyder Brasil, Adelino Follador,  Jean Oliveira, Chiquinho da Emater e Cabo Johnny) que teve a presença de jornalistas de mais de uma dezena e meia de veículos de comunicação. Ele falou ainda sobre a destinação dos 30 milhões de reais economizados pela ALE, que serão doados para as obras ao futuro Hospital de Pronto Socorro de Porto Velho, a outros hospitais do Estado e entidades assistenciais; criticou novamente a demora na recuperação de rodovias estaduais, pedindo que as ações sejam aceleradas e, ainda, destacou que o parlamento vai tratar, a fundo, da questão da Energisa, principalmente, segundo ele, na questão da dívida de perto de 1 bilhão de reais que a empresa tem com o Estado e que precisa pagar. O Presidente tinha vários outros temas a abordar, inclusive problemas envolvendo o Detran. Acabou não o fazendo, porque a situação política acabou se tornando mais importante, depois da publicação dos falsos diálogos. O assunto acabou dominando a coletiva. O que se denotou é que não há um clima de animosidade no Parlamento. Mas, há sim  um clima de pé atrás, até que tudo seja esclarecido. Que a polícia pegue os culpados, o mais  rápido possível, pois!

OS SAPOS ENTERRADOS EM CANDEIAS

A saparia enterrada em Candeias do Jamari continua elevando seus sons de coaxar, pelos céus de Rondônia. É inacreditável como ao invés de andar para a frente e começar nova vida, os mesmos problemas de sempre atingem a vida política da cidade. Depois de perder um Prefeito assassinado e outro cassado pela Câmara de Vereadores, Candeias teve eleição suplementar e o prefeito eleito, Lucivaldo Fabrício de Mello, se elegeu numa disputa suplementar, há poucos dias, para completar um mandato que um ano e meio. E poderá ser cassado, caso não consiga reverter decisão do TRE, que reprovou suas contas de campanha. Isso mesmo. O prefeito já é denunciado pela Justiça Eleitoral por abuso do Poder Econômico, pois cometeu, segundo um especialista, “um erro primário” na prestação de contas. Ele foi diplomado, junto com seu vice, nesta segunda-feira, mas a diplomação já está sub judice. Tanto seus adversários quanto o Ministério Público Eleitoral vão pedir a cassação do diploma e exigir novas eleições. Lucivaldo chegou a cumprir um alguns meses como Prefeito interino. Disputou a eleição suplementar, mas foi com muita sede ao pote. Ao ponto de colocar sob risco uma eleição em que venceu até com alguma facilidade. Os políticos não aprendem mesmo!

ZEQUINHA AINDA NO MANDATO

O caso Zequinha Araújo, que foi condenado em duas instâncias e perderia o mandato  de vereador na Câmara Municipal de Porto Velho (em seu lugar, está pronto para assumir o suplente Isaque Machado), ainda está longe de terminar. Zequinha decidiu não recorrer da segunda sentença que tiraria seu mandato, mas seus advogados usaram várias alternativas legais para que o caso voltasse à Primeira Instância, sob alegação de que ele teria sido prejudicado e não teria tido amplo direito de defesa. Zequinha foi condenado por suspeita de corrupção, Eleito vereador, desde que assumiu seu mandato, está no cargo sub judice.  Várias notícias desencontradas davam conta que ele já teria que  ser defenestrado pelo presidente Edwilson Negreiros desde essa segunda-feira, mas nada ainda foi confirmado oficialmente. Até o final da tarde, o presidente da Câmara não havia recebido qualquer comunicação nesse sentido. A decisão de Edwilson está tomada: vai cumprir rigorosamente qualquer decisão judicial que chegue às suas mãos. Até agora, ao menos para tirar Zequinha da sua cadeira na Câmara, não havia chegado nada. O caso é complexo. Isaque Machado, o suplente, está exigindo ser chamado para assumir.  O caso ainda vai um pouco mais longe, embora a tendência seja que Zequinha perca mesmo o mandato, segundo importante fonte que conhece profundamente as questões da legislação eleitoral.

