Direto de Rolim

Presença do presidente Bolsonaro, para inauguração da ponte que liga ao Acre, demonstrou o carisma que o homem possui perante aos seus seguidores – Por Fernando Garcia

Faltando sintonia
Segunda feira passada, o bicho pegou na Câmara de Vereadores de Rolim de Moura, onde o horário estabelecido para as reuniões acontece sempre as nove horas da manhã. De repente, muitos vereadores que compareceram à Casa de Leis, para cumprirem suas tarefas legislativas, foram surpreendidos por assessores do palácio Jorge Teixeira, que as mesmas tinham sido preteridas para a parte da tarde, ou seja, as 15hs, como era antes da pandemia. Muitos vereadores ficaram insatisfeitos com a decisão da presidência da Casa de leis, reclamando que não receberam sequer um telefonema para ter ciência da mudança do horário. O vereador Rony Ton, não gostou da atitude da presidência, onde usou a tribuna da Câmara de Vereadores, para demonstrar o seu descontentamento.

Volta noturna
Deveras, os vereadores descontentes, tem toda a razão, é preciso que a presidência interaja com todos os edis e, a comunicação seja estendida a todos os pares para evitar aborrecimentos dessa magnitude, visto, que muitos dos vereadores já tinham agendados outros compromissos junto as suas bases e também compromissos particulares. A Câmara de Vereadores de Rolim de Moura, ao longo de sua existência, já passou por várias mudanças de horários, sendo, que no início da sua primeira legislatura, o horário ainda no salão paroquial da igreja católica, funcionava no período noturno e, quando inaugurou sua sede própria que é a atual, perdurou por um bom tempo os debates sendo a noite. Depois começou essa lambança de mudança de horários, onde cada presidente estabelece seus horários, as vezes pela manhã, pela tarde, mas nunca retornaram para o período da noite, onde inclusive muitos segmentos da sociedade, poderiam acompanhar os trabalhos dos senhores edis.

Postulantes do interior
A capital do Estado, levou 24 anos para eleger o governador, sendo que Osvaldo Piana, deixou o mandato em dezembro de 94, não fazendo o sucessor que era Chiquilito Erse. Esse tabu só foi quebrado pelo Coronel Marcos Rocha, atual governador, que navegou na onda Bolsonaro e, afastou candidatos do interior de permanecerem no palácio. Em 2022, pelo o andar da carruagem, ao que tudo indica, postulantes do interior almejam a principal cadeira do Estado, com nomes bastantes conhecido no cenário estadual, como Marcos Rogério, Confúcio Moura e Ivo Cassol, esses últimos, pretendem celebrar o terceiro mandato como governador de Rondônia. No momento as interrogações, é sobre a inelegibilidade de Ivo Cassol, mas, pelos julgamentos das cortes brasileira, temos visto que não será motivo de empecilhos para sua candidatura, onde ao longo do tempo seus advogados, vem ganhando sucessivas batalhas judiciais e, até 2022, provavelmente estará amparado dentro da legislação para uma futura pretensão.

Pensamento elevado
Com nome forte no interior do Estado, principalmente no eixo da BR 364 e nas regiões do Cone Sul, Vale do Guaporé e da Zona da Mata, Cassol, deve entrar mais em Porto Velho, para consolidar sua pavimentação rumo ao Governo do Estado. A tarefa é bastante árdua, até conseguir de uma vez por toda seu credenciamento, junto ao (TSE), onde segundo fontes próximas ao ex-governador, admitem que praticamente algumas pendências serão resolvidas, muito bem antes das convenções estaduais e, que o importante nesse momento é fazer as visitas necessárias para no momento oportuno fazer um arco de alianças, tanto na capital quanto no interior, com um foco especial em Porto Velho, onde sairá o vice, com possibilidades de ser uma representante da ala feminina.