QUEM É ISAQUE

Do alto dos seus 2.232 votos, o emedebista Isaque Lima Machado, 41 anos, está pronto, com o terno comprado, para assumir uma cadeira de vereador em Porto Velho. Ele só depende de uma decisão judicial definitiva, que ainda não veio. “Estou aguardando o presidente da Câmara ser notificado da decisão judicial, que determina o afastamento do vereador Zequinha. O documento deve ser entregue ao Presidente ainda essa semana, por um Oficial de Justiça”, diz Isaque. Casado com a Professora Irleide, pai de três filhos e filho de pastores, Isaque foi, durante 15 anos, um assessor muito especial do deputado Maurão de Carvalho, um dos deputados estaduais com maior período de mandatos na Assembleia Legislativa e duas vezes presidente da Casa. Ele também dirigiu a Escola do Legislativo, escolhido por Maurão, durante mais de dois anos. Hoje, é assessor parlamentar do deputado federal Coronel Chrisóstomo, do PSL. Experiente na vida comunitária (foi também presidente da Associação dos Moradores do bairro Conceição durante dois mandatos, somando oito anos à frente da entidade), Isaque está com um pé na Câmara. Zequinha Araújo, contudo, continua lutando para manter sua cadeira. Nos próximos dias, saberemos quem sairá vencedor nessa batalha.

CORAGEM PARA SALVAR VIDAS

Claro que os puristas vão reclamar que é inconstitucional, que cada um pode decidir sobre sua vida, inclusive morrer; que o Estado não tem poderes para tomar a decisão de internar à força usuários de droga. É a mesma ideologia que defende que os índios podem morrer de fome sem assistência, para manterem a pureza de suas etnias. É a mesma que, do alto de prédios suntuosos, querem decidir sobre questões ambientais na Amazônia. São os que nunca resolveram a desgraça da Cracolândia, em São Paulo, mas defendem que os drogados podem viver atirados nas ruas, parecidos com bichos, por vezes, morrendo abandonados. São os mesmos que, no poder durante anos, só impuseram o atraso e a desgraça ao Brasil. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivela, teve coragem. Conseguiu aprovar uma lei municipal, adaptando-a a uma, federal,  que obriga o tratamento de drogados que vivem nas ruas, mesmo contra a vontade deles. Será certamente alvo de duras críticas, chamado de ditador, será processado e tratado como um criminoso. Não importa. A lei do Rio vai salvar vidas. Dos drogados e de quem eles atacam. Provavelmente, a nova lei não vai durar muito. Mas enquanto durar, vai deixar claro que a internação obrigatória pode ser o caminho para a salvação de dezenas, senão centenas de vidas. E é o que vale. É o que importa.

SÃO 13 MIL EM PRÊMIOS

Começou nessa segunda-feira, o pacote de comemorações alusivas aos 36 anos da Constituição de Rondônia. Toda o evento é promovido pela Assembleia Legislativa e inclui concursos de Redação e para escolha da Bandeira do Parlamento rondoniense. Os vencedores vão disputar prêmios em dinheiro de 13 mil reais.  Os deputados que fizeram a nossa Constituição, em 1983, serão lembrados especialmente. Os eventos alusivos à promulgação da Constituição prosseguem até sexta-feira, com várias solenidades e destaques. A Assembleia retoma seus trabalhos do segundo semestre nesta terça, destacando essa importante data para a Historia do Estado, mas, ao mesmo tempo, já tratando de vários assuntos de grande importância para todos os setores da vida rondoniense. Durante o recesso, todos os parlamentares conviveram em suas regiões e certamente vão trazer para o debate muitos problemas, dificuldades e necessidades da população. Será um segundo semestre dos mais quentes, pelos lados da ALE. Esperemos para ver.