Moradores desconfiados
Muitos comentários em Porto Velho, de que a empresa Energisa, vem mexendo nos aparelhos relógios das residências, sem autorização dos usuários de energia. Aqui em Rolim de Moura, não está sendo diferente, onde a empresa deveria pelo menos mandar um aviso para os moradores tomarem ciência de suas atividades correlatas. Comenta-se que existe uma Lei estadual em vigor, alertando a necessidade de a empresa Energisa, cientificar o consumidor para que o mesmo saiba quais são os motivos das inspeções. Muitos estão preocupados com essas atitudes da empresa, onde os empregados justificam que são trabalhos de rotina, mas, o que causa estranheza, é que poderá sofrer aumentos nas contas futuras, embora, o relógio não ter sofrido nenhuma depredação nos lacres.

Dia histórico para Candeias
A presença do presidente Bolsonaro, para inauguração da ponte que liga ao Acre, demonstrou o carisma que o homem possui perante aos seus seguidores. A popularidade dele é realmente incrível por onde ele passa e, nem a segurança consegue controlar a sua impetuosidade em saudar as pessoas com bastante afetuosidade. Em Rondônia, na eleição passada manteve mais de setenta por cento dos votos, indicando que vai manter o ritmo no processo de reeleição. Ademais, além dos simpatizantes, marcaram presença importante o senador e defensor de Bolsonaro, na CPI, Marcos Rogério, e o ex-senador Ivo Cassol, que aproveitou a brecha muito importante e conversou com o presidente, roubando a cena, quando o governador praticamente ficou isolado. Numa visita de surpresa ao Posto Miriam, em Candeias do Jamari, o presidente Jair Bolsonaro, foi ovacionado por dezenas de caminhoneiros e o povo em geral, deixando uma marca histórica para o pequeno município que fica na região que avizinha com Porto Velho.

Coisas da política
Com a presença do presidente da República em Porto Velho, para a inauguração da ponte Rondônia Acre, pouquíssimos políticos do Estado, tiveram a oportunidade de ficarem lado a lado com o presidente. Sem dúvida a cereja do bolo, ficou para o pretenso candidato ao Governo do Estado, senador Marcos Rogério, que recebeu efusivos elogios do mandatário do Brasil, inclusive, pontuando que o senador é seu defensor na CPI do Covid, no Senado Federal. De qualquer forma, não deixa de ser uma excelente lembrança para as eleições do ano que vem, podendo ser o virtual candidato apoiado por Bolsonaro. Resta saber como vai ficar a parceria, de Marcos Rogério e o provável candidato ao Senado, Expedito Júnior, visto, que, se Cassol não consegui sua candidatura ao Governo de Rondônia, vai lançar o nome de sua irmã, a deputada federal, Jaqueline Cassol, ao Senado Federal ou até mesmo a comandante do Estado.

Assessoria cochilou
Toda eleição precisa de uma peça de engrenagem para alavancar e, quando não colocada na hora certa, causa prejuízos estarrecedores, onde uma simples palavra pode fazer a diferença, ou o silêncio pode afetar completamente o certame eleitoral. Na campanha de 2014, o então candidato ao Governo de Rondônia, Expedito Júnior (PSDB), disputava o segundo turno contra o governador Confúcio Moura, candidato a reeleição. O candidato a presidente da República, Aécio Neves, também (PSDB), bem votado nos dois turnos, surrando a candidata à reeleição Dilma Roussef, em Rondônia, sem ter pisado uma única vez no Estado, durante a campanha. Naquela oportunidade, esse colunista apreciador de uma boa farinha torrada, chegou a fazer um alerta para Expedito Júnior, conseguir uma declaração de Aécio Neves, que assim que tomasse posse, um dos seus primeiros atos seria resolver o impasse da transposição no Estado de Rondônia, onde abarcaria mais de quinze mil funcionários, seria muito importante, até porque, Expedito Júnior, como senador ajudou bastante, como enfatizou a própria Dilma Rosseff, em sua visita ao Estado.

Precisa interagir
O resultado nem precisa falar, Expedito Júnior, se quer naquele período nunca ouviu vozes de seus colaboradores do interior, apesar, de ter sempre colocado um comitê central, que geralmente fica em Rolim de Moura. Suas decisões sempre são vindas das barrancas de Porto Velho, onde, apesar de o eleitorado e as lideranças que ele tem mais proximidades expressivas serem do interior, onde poderia merecer maior atenção do candidato, para recepcionar e analisar os posicionamentos de sua equipe que não envolve contratos financeiros. Pois é, a turma de Porto Velho, não conseguiu trazer o candidato Aécio Neves, em nenhum dos turnos, muito menos uma gravação falando sobre o ato de transposição para o quadro federal, que naquela oportunidade seria uma declaração política de suma importância para todos os funcionários envolvidos, gostariam de ouvir, infelizmente nada disso aconteceu e, a diferença foi de 53 mil votos, praticamente tudo seria o oposto naquele momento, com a injeção de ânimo de uma simples palavra.

Vagando pelas ruas
Os problemas de moradores de rua, praticamente existe em quase todas as cidades brasileiras, especialmente aquelas que estão na faixa de 50 mil habitantes e, Rolim de Moura, já convive com esse problema crônico há décadas sem nenhuma solução. No passado os gestores através dos núcleos sociais do Estado e das prefeituras, até que mantinham parcerias o que certamente diminuíam as aflições dessa gente. Construir um abrigo era a forma decente para amparar essa legião de moradores de rua que perambulam pela cidade, embreando na bebedeira durante o dia, e a noite se jogam debaixo de qualquer cobertura ao redor da rodoviária. Há tempos atrás, eles se alojavam a noite no barracão da igreja católica, onde algumas organizações e denominações religiosas, cuidavam deles dando banho, vestimentas e alimentos, mas, a igreja católica optou pelo lado empresarial, construindo módulos para alugar, o que terminou afugentando os moradores de rua da localidade. É importante ressaltar, que precisa fazer um levantamento, e tentar localizar os parentes dessas pessoas para que possam ser reintegradas as suas famílias.

AUTOR: FERNANDO GARCIA –  COLUNA PORTA ABERTA

  • A opinião dos colunistas colaboradores não reflete necessariamente a posição da Folha Rondoniense

FRNEWS TV: SENAR- Projeto Piloto Pecuária Sustentável de Rondônia | Estância Mina Azul

CHARGE – CARTUNISTA

COLUNISTAS

RESENHA POLITICA POR ROBSON OLIVEIRA

  • RESENHA POLITICA: Sofia Andrade mira a Prefeitura de Porto Velho e pressiona Léo Moraes à apoiar Flávio Bolsonaro