CONVIDADOS A CAIR FORA

Não dá orgulho, para os brasileiros que amam seu país, ouvir seu Presidente falar grosso com os estrangeiros, que querem não só dar pitacos, como dominar nossa Amazônia?  Felizmente, ele não está sozinho nessa luta, embora suas decisões, seu palavreado, sua defesa intransigente do que é nosso – e só nosso – receba críticas duríssimas dos ambientalistas profissionais e, principalmente, dos que vivem em função dos interesses internacionais, sobre nossa mais rica região. Na Bahia, nessa segunda, Bolsonaro fez mais uma das suas declarações que mereciam ser aplaudidas de pé pelos patriotas, pelos que realmente amam esse Brasil. “A Amazônia é um potencial incalculável.  Por isso, alguns maus brasileiros ousam fazer campanha com números mentirosos contra a nossa Amazônia. E nós temos que vencer isso e mostrar para o mundo, primeiro, que o governo mudou e, depois, que nós temos responsabilidade para mantê-la nossa, sem abrir mão de explorá-la de forma sustentável”. Recentemente, Bolsonaro  criticou duramente o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, por divulgar dados que o governo considerou exagerados, sobre um pretenso aumento no desmatamento da Amazônia.  Antes de demitir o presidente do Inpi, Bolsonaro chegou a questionar se as estatísticas e o próprio órgão não estariam a serviço de ONGs internacionais, que dominam a nossa floresta, tomando conta das nossas riquezas. É bom saber: os  que se acham donos da Amazônia estão sendo convidados a se retirar. Que vão para seus países de origem. Lá, certamente, o meio ambiente já foi muito destruído e eles, com toda a experiência, poderiam ajudar muito. Aqui, não servem para nada, quando se trata dos interesses nacionais.

PERGUNTINHA

Num país pobre como o Brasil, com tanta gente apenas sobrevivendo, não parece um deboche pagar salários milionários a alguns jogadores, a maioria já veteranos e em fim de carreira, que chegam para os grandes clubes do nosso futebol?

AUTOR: SÉRGIO PIRES –  COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA –  JORNALISTA

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • COLUNA TEIA DIGITAL: As perspectiva de inflação pioram segundo Boletim Focus – Por Silvio Persivo