    ESTRIDENTE A deputada federal eleita Sofia Andrade parece ter escolhido o caminho mais barulhento para cobrar de Leo Moraes uma posição em favor da candidatura de Flávio Bolsonaro. Com carro de som, gritos amplificados e uma abordagem ostensiva pelas ruas da capital, transformou a cobrança em um episódio de confronto público. O detalhe que torna a cena politicamente intrigante é que, segundo declarações anteriores atribuídas ao prefeito, seu voto já tem endereço conhecido. SUBORDINAÇÃO Ora, se Leo Moraes já manifestou apoio ao filho de Jair Bolsonaro, qual é a necessidade de cobrar, aos berros, uma declaração que, em tese, já foi dada? A política permite divergências, cobranças e pressão. O que merece questionamento é a insistência em exigir uma demonstração pública de lealdade quando o posicionamento do cobrado já seria conhecido. Apoio político não é submissão, e aliança partidária não transforma ninguém em subordinado. CONVICÇÕES Leo tem sua própria trajetória e já demonstrou que sabe separar as disputas eleitorais das questões pessoais. Na eleição municipal em que enfrentou Mariana Carvalho, em uma disputa acirrada pela Prefeitura de Porto Velho, Jair Bolsonaro esteve na capital para pedir votos justamente para a adversária. Nem por isso Leo abandonou suas convicções, deixou de atuar no campo bolsonarista ou rompeu automaticamente com o eleitorado identificado com o número 22. Nas disputas posteriores, inclusive ao lado de Marcos Rogério, manteve sua identificação política. CONFRONTO Esse histórico torna a cobrança de Sofia ainda mais questionável do ponto de vista estratégico. Leo não precisa provar sua fidelidade a cada nova convocação, muito menos transformar o próprio voto em um ritual público para satisfazer as expectativas de outros integrantes do mesmo campo político. Mas há um aspecto ainda mais interessante nesse episódio: por que tanta disposição para confrontar justamente um aliado cujo apoio a Flávio Bolsonaro já teria sido declarado? PREFEITURA É nesse ponto que a discussão deixa de ser apenas sobre a eleição presidencial e passa a tocar nos interesses da política municipal. Sofia está construindo uma posição de protagonismo próprio? Está tentando demarcar território? Ou pretende ocupar um espaço de liderança que hoje tem Leo Moraes como uma de suas principais referências? DEDUÇÃO Não há elementos suficientes para afirmar que a deputada eleita esteja de olho na cadeira do prefeito. Seria precipitado transformar uma suspeita em certeza. Entretanto, a forma escolhida para o confronto abre espaço para essa interpretação e torna inevitável o questionamento sobre o alcance político da iniciativa. PODER Afinal, quando alguém escolhe expor publicamente um aliado, insistindo em uma cobrança cujo conteúdo já teria sido atendido, é legítimo perguntar se o objetivo é apenas defender uma candidatura ou também ampliar a própria visibilidade e marcar posição na disputa pelo poder. CONSTRANGIMENTOS Sofia tem todo o direito de defender Flávio Bolsonaro. O que não se pode exigir de Leo Moraes é que se comporte como se precisasse renovar diariamente um certificado de fidelidade política. O apoio eleitoral não elimina a autonomia de uma liderança, assim como a identidade ideológica comum não obriga aliados a se submeterem a constrangimentos públicos. PALCO Na política, o volume do carro de som pode chamar a atenção, mas não substitui a consistência dos argumentos. E gritar mais alto não significa, necessariamente, ter mais razão. No fim das contas, fica uma pergunta incômoda para a deputada eleita: se Leo Moraes já declarou seu voto, o que exatamente ainda precisa ser provado? Talvez a questão não seja convencer o prefeito a apoiar Flávio Bolsonaro. Talvez seja demonstrar quem pretende ocupar o centro do palco político de Porto Velho daqui para a frente. Porque, quando a cobrança por lealdade se torna um espetáculo, vale observar não apenas quem está sendo pressionado, mas também quem está tentando ganhar protagonismo com a pressão. GOVERNO As especulações sobre os nomes que poderão integrar um eventual governo de Marcos Rogério já começam a movimentar os bastidores e a ocupar espaço nas manchetes políticas. E a tendência é que esse movimento se intensifique à medida que o calendário avance e se aproxime o momento de definir quem estará ao lado de um possível governador. BALÃO Não há nada de anormal nisso. A formação de governos sempre alimentou apostas, conjecturas e articulações antecipadas. Faz parte do jogo político e da rotina dos meios de comunicação. Boa parte dos nomes lançados, entretanto, não passa de balão de ensaio, naquela velha estratégia dos bastidores: joga-se a informação no ar para ver se cola, medir reações e testar resistências. EXPERIENTE Mas nem toda especulação nasce do acaso. Há nomes que aparecem nas conversas porque reúnem experiência administrativa, influência política e capacidade de articulação. É o caso de Ezequiel Neiva. FORÇA Com passagem por cargos de primeiro escalão no governo, Neiva construiu relações políticas e mantém influência entre parlamentares. Sua força também se evidencia na eleição consistente do filho para deputado estadual, resultado que demonstra a capacidade eleitoral do grupo familiar e sua presença no cenário político de Rondônia. CREDENCIAIS Por isso, a possibilidade de seu aproveitamento em uma eventual administração de Marcos Rogério não pode ser tratada como mera conversa de corredor. Politicamente, Ezequiel tem credenciais e interlocução para figurar entre os nomes lembrados na composição de um governo. O problema é que o peso político não resolve, por si só, os obstáculos jurídicos. CONTA A situação de Ezequiel Neiva exige atenção justamente por causa dos efeitos de uma decisão relacionada à improbidade administrativa, apontada como fundamento de sua inelegibilidade. A restrição jurídica é um fator que precisa entrar na conta antes que qualquer especulação sobre sua nomeação seja tratada como uma possibilidade concreta. RESTRIÇÃO Há, contudo, uma distinção importante: estar inelegível não significa, automaticamente, estar impedido de assumir qualquer cargo público. Para afirmar que Neiva está legalmente impossibilitado de integrar o primeiro escalão de um eventual governo, é necessário verificar o conteúdo da decisão judicial, a duração de seus efeitos e a existência de norma específica que impeça a nomeação. Se a restrição aplicável ao caso efetivamente alcançar o exercício da função pretendida e continuar em vigor, o impedimento […]