    Sobre os fatos hediondos e lamentáveis. “Aconteceu e, portanto, pode voltar a acontecer: está a essência do que temos para dizer” (Primo Levi). BLACK FRIDAY IMPULSIONA COMÉRCIO DE RONDÔNIA Segundo a  Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio/RO). a Black Friday de 2026 deve movimentar cerca de R$ 736 milhões em Rondônia. Para Porto Velho, a estimativa é de R$ 147 milhões em vendas, com um crescimento previsto de 3,2%.  No cenário nacional, um estudo da Stefanini Marketing estimou que a data poderá gerar R$ 14,47 bilhões em vendas e 18,3 milhões de pedidos. Uma sondagem da Fecomércio/RO aponta que 68,4% dos consumidores pretendem fazer compras. Entre os produtos mais procurados estão roupas (51,8%), eletrodomésticos (31,9%) e eletrônicos (23%). A pesquisa também aponta que 48,1% planejam pagar à vista, enquanto 50,9% pretendem antecipar as compras para a semana anterior à Black Friday. Para a Fecomércio/RO, a movimentação antecipada pode estender o período de promoções e contribuir para as vendas de fim de ano. “A antecipação das compras deve ampliar o período de promoções e, este ano, inclusive com o apoio direto do Sebrae de Rondônia, os empresários se prepararam mais. Daí a suposição de que a Black Friday deve impulsionar as vendas de fim de ano”, disse o presidente da entidade, Raniery Araújo Coêlho. PREÇO DO DIESEL AUMENTA QUASE 2% EM RONDÔNIA O Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), que acompanha o comportamento de preços nos postos de combustível, aponta que Rondônia registrou um cenário de alta nos preços dos combustíveis em outubro, na comparação com setembro, com exceção do etanol.  O diesel comum subiu 1,93%, custando em média R$ 7,39 já o S-10 ficou 1,87% mais caro, com preço médio de R$ 7,61, enquanto a gasolina subiu 0,13%, alcançando R$ 7,45. No sentido oposto, o etanol recuou 0,58%, cotado a R$ 5,14. Segundo Vinicios Fernandes, Diretor de Unidades de Negócios da Edenred Mobilidade, “Em outubro, Rondônia apresentou uma tendência de alta nos preços da maior parte dos combustíveis, com destaque para o diesel, que registrou os avanços mais expressivos no período. Com a queda registrada no período, o etanol se consolida como a opção mais econômica e sustentável para os motoristas rondonienses”. ENCONTRO DE CATADORES DE MATERIAIS RECICLÁVEIS DE RONDÔNIA O governo do estado realizou na segunda-feira (2) o 4º Encontro Estadual de Catadores de Materiais Recicláveis, entre os municípios de Presidente Médici e Ji-Paraná. Durante o evento, encerrado na terça-feira (3), cerca de 100 profissionais organizados em cooperativas, associações ou de forma individual participaram da programação, coordenada pela Secretaria de Estado da Mulher, da Família, da Assistência e do Desenvolvimento Social (Seas), com palestras, visita técnica, atividades práticas e levantamento de demandas que ampliem a geração de renda, qualifiquem a atuação das cooperativas e associações, difundam práticas seguras de trabalho e consolidem propostas para o desenvolvimento da política pública de reciclagem inclusiva no estado.  A titular da Seas, Luana Rocha reforçou, que com estes encontros o governo, por meio da Seas, contribui com a organização dos catadores no estado para o fortalecimento das cooperativas e a construção de uma pauta unificada em defesa da reciclagem inclusiva em Rondônia. ““A escolha de Presidente Médici atendeu ao pedido dos próprios catadores, apresentado no Fórum Estadual de Lixo e Cidadania, pelo fato de o município estar mais centralizado, favorecendo a participação de um número maior de catadores. Nesta edição foi inserida pela primeira vez a oficina do projeto “Recicla ON”, do Instituto Gea, do estado de São Paulo, focada na capacitação e estruturação de cooperativas de catadores para a destinação correta de resíduos eletroeletrônicos (lixo eletrônico). AS PERSPECTIVAS DE INFLAÇÃO PIORAM SEGUNDO O BOLETIM FOCUS A mais recente edição do Boletim Focus mostra uma piora drástica das expectativas dos investidores com relação à inflação, aos juros e à taxa de câmbio. A piora se inicia pela inflação. Há quatro semanas, a estimativa este ano foi de 5,01%. Na semana passada, subiu para 5,19% e, nesta edição, avançou para 5,22%, bastante acima do teto da meta.  A projeção para 2027 também piorou. Nas últimas semanas, a expectativa estave ao redor de 4,3%. Acima da meta de 3%, mas dentro do limite aceitável. Agora, a projeção avançou para 4,76%, acima do teto de 1,5% da meta. A alta prevista é menos intensa nos anos de 2028 e de 2029. Porém, as estimativas para esses dois anos se situavam ao redor de 3,5% e agora estão ao redor de 4%, também  acima da meta. RESILIÊNCIA DA ECONOMIA GLOBAL DIMINUI AFIRMA FMI O documento final da 54ª reunião do Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC), nas reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, alerta que a economia global resiste a choques, mas sua capacidade de absorver novas turbulências diminui, após o desmantelamento da ordem geopolítica, conflitos e danos às cadeias de suprimentos, pela pandemia e por guerras. Assim o FMI pede políticas mais consistentes, reconstrução das reservas fiscais, estabilidade de preços e cooperação entre nações. O World Economic Outlook projeta um crescimento mundial de 3,1% em 2026 e 3,4% em 2027, e inflação global de 4,7% neste ano, recuando para 4,1% no próximo. Há diferenças: países beneficiados por investimentos em IA e condições comerciais favoráveis têm perspectivas melhores do que importadores de energia e economias de baixa renda. Interessante é que o documento destaca os riscos do endividamento público: a alta dos rendimentos dos títulos soberanos, somada à dívida elevada, pode encarecer o crédito. Recomenda consolidação fiscal e marcos fiscais, preservando investimentos prioritários e a proteção social; transferências temporárias e direcionadas seriam mais eficientes do que controles generalizados de preços. Na política monetária, pede estabilidade de preços, decisões baseadas em dados, comunicação clara e independência dos bancos centrais. A inteligência artificial impulsiona investimentos, comércio e produtividade, mas seus benefícios tendem a ser desiguais; revisões nas expectativas de rentabilidade podem provocar correções nos mercados e ampliar disparidades. AUTOR: SILVIO PERSIVO –  TEIA DIGITAL

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