TEIA DIGITAL POR SILVIO PERSIVO

  • TEIA DIGITAL: Em Setembro, Balança Comercial em Rondônia apresenta resultado negativo – Por Silvio Persivo

    E querem nos dizer o que devemos fazer sem considerar nossos interesses. “Eles não aprenderam nada e não esqueceram nada” (Charles Maurice de Talleyrand-Périgord). 3ª EXPOTURISMO ENCERRA COM IMENSO SUCESSO Realizada com muito sucesso, de público e de movimentação financeira, a 3ª Expo Turismo Rondônia 2026, que, este ano, foi no complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, em Porto Velho, brilhou pela diversidade dos estandes. A feira reuniu empreendedores, especialistas, representantes de municípios e profissionais do setor. Estiveram presentes mais de 10 mil visitantes ao longo dos três dias para visitar 85 estandes, especialistas e empreendedores do setor. O evento ampliou a visibilidade dos negócios, estimulou parcerias e incluiu palestras, workshops, aulas-show, debates, oficinas, talk shows e capacitações, além da exposição de produtos, serviços e experiências turísticas. Também a pesca esportiva foi o grande destaque com a presença de Nelson Nakamura e os filhos Renan e Vitor Nakamura, referências na pesca esportiva. Nelson Nakamura e os filhos participam da Expo pela terceira vez, com presença em workshops e atividades voltadas ao segmento, ao lado de outros especialistas do setor. O evento foi realizado pel0 governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado do Turismo (Setur), em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec) e a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Rondônia (Fecomércio-RO) e o apoio da Prefeitura Municipal de Porto Velho.  O governador Marcos Rocha destacou sobre o evento a importância de valorizar os atrativos regionais e criar oportunidades para empreendedores e municípios por meio do turismo. AS CRIANÇAS AINDA SÃO MAIORIA EM RONDÔNIA O Dia das Crianças foi muito comemorado em Rondônia, mas, é preciso frisar que, no Brasil, hoje, existem 36,6 milhões de pessoas com 60 anos ou mais contra apenas 26,4 milhões de crianças de até 9 anos. É uma diferença de 10 milhões a favor dos idosos, o que reflete a virada demográfica que começou em 2020 e deve se aprofundar em 2040, quando serão 2,5 idosos para cada criança. Em 2000, as crianças eram 19,8% da população. Hoje são somente 12,3%, ou 1 em cada 8 brasileiros. Já em 18 das 27 unidades da federação há mais idosos do que crianças. O Rio Grande do Sul lidera com a maior proporção de idosos: possui 1,96 idoso por criança. Já Rondônia, a proporção é de 1,18 criança de até 9 anos para cada idoso com 60 anos ou mais (ou cerca de 85 idosos para cada 100 crianças nessa faixa etária). EM SETEMBRO BALANÇA COMERCIAL DE RONDÔNIA APRESENTA RESULTADO NEGATIVO O comércio exterior de Rondônia, em setembro, segundo o Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado de Rondônia (FIERO), fechou o mês com déficit de US$ 59,5 milhões, valor proveniente de US$ 195,7 milhões em vendas e US$ 255,2 milhões, mas, no acumulado de janeiro a setembro deste ano, o resultado permanece favorável ao Estado, com saldo positivo de US$ 560,2 milhões. O resultado de setembro decorre do aumento das importações que chegou perto de 40% em relação ao mesmo período de 2025. O que também contribuiu, porém em menor proporção, foram as limitações tarifárias sobre a carne bovina na China, que atingiu o teto da cota anual, e passou a receber uma sobretaxa de 55% em cima da taxa base de 12%, totalizando a alíquota de 67%. Para contornar as restrições no país asiático, frigoríficos e produtores locais redirecionaram seus carregamentos para destinos como Chile, Estados Unidos e Canadá. A pauta de embarques permaneceu concentrada na carne bovina, responsável por 58,1% das vendas, e o milho, com 23,3%. O mercado de café também apresentou teve expansão contínua, com 7,3% da pauta mensal. O café ganhou protagonismo na balança comercial pelo forte crescimento em 2026. O volume total do grão embarcado até o momento perfaz quase o dobro de tudo o que foi exportado ao longo do ano de 2025. Nas importações, a China respondeu por 41,2% do total acumulado no ano, somando US$ 953,6 milhões, acompanhada por parceiros como Argentina e Estados Unidos. Os valores elevados de compras externas decorrem do modelo tributário de importação escritural garantido pela legislação estadual. Neste sistema, as empresas registradas em Rondônia efetuam o recolhimento de tributos no Estado, enquanto os produtos entram no país por portos de outras regiões e seguem para o destino final, sem significar consumo direto pela população local. UNIVERSIDADES EM XEQUE A atual disputa eleitoral está desnudando, de uma forma até burlesca, o que acontece nas universidades brasileiras e como essas se encontram distantes dos problemas reais do país. É fato que a tecnologia e o progresso estão obrigando a academia a mudar o que fazem. Porém, com as manifestações estudantis e os problemas que surgem internamente de incêndios e uso das instalações para politicagem, a questão que aflora se tornou mais grave. Começa-se a questionar não somente “apenas o que fazem” e sim também “os que fazem”. Há professores passando vergonha tanto pelos discursos ultrapassados como pela demonstração de falta de conhecimento demonstrando que o saber está realmente escasso nas universidades. E isto se demonstra tanto pela queda das instituições nos rankings de classificação, em relação as de outros países, como pela deterioração visível dos campus e instalações onde as pichações, a falta de manutenção e a sujeira dão uma triste demonstração de como se encontram locais que deveriam ser espelhos para a sociedade. E o mais preocupante é que esta desvalorização das universidades se visualiza quando há um declínio de uma das suas principais razões de existência, que é a realização de pesquisas. Antes o setor produtivo precisava dos recursos que as universidades possuíam, da aliança entre ensino e pesquisa, inclusive para sustentar os salários das pessoas capazes de realizar este tipo de pesquisa. Agora, tudo indica que, com a crescente perda de importância das pesquisas universitárias, as empresas apostam mais nos seus próprios recursos e de que a inteligência artificial será cada vez mais capaz de realizar grande parte das pesquisas necessárias. Por isto diminuem a procura por vagas, […]

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